{"id":1579,"date":"2023-07-01T02:13:29","date_gmt":"2023-07-01T05:13:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agoratheory.com\/?page_id=1579"},"modified":"2023-07-01T02:15:45","modified_gmt":"2023-07-01T05:15:45","slug":"teoria-das-agoras-agora-theory-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/agoratheory.com\/pt\/teoria-das-agoras-agora-theory-2\/","title":{"rendered":"Teoria das Agoras &#8211; Agora Theory"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>CENTRO DE FILOSOFIA E CI\u00caNCIAS HUMANAS<\/div>\n<div>INSTITUTO DE PSICOLOGIA<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>LEONARDO G. VIANA<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>ORIENTADOR<\/div>\n<div>MILTON N. CAMPOS<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c1GORA: UM NOVO OLHAR SOBRE REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS NO CONTEXTO DE PRECONCEITOS CONTRA A EDUCA\u00c7\u00c3O \u00c0 DIST\u00c2NCIA.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>RIO DE JANEIRO<\/div>\n<div>2020<\/div>\n<div>LEONARDO GON\u00c7ALVES VIANA<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c1GORA: UM NOVO OLHAR SOBRE REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS NO CONTEXTO DE PRECONCEITOS CONTRA A EDUCA\u00c7\u00c3O \u00c0 DIST\u00c2NCIA.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tese de Doutorado apresentada ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social &#8211; EICOS, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ, com Doutorado sandu\u00edche no exterior na Universitat Aut\u00f2noma de Barcelona \u2013 UAB (Espanha), como parte dos requisitos necess\u00e1rios para obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Doutora.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Orienta\u00e7\u00e3o:Prof\u00ba Dr. Milton Nunes Campos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Rio de Janeiro<\/div>\n<div>2020<\/div>\n<div>AGRADECIMENTOS<\/div>\n<div>Se n\u00e3o fosse a sua coragem, garra, incentivo e principalmente o seu carinho, nada disso seria poss\u00edvel. Dedico esta tese a ela, minha m\u00e3e. Com sua vontade de transformar tudo e todos, sempre foi um espelho para aqueles que a cercam. Obrigado por tudo o que voc\u00ea \u00e9 &#8230; e por me ajudar a me tronar o que sou.<\/div>\n<div>O mundo \u00e9 grande e ela sabe disso. Demonstra toda for\u00e7a e intelig\u00eancia que uma mulher pode ter em um simples sorriso iluminado. Chegamos juntos nesta trilha do doutorado e prosseguimos crescendo e lutando. Agrade\u00e7o \u00e0 minha querida noiva Fabiane Proba. Cada vez mais ao seu lado, agrade\u00e7o pela sua luz e for\u00e7a.<\/div>\n<div>Dentre todas as possibilidades e probabilidades que o mundo poderia oferecer, ca\u00ed nas gra\u00e7as do destino e da boa sorte que trouxe minha fam\u00edlia. Unidos pelo destino e atados pelo amor, obrigado a todos!!! Beto, Vanilda, Fred, Ninive, Roberta, Kurtinho, Samuel (Kak\u00e1), Pedrinho, Paulinho (meu afilhado), Raquel, Isa, Kurt e meus pais.<\/div>\n<div>Ao meu mestre Milton N. Campos, que sempre foi mais que um orientador. Sua capacidade e intelig\u00eancia me inspiram a ser melhor como ser humano e como profissional. Ele \u00e9 uma daquelas pessoas que n\u00e3o exercem uma profiss\u00e3o e, sim, vivem uma voca\u00e7\u00e3o brilhante. Obrigado por guiar este trabalho e o meu doutorado. Sua intelig\u00eancia mostra uma faceta que s\u00f3 um verdadeiro s\u00e1bio pode ter: a humanidade. Muito, muito obrigado.<\/div>\n<div>A la Ibis Valvidia que me acogi\u00f3 en la Universidad Aut\u00f3noma de Barcelona y fue una gran maestra en mi desarrollo. Muchas y muchas gracias por todo. !Fue una pasada\u00a1 [Espa\u00f1ol]<\/div>\n<div>Gracias Catlu\u00f1a, gracias Barcelona, gracias Espa\u00f1a. Tu calles y tu poblaci\u00f3n son una inspiraci\u00f3n. Me encantan. [Espa\u00f1ol]<\/div>\n<div>Gr\u00e0cies a la Universitat Aut\u00f2noma de Barcelona &#8211; Aposta pel coneixement i la innovaci\u00f3. [Catal\u00e0 &#8211; Catal\u00e1n]<\/div>\n<div>Aos meus amigos que sempre est\u00e3o presentes em mim, mesmo que, por vezes, distantes, sei que todos est\u00e3o aqui escritos n\u00e3o s\u00f3 nesta obra, mas no meu dia a dia.<\/div>\n<div>A Fred Viana, meu irm\u00e3o, pelas suas fant\u00e1sticas ajudas no desenvolvimento desta tese, com seu talento para as ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o e sua intelig\u00eancia para estruturar esta obra. Muito obrigado pela sua amizade e companheirismo.<\/div>\n<div>Agrade\u00e7o aos meus amigos da Funda\u00e7\u00e3o Cecierj, em especial, a alguns que auxiliaram diretamente nesta pesquisa: professor Carlos Eduardo Bielschowsky, minha gratid\u00e3o; Fabio Rapello, pelos di\u00e1logos e livros sempre preciosos durante o trajeto acad\u00eamico; Vittorio LoBianco, pela colabora\u00e7\u00e3o sempre bem-vinda; professor Esteban Moreno, que sempre utilizou de sua sabedoria para criar e pesquisar; e professora maravilhosa que nos deixou em corpo, querida Neci Pereira Nunes. A minhas amigas da Comunica\u00e7\u00e3o desta institui\u00e7\u00e3o, Carmem Puente e L\u00eddia Azevedo, muito obrigado pelo apoio de voc\u00eas.<\/div>\n<div>\u00c0 Prof. Cristina Haguenauer da UFRJ, pela maravilhosa recep\u00e7\u00e3o no programa EICOS.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para meus amigos do grupo de pesquisa Inter@ctiva: Almir Fernandes, Ros\u00e2ngela de Carvalho, Aline Satyan e a mais que especial Nath\u00e1lia Ronfini, sempre formid\u00e1vel com todos.<\/div>\n<div>Agradecimento ao Ricardo Fernandes da secretaria e a todos os professores do EICOS e da UFRJ, que sempre estiveram dispostos a ajudar.<\/div>\n<div>N\u00e3o poderia deixar de agradecer aos gigantes de diversas ci\u00eancias que muito me inspiraram nesta obra: com imagina\u00e7\u00e3o profunda e revolucion\u00e1ria \u2013 Albert Einstein; com amor pelo conhecimento e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2013 Faraday e Carl Sagan; e com observa\u00e7\u00e3o refinada \u2013 Darwin. Mais contribui\u00e7\u00f5es maravilhosas: a casca de n\u00f3s de Hawking; a heresia de Galileu; a intelig\u00eancia de Newton, Maxwell, Tesla e Feynman; a inovadora Marie Curie e a todos os cientistas e professores que dedicaram suas vidas ao conhecimento. Muito obrigado!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior &#8211; Brasil (CAPES) &#8211; C\u00f3digo de Financiamento 001<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA melhormaneira de prever o futuro \u00e9 cri\u00e1-lo\u201d<\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (Peter Drucker)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>RESUMO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa tem como objeto o estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais com foco no preconceito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EAD), por meio de um olhar diferenciado, no qual a ideologia assume o centro no agrupamento de popula\u00e7\u00f5es oientado pelas imagens de mundo no ego e no alter. Aos conglomerados formados a partir desta perspectiva chamamos de \u00e1goras. Este panorama foi testado empiricamente por meio de investiga\u00e7\u00e3o com mais de 42 mil pessoas que se pretendiam candidatas ao vestibular de institui\u00e7\u00e3o de ensino a dist\u00e2ncia. Como metodologia de extra\u00e7\u00e3o dos dados, foi utilizado question\u00e1rio baseado em t\u00e9cnica de evoca\u00e7\u00e3o de palavras de Abric (1994), em que os pesquisados foram convidados a mencionar cinco palavras que qualificassem a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia quanto ao ego &#8211; para obten\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias representa\u00e7\u00f5es &#8211; e ao alter &#8211; para apreens\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es do outro. Para an\u00e1lise dos resultados, foram adotadas a teoria da ecologia dos sentidos de Campos (2017), no entendimento das configura\u00e7\u00f5es das imagens de mundo dos sujeitos pela intera\u00e7\u00e3o em ambiente natural e social; e a teoria da dialogicidade de Markov\u00e1 (2003), nas reflex\u00f5es do entrosamento ego \u2013 alter \u2013 objeto (EAD). O estudo foi realizado no Centro de Educa\u00e7\u00e3o Superior a Dist\u00e2ncia do Estado do Rio de Janeiro \u2013 CEDERJ. Como resultado, se destacou que o preconceito \u00e0 modalidade a dist\u00e2ncia de ensino se constituiu sobretudo pelo aparecimento de negatividades nas representa\u00e7\u00f5es que, curiosamente, foram verificadas no alter e n\u00e3o no ego. A abordagem das \u00e1goras e suas diversas configura\u00e7\u00f5es introduziu a possibilidade de se ampliar a compreens\u00e3o sobre o preconceito \u00e0 EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Palavras-chave: Represeta\u00e7\u00f5es Sociais, Preconceito, Ensino a Dist\u00e2ncia, EAD, \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>ABSTRACT<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0The objective of the research was the study of social representations with a focus on prejudice regarding education at a distance (EAD), based on a different viewpoint wherein ideology assumes the central position of the population grouping, guided by images of the world in the ego and the alter-ego. The conglomerations formed from this perspective we call &#8220;\u00e1goras&#8221; (&#8220;assemblies,&#8221; from the Greek word &#8220;Agora&#8221;]. This scenario was tested empirically by means of an investigation carried out involving more than 42,000 candidates for the entrance exam of a distance learning institution. Regarding the methodology for data extraction, a questionnaire based on Abric&#8217;s word evocation technique (1994) was used, in which respondents were asked to mention five words that qualify distance education as to the ego &#8211; to obtain their own representations &#8211; and the alter &#8211; to apprehend the representations of the other. For analysis of the results, Campos&#8217; theory of the ecology of the senses (2017) was adopted, in the understanding of the configurations of the subjects&#8217; world images by the interaction in natural and social environments; and Markov\u00e1 &#8216;s theory of dialogicity (2003), in the reflections of the ego \u2013\u00a0 alter \u2013\u00a0 object interaction (EAD). The study was carried out at the Centro de Educa\u00e7\u00e3o Superior a Dist\u00e2ncia do Estado do Rio (State of Rio de Janeiro Higher Distance Education Center &#8211; CEDERJ). As a result, it was shown that the prejudice against the distance teaching model was constituted mainly by the appearance of negativities in the representations that, interestingly, were verified in the alter and not in the ego. The \u00e1goras approach and its various configurations introduced the possibility of broadening the understanding of prejudice against distance learning.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Keyword: Social Representations, Prejudice, Distance Learning, Distance education, e-Learning, \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>RESUMEN ESPA\u00d1OL<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para analizar los resultados, se adopt\u00f3 la teor\u00eda de la ecolog\u00eda de los sentidos de Campos (2017), con el fin de comprender las configuraciones de las im\u00e1genes del mundo de los sujetos a trav\u00e9s de la interacci\u00f3n en un entorno natural y social; y la teor\u00eda de la dialogicidad de Markov\u00e1 (2003), en los reflejos de la interacci\u00f3n ego &#8211; alter &#8211; object (EAD). El estudio se realiz\u00f3 en el Centro de Educaci\u00f3n Superior a Distancia en el Estado de R\u00edo de Janeiro &#8211; CEDERJ. Como resultado, se destac\u00f3 que el prejuicio contra la ense\u00f1anza a distancia estaba constituido principalmente por la aparici\u00f3n de negatividades en las representaciones que, curiosamente, se verificaron en el alter y no en el ego. El enfoque \u00c1gora y sus diversas configuraciones introdujeron la posibilidad de ampliar la comprensi\u00f3n de los prejuicios contra el aprendizaje a distancia. Para analizar los resultados, se adopt\u00f3 la teor\u00eda de la ecolog\u00eda de los sentidos de Campos (2017), con el fin de comprender las configuraciones de las im\u00e1genes del mundo de los sujetos a trav\u00e9s de la interacci\u00f3n en un entorno natural y social; y la teor\u00eda de la dialogicidad de Markov\u00e1 (2003), en los reflejos de la interacci\u00f3n ego &#8211; alter &#8211; object (EAD). El estudio se realiz\u00f3 en el Centro de Educaci\u00f3n Superior a Distancia en el Estado de R\u00edo de Janeiro &#8211; CEDERJ. Como resultado, se destac\u00f3 que el prejuicio contra la ense\u00f1anza a distancia estaba constituido principalmente por la aparici\u00f3n de negatividades en las representaciones que, curiosamente, se verificaron en el alter y no en el ego. El enfoque \u00c1gora y sus diversas configuraciones introdujeron la posibilidad de ampliar la comprensi\u00f3n de los prejuicios contra el aprendizaje a distancia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Palabra clave: Representaciones sociales, prejuicios, aprendizaje a distancia, EAD, \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>LISTA DE FIGURAS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 1 &#8211; Faixas et\u00e1rias dos cursos presenciais e a dist\u00e2ncia (%) 25<\/div>\n<div>Figura 2 &#8211; Interfaces dos alunos em EAD 26<\/div>\n<div>Figura 3 \u2013 Dimens\u00f5es do Brasil comparado com a Espanha 30<\/div>\n<div>Figura 4 \u2013 Polos do Cons\u00f3rcio CEDERJ 34<\/div>\n<div>Figura 5 &#8211; Dialogicidade entre EGO, ALTER e OBJETO (EAO) 63<\/div>\n<div>Figura 6 &#8211; Modelo Toblerone do Senso Comum 64<\/div>\n<div>Figura 7 &#8211; Modelo com Elemento Cultural 64<\/div>\n<div>Figura 8 \u2013Alguns dos principais eixos de pesquisa nos estudos das Representa\u00e7\u00f5es Sociais 66<\/div>\n<div>Figura 9- Caracter\u00edsticas do n\u00facleo central e sistema perif\u00e9rico 68<\/div>\n<div>Figura 10\u2013 Ecologia dos Sentidos (CAMPOS, 2017) 71<\/div>\n<div>Figura 11 \u2013 \u00c1gora de Atenas 76<\/div>\n<div>Figura 12 \u2013EAO com foco em EGO 83<\/div>\n<div>Figura 13 \u2013 EAO com foco no que EGO pensa de ALTER 84<\/div>\n<div>Figura 14\u2013 Observa\u00e7\u00e3o de um carro 85<\/div>\n<div>Figura 15 &#8211; Delimita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por crit\u00e9rio estabelecido pelo pesquisador. 92<\/div>\n<div>Figura 16 \u2013Forma\u00e7\u00e3o de redes poss\u00edveis segundo Baran 93<\/div>\n<div>Figura 17 &#8211; Forma\u00e7\u00e3o de um cluster sob a forma de hub 94<\/div>\n<div>Figura 18 \u2013 A forma\u00e7\u00e3o das \u00c1goras 94<\/div>\n<div>Figura 19 \u2013 A forma\u00e7\u00e3o de \u00e1goras com grupos diferentes 95<\/div>\n<div>Figura 20 \u2013 Proje\u00e7\u00e3o de um grupo 95<\/div>\n<div>Figura 21 &#8211; \u00c1gora no entendimento ego e alter 96<\/div>\n<div>Figura 22 &#8211; Plano de afinidades de \u00e1goras 97<\/div>\n<div>Figura 23 \u2013 Ecologia dos sentidos \u00e1goras negativas 173<\/div>\n<div>Figura 24 \u2013 Enquadramento te\u00f3rico: \u00e1goras da revis\u00e3o da literatura na ecologia dos sentidos 221<\/div>\n<div>Figura 25 \u2013 \u00c1gora \u201cinternet\u201d no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais do ego 232<\/div>\n<div>Figura 26 \u2013 \u00c1gora preconceito no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais no ego 232<\/div>\n<div>Figura 27 \u2013 \u00c1gora fraco no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais no ego 233<\/div>\n<div>Figura 28 \u2013 \u00c1gora dificuldade no ego e as representa\u00e7\u00f5es sociais no alter 234<\/div>\n<div>Figura 29 \u2013 \u00c1gora oportunidade no ego e as representa\u00e7\u00f5es sociais no alter 234<\/div>\n<div><\/div>\n<div>LISTA DE QUADROS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 1- Gera\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia 26<\/div>\n<div>Quadro 2\u2013 Classifica\u00e7\u00e3o da EAD 27<\/div>\n<div>Quadro 3 &#8211; Atitudes de Mattar (1997) 38<\/div>\n<div>Quadro 4 &#8211; Aspectos positivos e negativos da EAD 42<\/div>\n<div>Quadro 5 &#8211; Aspectos positivos e negativos do ensino presencial 43<\/div>\n<div>Quadro 6 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o entre pesquisas com EAD e N\u00facleo Central \u2013 pessoas sem contato com a EAD. 49<\/div>\n<div>Quadro 7- Compara\u00e7\u00e3o entre pesquisas com EAD e N\u00facleo Central \u2013 Pessoas que cursam na modalidade a dist\u00e2ncia 50<\/div>\n<div>Quadro 8 \u2013 Etapas do processo anal\u00edtico-interpretativo 99<\/div>\n<div>Quadro 9 &#8211; Quantidade 103<\/div>\n<div>Quadro 10 &#8211; As 100 representa\u00e7\u00f5es mais citadas para EGO e ALTER 105<\/div>\n<div>Quadro 11 &#8211; Palavras que n\u00e3o tiveram repeti\u00e7\u00e3o em ALTER e em EGO 106<\/div>\n<div>Quadro 12 &#8211; Palavras com repeti\u00e7\u00f5es em ALTER e em EGO 107<\/div>\n<div>Quadro 13 \u2013 Lista de palavras negativas de ALTER 108<\/div>\n<div>Quadro 14\u2013 Representa\u00e7\u00f5es de ALTER em fun\u00e7\u00e3o da Ecologia dos Sentidos 109<\/div>\n<div>Quadro 15 \u2013 Representa\u00e7\u00f5es de EGO em fun\u00e7\u00e3o da Ecologia dos Sentidos 109<\/div>\n<div>Quadro 16 &#8211; Representa\u00e7\u00f5es negativas e ecologia dos sentidos 112<\/div>\n<div>Quadro 17 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora- \u00c1gora Medo 113<\/div>\n<div>Quadro 18 \u2013 Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Medo 113<\/div>\n<div>Quadro 19 \u2013Sexo -\u00c1gora Medo 114<\/div>\n<div>Quadro 20\u2013 Experi\u00eancia com EAD &#8211; \u00c1gora Medo 114<\/div>\n<div>Quadro 21 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Medo 115<\/div>\n<div>Quadro 22 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Medo 116<\/div>\n<div>Quadro 23 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Medo 116<\/div>\n<div>Quadro 24 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora &#8211; \u00c1gora Preconceito 117<\/div>\n<div>Quadro 25 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria &#8211; \u00c1gora Preconceito 118<\/div>\n<div>Quadro 26 &#8211; Sexo -\u00c1gora Preconceito 118<\/div>\n<div>Quadro 27- Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Preconceito 119<\/div>\n<div>Quadro 28 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Preconceito 119<\/div>\n<div>Quadro 29 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es\u2013 \u00c1gora Preconceito 120<\/div>\n<div>Quadro 30 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Preconceito 121<\/div>\n<div>Quadro 31 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013\u00c1gora Fraco 121<\/div>\n<div>Quadro 32 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria &#8211; \u00c1gora Fraco 122<\/div>\n<div>Quadro 33 \u2013 Sexo\u2013 \u00c1gora Fraco 123<\/div>\n<div>Quadro 34 -Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Fraco 123<\/div>\n<div>Quadro 35 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Fraco 124<\/div>\n<div>Quadro 36 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Fraco 124<\/div>\n<div>Quadro 37 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Fraco 125<\/div>\n<div>Quadro 38 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Ruim 126<\/div>\n<div>Quadro 39 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Ruim 127<\/div>\n<div>Quadro 40 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Ruim 127<\/div>\n<div>Quadro 41 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Ruim 128<\/div>\n<div>Quadro 42 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Ruim 128<\/div>\n<div>Quadro 43 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Ruim 129<\/div>\n<div>Quadro 44 -Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 130<\/div>\n<div>Quadro 45 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 130<\/div>\n<div>Quadro 46 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 131<\/div>\n<div>Quadro 47 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 132<\/div>\n<div>Quadro 48- Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 132<\/div>\n<div>Quadro 49 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 133<\/div>\n<div>Quadro 50 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a 134<\/div>\n<div>Quadro 51 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Complicado 134<\/div>\n<div>Quadro 52- Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Complicado 135<\/div>\n<div>Quadro 53- Sexo &#8211; \u00c1gora Complicado 136<\/div>\n<div>Quadro 54- Experi\u00eancia com EAD\u2013\u00c1gora Complicado 136<\/div>\n<div>Quadro 55 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Complicado 137<\/div>\n<div>Quadro 56 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Complicado 137<\/div>\n<div>Quadro 57 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Complicado 138<\/div>\n<div>Quadro 58 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora \u2013 \u00c1gora D\u00favida 138<\/div>\n<div>Quadro 59-Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora D\u00favida 139<\/div>\n<div>Quadro 60\u2013Sexo\u2013 \u00c1gora D\u00favida 140<\/div>\n<div>Quadro 61 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora D\u00favida 140<\/div>\n<div>Quadro 62 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora D\u00favida 141<\/div>\n<div>Quadro 63 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora D\u00favida 141<\/div>\n<div>Quadro 64 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora D\u00favida 142<\/div>\n<div>Quadro 65 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Desconhecimento 142<\/div>\n<div>Quadro 66 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Desconhecimento 143<\/div>\n<div>Quadro 67 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Desconhecimento 144<\/div>\n<div>Quadro 68 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Desconhecido 144<\/div>\n<div>Quadro 69 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Desconhecido 145<\/div>\n<div>Quadro 70 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Desconhecido 145<\/div>\n<div>Quadro 71 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Desconhecido 146<\/div>\n<div>Quadro 72 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora- \u00c1gora Pregui\u00e7a 147<\/div>\n<div>Quadro 74 \u2013 Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a 147<\/div>\n<div>Quadro 75 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Pregui\u00e7a 148<\/div>\n<div>Quadro 76 &#8211; Experi\u00eancia com EAD &#8211; Pregui\u00e7a 148<\/div>\n<div>Quadro 77 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a 149<\/div>\n<div>Quadro 78 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a 150<\/div>\n<div>Quadro 79 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a 150<\/div>\n<div>Quadro 80 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 151<\/div>\n<div>Quadro 81 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 152<\/div>\n<div>Quadro 82 -Sexo\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 153<\/div>\n<div>Quadro 83 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 153<\/div>\n<div>Quadro 84 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 154<\/div>\n<div>Quadro 85 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 155<\/div>\n<div>Quadro 86 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil 155<\/div>\n<div>Quadro 88 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Dificuldade 156<\/div>\n<div>Quadro 89 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Dificuldade 156<\/div>\n<div>Quadro 90 -Sexo\u2013 \u00c1gora Dificuldade 157<\/div>\n<div>Quadro 91 -Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Dificuldade 158<\/div>\n<div>Quadro 92 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Dificuldade 158<\/div>\n<div>Quadro 93 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Dificuldade 159<\/div>\n<div>Quadro 94 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Dificuldade 160<\/div>\n<div>Quadro 95 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Facilidade 161<\/div>\n<div>Quadro 96 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Facilidade 161<\/div>\n<div>Quadro 97 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Facilidade 162<\/div>\n<div>Quadro 98 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Facilidade 162<\/div>\n<div>Quadro 100 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Facilidade 163<\/div>\n<div>Quadro 101 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora Facilidade 164<\/div>\n<div>Quadro 102 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Facilidade 164<\/div>\n<div>Quadro 103 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es de supostas representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD no Brasil em EAD retiradas da literatura 174<\/div>\n<div>Quadro 104 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es relacionadas com poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es sociais organizadas de acordo com nossa interpreta\u00e7\u00e3o da Ecologia dos sentidos na revis\u00e3o da literatura 175<\/div>\n<div>Quadro 105 \u2013 Palavras evocadas na literatura versus as 100 primeiras palavras evocadas em nossa pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a EGO e ALTER 176<\/div>\n<div>Quadro 106 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Comodidade 177<\/div>\n<div>Quadro 107 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Comodidade 177<\/div>\n<div>Quadro 108 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Comodidade 179<\/div>\n<div>Quadro 109 &#8211; Experi\u00eancia em EAD \u2013 \u00c1gora Comodidade 179<\/div>\n<div>Quadro 110 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Comodidade 180<\/div>\n<div>Quadro 111 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Comodidade 180<\/div>\n<div>Quadro 112 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica &#8211; \u00c1gora Comodidade 181<\/div>\n<div>Quadro 113 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013\u00c1goraCusto 181<\/div>\n<div>Quadro 114 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Custo 182<\/div>\n<div>Quadro 115 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Custo 183<\/div>\n<div>Quadro 117 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013\u00c1goraCusto 183<\/div>\n<div>Quadro 118 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1goraCusto 184<\/div>\n<div>Quadro 119 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Custo 184<\/div>\n<div>Quadro 120 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica &#8211; \u00c1gora Custo 185<\/div>\n<div>Quadro 121 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Disciplina 186<\/div>\n<div>Quadro 122 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Disciplina 186<\/div>\n<div>Quadro 123 &#8211; Sexo -\u00c1gora Disciplina 187<\/div>\n<div>Quadro 124 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Disciplina 187<\/div>\n<div>Quadro 125 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Disciplina 188<\/div>\n<div>Quadro 126 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Disciplina 188<\/div>\n<div>Quadro 127 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Disciplina 189<\/div>\n<div>Quadro 129 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Economia 189<\/div>\n<div>Quadro 130 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Economia 190<\/div>\n<div>Quadro 131 &#8211; Sexo -\u00c1gora Economia 191<\/div>\n<div>Quadro 132 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Economia 191<\/div>\n<div>Quadro 133 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Economia 192<\/div>\n<div>Quadro 134 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Economia 192<\/div>\n<div>Quadro 135 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Economia 193<\/div>\n<div>Quadro 136 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Flexibilidade 194<\/div>\n<div>Quadro 137 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Flexibilidade 194<\/div>\n<div>Quadro 138 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Flexibilidade 195<\/div>\n<div>Quadro 139 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Flexibilidade 195<\/div>\n<div>Quadro 140 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Flexibilidade 196<\/div>\n<div>Quadro 141 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Flexibilidade 197<\/div>\n<div>Quadro 142 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Flexibilidade 197<\/div>\n<div>Quadro 143 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Internet 198<\/div>\n<div>Quadro 144 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Internet 199<\/div>\n<div>Quadro 145- Sexo &#8211; \u00c1gora Internet 200<\/div>\n<div>Quadro 146 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Internet 200<\/div>\n<div>Quadro 147 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Internet 201<\/div>\n<div>Quadro 148 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Internet 201<\/div>\n<div>Quadro 149 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Internet 202<\/div>\n<div>Quadro 150 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Oportunidade 203<\/div>\n<div>Quadro 151 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Oportunidade 203<\/div>\n<div>Quadro 152 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Oportunidade 204<\/div>\n<div>Quadro 153 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Oportunidade 204<\/div>\n<div>Quadro 154 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Oportunidade 205<\/div>\n<div>Quadro 155 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Oportunidade 205<\/div>\n<div>Quadro 156 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Oportunidade 206<\/div>\n<div>Quadro 157 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Praticidade 207<\/div>\n<div>Quadro 158 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Praticidade 207<\/div>\n<div>Quadro 159 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Praticidade 208<\/div>\n<div>Quadro 160 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Praticidade 208<\/div>\n<div>Quadro 161 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Praticidade 209<\/div>\n<div>Quadro 162 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Praticidade 209<\/div>\n<div>Quadro 163 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Praticidade 210<\/div>\n<div>Quadro 164 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Tempo 210<\/div>\n<div>Quadro 165 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Tempo 211<\/div>\n<div>Quadro 166 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Tempo 212<\/div>\n<div>Quadro 167 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Tempo 212<\/div>\n<div>Quadro 168 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora Tempo 213<\/div>\n<div>Quadro 169 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Tempo 213<\/div>\n<div>Quadro 170 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Tempo 214<\/div>\n<div>Quadro 171- Plano de afinidade de EGO de n\u00edvel 5, maiores ocorr\u00eancias 223<\/div>\n<div>Quadro 172 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas ao EGO de A1 Plano 5 223<\/div>\n<div>Quadro 173 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013\u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 224<\/div>\n<div>Quadro 174 &#8211; Sexo \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 224<\/div>\n<div>Quadro 175 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 225<\/div>\n<div>Quadro 176 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 225<\/div>\n<div>Quadro 177 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 226<\/div>\n<div>Quadro 178 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d 226<\/div>\n<div>Quadro 179 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas ao EGO 226<\/div>\n<div>Quadro 180 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 227<\/div>\n<div>Quadro 181 &#8211; Sexo \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 227<\/div>\n<div>Quadro 182 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 228<\/div>\n<div>Quadro 183 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 228<\/div>\n<div>Quadro 184 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 229<\/div>\n<div>Quadro 185 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d 229<\/div>\n<div>Quadro 186- Modelo de tabela com classifica\u00e7\u00e3o de negatividade 237<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>LISTA DE GR\u00c1FICOS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 1 -Popula\u00e7\u00e3o Rio x Pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul 31<\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 2 &#8211; Matr\u00edculas em cursos regulamentados totalmente a dist\u00e2ncia, por n\u00edvel acad\u00eamico 32<\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 3 &#8211; Ingressantes no ensino superior 32<\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 4 &#8211; Motivos relacionados \u00e0 resist\u00eancia em se adotar a EAD 40<\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 5 &#8211; Possibilidade de cursar uma faculdade na modalidade EAD 40<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>SUM\u00c1RIO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>INTRODU\u00c7\u00c3O 20<\/div>\n<div>1 DA EDUCA\u00c7\u00c3O A DIST\u00c2NCIA 23<\/div>\n<div>1.1 Introdu\u00e7\u00e3o 23<\/div>\n<div>1.2 A EAD e suas caracter\u00edsticas 23<\/div>\n<div>1.3 Hist\u00f3ria da EAD 27<\/div>\n<div>1.4 A EAD no Brasil 29<\/div>\n<div>1.4.1 A EAD no Rio de Janeiro 33<\/div>\n<div>1.5 Fordismo e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do ensino na academia 34<\/div>\n<div>1.6 Preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0EAD 36<\/div>\n<div>1.7 Resist\u00eancia a EAD 37<\/div>\n<div>1.8 Aspectos positivos e negativos da EAD 42<\/div>\n<div>1.9 Sociedade, tecnologia e EAD 44<\/div>\n<div>1.10 Efici\u00eancia da modalidade 46<\/div>\n<div>1.11 Representa\u00e7\u00f5essociais e a EAD 48<\/div>\n<div>1.12 Quest\u00e3o da pesquisa: primeira aproxima\u00e7\u00e3o 51<\/div>\n<div>2 DAS REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS\u00c0S COMUNIDADES SIMB\u00d3LICAS 53<\/div>\n<div>2.1 Representa\u00e7\u00f5es sociais 53<\/div>\n<div>2.1.1 As rosas n\u00e3o falam: das representa\u00e7\u00f5es \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais 53<\/div>\n<div>2.1.2 A revolu\u00e7\u00e3o cognitiva e as representa\u00e7\u00f5es sociais: sonho que se sonha junto \u00e9 realidade 54<\/div>\n<div>2.1.3 A teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais (TRS) 58<\/div>\n<div>2.1.3 A dialogicidade nas representa\u00e7\u00f5es sociais 62<\/div>\n<div>2.1.4 Resumindo: Principais eixos de pesquisa nas TRS 65<\/div>\n<div>2.1.5A abordagem estrutural das representa\u00e7\u00f5es sociais 67<\/div>\n<div>2.2 A ecologia dos sentidos 70<\/div>\n<div>2.2.1 As contribui\u00e7\u00f5es de Grize e Piaget para a ecologia dos sentidos 72<\/div>\n<div>2.2.2 Algumas considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas complementares relacionadas \u00e0 afetividade 74<\/div>\n<div>2.2.3 Algumas considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas complementares relacionadas \u00e0 dialogicidade 75<\/div>\n<div>2.3 Na dire\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel teoria da \u00c1gora 76<\/div>\n<div>2.3.1 Sobre a no\u00e7\u00e3o de \u00c1gora 76<\/div>\n<div>2.3.1.1 Comunidades simb\u00f3licas 77<\/div>\n<div>2.3.2 O Outro 80<\/div>\n<div>2.3.2.1 Vivendo no mundo das palavras dos outros 80<\/div>\n<div>2.3.2.2 O ALTER em fun\u00e7\u00e3o dos grupos 80<\/div>\n<div>2.3.2.3 ALTER e a empatia 81<\/div>\n<div>2.3.3 A hip\u00f3tese da \u00c1gora 82<\/div>\n<div>2.3.3.1 Um exemplo provindo da f\u00edsica, ilustrativo da hip\u00f3tese da \u00c1gora 86<\/div>\n<div>2.3.3.2 No territ\u00f3rio do Outro 87<\/div>\n<div>2.4 Quest\u00e3o da pesquisa: a hip\u00f3tese da \u00c1gora 88<\/div>\n<div>3 METODOLOGIA 90<\/div>\n<div>3.1 Abordagens metodol\u00f3gicas 90<\/div>\n<div>3.1.1 Abordagens metodol\u00f3gicas tradicionais utilizadas no estudo das RSs em EAD 90<\/div>\n<div>3.1.2 Abordagem metodol\u00f3gica complementar proposta para o estudo das RSs, a partir da aplica\u00e7\u00e3o do modelo da \u00e1gora 91<\/div>\n<div>3.2 M\u00e9todo 96<\/div>\n<div>3.2.1 Evoca\u00e7\u00e3o 96<\/div>\n<div>3.2.3 Estrat\u00e9gia de amostragem de sujeitos 98<\/div>\n<div>3.2.4 Instrumento de coleta de dados 98<\/div>\n<div>3.2.5 Tratamento dos dados, an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados 98<\/div>\n<div>4 AN\u00c1LISE DOS RESULTADOS E INTERPRETA\u00c7\u00c3O DOS DADOS 101<\/div>\n<div>4.1 An\u00e1lise dos Resultados 101<\/div>\n<div>4.1.1 Introdu\u00e7\u00e3o 101<\/div>\n<div>4.1.2 Tratamento de dados 102<\/div>\n<div>4.1.2 Sobre o p\u00fablico geral 102<\/div>\n<div>4.1.4 Discuss\u00e3o dos dados do panorama geral 108<\/div>\n<div>4.1.5 An\u00e1lise global dos dados 110<\/div>\n<div>4.1.6 An\u00e1lise de \u00e1goras e os cinco eixos de pesquisa 111<\/div>\n<div>4.2 Eixo 1 &#8211; An\u00e1lise de \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es negativas mais citadas. 112<\/div>\n<div>4.2.2 Introdu\u00e7\u00e3o \u2013As \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es negativas 112<\/div>\n<div>4.2.1 \u00c1gora medo 112<\/div>\n<div>4.2.2 \u00c1gora preconceito 117<\/div>\n<div>4.2.3 \u00c1gora fraco 121<\/div>\n<div>4.2.4 \u00c1gora ruim 125<\/div>\n<div>4.2.5 \u00c1gora \u201cdesconfian\u00e7a 129<\/div>\n<div>4.2.6 \u00c1gora complicado 134<\/div>\n<div>4.2.7 \u00c1gora d\u00favida 138<\/div>\n<div>4.2.8 \u00c1gora desconhecimento 142<\/div>\n<div>4.2.9 \u00c1gora pregui\u00e7a 146<\/div>\n<div>4.2.12 \u00c1goras de palavras d\u00fabias 151<\/div>\n<div>4.2.12.1 \u00c1gora dif\u00edcil 151<\/div>\n<div>4.2.12.2 \u00c1gora dificuldade 156<\/div>\n<div>4.2.12.3\u00c1gora facilidade 160<\/div>\n<div>4.2.13 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 1 \u2013 \u00c1goras Negativas 165<\/div>\n<div>4.2.13.1 Medo 165<\/div>\n<div>4.2.13.2 Preconceito 166<\/div>\n<div>4.2.13.3 Fraco 166<\/div>\n<div>4.2.13.4 Ruim 167<\/div>\n<div>4.2.13.5 Desconfian\u00e7a 167<\/div>\n<div>4.2.13.6 Complicado 168<\/div>\n<div>4.2.13.7 D\u00favida 168<\/div>\n<div>4.2.13.8 Desconhecimento 169<\/div>\n<div>4.2.13.9 Pregui\u00e7a 169<\/div>\n<div>4.2.13.10 Dif\u00edcil 169<\/div>\n<div>4.2.13.11 Dificuldade 170<\/div>\n<div>4.2.13.12 Facilidade 171<\/div>\n<div>4.3 Eixo 2 \u2013 An\u00e1lise das \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es maisevocadas em compara\u00e7\u00e3o com a revis\u00e3o da literatura 173<\/div>\n<div>4.3.1 Introdu\u00e7\u00e3o 173<\/div>\n<div>4.3.2 \u00c1gora comodidade 177<\/div>\n<div>4.3.3 \u00c1gora custo 181<\/div>\n<div>4.3.4 \u00c1gora dificuldade 185<\/div>\n<div>4.3.5 \u00c1gora disciplina 185<\/div>\n<div>4.3.6 \u00c1gora economia 189<\/div>\n<div>4.3.7 \u00c1gora facilidade 193<\/div>\n<div>4.3.8 \u00c1gora flexibilidade 193<\/div>\n<div>4.3.9 \u00c1gora Internet 198<\/div>\n<div>4.3.10 \u00c1gora oportunidade 202<\/div>\n<div>4.3.11 \u00c1gora praticidade 206<\/div>\n<div>4.3.12 \u00c1gora tempo 210<\/div>\n<div>4.3.13 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 2 214<\/div>\n<div>4.4 Eixo 3 \u2013 An\u00e1lise dos planos de afinidade de \u00e1goras 221<\/div>\n<div>4.4.1 Introdu\u00e7\u00e3o 221<\/div>\n<div>4.4.2 Plano de afinidade 222<\/div>\n<div>4.4.3 \u00c1gora de A1 Plano 5 (DISCIPLINA, ORGANIZA\u00c7\u00c3O, MOTIVA\u00c7\u00c3O, PROATIVIDADE, AUTONOMIA) 223<\/div>\n<div>4.4.4 \u00c1gora de A2 Plano 5 (DISCIPLINA, ORGANIZA\u00c7\u00c3O, MOTIVAC\u00c3O, PROATIVIDADE, CURIOSIDADE) 226<\/div>\n<div>4.4.5 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 3 229<\/div>\n<div>4.5 Eixo 4 -An\u00e1lises relacionais de \u00e1goras 230<\/div>\n<div>4.5.1 Introdu\u00e7\u00e3o 230<\/div>\n<div>4.5.2 An\u00e1lise relacional Ego e Alter 231<\/div>\n<div>4.4.3 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 4 235<\/div>\n<div>4.6 Eixo 5 \u2013 An\u00e1lise das 500 primeiras respostas v\u00e1lidas no question\u00e1rio 236<\/div>\n<div>4.6.1 Introdu\u00e7\u00e3o 236<\/div>\n<div>4.6.2 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 5 237<\/div>\n<div>5 DISCUSS\u00c3O 238<\/div>\n<div>5.1 Sobre a quest\u00e3o da pesquisa 238<\/div>\n<div>5.2 Sobre a negatividade na EAD 241<\/div>\n<div>5.3 \u00c1goras da revis\u00e3o da literatura 243<\/div>\n<div>5.4 Planos de afinidades 244<\/div>\n<div>5.5 An\u00e1lise relacionais de \u00e1goras 244<\/div>\n<div>5.6 Outras observa\u00e7\u00f5es 245<\/div>\n<div>6 CONCLUS\u00c3O 247<\/div>\n<div>7 REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS Erro! Indicador n\u00e3o definido.<\/div>\n<div>8 ANEXO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;262<\/div>\n<div><\/div>\n<div>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A sociedade moderna est\u00e1 passando por uma nova revolu\u00e7\u00e3o com base na tecnologia informacional, em que a nova riqueza teria como base o conhecimento\u00a0 (LASTRES; ALBAGLI, 1999). Este paradigma moderno que tem como base a informa\u00e7\u00e3o em um mundo globalizado, teria em seu centro a necessidade das TICs (tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o), sendo impulsionados de uma forma mais abrangente com a expans\u00e3o da internet (CASTELLS, 2015). Com esta abertura de fronteiras informacionais, ter\u00edamos a cria\u00e7\u00e3o de um \u201cciberespa\u00e7o\u201d (L\u00c9VY, 1999) , onde poderia-se construir pontes educacionais mais r\u00e1pidas e formando uma nova necessidade nesta \u201csociedade do conhecimento\u201d (LASTRES; ALBAGLI, 1999) ..<\/div>\n<div>O ensino sem fronteiras, ou seja, a qualquer tempo e espa\u00e7o como na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EAD), transmite informa\u00e7\u00f5es utilizando por exemplo a capilaridade de uma internet. E, em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como o Brasil, a EAD teria o poder de auxiliar na propaga\u00e7\u00e3o do conhecimento, permitindo que pessoas geograficamente isoladas possam ter igual acesso ao conhecimento do mesmo modo que aquelas dos grandes centros, onde as universidades normalmente est\u00e3o sediadas (SANTOS, 2006) .<\/div>\n<div>Mas, aparentemente, os problemas relacionados \u00e0 EAD dentro da \u201csociedade do conhecimento\u201d\u00a0 (LASTRES; ALBAGLI, 1999)\u00a0 no Brasil seriam da ordem tecnol\u00f3gica (como a falta de acesso \u00e0 internet) e tamb\u00e9m simb\u00f3lica, na forma de uma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 modalidade por uma parte da popula\u00e7\u00e3o, configurando um preconceito. Muitos autores consideram que um julgamento negativo seria infundado, j\u00e1 que testes experimentais mostraram equival\u00eancia entre a modalidade presencial e a dist\u00e2ncia, em rela\u00e7\u00e3o ao aprendizado, mas, mesmo assim, haveria d\u00favidas e resist\u00eancia a este tipo de educa\u00e7\u00e3o por parte da sociedade\u00a0 (MOORE, 2007; SANTOS, 2006; SILVA, 2010) ..<\/div>\n<div>Diversos autores apontam que este receio poderia ser justificado tendo em vista o pr\u00f3prio hist\u00f3rico negativo da EAD no pa\u00eds que come\u00e7ou com cursos por correspond\u00eancia, de baixo custo, com pouca credibilidade acad\u00eamica e liderados por amadores sem a devida experi\u00eancia pedag\u00f3gica\u00a0 (SCHLICKMANN et al., 2009) . Nas universidades, a deprecia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia viria por vezes dos pr\u00f3prios docentes, tendo em vista que neste processo de mudan\u00e7a do presencial para o a dist\u00e2ncia haveria uma altera\u00e7\u00e3o de papel, em que os professores sentiram-se rebaixados a tutores ou a cargos secund\u00e1rios\u00a0 (CORR\u00caA; SANTOS, 2009; MAGGIO, 2001) , al\u00e9m da amea\u00e7a de desemprego pelo distanciamento das salas de aula f\u00edsica. Como pol\u00edtica p\u00fablica, a EAD tamb\u00e9m tem sofrido algumas cr\u00edticas, pois para alguns autores n\u00e3o seria uma pr\u00e1tica democratizante de educa\u00e7\u00e3o e sim maneiras que governos encontrariam para baratear o ensino (BELLONI, 1999; PETERS, 2003; SILVA, 2010) , podendo ent\u00e3o ter poucas preocupa\u00e7\u00f5es com a qualidade. Esta pr\u00e1tica tamb\u00e9m poderia ser usada por empresas de educa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do lucro\u00a0 (BIELSCHOWSKY, 2018) .<\/div>\n<div>Este processo pelo qual tem passado a EAD pode suscitar um tipo de imagem mental compartilhada socialmente, a qual chamamos de representa\u00e7\u00f5es sociais\u00a0 (MOSCOVICI, 2000). Por\u00e9m, devido ao hist\u00f3rico apresentado de desqualifica\u00e7\u00e3o, estas representa\u00e7\u00f5es poderiam ser negativas por parte da sociedade. Inclusive um termo popular para desqualificar um profissional \u00e9 \u201ctirou o diploma por correspond\u00eancia\u201d (FERREIRA, 2010) , fazendo alus\u00e3o \u00e0queles que fizeram EAD. Esta vis\u00e3o pejorativa por parte da sociedade n\u00e3o \u00e9 uma novidade, tendo em vista o que alguns autores j\u00e1 mencionaram sobre o tema\u00a0 (BELLONI, 1999; MOORE; KEARSLEY, 2010; VIANA; PROBA, 2015) .<\/div>\n<div>Os estudos sobre representa\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o diversos e com diferentes abordagens, uma delas chama-se abordagem estrutural, que tem entre seus principais autores Abric (2004) .<\/div>\n<div>\u00a0Esta linha utiliza-se de palavras evocadas pelo pesquisado para extrair as representa\u00e7\u00f5es sociais. Esta vertente de estudos possui no Brasil uma s\u00e9rie de pesquisas emp\u00edricas, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD, na qual foi poss\u00edvel localizar algumas no pa\u00eds que se utilizaram desta t\u00e9cnica proposta pelo autor (1994) para compreens\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es\u00a0 (PEREIRA, 2014) . Com a revis\u00e3o da literatura, foi poss\u00edvel constatar que representa\u00e7\u00f5es como flexibilidade, tempo, dentre outras, referentes ao cotidiano, foram amplamente utilizadas e tamb\u00e9m apresentam vis\u00f5es negativas.<\/div>\n<div>Metodologicamente, em geral, os estudos baseados na abordagem estrutural solicitam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de investigados a evoca\u00e7\u00e3o de palavras ou express\u00f5es que lhe veem \u00e0 literatura, foi mente sobre um determinado assunto. Com isto, teria-se as representa\u00e7\u00f5es ligadas a este grupo. No entanto, n\u00e3o propusemos nesta tese a utiliza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o e suas ideias, mas sim das ideias e suas popula\u00e7\u00f5es, compreendendo que as ideologias poderiam formar grupos distintos que pudessem ser estudados separadamente, gra\u00e7as a uma s\u00e9rie de fatores interacionais e de uso de l\u00e9xicos por determinados grupos. A estes agrupamentos de pessoas com pensamentos pr\u00f3ximos chamamos de \u00e1gora.<\/div>\n<div>Outros pontos importantes propostos nesta pesquisa foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o indissoci\u00e1vel entre alter, ego e objeto (EAD) proposta por Moscovici (2000) , \u00e0 dialogicidade de Markov\u00e1 (2003)\u00a0 e \u00e0 ecologia dos sentidos de Campos (2017) , em que foi proposto tamb\u00e9m articula\u00e7\u00e3o destas tr\u00eas teorias para se formular a pergunta norteadora em duas vertentes: uma envolvendo o ego e, outra, o alter, em fun\u00e7\u00e3o de suas representa\u00e7\u00f5es. Este direcionamento para o alter poderia ser uma an\u00e1lise auxiliar no entendimento da rela\u00e7\u00e3o entre o homem e o ambiente social.<\/div>\n<div>A \u00e1gora possui inspira\u00e7\u00e3o nas teorias de redes (KAUFMAN, 2012; MARTELETO, 2001)\u00a0 e utiliza a abordagem estrutural para extra\u00e7\u00e3o de dados, al\u00e9m de buscar an\u00e1lise de grupos atrav\u00e9s de suas representa\u00e7\u00f5es sociais; talvez, um dos desafios modernos da psicologia social (JOVCHELOVITCH, 2014) , tendo em vista a amplia\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es em uma sociedade conectada em rede, conforme poder\u00e1 ser apreciado na pesquisa como um todo e seus resultados.<\/div>\n<div>As an\u00e1lises foram divididas em cinco grandes eixos de estudo, sendo elas: eixo 1 &#8211; as an\u00e1lises das \u00e1goras com representa\u00e7\u00f5es negativas; eixo 2- as an\u00e1lises das \u00e1goras com representa\u00e7\u00f5es da revis\u00e3o da literatura; eixo 3 \u2013 an\u00e1lise de planos de afinidade de \u00e1goras com mais de uma representa\u00e7\u00e3o; eixo 4 \u2013 an\u00e1lise relacional entre \u00e1gora e representa\u00e7\u00f5es sociais vindas do alter e do ego e ; eixo 5 \u2013 an\u00e1lise das 500 primeiras respostas v\u00e1lidas buscando identificar negatividades nas representa\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>A pesquisa foi realizada com mais de 42 mil pessoas que pretendiam ingressar em uma universidade a dist\u00e2ncia pelo Cons\u00f3rcio Cederj no processo do vestibular de 2018 para ingresso no ano de 2019, sendo aplicado um question\u00e1rio. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada um modelo de qualidade na EAD no Brasil. O resultado emp\u00edrico desta pesquisa pode ser avaliado nas conclus\u00f5es das \u00e1goras apresentadas nesta tese.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1 DA EDUCA\u00c7\u00c3O A DIST\u00c2NCIA<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sugerimos aqui que existem preconceitos e resist\u00eancia \u00e0 EAD. Para analisarmos tal afirma\u00e7\u00e3o, discutiremos o contexto dessa problem\u00e1tica a partir de uma revis\u00e3o da literatura a respeito de quest\u00f5es relacionadas com a Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 Dist\u00e2ncia e com problemas identificados a partir de uma reflex\u00e3o te\u00f3rica acad\u00eamica sobre o tema. O receio da altera\u00e7\u00e3o da centralidade do professor no processo de ensino-aprendizagem, a mercantiliza\u00e7\u00e3o do ensino e a quebra da estrutura artesanal da educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o apontados como principais pontos. Na sociedade, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 quanto \u00e0 resist\u00eancia e ao preconceito que cerca este tema, pois a EAD \u00e9 associada a adjetivos negativos como \u201cpicaretagem\u201d. Ser\u00e3o discutidos neste cap\u00edtulo, al\u00e9m dos aspectos negativos desta modalidade, tamb\u00e9m representa\u00e7\u00f5es sociais positivas a ela associadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.2 A EAD e suas caracter\u00edsticas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de ensino\/aprendizagem cuja finalidade, na maioria das vezes, \u00e9 a de desenvolver e aprimorar a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento f\u00edsico, moral e intelectual dos sujeitos. Para isto, cria m\u00e9todos did\u00e1ticos, pedag\u00f3gicos e andrag\u00f3gicos para a promo\u00e7\u00e3o do ensino visando a aprendizagem. Por\u00e9m, quando o objetivo \u00e9 o de promover o processo de ensino-aprendizagem em lugar diferente do local f\u00edsico do ensino, e \u00e9 planejado e constru\u00eddo por meio de tecnologias apropriadas, pode-se definir esse processo como Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (MOORE; KEARSLEY, 2010) .<\/div>\n<div>Alguns autores argumentam que a EAD poderia contribuir para modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao nosso sistema educacional \u201cj\u00e1 que permite o trabalho coletivo e a transdisciplinaridade, o desenvolvimento de pr\u00e1ticas educativas compartilhadas por diferentes atores, o est\u00edmulo ao esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o e \u00e0 criatividade, al\u00e9m de favorecer condi\u00e7\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento com base na investiga\u00e7\u00e3o e na solu\u00e7\u00e3o de problemas\u201d\u00a0 (VILLARDI; L\u00dcCK, 2015, p. 216).<\/div>\n<div>A EAD \u00e9 uma modalidade de educa\u00e7\u00e3o chamada muitas vezes, de forma equivocada, de metodologia. Esta distin\u00e7\u00e3o fica clara na Lei No 10.172 de 9 de janeiro de 2001, do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), indicando que s\u00e3o modalidades de Educa\u00e7\u00e3o no Brasil: Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos, Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e Tecnologias Educacionais, Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica e Forma\u00e7\u00e3o Profissional e Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena (BRASIL, 2001).<\/div>\n<div>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 define Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia como:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a media\u00e7\u00e3o de recursos did\u00e1ticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informa\u00e7\u00e3o, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meio de comunica\u00e7\u00e3o. (BRASIL, 1988)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ressalta-se que o aprendizado atrav\u00e9s da EAD n\u00e3o se realiza fortuitamente. Navegar na Internet n\u00e3o significa que houve pr\u00e1tica eficaz de ensino e aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos (aprendizagem) pelos internautas. Para que o processo de ensino-aprendizagem pela EAD seja eficaz, assim como por quaisquer outros meios, \u00e9 necess\u00e1rio que o processo seja intencional, organizado e orientado por uma determinada finalidade pedag\u00f3gica (CORR\u00caA; SANTOS, 2009; MOORE, 2007) .Zerbini e colaboradores (2006)\u00a0 exp\u00f5em que a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia exige um planejamento mais sistem\u00e1tico e o uso de t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de comunica\u00e7\u00e3o, a fim de que a dist\u00e2ncia espacial e temporal, caracter\u00edsticas da EAD, possam ser utilizadas adequadamente.<\/div>\n<div>A defini\u00e7\u00e3o de EAD foi formalizada pelo governo brasileiro e normalizada pelo Decreto n\u00ba 9.057 de 25 de maio de 2017 da seguinte maneira:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Art. 1\u00ba Para os fins deste Decreto, considera-se educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia a modalidade educacional na qual a media\u00e7\u00e3o did\u00e1tico-pedag\u00f3gica nos processos de ensino e aprendizagem ocorra com a utiliza\u00e7\u00e3o de meios e tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com pessoal qualificado, com pol\u00edticas de acesso, com acompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o compat\u00edveis, entre outros, e desenvolva atividades educativas por estudantes e profissionais da educa\u00e7\u00e3o que estejam em lugares e tempos diversos.\u00a0 (BRASIL, 2017)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 definida por Belloni (1999), que aponta as seguintes caracter\u00edsticas:<\/div>\n<div>a) Separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre aluno e professor;<\/div>\n<div>b) Uso de t\u00e9cnicas adequadas de comunica\u00e7\u00e3o por docentes e alunos;<\/div>\n<div>c) Controle do ritmo de aprendizado pelo aluno.<\/div>\n<div>A EAD, na atualidade, fundamenta-se pela utiliza\u00e7\u00e3o de meios t\u00e9cnicos de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o como e-mails, Internet, \u00e1udio e videoconfer\u00eancias. \u00c9 um meio economicamente vantajoso e com possibilidade de se atender a um grande n\u00famero de alunos, principalmente quando baseado em tecnologias como a Internet\u00a0 (BELLONI, 1999; DA COSTA; FRANCO, 2005; FORMIGA; LITTO, 2009). Pode-se resumir, ent\u00e3o, que Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia envolve aspectos como aprendizagem e ensino, mas tamb\u00e9m planejamento, uma vez que o local de ensino \u00e9 diferente de onde ocorre tradicionalmente o aprendizado (escolas, universidades, etc.) e a comunica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de diversas tecnologias.<\/div>\n<div>Outra caracter\u00edstica relaciona-se com os usos de t\u00e9cnicas de andragogia na metodologia (FORMIGA; LITTO, 2009). Falar\u00edamos da educa\u00e7\u00e3o voltada para adultos, preconizada por um conjunto de m\u00e9todos pr\u00f3prios de ensino para o p\u00fablico. Uma das t\u00e9cnicas de andragogia, por exemplo, \u00e9 a de explicar para o aluno as vantagens do aprendizado para sua vida, usando este argumento como fator motivador (FORMIGA; LITTO, 2009) .<\/div>\n<div>O aspecto andrag\u00f3gico se confirma nas pesquisas de censo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (ABED, 2016), pois h\u00e1 predomin\u00e2ncia de adultos como principal p\u00fablico alcan\u00e7ado pela EAD. Esta predomin\u00e2ncia pode estar relacionada \u00e0 maior autonomia e disciplina do aluno, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades \u00e0 dist\u00e2ncia. Conforme pode ser visto na figura 1, comparando-se a varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria dos participantes de cursos presenciais e de EAD, verifica-se que o corpo discente da educa\u00e7\u00e3o presencial se concentra na faixa entre 21 e 30 anos (63, 23%), enquanto que o dos cursos \u00e0 dist\u00e2ncia se encontra na faixa entre 31 e 40 anos (49, 78%). Esses dados corroboram tamb\u00e9m os dados Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) indicando, atrav\u00e9s do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira), que em 2017 a m\u00e9dia et\u00e1ria dos cursos superiores na modalidade presencial foi de 21 anos, enquanto que na modalidade a dist\u00e2ncia foi de 28\u00a0 (INEP, 2016; O GLOBO, 2017).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 1 &#8211; Faixas et\u00e1rias dos cursos presenciais e a dist\u00e2ncia (%)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: ABED (2016) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Moore (2007), uma das caracter\u00edsticas mais importantes desta modalidade de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o foco na centralidade do aluno, que ele denomina de \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de Cop\u00e9rnico\u201d (Figura 2), fazendo alus\u00e3o \u00e0quela promovida pelo cientista ao afirmar que o sol era o centro do sistema solar. Na analogia de Moore, o aluno \u00e9 a figura central, envolvido pelas Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o (TICs) e por todos os processos educacionais delas decorrentes, diferentemente do ensino presencial tradicional, cuja centralidade encontra-se no professor\u00a0 (FORMIGA; LITTO, 2009; MOORE; KEARSLEY, 2010).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 2 &#8211; Interfaces dos alunos em EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte:Moore (2007, p. 22) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os autores Belloni (1999) e Costae Franco (2005) acrescentam a ideia de que a EAD fundamenta-se na utiliza\u00e7\u00e3o de meios t\u00e9cnicos digitais de comunica\u00e7\u00e3o. As m\u00eddias se apresentam, para a EAD, como caracter\u00edsticas de acordo com a fase no desenvolvimento das tecnologias nelas empregadas evolu\u00edram em paralelo com as diferentes ofertas tecnol\u00f3gicas da sociedade\u00a0 (FORMIGA; LITTO, 2009) . Para Moore (2007) , as cinco gera\u00e7\u00f5es destas modalidade s\u00e3o: primeira, conduzida desde os prim\u00f3rdios da escrita com cartas e ampliadas com a inven\u00e7\u00e3o de Gutemberg; a segunda, com a cria\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio e da televis\u00e3o; a terceira, com o conceito de universidade aberta, no qual o aluno n\u00e3o necessitaria estar presente nos campi das universidades; e a quarta, com as teleconfer\u00eancias que podiam emitir uma aula de um canto a outro com o uso de televis\u00e3o at\u00e9 os dias atuais com a quinta gera\u00e7\u00e3o (MOORE, 2007), sendo o seu marco a chegada da Internet (veja o quadro 1).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 1- Gera\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia<\/div>\n<div>Correspond\u00eancia Primeira gera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Transmiss\u00e3o por r\u00e1dio e televis\u00e3o Segunda gera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Universidade Aberta Terceira gera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Teleconfer\u00eancia Quarta gera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Internet\/Web Quinta gera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Fonte:Moore (2007) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia proporcionou tamb\u00e9m a classifica\u00e7\u00e3o (quadro 2) dos tipos de EAD e sua rela\u00e7\u00e3o com o aluno, e o formato de comunica\u00e7\u00e3o (BELLONI, 1999; MOORE; KEARSLEY, 2010).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 2\u2013 Classifica\u00e7\u00e3o da EAD<\/div>\n<div>Tipo de Comunica\u00e7\u00e3o Natureza da Comunica\u00e7\u00e3o Suporte Tecnol\u00f3gico<\/div>\n<div>Um-para-um S\u00edncrona Telefone, fax, videofone<\/div>\n<div>Um-para-um Ass\u00edncrona E-mail, transfer\u00eancia de arquivos, homepage<\/div>\n<div>Um-para-Muitos S\u00edncrona Transmiss\u00e3o direta via sat\u00e9lite com intera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Um-para-Muitos Ass\u00edncrona Lista de discuss\u00f5es, transfer\u00eancia de arquivo<\/div>\n<div>Muitos-para -Muitos S\u00edncrona Transmiss\u00e3o direta via sat\u00e9lite com intera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Muitos-para -Muitos Ass\u00edncrona Reuni\u00f5es atrav\u00e9s do computador<\/div>\n<div>Fonte: Moore e Kearsley (2010).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.3 Hist\u00f3ria da EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia \u00e9 uma modalidade cuja origem j\u00e1 vem de longa data, sendo seu in\u00edcio identificado na \u00e9poca da Gr\u00e9cia Antiga, passando pelo Imp\u00e9rio Romano. Este possu\u00eda uma ampla rede de correspond\u00eancias escritas que, atrav\u00e9s n\u00e3o s\u00f3 mensagens como tamb\u00e9m de descobertas e informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas desenvolvidas para fins de instru\u00e7\u00e3o e comunicadas por missivas, foi posteriormente utilizada para levar a doutrina crist\u00e3 at\u00e9 a Idade M\u00e9dia. Mais tarde, houve grande desenvolvimento dessas comunica\u00e7\u00f5es durante os per\u00edodos humanista e iluminista\u00a0 (SARAIVA, 1996).<\/div>\n<div>AEAD moderna, segundo Saraiva (1996), surge com um an\u00fancio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de mar\u00e7o de 1728, a respeito de um curso de forma\u00e7\u00e3o profissional em taquigrafia oferecido pelo professor Cauleb Phillips: \u201cToda pessoa da regi\u00e3o, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es semanalmente e ser perfeitamente instru\u00edda, como as pessoas que vivem em Boston\u201d\u00a0 (SARAIVA, 1996, p.18).<\/div>\n<div>Alguns outros eventos hist\u00f3ricos que marcaram o desenvolvimento da EAD s\u00e3o destacados por Torres (2002) : depois que Cauleb Phillips iniciou suas li\u00e7\u00f5es de taquigrafia em 1728, come\u00e7aram a ser lan\u00e7ados outros cursos: em 1833, na Inglaterra, come\u00e7a o ensino por correspond\u00eancia; em 1840, Isaac Pitman ensina os princ\u00edpios da taquigrafia em cart\u00f5es postais que trocava com alunos; em 1856, em Berlim, na Alemanha, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt funda uma escola de l\u00ednguas por correspond\u00eancia; em 1873, em Boston, nos Estados Unidos, Anna Eliot Ticknor cria a funda\u00e7\u00e3o Society to Encourage Study at Home; em 1891, Thomas J.Foster, em Scamton, tamb\u00e9m nos Estados Unidos, elabora curso sobre medidas de seguran\u00e7a no trabalho de minera\u00e7\u00e3o e funda o Internacional Correspondence Institute; em 1891, a Universidade de Wisconsin organiza cursos por correspond\u00eancia nos servi\u00e7os de extens\u00e3o universit\u00e1ria; em 1892, a Universidade de Chicago cria a Divis\u00e3o de Ensino por Correspond\u00eancia, no departamento de Extens\u00e3o; em 1894, em Oxford, no Reino Unido, Joseph W.Knipe prepara seis e depois trinta estudantes para o Certificated Teachers Examination por correspond\u00eancia; em 1898, na Su\u00e9cia, Hans Hermod monta cursos de l\u00ednguas e cursos comerciais, publicando o primeiro curso por correspond\u00eancia, dando in\u00edcio ao famoso Instituto Hermod.<\/div>\n<div>Finalmente, no s\u00e9culo XX, novas t\u00e9cnicas de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o como r\u00e1dio e TV s\u00e3o associadas \u00e0 EAD. Passam, ent\u00e3o, a ser amplamente difundidas no mundo todo, em especial na d\u00e9cada de 60 e 70, quando s\u00e3o incorporadas t\u00e9cnicas de \u00e1udio e v\u00eddeo como tele cursos (SANTOS, 2006).<\/div>\n<div>No Brasil, considera-se como um marco importante da EAD um an\u00fancio, no Jornal do Brasil, de um curso profissionalizante de datilografia, de 1891. Por\u00e9m, segundo Saraiva (1996), essa modalidade de ensino-aprendizagem chega com maior intensidade ao pa\u00eds no s\u00e9culo XX, depois de sua implementa\u00e7\u00e3o pela m\u00eddia impressa e por correspond\u00eancia, como ressalta Torres (2002). No entanto, o marco inicial, em 1922, deu-se, segundo Saraiva (1996), com a cria\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto para difus\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s deste ve\u00edculo. A partir dessa data, Torres (2002) acrescenta algumas datas importantes como: 1941 &#8211; Cria\u00e7\u00e3o do Instituto Universal Brasileiro; 1965-1970 &#8211; Cria\u00e7\u00e3o das TVs Educativas; 1985 &#8211; Computador stand alone ou em rede local; 1985-1998 &#8211; M\u00eddias de armazenamento (videoaulas, disquetes, CDROM etc.) ; 1990 &#8211; In\u00edcio do uso intensivo de teleconfer\u00eancias (sat\u00e9lite) ; 1991 &#8211; Cria\u00e7\u00e3o da RNP; 1995 &#8211; Dissemina\u00e7\u00e3o de redes (Internet) ; 1996 \u2013 Redes de videoconfer\u00eancia; 1998 &#8211; Realidade virtual.<\/div>\n<div>Todas estas a\u00e7\u00f5es em EAD foram se desenvolvendo e se propagando de acordo com a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Ainda que a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia tenha conhecido v\u00e1rias formas ao longo de mais de um s\u00e9culo de exist\u00eancia, no ensino superior s\u00f3 foi reconhecida com a LDB (Leis de Diretrizes B\u00e1sicas) de 1996\u00a0 (MORAN, 2009).<\/div>\n<div>A partir da Lei n\u00ba 9.394, de 20 de dezembro de 1996 \u2013a Lei Darcy Ribeiro \u2013a EAD ganha um status mais institucional no pa\u00eds. Como coloca Lac\u00e9 (2014).<\/div>\n<div>A Proposta de Darcy foi aprovada, no Congresso Nacional e, em seguida, convertida na Lei no 9.394\/1996, pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, em dezembro de 1996. O texto relativo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, \u201cenxuto\u201d e \u201cm\u00ednimo\u201d, regulamenta a modalidade como recomendava os organismos internacionais e coloca o poder p\u00fablico como o grande incentivador da modalidade, em todos os n\u00edveis, e deixa, ao mesmo tempo, nas m\u00e3os do poder p\u00fablico, \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es futuras afim de especificar como seria colocada em pr\u00e1tica a educa\u00e7\u00e3o superior \u00e0 dist\u00e2ncia. Esse processo, iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso, sem grandes avan\u00e7os, atravessar\u00e1 o governo Lula e ser\u00e1 acomodado, por meio do Decreto 5.622 de 2005. A partir desse momento, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia nas institui\u00e7\u00f5es privadas expande-se consideravelmente. (LAC\u00c9, 2014, p. 172)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mesmo sem este reconhecimento formal, o primeiro registro de um curso de gradua\u00e7\u00e3o na modalidade a dist\u00e2ncia no Brasil, por meio de tecnologias digitais, ocorreu em 1994. Nesse ano, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu inscri\u00e7\u00f5es para o vestibular de um curso a dist\u00e2ncia de forma\u00e7\u00e3o de professores em Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, com o objetivo de preparar profissionais para as s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental\u00a0 (PRETTI, 1996; SANTOS, 2006).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.4 A EAD no Brasil<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Niskier (1999) , a EAD surge para o Brasil como \u201ca tecnologia da esperan\u00e7a\u201d, pois permite que o conhecimento produzido por universidades p\u00fablicas reconhecidas pelo seu m\u00e9rito acad\u00eamico chegue a lugares distantes. Sendo assim, a EAD pode ter grande poder distributivo, caracter\u00edstica \u00fatil em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como o Brasil (BELLONI, 1999; NISKIER, 1999; SILVA, 2010; VIANA, 2011) .Esta dimens\u00e3o pode ser apreciada na figura 3, na qual \u00e9 realizada uma compara\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do Brasil com um pa\u00eds da Europa \u2013 no caso, a Espanha (em vermelho).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 3 \u2013 Dimens\u00f5es do Brasil comparado com a Espanha<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Adaptado do Google Maps.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Silva (2010)\u00a0 acrescenta que a modalidade a dist\u00e2ncia tamb\u00e9m pode auxiliar regi\u00f5es mais long\u00ednquas na qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra fixada em sua pr\u00f3pria localidade. Com isso, torna-se desnecess\u00e1ria a migra\u00e7\u00e3o de trabalhadores para grandes centros, com o objetivo de obter uma qualifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o oferecida em seu local de moradia. Nos programas atuais de interioriza\u00e7\u00e3o e de expans\u00e3o das universidades p\u00fablicas no Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a EAD desempenha um papel de grande destaque: viabiliza-se o ensino superior (desenvolvido por universidades p\u00fablicas sediadas na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro) de modo a que chegue a pessoas que moram em regi\u00f5es distantes da capital\u00a0 (SILVA, 2010; VIANA, 2011) .O Estado do Rio de Janeiro possui uma popula\u00e7\u00e3o que corresponde \u00e0 de pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul (gr\u00e1fico 1).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 1 -Popula\u00e7\u00e3o Rio x Pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: IBGE (2018) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os alunos que buscam a EAD s\u00e3o, em geral, atra\u00eddos pelas conveni\u00eancias de hor\u00e1rio e flexibilidade de local. A maioria das pessoas que procura a EAD no Brasil trabalha (ABED, 2016; ABRAEAD, 2008; FORMIGA; LITTO, 2009; MOORE, 2007). A necessidade de conciliar estudo e trabalho pode ser um dos grandes atrativos da EAD no Brasil. Por exemplo, as institui\u00e7\u00f5es privadas com fins lucrativos informaram que, no ano de 2016 em uma pesquisa com institui\u00e7\u00f5es que ofertam esta modalidade de ensino\u00a0 (ABED, 2016), grande parte de seu corpo discente, 70, 45% dos alunos, estuda e trabalha. J\u00e1 as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais registraram 65, 63%\u00a0 (ABED, 2016). Essa necessidade e outras fazem o ensino a dist\u00e2ncia crescer no pa\u00eds.<\/div>\n<div>Desde que foi introduzida no Brasil, a modalidade a dist\u00e2ncia vem crescendo hoje possui um grande n\u00famero de alunos, sendo sua maior concentra\u00e7\u00e3o nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o, como podemos verificar abaixo (gr\u00e1fico 2). O conjunto das gradua\u00e7\u00f5es contava, em 2016, segundo a ABED, com cerca de 553 mil matr\u00edculas nos cursos de n\u00edvel superior, muito acima dos cerca de 114mil matriculados no ensino fundamental, m\u00e9dio e t\u00e9cnico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 2 &#8211; Matr\u00edculas em cursos regulamentados totalmente a dist\u00e2ncia, por n\u00edvel acad\u00eamico<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: ABED (2016) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um outro ponto relevante \u00e9 o crescimento exponencial da EAD no pa\u00eds, registrado no \u00faltimo censo realizado em 2017 para o ensino superior, realizado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Enquanto o n\u00famero de alunos do sistema presencial caiu 3,7%, na modalidade a dist\u00e2ncia houve aumento de 20% (gr\u00e1fico 3)\u00a0 (INEP, 2016). Segundo o jornal O Globo (2017), comparativamente a 1992, as vagas em 2016 do ensino presencial tiveram, pela primeira vez, uma queda, com uma redu\u00e7\u00e3o de 1, 2%. Por\u00e9m, nos cursos \u00e0 dist\u00e2ncia, elas aumentaram 7,2%, conforme pode ser observado. Este ve\u00edculo tamb\u00e9m avalia que o total de matr\u00edculas no ensino superior dos cursos \u00e0 dist\u00e2ncia tamb\u00e9m registram crescimento. Fazendo-se a convers\u00e3o de n\u00fameros absolutos em percentagem, temos que em 2006, 4, 2% das matr\u00edculas nesta modalidade eram de universit\u00e1rios quando, em 2016, foram 18, 6% (O GLOBO, 2017) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 3 &#8211; Ingressantes no ensino superior<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: INEP (2016) e O GLOBO (2017) .<\/div>\n<div>Seguidos governos, no Brasil, t\u00eam dado apoio a esta modalidade de ensino com iniciativas como, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o, em 2005, da Universidade Aberta do Brasil (UAB)\u00a0 (SCHLICKMANN et al., 2009) , ligada diretamente ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, que trata desta modalidade de ensino. Estas iniciativas s\u00e3o exemplos que integram uma pol\u00edtica p\u00fablica que tem como objetivo a expans\u00e3o da oferta de cursos superiores ministrados por meio da EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.4.1 A EAD no Rio de Janeiro<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O CEDERJ (Centro de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia do Estado do Rio de Janeiro) \u00e9 um dos bra\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas para a EAD gerenciado pela Funda\u00e7\u00e3o CECIERJ (Funda\u00e7\u00e3o Centro de Ci\u00eancias e Educa\u00e7\u00e3o Superior a Dist\u00e2ncia do Estado do Rio de Janeiro), \u00f3rg\u00e3o do Governo estadual.<\/div>\n<div>Segundo o Prof. Celso Costa,<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O cons\u00f3rcio Cederj nasce de uma ideia de Darcy Ribeiro, quando ele procurava um local para instalar a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) &#8220;, pois, &#8220;por uma peculiaridade do Estado do Rio, as universidades p\u00fablicas est\u00e3o localizadas somente na capital&#8221;. O atual secret\u00e1rio da Secti, Wanderley de Sousa, que foi o primeiro reitor da Uenf, convocou as universidades p\u00fabicas do estado a se unirem em torno da ideia de Darcy Ribeiro a fim de montar uma universidade a dist\u00e2ncia, para &#8220;abrir suas portas em dire\u00e7\u00e3o ao interior&#8221;. Nascia, assim, em 2000, o Cons\u00f3rcio Cederj, formado por seis universidades p\u00fablicas do Rio de Janeiro (Uerj, UFRJ, UFF, UniRio, Uenf e UFRRJ). Dois anos mais tarde, o cons\u00f3rcio uniu-se \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Cecierj, com gest\u00e3o e financiamento do governo do estado do Rio. (HANSEN, 2004)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Cons\u00f3rcio \u00e9 formado pelas sete universidades p\u00fablicas atuantes no Estado, que s\u00e3o o Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ) ; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ; Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ; Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) ; Universidade Federal Fluminense (UFF) ; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) ; e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), al\u00e9m do IFF (Instituto Federal Fluminense), FAETEC (Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Escola T\u00e9cnica) e UEZO (Funda\u00e7\u00e3o Centro Universit\u00e1rio Estadual da Zona Oeste), que hoje conta com cerca de 50 mil alunos. Os polos da Funda\u00e7\u00e3o Cecierj est\u00e3o localizados em dezenas de cidades fluminenses, conforme pode ser observado na figura 4.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 4 \u2013 Polos do Cons\u00f3rcio CEDERJ<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Funda\u00e7\u00e3o Cecierj (2019)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O projeto foi inicialmente desenvolvido com o objetivo de interiorizar o ensino superior \u00e0 dist\u00e2ncia, oferecendo cursos de bacharelado nas \u00e1reas das ci\u00eancias exatas e biol\u00f3gicas. Segundo Costa (2005), a ideia era a de distribu\u00ed-los pelo Estado do Rio de Janeiro para evitar competi\u00e7\u00e3o por recursos entre as universidades, de modo a compartilhar polos regionais, diversas disciplinas e processos operacionais de avalia\u00e7\u00e3o que fossem presenciais. Para o professor, as voca\u00e7\u00f5es fundamentais do Cederj seriam, portanto, as seguintes:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u25cf Contribuir para fixar a popula\u00e7\u00e3o no interior;<\/div>\n<div>\u25cf Forma\u00e7\u00e3o de professores;<\/div>\n<div>\u25cf Desenvolvimento econ\u00f4mico do estado do Rio de Janeiro;<\/div>\n<div>\u25cf Contribuir com par\u00e2metros de qualidade para cursos de gradua\u00e7\u00e3o com uso da metodologia de EAD.\u00a0 (COSTA, 2005)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.5 Fordismo e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do ensino na academia<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A vis\u00e3o segundo a qual a EAD seria a reden\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compartilhada por Belloni (1999) .A sua implementa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria a vit\u00f3ria da democratiza\u00e7\u00e3o do ensino aberto, mas sim uma forma barata de educa\u00e7\u00e3o inspirada em modelos fordistas de linha de produ\u00e7\u00e3o. Na cr\u00edtica, a autora destaca que os governos se servem da EAD para economizar dinheiro e melhorar as suas estat\u00edsticas de oferta de educa\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior, e n\u00e3o necessariamente melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o\u00a0 (BELLONI, 1999). Peters (2003) corrobora esta vis\u00e3o, por ser a EAD fruto da tecnologia moderna, podendo ent\u00e3o ferir a estrutura artesanal do ensino, criando um sistema de produ\u00e7\u00e3o em linha, t\u00edpicos do taylorismo, com processos de racionaliza\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o do trabalho e foco na produ\u00e7\u00e3o em massa. A esta forma massificada de educa\u00e7\u00e3o o autor intitula de \u201cindustrialismo instrucional\u201d (BELLONI, 1999; PETERS, 2003; SILVA, 2010). Logo, a EAD, para algumas vis\u00f5es na academia, seria uma esp\u00e9cie de \u201cf\u00e1brica\u201d e visaria um barateamento e n\u00e3o uma melhoria dentro das institui\u00e7\u00f5es de ensino, podendo inclusive gerar demiss\u00f5es em massa dos funcion\u00e1rios e docentes das institui\u00e7\u00f5es (MAGGIO, 2001) , como aponta Belloni:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nos pa\u00edses pobres, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia aparece como uma solu\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia para problemas educacionais, enquanto nos pa\u00edses ricos ela vem contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino presencial em todos os n\u00edveis. (BELLONI, 1999, p. 20)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O problema levantado acima n\u00e3o seria o \u00fanico enfrentado pela EAD dentro das institui\u00e7\u00f5es. Diversos outros fatores implicam na problem\u00e1tica que faz com que a EAD sofra cr\u00edticas relacionadas com resist\u00eancia e preconceitos por parte de setores da academia. Autores como Corr\u00eaa e Santos (2009) e Ferreira (2010)\u00a0 defendem que na EAD h\u00e1 um deslocamento do foco de todo o processo de ensino-aprendizagem para o aluno (MOORE, 2007; MOORE; KEARSLEY, 2010), ao contr\u00e1rio do que se observa no ensino tradicional onde o professor \u00e9 o detentor da informa\u00e7\u00e3o. Portanto, segundo os autores, ao perder o poder da centralidade do ensino, o professor poderia n\u00e3o ter o controle sobre a sua qualidade (CORR\u00caA; SANTOS, 2009; FERREIRA, 2010). Outra raz\u00e3o s\u00e3o apontadas por Corr\u00eaa e Santos (2009) diz respeito a reorganiza\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es no campo da educa\u00e7\u00e3o, ou seja, professores antes intermediadores do ensino agora tornam-se conteudistas ou tutores: seriam respectivamente pessoas que apenas produzem conte\u00fado para as aulas, como distribuidores de apostilas ou uma esp\u00e9cie de monitor de sala ao qual os alunos recorrem caso tenham alguma d\u00favida. Isto, na vis\u00e3o dos autores, seria uma esp\u00e9cie de rebaixamento (CORR\u00caA; SANTOS, 2009; MAGGIO, 2001). As escolas teriam, portanto, corpos docentes liquefeitos em uma entidade coletiva, transformados em meros prestadores de servi\u00e7os (BELLONI, 1999). Em muitos cursos, nesta modalidade, nem o papel do tutor haveria: somente algu\u00e9m, sem face, que produz conte\u00fados (MAGGIO, 2001).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.6 Preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o seria somente na academia que a EAD enfrenta resist\u00eancias, mas na sociedade, de forma geral, tamb\u00e9m haveria um preconceito. Em pesquisa realizada por Santos (2006) \u00e9 verificada, por exemplo, a deprecia\u00e7\u00e3o dos diplomas advindos da modalidade a dist\u00e2ncia por pessoas que nem ao menos tiveram contato com ela. Para Formiga e Litto (2009)\u00a0 h\u00e1 preconceitos contra a EAD por parte da popula\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o vi e n\u00e3o gostei!\u201d (SANTOS, 2006, p. 15) , como veremos a seguir.<\/div>\n<div>Na psicologia social, uma das defini\u00e7\u00f5es de preconceito \u00e9 dada pelo pesquisador norte-americano Gordon Allport em sua obra The Nature of Prejudice, de 1954: \u201cuma atitude hostil ou preventiva a uma pessoa que pertence a um grupo, simplesmente porque pertence a esse grupo, supondo-se, portanto, que possui as caracter\u00edsticas contest\u00e1veis atribu\u00eddas a esse grupo\u201d (p. 22). Allport (1954) tamb\u00e9m sugere cinco tipos de manifesta\u00e7\u00e3o do preconceito: verbaliza\u00e7\u00e3o negativa, evitamento, discrimina\u00e7\u00e3o, ataque f\u00edsico e extermina\u00e7\u00e3o. Esta perspectiva do preconceito baseia-se em processos de cogni\u00e7\u00e3o social\u00a0 (FIORIN; PEREIRA; SILVA, 2016) como formadores de ideias incorretas, que guardam em si afinidades relacionadas a como a sociedade representa alguns fen\u00f4menos de seu cotidiano\u00a0 (CABECINHAS, 2004). Ou seja, o preconceito de uma forma em geral, tem a ver com fatores sociais e nem sempre necessitam de uma motiva\u00e7\u00e3o racional para se estabelecer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Embora esse seja um fen\u00f4meno tamb\u00e9m psicol\u00f3gico, aquilo que leva o indiv\u00edduo a ser ou n\u00e3o preconceituoso pode ser encontrado no seu processo de socializa\u00e7\u00e3o, no qual se transforma e forma-se como indiv\u00edduo. Ou seja, aquilo que permite ao indiv\u00edduo constituir-se tamb\u00e9m como respons\u00e1vel por ele desenvolver ou n\u00e3o preconceitos. A sua manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 individual, assim como responde \u00e0s necessidades irracionais do indiv\u00edduo, mas surge no processo de socializa\u00e7\u00e3o como resposta aos conflitos a\u00ed gerados. (CROCH\u00cdK, 2006, p. 14)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia n\u00e3o seria diferente, o preconceito poderia estar atrelado a fatores sociais e sem motiva\u00e7\u00e3o racional. At\u00e9 as novas gera\u00e7\u00f5es, os chamados \u201cnativos digitais\u201d \u2013 pessoas que nasceram na era da Internet\u2013 seriam a promessa de um futuro onde a educa\u00e7\u00e3o pudesse fluir remotamente pela tecnologia, tendo mais chances de vencer estas barreiras\u00a0 (PRENSKY, 2001) . No entanto, possuem preconceitos e carregam uma grande carga de receios e desconfian\u00e7a (CARLOS, 2007; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; SANTOS, 2006) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD, tal como as gera\u00e7\u00f5es que os antecederam. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular em 2016 mostra que 93% dos jovens com menos de 24 anos e 79% dos que t\u00eam mais de 24 n\u00e3o querem fazer cursos \u00e0 dist\u00e2ncia ou semipresenciais. A grande maioria teme a falta de reconhecimento destes diplomas por parte da sociedade\u00a0 (POPULAR, 2016). Para Ferreira (2010), o preconceito come\u00e7aria na academia, como dito anteriormente, e estaria relacionado com o fato de o processo de ensino por meio de EAD deslocar o foco do professor para o aluno (FERREIRA, 2010; MOORE, 2007).<\/div>\n<div>Para autores como Schlickmann e colaboradores (2009), a EAD tem um car\u00e1ter de \u201csegunda chance\u201d na sociedade para pessoas que n\u00e3o puderam terminar os estudos dentro do tempo \u201cesperado\u201d, por v\u00e1rias raz\u00f5es, incluindo a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e a busca de uma qualifica\u00e7\u00e3o melhor. Essas pessoas, supostamente, se submeteriam a uma educa\u00e7\u00e3o de pior qualidade, se comparada \u00e0quela oferecida presencialmente (SCHLICKMANN et al., 2009).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>[&#8230;] o preconceito \u00e9 uma realidade frente a qualquer novidade. O que \u00e9 preciso ser feito \u00e9 realmente trabalhar a EAD de forma certa, pois s\u00f3 resultados conseguir\u00e3o p\u00f4r um fim a estes preconceitos. N\u00e3o acreditamos que seja uma forma de ensinar desprovida de problemas. Todavia, sabemos que se bem trabalhada, pode gerar frutos bons e de qualidade, sendo, portanto, uma grande aliada daquelas pessoas que precisam se formar ou capacitar-se e n\u00e3o disp\u00f5em de tempo para frequentar uma institui\u00e7\u00e3o presencial. (VASCONCELOS, 2002, p. 11)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Assim, muitas pessoas que nunca tiveram contato com a modalidade possuem percep\u00e7\u00e3o ruim a seu respeito, o que refor\u00e7a a ideia de preconceito. Segundo Correia e Santos (2009), adjetivos como \u201cpicaretas\u201d, \u201cincompletos\u201d, \u201csuperficiais\u201d e \u201cantissociais\u201d est\u00e3o associados \u00e0 EAD. Nesta mesma pesquisa, 79% dos estudantes de cursos presenciais em que existe a op\u00e7\u00e3o na modalidade a dist\u00e2ncia, avaliam-nos negativamente, refor\u00e7ando a ideia de preconceito (CORR\u00caA; SANTOS, 2009). Outra hip\u00f3tese seria o desejo de obter algum diferencial em rela\u00e7\u00e3o a colegas dos mesmos cursos na modalidade EAD, ainda que o MEC n\u00e3o fa\u00e7a distin\u00e7\u00e3o entre as duas modalidades.<\/div>\n<div>Quando h\u00e1 o contato do aluno com o curso a dist\u00e2ncia, observa-se que mesmo passando por experi\u00eancias positivas em rela\u00e7\u00e3o ao curso, h\u00e1 vis\u00e3o negativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modalidade, refor\u00e7ando o preconceito\u00a0 (CORR\u00caA; SANTOS, 2009). Algumas das causas da resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD fundamentam-se em vis\u00f5es desfavor\u00e1veis, principalmente por parte das pessoas que nunca vivenciaram a experi\u00eancia, o que refor\u00e7a a ideia de preconceito\u00a0 (GOMES, 2008).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.7 Resist\u00eancia a EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O preconceito n\u00e3o seria o \u00fanico atributo para a atribui\u00e7\u00e3o de negatividade \u00e0 EAD. Atributos como falta de familiaridade com a inform\u00e1tica, rejei\u00e7\u00e3o da academia, aus\u00eancia de credibilidade na sociedade, dentre outros, formam tamb\u00e9m o que chamamos de resist\u00eancia \u00e0 EAD\u00a0 (GOMES, 2008; VIANA, 2011; VIANA; PROBA, 2015). Assim, as resist\u00eancias t\u00eam motiva\u00e7\u00f5es variadas. Podem ter car\u00e1ter pedag\u00f3gico, quando se avalia que a EAD tem resultados de aprendizagem inferiores aos do ensino presencial; pol\u00edtico, relacionado \u00e0 mudan\u00e7a de pap\u00e9is dos atores do processo de ensino; e\/ou econ\u00f4mico, quando se acredita tratar-se de uma modalidade que atenderia \u00e0s demandas do capital, fazendo com que o ensino tivesse custos mais baixos, dentre outros.<\/div>\n<div>A defini\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o que um indiv\u00edduo tem de se permanecer inalterado perante uma for\u00e7a de mudan\u00e7a, mantendo seu status quo (ZALTMAN; DUNCAN, 1977). Para Lapointe e Rivard (2005), indiv\u00edduos e grupos podem ter diversas inten\u00e7\u00f5es e comportamentos a partir da percep\u00e7\u00e3o de uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica. Os pesquisadores destacam, entre eles, a ado\u00e7\u00e3o, a neutralidade, a apatia e as resist\u00eancias passiva, ativa e agressiva. A resist\u00eancia pode ser considerada tamb\u00e9m uma inten\u00e7\u00e3o de comportamento a partir de uma percep\u00e7\u00e3o relacionada a uma altera\u00e7\u00e3o. Ou seja, nem \u00e9 preciso que haja de fato a mudan\u00e7a para que tenha resist\u00eancia, ou nem \u00e9 necess\u00e1rio conhec\u00ea-la para que ocorra.<\/div>\n<div>Para Gomes (2008), a resist\u00eancia tamb\u00e9m pode ser considerada uma atitude, que, para Mattar (1997, p. 197), \u201c\u00e9 uma predisposi\u00e7\u00e3o subliminar da pessoa, resultante de experi\u00eancias anteriores, da cogni\u00e7\u00e3o da afetividade, da determina\u00e7\u00e3o de sua rea\u00e7\u00e3o comportamental em rela\u00e7\u00e3o a um produto, organiza\u00e7\u00e3o, pessoa ou fato\u201d. As atitudes, segundo esse pesquisador, poderiam ser entendidas em tr\u00eas dimens\u00f5es: afetiva, cognitiva e comportamental (quadro 3).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 3 &#8211; Atitudes de Mattar (1997)<\/div>\n<div>Atitude Defini\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Afetiva Mede os sentimentos, a qualidade esperada por algo<\/div>\n<div>Cognitiva Mensura as cren\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos atributos do produto ou fato<\/div>\n<div>Comportamental Mensura inten\u00e7\u00f5es<\/div>\n<div>Fonte: Mattar (1997, p. 197).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O problema da resist\u00eancia, para Brauer (2008), diz respeito \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o dos cursos em EAD que, muitas vezes, s\u00e3o convers\u00f5es amadoras de cursos presenciais transformados em virtuais, sem qualidade necess\u00e1ria e sem ponderar o perfil do aluno. Isto, segundo o autor, tamb\u00e9m colabora para ampliar a resist\u00eancia. \u00c9 o caso tamb\u00e9m de experi\u00eancias anteriores malsucedidas e o fato de a EAD ter-se iniciado em cursos profissionais de baixo valor acad\u00eamico para p\u00fablicos de baixa renda, como os de eletr\u00f4nica b\u00e1sica, costura, mec\u00e2nica, supletivos, dentre outros. Ou seja, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da EAD se configuraria em um motivo de resist\u00eancia, ainda que estes cursos tenham atendido a algumas necessidades da sociedade. Hoje, quando se quer dizer que algu\u00e9m \u00e9 malformado ou incompetente, diz-se que a pessoa retirou o diploma por correspond\u00eancia (FERREIRA, 2010). \u00c9 preciso considerar que as frustra\u00e7\u00f5es geradas por um curso ruim de EAD elevam a resist\u00eancia para se realizar novos cursos na mesma modalidade. Entretanto, cursos ruins, ministrados de forma presencial, tamb\u00e9m geram frustra\u00e7\u00f5es. Parece que a leitura que se faz de um curso ruim na modalidade EAD est\u00e1 mais relacionada \u00e0 modalidade, e n\u00e3o ao curso em si, enquanto que a frustra\u00e7\u00e3o em cursos tradicionais tem outras causas, n\u00e3o relacionadas com a modalidade presencial.<\/div>\n<div>Hara e Kling (1999 apud Caregnato e Moura, 2006) dividem as frustra\u00e7\u00f5es em cursos de EAD em tr\u00eas grupos: falta de retorno imediato dos professores, que presencialmente poderiam avaliar o aluno, inclusive pela linguagem corporal; instru\u00e7\u00f5es amb\u00edguas dadas pelos professores; e problemas com o uso da tecnologia. Uma pesquisa realizada por Perduea e Valentine (2000), a partir de 444 question\u00e1rios, sobre desenvolvimento profissional atrav\u00e9s da EAD, conclui que h\u00e1 forte relut\u00e2ncia com a modalidade, pelas seguintes raz\u00f5es: d\u00favida dos alunos em rela\u00e7\u00e3o a sua capacidade de se adaptar \u00e0 modalidade; questionamentos sobre a qualidade do curso; e acessos baseados em tecnologia e suas aptid\u00f5es para isso. Fatores ligados ao social tamb\u00e9m est\u00e3o entre os que colaborariam coma resist\u00eancia. Entre os principais motivos que levariam uma pessoa a n\u00e3o fazer um curso na modalidade EAD, segundo dados preliminares de pesquisa em curso sobre a juventude fluminense realizada pelos membros do laborat\u00f3rio Inter@ctiva , est\u00e3o: n\u00e3o socializa\u00e7\u00e3o, necessidade de sala de aula e medo de o diploma n\u00e3o ser reconhecido. No gr\u00e1fico 4 s\u00e3o apresentadas as respostas a uma quest\u00e3o sobre a motiva\u00e7\u00e3o de jovens fluminenses de baixa renda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 4 &#8211; Motivos relacionados \u00e0 resist\u00eancia em se adotar a EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Inter@tiva\u00a0 (2018)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esses dados nos levam a supor que fatores de resist\u00eancia poderiam, inclusive, afetar a decis\u00e3o de jovens sobre a realiza\u00e7\u00e3o do curso na modalidade a dist\u00e2ncia. Nessa mesma pesquisa em curso, com jovens alunos de um curso presencial preparat\u00f3rio para o vestibular de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, na qual buscou-se saber se eles cursariam uma faculdade nessa modalidade, obteve-se como resultado que 64, 6% dos respondentes disseram \u201cn\u00e3o\u201d e \u201ctalvez\u201d. Apenas 35, 4% declararam que fariam uma faculdade a dist\u00e2ncia, ou seja, nem os pr\u00f3prios alunos da institui\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia gostariam de ter seu diploma obtido nesta modalidade (gr\u00e1fico 5). Isso, mesmo sendo o Cons\u00f3rcio CEDERJ, considerado um institui\u00e7\u00e3o modelo pelo MEC e refer\u00eancia no Brasil nesta modalidade de educa\u00e7\u00e3o (VIANNEY, 2009).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gr\u00e1fico 5 &#8211; Possibilidade de cursar uma faculdade na modalidade EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Inter@tiva\u00a0 (2018)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Moore (2007), a resist\u00eancia dos alunos deve-se a v\u00e1rios fatores. Um deles \u00e9 achar que um curso de EAD seja mais f\u00e1cil do que o convencional e deparar-se com outra realidade. Al\u00e9m disso, os alunos n\u00e3o se dariam conta de que, em EAD, precisam ter maior responsabilidade e familiaridade com a tecnologia. Segundo o autor, os principais fatores que levam \u00e0 resist\u00eancia \u00e0 EAD s\u00e3o:<\/div>\n<div>&#8211; Percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de que a EAD seja uma modalidade mais f\u00e1cil e exija menos dedica\u00e7\u00e3o. Uma grande frustra\u00e7\u00e3o se seguiria ao se perceber que se trata exatamente do contr\u00e1rio, exigindo maior dedica\u00e7\u00e3o pela necessidade de um maior protagonismo do aluno no processo;<\/div>\n<div>&#8211; Falta de entrosamento com a tecnologia utilizada. Uma percep\u00e7\u00e3o ruim se seguiria a esse problema pois, quando h\u00e1 familiaridade, o aluno percebe justamente o contr\u00e1rio;<\/div>\n<div>&#8211; Falhas na elabora\u00e7\u00e3o do curso.<\/div>\n<div>No Brasil, pesquisa realizada pela ABRAEAD (2010) corrobora a de Moore (2007), no item \u201cExpectativas err\u00f4nea por parte dos alunos\u201d, quando mostra que 51% dos alunos desistem dos cursos em EAD por achar que \u00e9 uma modalidade mais f\u00e1cil do que a oferecida pelo sistema convencional (CAREGNATO; MOURA, 2006). Outro estudo, realizado por Brauer (2008)\u00a0 sobre o tema da resist\u00eancia na Universidade Corporativa (UC), conclui que seriam oito dimens\u00f5es principais na condu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia de algu\u00e9m que cursa o EAD, divididas em duas caracter\u00edsticas: De um lado, ter\u00edamos as individuais:<\/div>\n<div>(1) autoefic\u00e1cia\u2013capacidade que o indiv\u00edduo tem para auto condu\u00e7\u00e3o de um sistema;<\/div>\n<div>(2) compet\u00eancia em TI \u2013intimidade que um indiv\u00edduo tem com elementos tecnol\u00f3gicos;<\/div>\n<div>(3) expectativa de desempenho \u2013o quanto o indiv\u00edduo acredita que isto influenciar\u00e1 sua vida; e<\/div>\n<div>(4) expectativa de esfor\u00e7o \u2013o grau de facilidade encontrado em um sistema, como interfaces etc.<\/div>\n<div>De outro lado, ter\u00edamos aquelas relacionadas com o ambiente:<\/div>\n<div>(5) influ\u00eancia social\u2013percep\u00e7\u00e3o que um indiv\u00edduo tem de que outras pessoas relevantes acreditam que ele deveria utilizar o sistema;<\/div>\n<div>(6) condi\u00e7\u00f5es facilitadoras \u2013conjunto tecnol\u00f3gico e aparatos que o indiv\u00edduo considera bons para dar suporte para o uso do sistema;<\/div>\n<div>(7) interatividade \u2013 intera\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos; e<\/div>\n<div>(8) comunica\u00e7\u00e3o interna \u2013 elementos que envolvem comunica\u00e7\u00e3o, como velocidade de respostas e efici\u00eancia de um sistema de comunica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>Para alunos que n\u00e3o tiveram contato com a EAD, explica Viana, as tr\u00eas principais dificuldades seriam:<\/div>\n<div>(1) expectativas;<\/div>\n<div>(2) auto efic\u00e1cia; e<\/div>\n<div>(3) a falta de intimidade com a tecnologia.<\/div>\n<div>Para Meirelles e Maia (2002), as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam que estar atentas \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos alunos, pois uma percep\u00e7\u00e3o negativa pode comprometer os resultados da pr\u00f3pria aprendizagem. Compreender porque o aluno resiste em cursar EAD contribuir\u00e1 para enriquecer o tema nas universidades, tendo em vista que este n\u00e3o \u00e9 um campo consolidado, mas que, ao contr\u00e1rio, est\u00e1 em desenvolvimento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.8 Aspectos positivos e negativos da EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como qualquer modalidade de processo de ensino-aprendizagem, a EAD possui aspectos positivos e negativos (BELLONI, 1999; MOORE; KEARSLEY, 2010; NISKIER, 1999). Do lado positivo, temos pesquisadores como Caregnato e Moura (2006) que estudaram as percep\u00e7\u00f5es de alunos em cursos baseados em computador, comparativamente \u00e0quelas de alunos inscritos em cursos presenciais. No que tange ao ensino a dist\u00e2ncia, os pesquisadores relatam experi\u00eancias positivas tais como flexibilidade na administra\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio tempo, acompanhada de maior disciplina, participa\u00e7\u00e3o mais intensa das turmas em grupos virtuais, e a transforma\u00e7\u00e3o do papel do professor como facilitador. Caregnato e Moura tamb\u00e9m discutiram os aspectos negativos da EAD como a depend\u00eancia da tecnologia \u2013que faz com que ela possa ser cara ou n\u00e3o dispon\u00edvel \u2013, a dispers\u00e3o f\u00edsica dos participantes, pois em uma modalidade a dist\u00e2ncia pode provocar uma menor intera\u00e7\u00e3o no grupo, a necessidade de maior compromisso dos alunos em um contexto onde se exige uma autonomia para realiza\u00e7\u00e3o de tarefas, al\u00e9m da limita\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es por conta das dist\u00e2ncias ou das barreiras tecnol\u00f3gicas (quadro 4).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 4 &#8211; Aspectos positivos e negativos da EAD<\/div>\n<div>Aspectos Positivos da EAD Aspectos Negativos da EAD<\/div>\n<div>\u2022 Comodidade<\/div>\n<div>\u2022 Autonomia para aprender<\/div>\n<div>\u2022 Objetividade<\/div>\n<div>\u2022 Participa\u00e7\u00e3o massiva de alunos<\/div>\n<div>\u2022 Professor visto como um facilitador<\/div>\n<div>\u2022 Manipula\u00e7\u00e3o de TICs \u2022 Depend\u00eancia de Tecnologia<\/div>\n<div>\u2022 Participantes dispersos fisicamente<\/div>\n<div>\u2022 Necessidade de maior compromisso do aluno<\/div>\n<div>\u2022 Limite nas discuss\u00f5es<\/div>\n<div>Fonte: Caregnato e Moura (2006)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 no que tange ao ensino presencial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD, aspectos positivos, segundo Caregnato e Moura (2006), seriam o contato e a intera\u00e7\u00e3o de turmas, independ\u00eancia de m\u00e1quinas, dentre outros. Os negativos (quadro 5) seriamos deslocamentos, dificuldade de se expressar, utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas consideradas tradicionais como quadro negro e giz e autoridade do professor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 5 &#8211; Aspectos positivos e negativos do ensino presencial<\/div>\n<div>Aspectos Positivos do presencial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD Aspectos Negativos do presencial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD<\/div>\n<div>\u2022 Contato pessoal entre a turma<\/div>\n<div>\u2022 Intera\u00e7\u00e3o sem necessidade de nenhum tipo de m\u00eddia<\/div>\n<div>\u2022 Independ\u00eancia de m\u00e1quinas<\/div>\n<div>\u2022 Aprofundamento em discuss\u00f5es de temas<\/div>\n<div>\u2022 Possibilidade de trabalhos em grupo \u2022 Locomo\u00e7\u00e3o para assistir \u00e0s aulas<\/div>\n<div>\u2022 Dificuldade para se expressar em p\u00fablico<\/div>\n<div>\u2022 Utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas tradicionais<\/div>\n<div>\u2022 Autoritarismo do professor<\/div>\n<div>Fonte: Caregnato e Moura (2006), p. 11.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito aos fatores negativos da EAD, acima descritos por Caregnato e Moura (2006), Brown (2005) contribui para a discuss\u00e3o adicionando outros fatores que, supostamente, seriam mais f\u00e1ceis de lidar em turmas de cursos tradicionais presenciais. Um exemplo dado pelo autor \u00e9 a facilidade de se perceber se um aluno est\u00e1 gostando de um assunto ou do curso, estampado nos rostos dos que est\u00e3o presentes. A comunica\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea pode ser um indicativo que permitiria ao docente, presencialmente, perceber se o aluno compreendeu um determinado tema. Em caso negativo, o professor poderia buscar explicar o assunto de outras formas. Na EAD, para Brown (2005), o docente n\u00e3o teria como fazer altera\u00e7\u00f5es no encaminhamento did\u00e1tico, necessitando de um tempo maior para diagnosticar se a compreens\u00e3o do aluno seria satisfat\u00f3ria, comparada \u00e0quela obtida de modo presencial.<\/div>\n<div>Um dos pontos positivos da EAD seria a capacidade desta modalidade no que se refere \u00e0 gest\u00e3o do processo ensino-aprendizagem, pois se pode deslocar a oferta de informa\u00e7\u00f5es e a amplia\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para \u00e1reas remotas, tendo em vista que os campi universit\u00e1rios brasileiros est\u00e3o mais lotados nas regi\u00f5es metropolitanas (BELLONI, 1999; NISKIER, 1999; SILVA, 2010). Ou seja, a EAD poderia promover a cria\u00e7\u00e3o de ambientes em que pessoas dispersas geograficamente conseguiriam desenvolver habilidades cognitivas de ensino-aprendizagem independentemente da sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\u00a0 (GARCEZ; RADOS, 2002). Al\u00e9m disso, de pesquisa realizada em um curso de gradua\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o (SHILICKMANN et al., 2009), emergiu outro ponto positivo. Concluiu-se que os alunos preferem a modalidade a dist\u00e2ncia por conta de fatores ligados, principalmente, \u00e0 flexibilidade na organiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria din\u00e2mica de estudo, atributo bastante valorizado por pessoas que j\u00e1 est\u00e3o no mercado de trabalho. O estudo confirma o que sugere Shea e colcaboradores (2001): alunos que buscam a EAD s\u00e3o movidos pelas conveni\u00eancias de flexibilidade em criar seus pr\u00f3prios hor\u00e1rios e desenvolvem o aprendizado nos lugares que lhe forem prop\u00edcios.<\/div>\n<div>Moore (2007) relata ainda que a EAD poderia ser, inclusive, considerada em alguns casos relacionados a pol\u00edticas p\u00fablicas. Segundo o autor, seriam relevantes motivos como o acesso crescente a oportunidades de aprendizado, a atualiza\u00e7\u00e3o de aptid\u00f5es, a redu\u00e7\u00e3o de custos em educa\u00e7\u00e3o, o apoio a estruturas educacionais j\u00e1 existentes, a capacita\u00e7\u00e3o do sistema educacional, o nivelamento das desigualdades entre grupos et\u00e1rios, o direcionamento para grupos espec\u00edficos, os treinamentos emergenciais para grupos importantes, o aumento de aptid\u00f5es em novas \u00e1reas, combinar trabalho, vida familiar e educa\u00e7\u00e3o, a agrega\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias internacionais na educa\u00e7\u00e3o etc. Todos seriam itens importantes para a sociedade contempor\u00e2nea\u00a0 (MOORE; KEARSLEY, 2010).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.9 Sociedade, tecnologia e EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Toffler (1997), a sociedade contempor\u00e2nea est\u00e1 passando por novas transforma\u00e7\u00f5es, por uma revolu\u00e7\u00e3o. Compreendidas pelo autor como ondas, a humanidade teria chegado \u00e0 terceira. A primeira onda estaria relacionada ao tempo, quando as civiliza\u00e7\u00f5es n\u00f4mades se tornaram agr\u00edcolas, por volta de 10.000 anos atr\u00e1s. A segunda onda, \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o industrial, h\u00e1 cerca de 200 anos atr\u00e1s. A terceira, surgida nos Estados Unidos e em alguns pa\u00edses ricos por volta de 1950, ligada \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, considerada hoje como uma riqueza. O pesquisador (TOFFLER, 1997) acredita ainda que as batalhas do futuro n\u00e3o ser\u00e3o mais por fontes de energia, commodities ou mat\u00e9rias-primas, mas sim por produtos ligados ao conhecimento como os canais de comunica\u00e7\u00e3o, as bases de dados, as propriedades intelectuais e seus produtos, al\u00e9m dos servi\u00e7os inteligentes.<\/div>\n<div>A considera\u00e7\u00e3o de Toffler a respeito desta revolu\u00e7\u00e3o resulta do entendimento de que vivemos em um novo tipo de organiza\u00e7\u00e3o social, a \u201csociedade do conhecimento\u201d. Esta teria por base e capital a gest\u00e3o dos conhecimentos atrav\u00e9s das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC), consideradas como um paradigma tecno econ\u00f4mico (LASTRES; ALBAGLI, 1999), pois seu uso ub\u00edquo permearia toda a sociedade global, sendo suas consequ\u00eancias econ\u00f4micas, notadamente no cotidiano, inevit\u00e1veis (CASTELLS, 2015). Hoje, segundo Castells, podemos afirmar que vivemos em uma sociedade que anseia cada vez mais pelos pr\u00e9stimos informacionais e tecnol\u00f3gicos que se constituem em uma nova base cultural, cujos valores est\u00e3o se tornando cada vez mais indispens\u00e1veis (valdiZ; OLIVERA-SMITH, 2013; CARLOS, 2007; CASTELLS, 2015; L\u00c9VY, 1999) .Novos termos est\u00e3o sendo criados como \u201csociedade da informa\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ceconomia de aprendizado\u201d, al\u00e9m de muitos outros, para designar um modelo \u00edmpar de sociedade na hist\u00f3ria humana, conectada pela comunica\u00e7\u00e3o gra\u00e7as a um acesso crescente \u00e0 informa\u00e7\u00e3o (LASTRES; ALBAGLI, 1999). A Internet, fruto das TICs, que permeia o mundo globalizado, permitiu que pessoas completamente isoladas geograficamente pudessem ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de forma r\u00e1pida (SCHOENHERR, 2001).<\/div>\n<div>A reboque desta revolu\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o (CASTELLS, 2015; LASTRES; ALBAGLI, 1999), vem a EAD em um processo de crescimento din\u00e2mico, j\u00e1 que cada vez mais s\u00e3o utilizadas TICs como suporte tecnol\u00f3gico para sua expans\u00e3o\u00a0 (FORMIGA; LITTO, 2009). Com a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os virtuais, que comp\u00f5em o chamado \u201cciberespa\u00e7o\u201d, a sociedade passou a ter acesso a outras maneiras de produzir e acessar conhecimentos\u00a0 (L\u00c9VY, 1999; 2007). O ciberespa\u00e7o permitiu que o crescimento de alternativas de ensino-aprendizagem, como a EAD, tivesse um maior poder de se desenvolver\u00a0 (FORMIGA; LITTO, 2009). Esse crescimento, por sua vez, permitiu tamb\u00e9m o aparecimento de vantagens como a distribui\u00e7\u00e3o, tendo em vista que as conex\u00f5es mundiais e pulveriza\u00e7\u00e3o da Internet, a flexibiliza\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o, a redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais etc. (CAMPOS, 2015a; FORMIGA; LITTO, 2009; NISKIER, 1999). Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos criam novas possibilidades para a transfer\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o e possibilitam o ensino em tempo e espa\u00e7o distintos (ALVAREZ; OLIVERA-SMITH, 2013).<\/div>\n<div>Estes avan\u00e7os dos meios eletr\u00f4nicos maximizam o uso da EAD. Por estas e outras facilidades, o crescimento da EAD vem aumentando consideravelmente nos \u00faltimos anos\u00a0 (PACHECO, 2007) . H\u00e1, tamb\u00e9m, por parte da sociedade, a necessidade de um tipo de educa\u00e7\u00e3o flex\u00edvel em que o aluno possa, de acordo com seu hor\u00e1rios e din\u00e2micas pr\u00f3prias \u00e0s suas vidas, ter acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es (VILLARDI; OLIVEIRA, 2005). O conceito oriundo desta necessidade fundamenta a ideia de uma modalidade de educa\u00e7\u00e3o aberta, que est\u00e1 cada vez mais presente na sociedade atual, pois se ad\u00e9qua ao atendimento de novas demandas educacionais (ROCHA; VALDIVIA; FIERROS, 2015), decorrentes de mudan\u00e7as na ordem econ\u00f4mica mundial\u00a0 (BELLONI et al., 2002). Ou seja, com a propaga\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como a internet pelo mundo, aumentaria tamb\u00e9m a demanda por cursos, segundo Formiga e Litto (2009). A propaga\u00e7\u00e3o da EAD est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 dinamicidade das a\u00e7\u00f5es que podem ser empreendidas gra\u00e7as \u00e0s tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs), fundamentada hoje nas possibilidades da Internet. Isto ampliaria a possibilidade de promo\u00e7\u00e3o da EAD, pois as institui\u00e7\u00f5es que a adotam est\u00e3o livres dos limites de tempo ou necessidade de lugar f\u00edsico para o desenvolvimento de atividades educativas, gra\u00e7as \u00e0 possibilidade de utilizar tecnologias. Assim, seria facilitado o aprendizado de outra maneira, notadamente para aqueles que n\u00e3o podem ou n\u00e3o tem acesso ao ensino tradicional (FERREIRA, 2010; MOORE, 2007; MOORE; KEARSLEY, 2010; SILVA, 2010; VIANA; PROBA, 2015).<\/div>\n<div>\u00c9 importante destacar que a EAD \u00e9 uma modalidade de ensino que, tal como a presencial, possui vantagens e desvantagens. Algumas subtraem, enquanto que outras adicionam novas possibilidades educacionais, permitindo que se atinjam objetivos espec\u00edficos dentro de suas caracter\u00edsticas espec\u00edficas\u00a0 (GOMES, 2008). Por\u00e9m, as percep\u00e7\u00f5es positivas relativas \u00e0 EAD parecem n\u00e3o possuir credibilidade\u00a0 (BELLONI, 1999), pois o ensino formal desenvolvido no ciberespa\u00e7o n\u00e3o tem o mesmo reconhecimento p\u00fablico que o tradicional presencial (SANTOS, 2006; VIANA, 2011; VIANA; PROBA, 2015).<\/div>\n<div>Assim sendo, mesmo com todas as possibilidades de expans\u00e3o em nossa sociedade, desenvolveu-se uma s\u00e9rie de preconceitos cuja origem e motiva\u00e7\u00f5es incidem na resist\u00eancia \u00e0 EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.10 Efici\u00eancia da modalidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os motivos que levariam, de fato, a uma percep\u00e7\u00e3o negativa e at\u00e9 \u00e0 resist\u00eancia a essa forma contempor\u00e2nea de educa\u00e7\u00e3o estariam relacionados \u00e0 inefici\u00eancia de m\u00e9todos de ensino adaptados \u00e0 EAD, de seus objetivos finais. Ou seja, s\u00f3 poderia existir justificativa concreta para preconceitos se a EAD n\u00e3o permitisse que se alcan\u00e7assem os resultados esperados na avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem. Por\u00e9m, as pesquisas que apontam para um grau equivalente de efic\u00e1cia da EAD e do ensino presencial\u00a0 (CARLOS, 2007; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; FORMIGA; LITTO, 2009; MOORE, 2007; MOORE; KEARSLEY, 2010; VIANA, 2011), sugerem que o preconceito e a resist\u00eancia \u00e0 modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia poderiam ser infundados. Para Campos (2015)\u00a0 o que faz a diferen\u00e7a, mais do que a modalidade, \u00e9 o m\u00e9todo que se utiliza. Por exemplo, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o curso de Administra\u00e7\u00e3o na modalidade a dist\u00e2ncia obteve nota mais elevada no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) do que o mesmo curso oferecido presencialmente (UFRRJ, 2017). No ranking divulgado, este curso na modalidade a dist\u00e2ncia foi classificado com a nota mais elevada que se pode dar a um curso no pa\u00eds: isto n\u00e3o \u00e9 fato isolado.<\/div>\n<div>Um estudo comparativo realizado no Brasil, relatado por Silva (2010), sugere que n\u00e3o h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre as modalidades de EAD do Cons\u00f3rcio CEDERJ e a presencial, no que tange a determinadas disciplinas de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis (Contabilidade Geral I e II, Contabilidade Gerencial, An\u00e1lise das Demonstra\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis e An\u00e1lise das Demonstra\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis) de cursos de Administra\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa, o desempenho no aprendizado dos alunos, nessas disciplinas, quando ministradas em cursos presenciais de universidades conceituadas, e quando ensinadas atrav\u00e9s de um curso baseado em EAD, gerenciado pelo cons\u00f3rcio acima mencionado (ofertado tamb\u00e9m por universidades de boa reputa\u00e7\u00e3o), foram equivalentes (SILVA, 2010). A mesma conclus\u00e3o foi apontada pela pesquisa realizada por Cacique (2001).<\/div>\n<div>No Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais, quando comparadas as modalidades presencial e n\u00e3o presencial via Internet do curso de M\u00e9todos para Produ\u00e7\u00e3o e Controle da Aguardente Artesanal, verificou-se que eram similares. Nessa an\u00e1lise, o autor deu-se conta de que a m\u00e9dia do aproveitamento revelado pelas notas dos alunos nas provas foi equivalente, ainda que as trajet\u00f3rias individuais de aprendizagem diferissem (CACIQUE, 2001). Por\u00e9m, h\u00e1 ainda mais. Em estudo realizado com alunos da Universidade Federal de Pernambuco, onde 22% dos alunos tiveram experi\u00eancias com EAD, descobriu-se que, do total, 64, 8% declararam a experi\u00eancia como positiva. Al\u00e9m disso, pessoas mais velhas demonstraram ter maior interesse em participar da modalidade de EAD (CARLOS, 2007). Em levantamento feito pelo INEP (2007), os cursos de EAD sa\u00edram-se melhor em sete das treze \u00e1reas poss\u00edveis de avalia\u00e7\u00e3o comparativa das diferentes modalidades.<\/div>\n<div>Para o pesquisador brit\u00e2nico da Open University, Michael Moore (2007), em diversas partes do mundo a EAD n\u00e3o \u00e9 inferior no que tange ao aprendizado. Segundo este estudioso, pode-se ver que diversos autores que estudaram propostas de ensino fazendo uso da EAD, em compara\u00e7\u00e3o com a tradicional, frequentemente apontam a primeira como capaz de propiciar qualidade de aprendizado no mesmo n\u00edvel da segunda.<\/div>\n<div>Se as pesquisas que apontam para um grau equivalente de efic\u00e1cia da EAD e do ensino presencial tiverem fundamento, isto pode significar que o preconceito ou a resist\u00eancia \u00e0 modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia poderiam ser infundados, com vimos insistindo. Resumindo, as barreiras da EAD n\u00e3o estariam ligadas somente \u00e0 tecnologia, mas no campo social por conta de preconceitos e imagens negativas, seriam constru\u00e7\u00f5es do senso comum e n\u00e3o de algo de fundamento objetivo. Logo, as percep\u00e7\u00f5es sociais negativas e de cunho simb\u00f3lico, ou seja, as representa\u00e7\u00f5es sociais, poderiam ser um dos grandes entraves da EAD moderna e n\u00e3o as barreiras tecnol\u00f3gicas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.11 Representa\u00e7\u00f5es sociais e a EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A problem\u00e1tica do preconceito ou da resist\u00eancia \u00e0 EAD emerge em in\u00fameros estudos relacionados com as representa\u00e7\u00f5es sociais. Dentre as linhas de estudos das representa\u00e7\u00f5es sociais encontra-se a do N\u00facleo Central criado por Jean-Claude Abric (1998). Dentro desta linha foram encontrados alguns estudos emp\u00edricos a respeito dessa quest\u00e3o (BARRETO; MENESES; MOSCON, 2016; CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011; MARCHISOTTI et al., 2017; SANTOS, 2006), a partir dos quais pudemos extrair crit\u00e9rios comparativos, utilizando a no\u00e7\u00e3o de n\u00facleo central. Abordaremos com mais profundidade essa no\u00e7\u00e3o mais \u00e0 frente, nesta tese. No entanto, para se compreender o quadro 6 abaixo, adiantamos que o \u201cn\u00facleo central\u201d, que corresponde \u00e0 base de representa\u00e7\u00f5es sociais comum, consensual da mem\u00f3ria de um determinado grupo, apresentaria um certo grau de estabilidade e resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a coletiva de um grupo (S\u00c1, 1996). Organizamos resultados referentes aos estudos emp\u00edricos mencionados acima, criando uma tabela referente a pessoas que entraram em contato com a EAD (quadro 7) e pessoas que nunca tiveram contato com a EAD (quadro 6).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 6 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o entre pesquisas com EAD e N\u00facleo Central \u2013 pessoas sem contato com a EAD.<\/div>\n<div>Pesquisa N\u00facleo central P\u00fablico Mostra<\/div>\n<div>\u00a0(pessoas) Resultado<\/div>\n<div>Percep\u00e7\u00f5es EAD Observa\u00e7\u00f5es<\/div>\n<div>The social representation of distance education from a Brazilian perspective (MARCHISOTTI et al., 2017) .<\/div>\n<div>Flexibilidade, Facilidade, Praticidade, Disciplina, Tempo, Barato, Custo, Oportunidade, Internet e Comodidade Conveni\u00eancia sem explicitar 100 Percep\u00e7\u00f5es Positivas EAD 81% possu\u00eda no m\u00ednimo curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, sendo 34% mestres.<\/div>\n<div>O resultado \u00e9 considerado positivo com algumas ressalvas encontradas como: Inefici\u00eancia do m\u00e9todo, falta de intera\u00e7\u00e3o com o professor e poss\u00edvel desvaloriza\u00e7\u00e3o do mercado<\/div>\n<div>As representa\u00e7\u00f5es sociais da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia\u00a0 (SANTOS, 2006)<\/div>\n<div>Facilidade<\/div>\n<div>Hor\u00e1rio Flex\u00edvel<\/div>\n<div>Comodidade<\/div>\n<div>Internet<\/div>\n<div>Rapidez Universit\u00e1rio Ensino presencial 195 Percep\u00e7\u00f5es Positivas para flexibilidade<\/div>\n<div>e negativas quanto aos resultados e esfor\u00e7o. A larga maioria diz que mercado faz distin\u00e7\u00e3o de diplomas EAD (3\/4 dos alunos) e em seu Sistema perif\u00e9rico palavras como \u201cduvidosa\u201d. Quem tem contato com a EAD teria menos propens\u00e3o a reflex\u00f5es negativas.<\/div>\n<div>Alunos com a sensa\u00e7\u00e3o de conforto e de flexibilidade, pois n\u00e3o teriam provas ou deslocamentos<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es Sociais de Docentes e Alunos sobre Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia Online: Resist\u00eancia e\/ou Preconceito?\u00a0 (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011)<\/div>\n<div>Economia e Superficialidade, solit\u00e1rio Professores e universit\u00e1rios Ensino superior 20 Negativas 85, 7% consideram que o diploma obtido num curso presencial tem mais valor no Mercado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 7- Compara\u00e7\u00e3o entre pesquisas com EAD e N\u00facleo Central \u2013 Pessoas que cursam na modalidade a dist\u00e2ncia<\/div>\n<div>Pesquisa N\u00facleo central P\u00fablico Mostra<\/div>\n<div>\u00a0(pessoas) Resultado<\/div>\n<div>Percep\u00e7\u00f5es EAD Observa\u00e7\u00f5es<\/div>\n<div>As representa\u00e7\u00f5es sociais da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia\u00a0 (SANTOS, 2006)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Facilidade, Hor\u00e1rio Flex\u00edvel, Liberdade, Comodidade, RapidezUniversit\u00e1rios Ensino superior \u00e0 dist\u00e2ncia201Percep\u00e7\u00f5es PositivasCreem que o diploma n\u00e3o possui o mesmo valor da presencial.<\/div>\n<div>Aparecimento na periferia de conceitos como \u201cduvidoso\u201d e \u201cinternet\u201d.<\/div>\n<div>Flexibilidade em estudar, mas com muita dedica\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>Entendimento da EAD como instrumental e utilitarista<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es Sociais de Docentes e Alunos sobre Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia Online: Resist\u00eancia e\/ou Preconceito?\u00a0 (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Autonomia, futuro, preparo do professor, futuroProfessores e universit\u00e1rios Ensino superior \u00e0 dist\u00e2ncia20Negativas85, 7% consideram que o diploma obtido num curso presencial tem mais valor no Mercado. Palavras como \u201ceconomia\u201d e \u201csuperficialidade encontradas.<\/div>\n<div>As Representa\u00e7\u00f5es Sociais do Aluno da EaD sobre o Ensino a Dist\u00e2ncia e Empregabilidade\u00a0 (BARRETO; MENESES; MOSCON, 2016)<\/div>\n<div>dificuldade, flexibilidade, reconhecimento, tempo e comodidade Universit\u00e1rios Ensino superior \u00e0 dist\u00e2ncia 26 Positiva Alunos antes de ingressar achavam que seria dif\u00edcil a modalidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O lado negativo levantado \u00e9 quanto \u00e0s dificuldades de gerenciar o seu pr\u00f3prio estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o haveria preocupa\u00e7\u00e3o dos estudantes quanto ao Mercado de trabalho e a empregabilidade de um estudante em EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Destacamos, a seguir, algumas quest\u00f5es que emergem do quadro 6 e 7 acima. Em Santos (2006) , na modalidade a dist\u00e2ncia, 78% dos alunos dizem n\u00e3o se preocupar coma qualidade do ensino, ainda que esta resposta n\u00e3o os impe\u00e7a, em sua maioria, de responder que o mercado n\u00e3o aplica o mesmo valor que o curso presencial. Nesta mesma pesquisa, o autor (SANTOS, 2006)\u00a0 reitera que para este grupo h\u00e1 um valor instrumental e utilitarista quanto \u00e0 escolha da EAD. Chama-nos a aten\u00e7\u00e3o, nos estudos supracitados, que mesmo havendo um vi\u00e9s positivo, ainda aparece, majoritariamente, um constrangimento quanto \u00e0 natureza do diploma da modalidade EAD, diante das expectativas do mercado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.12 Quest\u00e3o da pesquisa: primeira aproxima\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como amplamente discutido at\u00e9 aqui, a EAD tem sido uma modalidade de segunda op\u00e7\u00e3o, para quem n\u00e3o se encontra em idade regular no ensino superior\u00a0 (BELLONI, 1999; CACIQUE, 2001; VIANA, 2011). Por\u00e9m, parece haver nela in\u00fameras vantagens pr\u00e1ticas como, por exemplo, a flexibilidade de hor\u00e1rio (GOMES, 2008; NISKIER, 1999). Se n\u00e3o h\u00e1 perdas no que tange ao aprendizado (FERREIRA, 2010; MOORE, 2007; SILVA, 2010), por que ent\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia ainda sofre resist\u00eancia e preconceitos (BRAUER, 2008; CONCEI\u00c7\u00c3O, SILVIA; SILVA, BENTO DUARTE DA\u202f; EUZEBIO, 2011; VIANA, 2011)?<\/div>\n<div>Para certos autores (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011), existem outros fatores relacionados \u00e0 tomada de decis\u00e3o, como as emo\u00e7\u00f5es e o contexto social. Seus efeitos seriam pr\u00e1ticos \u00e0 medida em que o sujeito tomaria decis\u00f5es baseadas no que compreende como sendo verdade para si, resultado de seu vivido cotidiano e das press\u00f5es da sociedade\u00a0 (STRUNGA, 2015) . A tomada de decis\u00e3o, por mais racional que seja, passa sempre por sistemas de imagens negativas ou positivas, formado por representa\u00e7\u00f5es (CASTELLS, 2015; DAM\u00c1SIO, 1995, 2004).<\/div>\n<div>Uma tomada de decis\u00e3o pela op\u00e7\u00e3o da EAD, poderia levar em conta fatores emocionais pr\u00e9vios relacionados a imagens socialmente constru\u00eddas, normalmente produzidas por press\u00f5es sociais negativas relativamente \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da modalidade no mercado de trabalho. O simb\u00f3lico social passa a ser uma barreira efetiva (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011)\u00a0 uma vez que as representa\u00e7\u00f5es negativas da EAD \u201caparecem como atitude cristalizada e como um obst\u00e1culo simb\u00f3lico para que se efetive essa modalidade de educa\u00e7\u00e3o\u201d (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011, p 1273).<\/div>\n<div>Parecem existir, a nosso ver, duas for\u00e7as na estrutura de resist\u00eancia \u00e0 EAD: uma micro, ligada a fatores individuais; outra macro, ligada ao aspecto social. Ambos fatores, de acordo com certos autores (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011; STRUNGA, 2015), influenciam o sujeito diretamente em uma tomada de decis\u00e3o. Segundo eles, mesmo que o indiv\u00edduo entenda que a EAD propiciar\u00e1 benef\u00edcios para sua vida, quando se d\u00e1 conta de que h\u00e1 representa\u00e7\u00f5es sociais que n\u00e3o corroboram seu entendimento individual, altera seu comportamento, antevendo uma puni\u00e7\u00e3o futura do mercado de trabalho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>Em vista disso, gostar\u00edamos de explorar ainda mais a problem\u00e1tica discutida pelos in\u00fameros autores que se debru\u00e7aram sobre o assunto, que apresentamos nesse cap\u00edtulo. As quest\u00f5es de pesquisa iniciais partiram, portanto, de lacunas que identificamos nas contribui\u00e7\u00f5es desses pesquisadores, no intuito de se construir um quadro atual do fen\u00f4meno, relativo aos preconceitos e resist\u00eancias face \u00e0 EAD. A originalidade das quest\u00f5es decorrer\u00e1 de uma proposta de abordagem te\u00f3rica e de uma modifica\u00e7\u00e3o importante no aparato metodol\u00f3gico de uma das vertentes da teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais. Neste sentido, ressaltamos as rela\u00e7\u00f5es das representa\u00e7\u00f5es sociais com seus grupos, caracterizadas em torno do conceito de \u00e1gora, que ser\u00e1 definido posteriormente nesta tese. Ao final do cap\u00edtulo de teoria, relan\u00e7aremos nossas quest\u00f5es de pesquisa em fun\u00e7\u00e3o das reflex\u00f5es que ser\u00e3o apresentadas a seguir.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2 DAS REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS \u00c0S COMUNIDADES SIMB\u00d3LICAS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste cap\u00edtulo, abordaremos tr\u00eas dimens\u00f5es te\u00f3ricas referentes \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de nosso trabalho. Em primeiro lugar, faremos uma breve revis\u00e3o de abordagens referentes \u00e0 Teoria das Representa\u00e7\u00f5es Sociais. Em segundo lugar, apresentaremos a teoria da Ecologia dos Sentidos que adotamos para explicar os processos de trocas nas intera\u00e7\u00f5es. Finalmente, apresentamos a hip\u00f3tese da \u00e1gora, um mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de trocas que adotamos como modelo complementar ao m\u00e9todo da evoca\u00e7\u00e3o, utilizado frequentemente para o estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais, sobre o qual falaremos mais adiante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1 Representa\u00e7\u00f5es sociais<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1.1 As rosas n\u00e3o falam: das representa\u00e7\u00f5es \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Afinal, o que \u00e9 representar algo? A mente humana possui a capacidade de reter e reproduzir imagens mentais internamente, al\u00e9m de orden\u00e1-las e lhes dar significado. \u00c9 o que chamamos representa\u00e7\u00e3o\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 1995, 2004; PIAGET, 1964; VYGOTSKY; SEMENOVICH, 2014). Esse armazenamento n\u00e3o se d\u00e1 apenas por imagens visuais. Existem outras como as \u201cimagens sonoras\u201d e as \u201cimagens olfativas\u201d\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 1995, 2004).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essas diversas imagens perceptivas, evocadas a partir do passado real e evocadas a partir de planos para o futuro \u2014 s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro. Tudo o que se pode saber ao certo \u00e9 que s\u00e3o reais para n\u00f3s pr\u00f3prios e que h\u00e1 outros seres que constroem imagens do mesmo tipo. Partilhamos com outros seres humanos, e at\u00e9 com alguns animais, as imagens em que se apoia nosso conceito do mundo; existe uma consist\u00eancia not\u00e1vel nas constru\u00e7\u00f5es que diferentes indiv\u00edduos elaboram relativas aos aspectos essenciais do ambiente (texturas, sons, formas, cores, espa\u00e7o). As imagens que temos na nossa mente, portanto, s\u00e3o resultado de intera\u00e7\u00f5es entre cada um de n\u00f3s e os objetos que rodeiam o nosso organismo.\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 2004, p.116)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A mente pode criar representa\u00e7\u00f5es, acumul\u00e1-las e organiz\u00e1-las. Com a atribui\u00e7\u00e3o de significa\u00e7\u00f5es, produz sentidos que expressamos atrav\u00e9s do que chamamos de \u201cpensamento\u201d. Essas representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o capazes de, por exemplo, conduzir um comportamento ou manipular uma a\u00e7\u00e3o futura. As representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o frutos de intera\u00e7\u00f5es do sujeito\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 1995, p. 108). A representa\u00e7\u00e3o, no ser humano, conecta o sentido \u00e0 linguagem e \u00e0 cultura. Os conjuntos de significados podem ser repassados por membros de um grupo (HALL, 2009). Por\u00e9m, os sentidos depender\u00e3o de outras vari\u00e1veis ligadas ao mundo e seus objetos, pessoas, eventos, fatos etc. A representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, no entanto, n\u00e3o \u00e9 exclusiva do ser humano. Por exemplo, em pesquisa realizada pelo Instituto de Ci\u00eancias Cognitivas e Tecnol\u00f3gicas de Roma pela primatologista italiana Elisabeta Visalberghi, concluiu-se que o maior primata das Am\u00e9ricas, o macaco-prego, possui os circuitos cognitivos necess\u00e1rios para a representa\u00e7\u00e3o mental de s\u00edmbolos, mesmo que de forma incompleta\u00a0 (ADDESSI et al., 2008) .No ser humano, por\u00e9m, h\u00e1 uma grande capacidade de abstra\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. A capacidade de representar com a finalidade de uso e resolu\u00e7\u00e3o de problemas nasce na inf\u00e2ncia, desde a fase sens\u00f3rio-motora (18-24 meses), quando as crian\u00e7as come\u00e7am a construir representa\u00e7\u00f5es e o pensamento\u00a0 (PIAGET, 1964) . Arist\u00f3teles j\u00e1 dizia que o conhecimento n\u00e3o poderia ser disseminado sem o poder das imagens ou representa\u00e7\u00f5es mentais\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003). Para Markov\u00e1, as \u201crepresenta\u00e7\u00f5es mentais como s\u00e3o atualmente conhecidas s\u00e3o espelhos ou sinais da natureza, elas s\u00e3o formaliza\u00e7\u00f5es de estruturas simb\u00f3licas, elas s\u00e3o processos e regras no c\u00e9rebro\u201d (2003, p. 34).<\/div>\n<div>Nas palavras do grande poeta sambista brasileiro Agenor de Oliveira, conhecido como Cartola, \u201cas rosas n\u00e3o falam\u201d (O GLOBO, 2007). O poeta, nessa frase, resume, em uma met\u00e1fora, o poder das representa\u00e7\u00f5es, em geral, e tamb\u00e9m das representa\u00e7\u00f5es sociais. A rosa, enquanto objeto, \u00e9 armazenada em nossa mente (representa\u00e7\u00e3o) como pertencente ao mundo objetivo, f\u00edsico. Por\u00e9m, possui um significado que vai al\u00e9m do mundo objetivo que seria o da beleza e da delicadeza, dentre outros, al\u00e9m de pertencer \u00e0 categoria das flores, o que pode passar outra s\u00e9rie de imagens mentais como cheiros agrad\u00e1veis e harmonia. Esses significados s\u00e3o coletivamente compartilhados em nossa cultura (constituindo uma representa\u00e7\u00e3o social). Dar uma rosa para algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 simplesmente entregar uma planta e sim um ato de carinho, cheio de significados. A frase de Cartola, do ponto de vista objetivo \u00e9 \u00f3bvia. Mas o sentido que podemos dar s\u00e3o in\u00fameros. As rosas n\u00e3o produzem significa\u00e7\u00f5es por meio da l\u00edngua portuguesa, mas sim, pessoas atribuem significa\u00e7\u00f5es \u00e0s rosas. N\u00e3o adiantaria perguntar para essas flores sobre a veracidade dessas linhas, pois afinal, \u201cas rosas n\u00e3o falam\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1.2 A revolu\u00e7\u00e3o cognitiva e as representa\u00e7\u00f5es sociais: sonho que se sonha junto \u00e9 realidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Faremos agora uma leitura da forma\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es sociais, dentro da perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o cognitiva. Entende-se, nesse contexto de tese, que aspectos biol\u00f3gico-sociais formam e integram o conceito das representa\u00e7\u00f5es sociais e s\u00e3o constituintes do pr\u00f3prio entendimento que temos hoje sobre o ser humano e a humanidade. Destacamos aqui a import\u00e2ncia da diferen\u00e7a entre as representa\u00e7\u00f5es sociais (RS), enquanto fen\u00f4meno natural humano, e a Teoria das Representa\u00e7\u00e3o Sociais (TRS) e suas diversas abordagens, enquanto disciplina que estuda as RS.<\/div>\n<div>A esp\u00e9cie humana (homo sapiens, do latim &#8220;homem s\u00e1bio&#8221;) j\u00e1 habitava a \u00c1frica Ocidental h\u00e1 pelo menos 200 mil anos. Seu estilo de vida n\u00f4made fez com que a esp\u00e9cie se pulverizasse por todo o globo\u00a0 (SANTOS; DIAS, 2013), construindo cada vez mais ferramentas sofisticadas, que come\u00e7aram a se tornar itens imprescind\u00edveis para sua sobreviv\u00eancia. Isso fez com que a esp\u00e9cie tivesse a capacidade de adaptar-se a diversos tipos de ambiente, desenvolvendo desde artefatos de costura at\u00e9 de corte. Entre 70 e 30 mil anos atr\u00e1s, o homo sapiens come\u00e7ou a desenvolver arcos e flechas, lamparinas e embarca\u00e7\u00f5es\u00a0 (PRADEEP, 2012; SANTOS; DIAS, 2013). Tamb\u00e9m surgem nessa \u00e9poca os primeiros ind\u00edcios de religi\u00e3o e estratifica\u00e7\u00e3o social, ou seja, come\u00e7amos n\u00e3o s\u00f3 a contar hist\u00f3rias, mas a acreditar nelas. Esse per\u00edodo \u00e9 chamado de revolu\u00e7\u00e3o cognitiva do homem\u00a0 (HARARI, 2017). Em outras palavras, segundo Har Ari, conseguimos dialogar por linguagem simb\u00f3lica e compartilhar socialmente essa informa\u00e7\u00e3o. Em suma, v\u00eam das representa\u00e7\u00f5es sociais as ideias que fazemos hoje da humanidade e de sua hist\u00f3ria.<\/div>\n<div>A revolu\u00e7\u00e3o cognitiva permitiu que o homem desenvolvesse uma incr\u00edvel versatilidade em sua comunica\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, isso, por si, n\u00e3o seria a \u00fanica raz\u00e3o de sua grande capacidade intelectiva, que seria formada tamb\u00e9m, em especial, pela forma de comunica\u00e7\u00e3o entre seus membros\u00a0 (HARARI, 2017). Era mais importante saber sobre as comunidades humanas do que a respeito de informa\u00e7\u00f5es objetivas a respeito do mundo como, por exemplo, a localiza\u00e7\u00e3o de um bis\u00e3o ou de outro animal qualquer. O importante era saber quem era quem em sua comunidade, quem sentia \u00f3dio de quem, quem liderava quem e as inter-rela\u00e7\u00f5es amorosas\u00a0 (FREEMAN, S.; HERRON, 2009; HARARI, 2017; PRADEEP, 2012).<\/div>\n<div>O homo sapiens \u00e9, primeiramente, um animal social. Na verdade, somente o ato de comunicar de forma complexa n\u00e3o daria ao ser humano sua grande capacidade intelectiva. Insetos e outros bichos se comunicam de diversas formas: em certas esp\u00e9cies de primatas indiv\u00edduos conseguem comunicar ao bando a chegada de um animal predador, as abelhas conseguem passar para a colmeia localiza\u00e7\u00f5es precisas de flores etc. O que nos tornaria \u201cseres humanos\u201d n\u00e3o seria somente a complexidade de trocas de informa\u00e7\u00e3o, mas a comunica\u00e7\u00e3o que evoluiu socialmente vai al\u00e9m das observa\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria, podendo tamb\u00e9m representar, por exemplo, em algo que nunca se tocou ou se sentiu, criando um mundo novo subjetivo, totalmente invis\u00edvel, acreditando nele como parte de sua realidade (HARARI, 2017). A revolu\u00e7\u00e3o cognitiva e as representa\u00e7\u00f5es sociais, portanto, possibilitariam a forma\u00e7\u00e3o de dois tipos de realidade: a subjetiva e a objetiva do mundo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os tipos de coisa que as pessoas criam por meio dessa rede de hist\u00f3rias s\u00e3o conhecidos nos meios acad\u00eamicos como \u201cfic\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cconstrutos sociais\u201d ou \u201crealidades imaginadas\u201d. Ao contr\u00e1rio da mentira, uma realidade imaginada \u00e9 algo em que todo mundo acredita e, enquanto essa cren\u00e7a partilhada persiste, a realidade imaginada exerce influ\u00eancia no mundo&#8230;Desde a Revolu\u00e7\u00e3o Cognitiva, os sapiens vivem, portanto, em uma realidade dual. Por um lado, a realidade objetiva dos rios, das \u00e1rvores e dos le\u00f5es; por outro, a realidade imaginada de deuses, na\u00e7\u00f5es e corpora\u00e7\u00f5es. Com o passar do tempo, a realidade imaginada se tornou ainda mais poderosa, de modo que hoje a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia de rios, \u00e1rvores e le\u00f5es depende da gra\u00e7a de entidades imaginadas, tais como deuses, na\u00e7\u00f5es e corpora\u00e7\u00f5es. (HARARI, 2014, p.38)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O fato de representar socialmente destaca o homem de outras esp\u00e9cies. Certos primatas como macacos, por exemplo, seriam \u201cescravo de seus escravos do seu pr\u00f3prio campo de vis\u00e3o&#8221;\u00a0 (VYGOTSKI, 1991). Para Durkheim (1999, apud MOSCOVICI, 2000, p. 180) , \u201co homem que n\u00e3o pensa com conceitos n\u00e3o seria um homem, pois n\u00e3o seria um ser social, restrito apenas a percep\u00e7\u00f5es individuais, ele n\u00e3o seria diferente de um animal\u201d. Fundamentalmente, conceitos e sociedade fazem parte de nossa base como seres humanos\u00a0 (MOSCOVICI, 2000).<\/div>\n<div>Criar, comunicar e conceber realidades s\u00e3o habilidades desenvolvidas na mente dos indiv\u00edduos da esp\u00e9cie durante a filogenia e a hist\u00f3ria sociocultural, sendo, portanto, parte integrante da natureza humana\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003). A linguagem conecta conceitos entre as pessoas, permitindo, por exemplo, que nos refer\u00edssemos ao mundo real dos objetos, dos acontecimentos ao mundo da imagina\u00e7\u00e3o (HALL, 2009). J\u00e1 para Vygotsky (1991), o mundo n\u00e3o \u00e9 visto simplesmente no plano objetivo com cor e forma, mas tamb\u00e9m como um mundo de significados e sentidos. O simples ato de ver as horas carrega em si algo mais complexo que o entendimento objetivo. \u201cN\u00e3o vemos simplesmente algo redondo e preto com dois ponteiros; vemos um rel\u00f3gio e podemos distinguir um ponteiro do outro\u201d\u00a0 (VYGOTSKY, 1991, p. 25).<\/div>\n<div>Diversos conceitos que aceitamos hoje como realidade s\u00e3o meras elucubra\u00e7\u00f5es da imagina\u00e7\u00e3o humana. Por exemplo, tomemos o ser humano moderno que trabalha em uma empresa. Esse conceito n\u00e3o existe na planifica\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas sim como fruto de uma constru\u00e7\u00e3o social coletiva. Em portugu\u00eas e em ingl\u00eas, para designar uma empresa utilizamos o termo \u201ccorpora\u00e7\u00e3o&#8221; ou corporation, do latim corpus, cuja tradu\u00e7\u00e3o seria corpo. Criamos um corpo social, o sustentamos e o abastecemos como um organismo vivo, com personalidade pr\u00f3pria. Agimos e criamos papeis para atores com c\u00f3digos de conduta bem definidos dentro desse corpo (HARARI, 2014).<\/div>\n<div>O homo sapiens p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o cognitiva cria conceitos extremamente complexos como, por exemplo, a moeda. Esse conceito social \u00e9 baseado na confian\u00e7a m\u00fatua entre uma na\u00e7\u00e3o emissora e operadores: se as pessoas passam a n\u00e3o acreditar que o dinheiro emitido possui valor, este para de ser aceito e vira apenas um peda\u00e7o de papel. Ao viajar com uma nota de dinheiro brasileiro para outros pa\u00edses, ele possivelmente n\u00e3o ser\u00e1 aceito fora das casas de c\u00e2mbio, pois para outras na\u00e7\u00f5es n\u00e3o se acredita coletivamente que aquela moeda seja v\u00e1lida. Trata-se apenas de um peda\u00e7o de papel sem valor algum. Em outros pa\u00edses como o Equador, na Am\u00e9rica do Sul, a moeda corrente \u00e9 o d\u00f3lar americano. Nesse caso, apesar de n\u00e3o possuir uma moeda pr\u00f3pria, n\u00e3o se diz que o Equador n\u00e3o exista enquanto na\u00e7\u00e3o. Ao se fazer acreditar, em 2002, que o euro substituiria moedas como o marco alem\u00e3o, o franco franc\u00eas, a peseta espanhola, a lira italiana, o escudo portugu\u00eas, dentre outras, a Europa n\u00e3o derreteu barras de ouro e as converteu na nova moeda: apenas recriou o signo para aquela popula\u00e7\u00e3o\u00a0 (TH\u00c9RET, 2008).<\/div>\n<div>O pr\u00f3prio conceito de Estado tem por base o imagin\u00e1rio coletivo, no qual todos se encontram. Salvo rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, boa parte das fronteiras que dividem um pa\u00eds s\u00e3o virtuais, pois apenas existem nos mapas cartogr\u00e1ficos e nos complexos processos migrat\u00f3rios das alf\u00e2ndegas. Mais que os sorteios de uma combina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, o que leva uma pessoa a ser brasileira, estadunidense ou francesa, n\u00e3o s\u00e3o os tra\u00e7os f\u00edsicos, mas a identidade subjetiva que o sujeito acredita ter, sustentada pela de outros que creem no mesmo, dentro de uma unidade simb\u00f3lica regulamentada por regras (leis, normas etc.).<\/div>\n<div>As mec\u00e2nicas sociais e biol\u00f3gicas podem ter liga\u00e7\u00f5es diretas e, supostamente, universais. Segundo Moscovici (2000), dois princ\u00edpios que auxiliaram a forma\u00e7\u00e3o de nossa sociedade s\u00e3o o da coer\u00eancia e da estabilidade. J\u00e1 Markov\u00e1 (2003) sugere que indiv\u00edduos tentam organizar suas cren\u00e7as em estruturas internamente coerentes. Consequentemente, os seres humanos preferem estruturas est\u00e1veis \u00e0s inst\u00e1veis. Alguns estudos de psicologia social falam que os indiv\u00edduos que formam grupos tendem a ter opini\u00f5es, gostos e atos semelhantes para manter seu status quo e evitar conflitos\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003; MOSCOVICI, 1978). Para Markov\u00e1 (2003) , a estabilidade n\u00e3o significa estar parado, h\u00e1 um sentido de a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre as partes ao analisarmos esse fen\u00f4meno com a teoria da equilibra\u00e7\u00e3o de Jean Piaget (1976), dado que esse processo \u00e9 din\u00e2mico como observa a autora (MARKOV\u00c1, 2003).<\/div>\n<div>Estado, moeda, nacionalidade, todos fazem parte do simb\u00f3lico social em que acreditamos estar ligados, propiciando estabilidade e coer\u00eancia para grupos e comunidades de indiv\u00edduos (MARKOV\u00c1, 2003; MOSCOVICI, 2000) que compartilham determinados territ\u00f3rios f\u00edsicos, simb\u00f3licos ou ambos. Devemos levar em considera\u00e7\u00e3o tr\u00eas coisas ao entender que somos socialmente constitu\u00eddos atrav\u00e9s de estabilidade e coer\u00eancia:<\/div>\n<div>(1) supomos que as pessoas conhe\u00e7am tanto o mundo natural quanto o social;<\/div>\n<div>(2) recorremos a experi\u00eancias tra\u00e7adas por outros; e<\/div>\n<div>(3) as ideias e cren\u00e7as permitem que nos encarnemos em estruturas sociais existentes como clubes, cl\u00e3s, igrejas, fam\u00edlias\u00a0 (MOSCOVICI, 1978) .<\/div>\n<div>O pr\u00f3prio conceito de cultura \u00e9 amarrado a esse entendimento, formado pela realidade que integra o mundo objetivo e a vida subjetiva e social.<\/div>\n<div>O conceito de cultura \u00e9 essencialmente semi\u00f3tico. Acreditando, como Max Weber, que o homem \u00e9 um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua an\u00e1lise; portanto, n\u00e3o como uma ci\u00eancia experimental em busca de leis, mas como uma ci\u00eancia interpretativa, \u00e0 procura do significado.\u00a0 (GEERTZ, 1989, p. 15)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nas palavras de Lewin (1948, apud MOSCOVICI, 2000), \u201cA realidade \u00e9, para a pessoa, em grande parte, determinada por aquilo que \u00e9 socialmente aceito como realidade\u201d. Por\u00e9m, ser uma entidade individual n\u00e3o exclui entender que perten\u00e7amos a um grupo ou comunidade, aceitando uma realidade social, integrando-nos \u00e0 pr\u00f3pria sociedade. A frase \u201cSonho que se sonha s\u00f3 \u00e9 s\u00f3 um sonho, sonho que se sonha junto \u00e9 realidade\u201d, atribu\u00edda a Miguel de Cervantes Saavedra \u2013 poeta, dramaturgo e novelista espanhol, escritor da famosa obra-prima Dom Quixote de la Mancha \u2013 tornou-se conhecida no Brasil atrav\u00e9s de uma m\u00fasica de Raul Seixas, escrita em 1974. Essa frase resume essa subse\u00e7\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel entender a realidade n\u00e3o s\u00f3 como mundo objetivo, mas ao se acreditar coletivamente em uma ideia, um sonho, uma elucubra\u00e7\u00e3o constitu\u00edda socialmente, constru\u00eddas atrav\u00e9s de nossas capacidades cognitivas, transformamo-la interativamente, a partir de nossa subjetividade. Um ato simples de pensar \u00e9 uma din\u00e2mica refletindo um processo de realidade interior, constitu\u00eddo juntamente com nossas percep\u00e7\u00f5es, cogni\u00e7\u00f5es e sentimentos relativamente ao mundo objetivo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1.3 A teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais (TRS)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A TRS foi proposta em 1961 (ALMEIDA; SANTOS; TRINDADE, 2014) por Serge Moscovici em uma tentativa de reinaugurar a tem\u00e1tica das representa\u00e7\u00f5es sob o ponto de vista dos estudos da Psicologia Social (MOSCOVICI, 1978; S\u00c1, 1996). A teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o sugere pragmatismo em sua constitui\u00e7\u00e3o como arcabou\u00e7o cient\u00edfico, e sim uma l\u00f3gica do conhecimento comum baseado na dialogicidade da pr\u00f3pria natureza humana. \u00c9 firmada, portanto, em seu passado, na cultura, tradi\u00e7\u00f5es e linguagens\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003), tratando-se de um fen\u00f4meno natural e social concebido pelo pensamento cotidiano, o chamado \u201csenso comum\u201d. N\u00e3o haveria conhecimento social sem a intera\u00e7\u00e3o de pessoas dentro de um sistema de canais em que estas informa\u00e7\u00f5es pudessem se manter e serem difundidas entre indiv\u00edduos pertencentes a um determinado grupo\u00a0 (MOSCOVICI, 2000; ROMAN, 1992).<\/div>\n<div>Na defini\u00e7\u00e3o de Moscovici (2000), as representa\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o \u201cum conjunto de conceitos, proposi\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es originado na vida cotidiana no curso de comunica\u00e7\u00f5es interpessoais. Elas s\u00e3o o equivalente, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de cren\u00e7a das sociedades tradicionais: podem tamb\u00e9m ser vistas como a vers\u00e3o contempor\u00e2nea do senso comum\u201d. (MOSCOVICI, 2000, p. 45)<\/div>\n<div>Para Jodelet (2001), a defini\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o social consiste em \u201cuma forma de conhecimento, socialmente elaborada e compartilhada, que tem um objetivo pr\u00e1tico e concorre para a constru\u00e7\u00e3o de uma realidade comum a um conjunto social\u201d. J\u00e1 o autor Jean-Claude Abric (2004) cita que ela \u00e9 \u201co produto e o processo de uma atividade mental pela qual um indiv\u00edduo ou um grupo reconstitui o real com que confronta e atribui uma significa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica&#8221;. Geertz (1989), por sua vez, sugere que a cultura seja colocada como uma estrutura psicol\u00f3gica por meio da qual os indiv\u00edduos ou grupos de indiv\u00edduos guiam o seu comportamento, o que entendemos aqui como equivalente \u00e0 no\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o social. Finalmente, Stuart Hall (2009)\u00a0 define representa\u00e7\u00e3o e cultura como \u201cmapas conceituais compartilhados\u201d, contribuindo ao entendimento do que seria a representa\u00e7\u00e3o social.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A representa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parte essencial do processo pelo qual os significantes s\u00e3o produzidos e compartilhados entre membros de uma cultura. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a cultura \u00e9, por vezes, definida em termos de \u201csentidos compartilhados ou mapas conceituais compartilhados\u201d (HALL, 2009, p. 45) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ideia da representa\u00e7\u00e3o tem a ver com conceitos socialmente aceitos e utilizados, podendo auxiliar na condu\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de uma realidade. A representa\u00e7\u00e3o social deve ser vista como uma esp\u00e9cie de atmosfera em rela\u00e7\u00e3o a indiv\u00edduos e grupos\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003) .Por exemplo, para grupos ligados a finan\u00e7as, um n\u00famero na cor vermelha \u00e9 considerado algo de cunho negativo (MOSCOVICI, 2000), o que foi socialmente aceito e faz parte do entendimento desse meio. Frases como \u201centrei no vermelho\u201d, espelham essa ideia, na inten\u00e7\u00e3o de se dizer que algu\u00e9m est\u00e1 sem dinheiro, ou seja, h\u00e1 uma representa\u00e7\u00e3o da ideia central. A imagem global que os sujeitos possuem dos objetos chama-se n\u00facleo figurativo\u00a0 (S\u00c1, 1996) .<\/div>\n<div>A Teoria das Representa\u00e7\u00f5es Sociais, est\u00e1 constitu\u00edda em dois n\u00edveis sociocognitivos e dial\u00e9ticos\u00a0 (MAZZOTTI, 2005; MOSCOVICI, 1978)\u00a0 \u2013 observados sob dois pontos de vista: (a) individual &#8211; \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o individualmente desenvolvida e distribu\u00edda de elementos comuns do coletivo; e (b) coletivo &#8211; concerne as representa\u00e7\u00f5es socialmente compartilhadas geradas por um indiv\u00edduo em um grupo social, vindas das rela\u00e7\u00f5es comunicacionais dos sujeitos no grupo. Aceitando, por\u00e9m, que exista uma quantidade tanto de autonomia como de condicionamento nos ambientes, sejam naturais ou sociais, representa\u00e7\u00f5es possuiriam, segundo Moscovici (2000), duas fun\u00e7\u00f5es especificas:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>a) Em primeiro lugar elas convencionalizam os objetos, pessoas ou acontecimentos que encontram. Eles lhes d\u00e3o uma forma definitiva, as localizam em uma determinada categoria e gradualmente as colocam um modelo de determinado tipo, distinto e partilhado por um grupo de pessoas&#8230; b) Em segundo lugar, as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o prescritivas, isto \u00e9, elas se imp\u00f5em sobre n\u00f3s como uma for\u00e7a irresist\u00edvel. Esta for\u00e7a \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de uma estrutura que est\u00e1 presente antes mesmo que n\u00f3s comecemos a pensar e uma tradi\u00e7\u00e3o decreta o que deve ser pensado&#8230;\u00a0 (MOSCOVICI, 2000, p. 36) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ou seja, as representa\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o consideradas tanto de ordem convencional, quanto prescritiva, ou seja, elas antecedem e se imp\u00f5em ao sujeito (MOSCOVICI, 2000), servindo de orienta\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es sociais (ABRIC, 1998). Para Abric (2004, p. 14) , as representa\u00e7\u00f5es possuem papel fundamental na din\u00e2mica e nas pr\u00e1ticas sociais, com quatro fun\u00e7\u00f5es que as sustentam:<\/div>\n<div>&#8211; Fun\u00e7\u00e3o de saber: permite explicar ou compreender um tipo de realidade;<\/div>\n<div>&#8211; Fun\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria: situa sujeitos e sua rela\u00e7\u00e3o com o grupo, definindo identidades individuais e coletivas;<\/div>\n<div>&#8211; Fun\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o: conduz pr\u00e1ticas e comportamentos de um indiv\u00edduo na sociedade;<\/div>\n<div>&#8211; Fun\u00e7\u00e3o justificadora: permite aos sujeitos justificarem atos e tomadas de posi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>As representa\u00e7\u00f5es sociais podem ser identificadas sem ambientes f\u00edsicos e sociais que comp\u00f5em as diversas imagens de mundos e povos. Al\u00e9m disso, continuamente acrescentamos, trocamos e descartamos uma representa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de novas representa\u00e7\u00f5es, sendo ela, portanto, din\u00e2mica (ABRIC, 2004; HALL, 2009; JODELET, 2001, 2005) .<\/div>\n<div>O objetivo da representa\u00e7\u00e3o social seria transformar, para um indiv\u00edduo, algo n\u00e3o familiar em familiar por meio de um duplo processo que Moscovici (2000) chama de Ancoragem e Objetiva\u00e7\u00e3o. A objetiva\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo que assimila o concreto \u00e0 representa\u00e7\u00e3o e a ancoragem tem a fun\u00e7\u00e3o de integrar cognitivamente o objeto representado em um sistema de pensamento j\u00e1 existente\u00a0 (JODELET, 2005; MOSCOVICI, 2000) . Esse processo duplo produz, portanto:<\/div>\n<div>&#8211; Sistema de Objetiva\u00e7\u00e3o &#8211; convertendo algo n\u00e3o familiar em familiar, atribuindo qualidade simb\u00f3lica a uma ideia;<\/div>\n<div>&#8211; Sistema de Ancoragem \u2013 classificando e denominando algo, baseado nas mem\u00f3rias e conclus\u00f5es passadas, raz\u00e3o pela qual se experimenta resist\u00eancia quando n\u00e3o se pode classificar algo.<\/div>\n<div>As atividades de classificar e, ao mesmo tempo, dar nomes, s\u00e3o distintas. Quando denominamos alguma coisa, estamos incorporando esse objeto denominado ao nosso armazenamento cultural, retirando-o do que Moscovici chama de \u201canonimato perturbador\u201d (MOSCOVICI, 2000, p. 66). Este propicia uma genealogia para localizar esse novo objeto na matriz de nossa cultura. J\u00e1 tornando o n\u00e3o familiar em familiar, criam-se universos consensuais nos quais podemos nos deslocar. O processo de familiaridade, segundo Moscovici (2000, p. 59), nos \u201cconfirma e conforta\u201d ao dar sentido de continuidade ao grupo e ao indiv\u00edduo, no que conhecemos como sociedade. Ou seja, para o pesquisador, representar socialmente retira o n\u00e3o familiar e conduz o grupo amea\u00e7ado pela descontinuidade e falta de sentido. Ainda de acordo com o psicossoci\u00f3logo, h\u00e1, portanto, uma necessidade cont\u00ednua de se reconstruir o senso comum que compreende o substrato das imagens e dos sentidos, sem o que nenhuma coletividade poderia operar.<\/div>\n<div>Outro conceito importante na TRS \u00e9 o que se chama de &#8220;polifasia cognitiva&#8221; que, nas palavras de Jovchelovitch (2014) seria \u201cAquilo que parece irracional ou errado para o observador externo, tem sentido para o sujeito do saber e \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao que expressa e significa para um indiv\u00edduo e comunidade\u201d. Ou seja, atrav\u00e9s desse conceito entende-se que n\u00e3o h\u00e1 uma verdade absoluta, mas sim vers\u00f5es de verdade de acordo com cada sociedade\u00a0 (JOVCHELOVITCH, 2014; MOSCOVICI, 2000). Como exemplo desse conceito, pode-se observar que em nossa sociedade, quando uma pessoa est\u00e1 doente, \u00e9 natural que eleja um m\u00e9dico para atender sua enfermidade. Por\u00e9m, em uma tribo ind\u00edgena, o paj\u00e9 \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da autoridade em sa\u00fade e n\u00e3o algu\u00e9m de jaleco branco. Esses conceitos podem ser alternados de acordo com o entendimento de cada grupo social ou comunidade. Por\u00e9m, n\u00e3o se poderia, de um lado, tra\u00e7ar um entendimento segundo o qual as tribos estariam erradas; de outro, de que os brancos estariam equivocados. At\u00e9 o conceito do que seria uma boa medicina se altera, na China, o pa\u00eds mais populoso do mundo, onde a larga maioria dos habitantes n\u00e3o faz uso da alopatia ocidental e sim da tradicional medicina chinesa. Por\u00e9m, em outros lugares como o Brasil, sua validade \u00e9 motivo de disputas e pol\u00eamicas (FOLHA DE S\u00c3O PAULO, 2013). O valor de um grupo pode ser entendido como o que o grupo aprende a valorizar. Por exemplo: na chegada \u00e0s Am\u00e9ricas em busca de ouro, Francisco Pizarro Gonz\u00e1lez desembarcou no que hoje \u00e9 o Panam\u00e1, escravizou os \u00edndios da regi\u00e3o, desmontou suas caravelas e as remontou no oceano Pac\u00edfico com a for\u00e7a escrava (BUENO, 2018). Isto, ap\u00f3s atravessar o istmo do Dari\u00e9n, considerado at\u00e9 hoje uma das regi\u00f5es mais perigosas das Am\u00e9ricas (BBC, 2018), com o objetivo de buscar o \u201cEldorado\u201d (Peru). Para os espanh\u00f3is, o ouro era a ideia de fortuna e fausto, enquanto que para os \u00edndios Qu\u00e9chua e Incas daquela regi\u00e3o o metal n\u00e3o simbolizava valor monet\u00e1rio e sim o \u201cl\u00e1grimas do deus sol\u201d\u00a0 (BOUYSSE-CASSAGNE, 2017). Isto pode ser visto tanto em grupos quanto em indiv\u00edduos, de suas representa\u00e7\u00f5es sociais \u00e0 l\u00f3gica de entendimento de mundo e emo\u00e7\u00f5es. Sobre este tema podemos adicionar a contribui\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo, f\u00edsico e matem\u00e1tico Ren\u00e9 Descartes (2001). No seu livro \u201cDiscurso do M\u00e9todo\u201d ele afirma que \u201cO bom senso \u00e9 a coisa mais bem distribu\u00edda do mundo: pois cada um pensa estar t\u00e3o bem provido dele, que mesmo aqueles mais dif\u00edceis de se satisfazerem com qualquer outra coisa n\u00e3o costumam desejar mais bom senso do que tem. Assim, n\u00e3o \u00e9 veross\u00edmil que todos se enganem; mas, pelo contr\u00e1rio, isso demonstra que o poder de bem julgar e de distinguir o verdadeiro do falso, que \u00e9 propriamente o que denominamos bom senso ou raz\u00e3o, \u00e9 por natureza igual em todos os homens; e portanto que a diversidade de nossas opini\u00f5es n\u00e3o decorre de uns serem mais razo\u00e1veis que outros, mas somente que conduzimos nossos pensamentos por diversas vias.\u201d\u00a0 (DESCARTES, 2001, p. 5)<\/div>\n<div>Esta leitura de uma polifasia cognitiva \u2013 a l\u00f3gica e as representa\u00e7\u00f5es sociais entendidas individualmente \u2013ser\u00e1 estendida do sujeito a uma l\u00f3gica de \u00c1goras, onde se prop\u00f5e levar em considera\u00e7\u00e3o as diversas perten\u00e7as a grupos sociais\u2013que em breve ser\u00e1 apresentada e discutida nesta tese.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1.3 A dialogicidade nas representa\u00e7\u00f5es sociais<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para melhor se compreender a abordagem psicossociol\u00f3gica que norteia a Teoria das Representa\u00e7\u00f5es Sociais, Moscovici (2000)\u00a0 acrescenta a necessidade de se trabalhar com a triangula\u00e7\u00e3o SUJEITO-OBJETO-SUJEITO como par\u00e2metro condutor. Em outras palavras, haveria um triangulo entre o EU (EGO) -OUTRO (ALTER) -OBJETO. Estes n\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas entes fixos, mas din\u00e2micos, que se estruturariam a partir da dialogicidade (MARKOV\u00c1, 2003, 2017) . Em resumo, as representa\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o criadas e desenvolvidas atrav\u00e9s desses tr\u00eas entes insepar\u00e1veis. Para Moscovici (2000), o ponto de partida da TRS \u00e9 a ruptura com a distin\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de sujeito e objeto. Este pesquisador social romeno naturalizado franc\u00eas pregava que sujeito e objeto n\u00e3o seriam funcionalmente distintos e sim um conjunto a priori indissoci\u00e1vel, o que significaria que o objeto n\u00e3o existiria por si, mas apenas em rela\u00e7\u00e3o a um sujeito (indiv\u00edduo ou grupo). Para ele, a rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto \u00e9 que determina o pr\u00f3prio objeto. Ou seja, diferentemente de outras linhas de pensamento, n\u00e3o se considera, nesse contexto, EGO e ALTER como opositores, mas sim como polos de um sistema comunicativo\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003; MARKOV\u00c1, 2017) . Markov\u00e1 (2003)\u00a0 considera esta estrutura como uma unidade b\u00e1sica da teoria do conhecimento social (figura 5). A mente humana \u00e9 capaz de processar e comunicar o di\u00e1logo entre EGO , ALTER e OBJETO (EAO), criando assim realidades sociais.<\/div>\n<div>Figura 5 &#8211; Dialogicidade entre EGO, ALTER e OBJETO (EAO)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Markov\u00e1 (2003)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A linguagem e o pensamento social s\u00e3o fen\u00f4menos din\u00e2micos causados pelas rela\u00e7\u00f5es EAO, apresentando car\u00e1ter dial\u00f3gico. S\u00e3o geradores de tens\u00e3o e conflitos que precisariam sempre de um processo de equilibra\u00e7\u00e3o para se manterem. Ou seja, a parceria dessa tr\u00edade precisa sempre de negocia\u00e7\u00e3o entre as partes\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003, 2017a; ZITTOUN, 2014) . H\u00e1, portanto, entre Ego e Alter, uma rela\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003) . A teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais coloca, portanto, a comunica\u00e7\u00e3o e a linguagem como pontos centrais de toda proposi\u00e7\u00e3o em Psicologia Social (MARA PALL\u00da; LAROCCA, 2007; MARKOV\u00c1, 2003).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O conhecimento social \u00e9 o conhecimento em comunica\u00e7\u00e3o e o conhecimento em a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode haver conhecimento social a menos que seja formado, mantido, difundido e transformado dentro da sociedade, entre indiv\u00edduos ou entre indiv\u00edduos e grupos, subgrupos e culturas. O conhecimento social se refere \u00e0s din\u00e2micas da estabilidade e das mudan\u00e7as (MARKOV\u00c1, 2006a, p.27).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>EGO e ALTER s\u00e3o dom\u00ednios da pr\u00f3pria ontologia que os t\u00eam por base: naturais e pr\u00f3prios ao ser humano, esp\u00e9cie que se comunica simbolicamente\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003) . Entre outros modelos encontrados na literatura da \u00e1rea sobre a constru\u00e7\u00e3o da triangula\u00e7\u00e3o EGO-ALTER-OBJETO (EAO) para o estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais, Bauer e Gaskell (1999)\u00a0 propuseram um modelo apelidado de Toblerone (figura 6) por apresentar um aspecto geom\u00e9trico semelhante ao do chocolate su\u00ed\u00e7o &#8211; que prev\u00ea que o acontecimento futuro seja resposta ao ac\u00famulo do passado. O recorte da representa\u00e7\u00e3o, nesse caso, se daria em um momento espec\u00edfico da vida do sujeito (momento T) e, assim, poderia ter um car\u00e1ter provis\u00f3rio sempre em altera\u00e7\u00e3o. Tanto ALTER (S1) como EGO (S2) estariam em movimento temporal. O recorte total estaria, portanto, atrelado a um tempo relativo ao OBJETO (O).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 6 &#8211; Modelo Toblerone do Senso Comum<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Bauer e Gaskell (1999)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro modelo proposto (figura 7) \u00e9 o de Zittoun (2014) , que tem grande afinidade e mostra a influ\u00eancia de Vygotsky sobre a pesquisadora. A autora afirma que, al\u00e9m de interagir com o outro e com o objeto, o sujeito tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido em um di\u00e1logo interno consigo mesmo, ou seja, um di\u00e1logo consigo sobre o objeto. Portanto, o di\u00e1logo interior do sujeito com o objeto de conhecimento prossegue ao longo de duas linhas. O di\u00e1logo interno surge por conta de uma mem\u00f3ria pr\u00e9-existente associando e integrando a nova experi\u00eancia. O sentido para o sujeito seria a conflu\u00eancia desses aspectos introspectivos\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2017; ZITTOUN, 2014) .<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 7 &#8211; Modelo com Elemento Cultural<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: ZITTOUN (2014)<\/div>\n<div>2.1.4 Resumindo: Principais eixos de pesquisa nas TRS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A partir da an\u00e1lise de alguns dos principais eixos de pesquisa a respeito das teorias das representa\u00e7\u00f5es sociais, as diferentes abordagens desenvolvidas nessa \u00e1rea podem ser compreendidas de acordo com seus objetivos, que s\u00e3o orientados por \u00eanfases diferentes. Esses eixos foram organizados graficamente por Spink (1996), conforme mostra a figura 8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 8 \u2013Alguns dos principais eixos de pesquisa nos estudos das Representa\u00e7\u00f5es Sociais<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Spink (1996)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outros autores, de maneira pr\u00f3xima, mas n\u00e3o igual, \u00e0 de S\u00e1 (1998), entendem que seriam tr\u00eas as correntes principais e complementares \u00e0 \u201cgrande teoria\u201d de Moscovici:<\/div>\n<div>a) Processual, tendo suas principais configura\u00e7\u00f5es sido apresentadas pelos escritos de Denise Jodelet (2005). A autora adiciona ao discurso as pr\u00e1ticas sociais como suporte das representa\u00e7\u00f5es sociais;<\/div>\n<div>b) Estrutural, tamb\u00e9m chamada de teoria do n\u00facleo central com enfoque metodol\u00f3gico mais assertivo com extra\u00e7\u00e3o de dados replicados na composi\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es, proposta por Jean Claude Abric (2000, 2003) e complementada por Claude Flament; e<\/div>\n<div>c) Societal de William Doise, ligada \u00e0 Escola de Genebra, cuja obra enfoca a posi\u00e7\u00e3o social do indiv\u00edduo como determinante e a do grupo como preponderante na produ\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es sociais. Sua base te\u00f3rica repousa na obra de Pierre Bordieu (MACHADO, 2018).<\/div>\n<div>Nesta tese, elegemos a abordagem estrutural das representa\u00e7\u00f5es sociais como quadro conceitual e metodol\u00f3gico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1.5 A abordagem estrutural das representa\u00e7\u00f5es sociais<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A compreens\u00e3o metodol\u00f3gica quanto a estudos de representa\u00e7\u00f5es sociais, de forma geral, foi desenvolvida usando t\u00e9cnicas tradicionais das ci\u00eancias sociais como entrevistas, anota\u00e7\u00f5es de campo, observa\u00e7\u00e3o, observa\u00e7\u00e3o participativa, etc. (REIS; BELLINI, 2011; SPINK, 1996). Essas formas de trabalho consistem na preponder\u00e2ncia artesanal, n\u00e3o automatizada e interpretativa de constru\u00e7\u00e3o de uma pesquisa (MARKOV\u00c1, 2003), por\u00e9m inspiradas no movimento cibern\u00e9tico e metodologias que pudessem ser mais objetivas, fundadas em sistemas matematiz\u00e1veis (S\u00c1, 2002). Servindo-se de dados dessa natureza para se compreender as representa\u00e7\u00f5es sociais, surge o grupo franc\u00eas Midi ( instalado no Mediterr\u00e2neo, na Universit\u00e9 de Montpellier), que teve uma proposta inicial desenvolvida por Jean-Claude Abric e complementada posteriormente por Flament, Moliner, Guimelli e outros\u00a0 (S\u00c1, 2002). Esse tipo de estudo foi denominado de enfoque estrutural das representa\u00e7\u00f5es ou teoria do n\u00facleo central\u00a0 (ABRIC, 2004; S\u00c1, 2002) . A teoria estrutural tem por perspectiva a metodologia sistematizada e o princ\u00edpio experimental, sendo a primeira tentativa laboratorial de se trabalhar com a teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais\u00a0 (S\u00c1, 1996) . Essa abordagem possui tr\u00eas fundamentos (ABRIC, 2004; S\u00c1, 2002) , que s\u00e3o:<\/div>\n<div>\u00a0(1) As representa\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o conjuntos sociocognitivos estruturados e organizados;<\/div>\n<div>\u00a0(2) A estrutura completa de uma representa\u00e7\u00e3o social \u00e9 constitu\u00edda de dois subsistemas: um n\u00facleo central e um sistema perif\u00e9rico;<\/div>\n<div>\u00a0(3) Conhecer o conte\u00fado de uma representa\u00e7\u00e3o social no modelo estruturante n\u00e3o implica em uma defini\u00e7\u00e3o completa. \u00c9 necess\u00e1ria a identifica\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo central, que propiciar\u00e1 a identifica\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os que unem entre si os elementos do conte\u00fado complexo que reagem a sua transforma\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>Segundo S\u00e1 (2002), o pr\u00f3prio Abric diz que alguns pontos poderiam ser mais explorados como (a) a an\u00e1lise da natureza do n\u00facleo central e os processos que o determinam e (b) a rela\u00e7\u00e3o entre sistema central e perif\u00e9rico e a liga\u00e7\u00e3o a pr\u00e1ticas sociais. Para cada indiv\u00edduo h\u00e1 constru\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo figurativo, ou seja, uma reorganiza\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica de elementos cognitivos. Esta constru\u00e7\u00e3o possui uma forma\u00e7\u00e3o diversificada que teria duas caracter\u00edsticas aparentemente contradit\u00f3rias, segundo as pesquisas de Abric (2004, p. 71): &#8220;as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o ao mesmo tempo est\u00e1veis e m\u00f3veis, r\u00edgidas e flex\u00edveis&#8230; as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o consensuais, mas tamb\u00e9m marcadas por fortes diferen\u00e7as interindividuais&#8221;.<\/div>\n<div>Abric, ent\u00e3o, prop\u00f5e que a representa\u00e7\u00e3o social seria uma entidade una, regida por um duplo sistema interno (figura 9), complementar um ao outro, formada por um n\u00facleo central e uma periferia\u00a0 (MAZZOTTI, 2005).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 9- Caracter\u00edsticas do n\u00facleo central e sistema perif\u00e9rico<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Mazzotti (2005, p. 23)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Haveria, portanto, de um lado do sistema, o n\u00facleo central da representa\u00e7\u00e3o social cuja fun\u00e7\u00e3o seria a de gerar significados b\u00e1sicos da representa\u00e7\u00e3o e determinar a organiza\u00e7\u00e3o dos elementos, com as seguintes caracter\u00edsticas\u00a0 (ABRIC, 2004; MAZZOTTI, 2005):<\/div>\n<div>&#8211; Fundar-se na mem\u00f3ria coletiva, transparecendo as condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-hist\u00f3ricas de um determinado grupo e seus valores;<\/div>\n<div>&#8211; Possuir uma base comum que define a homogeneidade do grupo social, um consenso da representa\u00e7\u00e3o compartilhado coletivamente;<\/div>\n<div>&#8211; Possuir estabilidade, resist\u00eancia a mudan\u00e7as e assegura assim a continuidade da representa\u00e7\u00e3o;<\/div>\n<div>&#8211; Possuir pouca sensibilidade relativamente ao contexto social e material imediato.<\/div>\n<div>O outro lado do sistema constituiria a periferia da representa\u00e7\u00e3o, onde est\u00e3o outros elementos de prote\u00e7\u00e3o e suporte ao n\u00facleo central. Essa tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por contextualizar e atualizar as determina\u00e7\u00f5es do n\u00facleo, ou seja, uma \u201cinterface entre a realidade concreta e o sistema central\u201d (ABRIC, 1994b, p. 79). Nessa \u00e1rea h\u00e1 espa\u00e7o para mobilidade e express\u00f5es individualizadas das representa\u00e7\u00f5es sociais\u00a0 (S\u00c1, 2002). Segundo o entendimento de Mazzotti (2005), as suas caracter\u00edsticas seriam:<\/div>\n<div>&#8211; Permitir a integra\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias individuais;<\/div>\n<div>&#8211; Ser heterog\u00eanea e suportar as contradi\u00e7\u00f5es de um grupo;<\/div>\n<div>&#8211; Possuir sensibilidade ao contexto imediato social e do cotidiano.<\/div>\n<div>Ao formar a representa\u00e7\u00e3o, o sujeito constitui e reconstitui seu pr\u00f3prio sistema cognitivo de modo a adapt\u00e1-lo a seus pr\u00f3prios valores. Este sistema, por\u00e9m, dependeria do social e da ideologia aos quais est\u00e1 inserido\u00a0 (MAZZOTTI, 2005; MOSCOVICI, 1978).<\/div>\n<div>A proposta estruturante das representa\u00e7\u00f5es sociais, na pr\u00e1tica, de forma geral, traduz-se na sistematiza\u00e7\u00e3o de replica\u00e7\u00f5es de palavras-chave por parte de indiv\u00edduos de um grupo. Para extra\u00e7\u00e3o das palavras-chave \u00e9 utilizada uma t\u00e9cnica chamada de Associa\u00e7\u00e3o Livre ou Evoca\u00e7\u00e3o Livre (EVOC), na qual o pesquisador pode arguir o pesquisado sobre determinada imagem mental de um objeto (REIS; BELLINI, 2011) . Na medida em que as ideias s\u00e3o replicadas, h\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo central e de uma periferia das representa\u00e7\u00f5es sociais de acordo com o n\u00fameros de vezes que a mesma palavra foi evocada pelo grupo\u00a0 (MAZZOTTI, 2005; S\u00c1, 1996). Portanto, nessa perspectiva, entende-se que \u00e9 poss\u00edvel coletar informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de evoca\u00e7\u00f5es estimuladas pelo pesquisador a respeito de um objeto, e a somat\u00f3ria das respostas seria o que chamar\u00edamos de representa\u00e7\u00f5es sociais.<\/div>\n<div>O processo metodol\u00f3gico de evoca\u00e7\u00e3o tem sido utilizado em pesquisas sobre representa\u00e7\u00f5es sociais a respeito da EAD, a partir da extra\u00e7\u00e3o de palavras-chave a respeito de um tema, instrumentalizado por perguntas como: \u201cQuais s\u00e3o as cinco primeiras palavras ou express\u00f5es que lhe v\u00eam \u00e0 mente sobre a \u201cEduca\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia\u201d?\u00a0 (CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011); \u201cQuais s\u00e3o as cinco primeiras palavras ou express\u00f5es que lhe v\u00eam \u00e0 mente sobre \u201cEduca\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia\u201d?\u00a0 (SANTOS, 2006); \u201cExpresse cinco palavras que vem \u00e0 sua mente quando voc\u00ea escuta o termo educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia\u201d\u00a0 (MARCHISOTTI et al., 2017). As pesquisas mencionadas foram objeto de apresenta\u00e7\u00e3o anteriormente nos quadros 6 e 7.<\/div>\n<div>A proposi\u00e7\u00e3o de as representa\u00e7\u00f5es sociais serem expressas por ideias como imagens compartilhadas do mundo s\u00f3 seria vi\u00e1vel atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o entre o eu (EGO) e o outro (ALTER), ou seja de uma realidade coconstru\u00edda intersubjetivamente na rela\u00e7\u00e3o interativa com fen\u00f4menos do mundo, onde a forma\u00e7\u00e3o de um grupos, comunidades e sociedades seria express\u00e3o de trocas. Para lidarmos com esse aspecto, integramos em nossa articula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, nesta tese, a teoria da Ecologia dos Sentidos. Essa teoria da comunica\u00e7\u00e3o permite compreender a co constru\u00e7\u00e3o de imagens de mundo do sujeito a partir de sua intera\u00e7\u00e3o com o meio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.2 A ecologia dos sentidos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ecologia dos sentidos \u00e9 uma teoria transversal da comunica\u00e7\u00e3o que compreende os campos do saber como sendo atravessados por constru\u00e7\u00f5es e co constru\u00e7\u00f5es de imagens do mundo que produzem configura\u00e7\u00f5es dos sentidos por sujeitos, grupos e\/ou sociedades\u00a0 (CAMPOS, 2017) .Importante ressaltar que, para o autor, as configura\u00e7\u00f5es de sentidos s\u00e3o constitu\u00eddas nas intera\u00e7\u00f5es, onde a afetividade e a cogni\u00e7\u00e3o contribuem juntas para a forma\u00e7\u00e3o das imagens de mundo. N\u00e3o ser\u00edamos, portanto, apenas seres comandados pela l\u00f3gica (cogni\u00e7\u00e3o), nem somente pela afetividade. Ou seja, haveria um equil\u00edbrio entre cogni\u00e7\u00e3o e afetividade nas trocas.<\/div>\n<div>No que tange \u00e0 imagem de mundo, Campos (2017) explicita que ela \u00e9 cocriada a partir de intera\u00e7\u00f5es entre sujeitos, grupos, comunidades e\/ou sociedades, produzindo configura\u00e7\u00f5es de sentidos. Esta produ\u00e7\u00e3o se constitui em um meio ambiente natural e social, conforme pode ser observado na figura 10 abaixo). Pode-se ver tamb\u00e9m, atrav\u00e9s desta imagem, que elas s\u00e3o produzidas por indiv\u00edduos gra\u00e7as a suas estruturas cognitivas e afetivas do sujeito e condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia que fazem emergir sua consci\u00eancia, vontade e moralidade. Al\u00e9m disso os m\u00faltiplos agentes sociais que podem emergir de trocas (representados como A, B, C e D na figura 10 abaixo) sofrem poss\u00edveis media\u00e7\u00f5es. Todo esse conjunto, que Campos chama de \u201cconfigura\u00e7\u00f5es de sentidos\u201d expressam, portanto, representa\u00e7\u00f5es individuais, representa\u00e7\u00f5es socializadas\u00a0 (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014)\u00a0 \u2013 aquelas a meio caminho entre o sujeito e a sociedade \u2013 e representa\u00e7\u00f5es sociais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 10\u2013 Ecologia dos Sentidos (CAMPOS, 2017)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Campos (2017)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Logo, a forma\u00e7\u00e3o de imagens de mundo (representa\u00e7\u00f5es) \u00e9 desenvolvida em processos interativos din\u00e2micos de modo que as configura\u00e7\u00f5es pr\u00e9-existentes no sujeito s\u00e3o ressignificadas atrav\u00e9s de processos de adapta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 vista aqui como um mecanismo biol\u00f3gico que permite ao sujeito de fazer sentido de si mesmo e do mundo exterior. Qualquer movimento para o interior est\u00e1 correlacionado com outro movimento para o exterior. Os seres humanos evolu\u00edram e desenvolveram a capacidade de estruturar experi\u00eancias fenomenol\u00f3gicas interiores por meio da linguagem, que integra racioc\u00ednio l\u00f3gico e emo\u00e7\u00f5es.\u00a0 (CAMPOS, 2015b, p. 981)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A nossa interpreta\u00e7\u00e3o do autor aqui supracitado \u00e9 de que as premissas para a gera\u00e7\u00e3o de uma representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o (figura 10):<\/div>\n<div>&#8211; A cria\u00e7\u00e3o e a cocria\u00e7\u00e3o de uma \u201cImagem do Mundo\u201d em trocas no ambiente social e natural fazem emergira \u201cConsci\u00eancia\u201d e \u201cMoralidade\u201d em fun\u00e7\u00e3o da \u201cVontade\u201d, gra\u00e7as \u00e0 sua \u201cEstrutura Cognitiva e Afetiva\u201d;<\/div>\n<div>&#8211; Nossa interpreta\u00e7\u00e3o do mundo social e comunicativo s\u00f3 seria poss\u00edvel atrav\u00e9s da \u201cEstrutura Cognitiva e Afetiva\u201d, pois nela reside a base de entrada de qualquer a\u00e7\u00e3o consciente que tenhamos do mundo para n\u00f3s;<\/div>\n<div>&#8211; A forma\u00e7\u00e3o da Ecologia dos Sentidos \u00e9 possibilitada por interm\u00e9dio da intera\u00e7\u00e3o do sujeito em um ambiente;<\/div>\n<div>&#8211; A \u201cCondi\u00e7\u00e3o Material\u201d fundamenta e \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o da ecologia dos sentidos e, atrav\u00e9s dela, interagimos com o mundo;<\/div>\n<div>&#8211; Todo processo \u00e9 concomitantemente realizado em um ambiente natural.<\/div>\n<div>Portanto, como j\u00e1 dissemos, o alcance das representa\u00e7\u00f5es de mundo do sujeito est\u00e1 delimitado pelas suas estruturas cognitivas e afetivas, de grupo e\/ou sociedade, que est\u00e1, por sua vez, relacionado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais e materiais de exist\u00eancia, possibilitando a express\u00e3o de uma consci\u00eancia dirigida pela vontade, que produz sentimentos \u00e9tico-morais do sujeito. \u00c9 atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o (CAMPOS, 2017) que estas dimens\u00f5es s\u00e3o socialmente produzidas, possibilitando o aprofundamento e emerg\u00eancia dos sentidos a partir de representa\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>O autor tamb\u00e9m discute em sua teoria a forma male\u00e1vel que as imagens de mundo podem assumir de acordo com diversos aspectos sociais (CAMPOS, 2017, p. 430). O ato comunicativo serve ao outro e se modela em atividades pl\u00e1sticas que abrigam diversas inten\u00e7\u00f5es, motiva\u00e7\u00f5es etc. Na pr\u00e1tica, a fluidez e a complexidade do pensamento se manifestam de diversas formas. Seus contornos depender\u00e3o do contexto e da rela\u00e7\u00e3o com o outro e sua ressignifica\u00e7\u00e3o, o que implica sempre em processos de interpreta\u00e7\u00e3o, que chamamos aqui de \u201cesquematiza\u00e7\u00e3o\u201d como prop\u00f5e Grize (1996).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.2.1 As contribui\u00e7\u00f5es de Grize e Piaget para a ecologia dos sentidos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para compreender melhor o processo de trocas abordado por Campos \u00e9 necess\u00e1rio entender as suas premissas, notadamente os preceitos da l\u00f3gica natural proposta pelo su\u00ed\u00e7o Jean-Blaise Grize, fundador do Centro de Pesquisas Semiol\u00f3gicas da Universidade de Neuch\u00e2tel. A l\u00f3gica natural, diferentemente de uma l\u00f3gica booleana, n\u00e3o se fundamenta em premissas que levem \u00e0s ideias de \u201cverdadeiro\u201d ou \u201cfalso\u201d. Trata-se de uma l\u00f3gica em que o sujeito que se comunica em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de contexto, n\u00e3o necessariamente fica limitado a uma sequ\u00eancia de sim, n\u00e3o e talvez. Ou seja, o que a l\u00f3gica formal daria conta, em sua empregabilidade, nas ci\u00eancias f\u00edsicas, por exemplo, precisaria ser ultrapassado nas ci\u00eancias humanas no sentido de capacitar a compreens\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es relacionais do sujeito (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014; GRIZE, 1996). As proposi\u00e7\u00f5es, na l\u00f3gica formal, s\u00e3o atemporais, tendo em seu cerne conceitos abstratos e matematiz\u00e1veis. No entanto, quando se considera a argumenta\u00e7\u00e3o, tem-se por base um sujeito que declara algo tendo em vista um outro. Na afirma\u00e7\u00e3o de Grize, o que distingue a l\u00f3gica argumentativa natural da abordagem discursiva formal \u00e9 exatamente a troca enquanto processo tamb\u00e9m ret\u00f3rico de persuas\u00e3o, com vistas a convencer um p\u00fablico\u00a0 (CAMPOS, 2017). Neste sentido, as proposi\u00e7\u00f5es da l\u00f3gica argumentativa de Grize s\u00e3o, na verdade, representa\u00e7\u00f5es estruturadas em um jogo esquematizado de trocas (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014).<\/div>\n<div>A esquematiza\u00e7\u00e3o teria como premissa cinco postulados b\u00e1sicos (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014; GRIZE, 1996):<\/div>\n<div>1- O dialogismo \u2013 ainda que o discurso possua um direcionamento e mesmo que este emane de um \u00fanico orador (como por exemplo palestrantes e professores), ele traz em si o tra\u00e7o do di\u00e1logo porque sua produ\u00e7\u00e3o dirige-se a um outro.<\/div>\n<div>2- A situa\u00e7\u00e3o da interlocu\u00e7\u00e3o\u2013 refere-se ao entendimento segundo o qual qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 realizado em um determinado contexto.<\/div>\n<div>3- A representa\u00e7\u00e3o \u2013a esquematiza\u00e7\u00e3o de sujeitos, grupos ou sociedades s\u00e3o produzidas em contextos tr\u00edplices, que seriam:<\/div>\n<div>a) a representa\u00e7\u00e3o de si (A) mesmo<\/div>\n<div>\u00ab reprA (A) \u00bb;<\/div>\n<div>b) a representa\u00e7\u00e3o do interlocutor (B)<\/div>\n<div>\u00ab reprA (B) \u00bb;<\/div>\n<div>c) e, por \u00faltimo, a representa\u00e7\u00e3o do tema (T) discutido:<\/div>\n<div>\u00ab reprA (T) \u00bb<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4) Os pr\u00e9-constru\u00eddos culturais, que se referem ao conjunto de informa\u00e7\u00f5es mobilizadas pelos interlocutores na constru\u00e7\u00e3o de suas representa\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>5) Constru\u00e7\u00e3o dos objetos \u2013 o discurso como aplica\u00e7\u00e3o de signos aos objetos a partir do significado dos termos, com fins de esquematiza\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o e objetivos da comunica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>A contribui\u00e7\u00e3o de Grize (1993) \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o reside no entendimento de que as representa\u00e7\u00f5es sociais, ao serem coconstru\u00eddas, transitam de modo diferente do tradicional modelo de comunica\u00e7\u00e3o baseado nos pares codifica\u00e7\u00e3o \/ decodifica\u00e7\u00e3o e emissor \/ receptor. Ou seja, n\u00e3o se trata apenas de considerar um sujeito que emite uma mensagem e outro que recepciona. Na perspectiva grizeana, haveria a esquematiza\u00e7\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o de interlocu\u00e7\u00e3o onde contexto \u00e9 decisivo (tanto na oralidade quanto na escrita). O discurso possuiria uma dimens\u00e3o argumentativa: a esquematiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria constru\u00edda somente para o sujeito, mas na perspectiva de um outro.<\/div>\n<div>Outra contribui\u00e7\u00e3o que nos permite de melhor compreender a ecologia dos sentidos de Campos diz respeito ao modelo de troca de valores de Piaget (ETUDES SOCIOLOGIQUES, 1977) que, fundamentalmente, trata das rela\u00e7\u00f5es entre EGO e ALTER na comunica\u00e7\u00e3o. Segundo Piaget, um sujeito, um grupo e\/ou uma sociedade (entendidos aqui como EGO), em sua din\u00e2mica de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o relativamente ao outro (ALTER), pode produzir, nas trocas, (1) Satisfa\u00e7\u00e3o, sentimento de d\u00edvida e valoriza\u00e7\u00e3o; (2) Insatisfa\u00e7\u00e3o, sentimento de cr\u00e9dito (ou de crer que o outro lhe deva algo) e desvaloriza\u00e7\u00e3o; ou ainda (3) Neutralidade, quando h\u00e1 ambiguidade ou indiferen\u00e7a. Neste sentido, cabe incluir nesta tese as no\u00e7\u00f5es de \u201cd\u00edvida ou cr\u00e9dito\u201d e \u201csatisfa\u00e7\u00e3o ou insatisfa\u00e7\u00e3o\u201d trazida por Campos de Piaget, compreendendo que o autor discute mecanismos s\u00f3cio gen\u00e9ticos e hist\u00f3rico-culturais que contribuem para a forma\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es sociais. Ou seja, o jogo de trocas da ecologia dos sentidos obedece a um funcionamento que integra os mecanismos interativos de ambos os autores supracitados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.2.2 Algumas considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas complementares relacionadas \u00e0 afetividade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os sentimentos morais de d\u00edvida ou cr\u00e9dito operam no campo da afetividade que informa a coconstru\u00e7\u00e3o de imagens do mundo dentro do sistema da ecologia dos sentidos. Ao se compreender que o c\u00e9rebro necessita fazer escolhas ao buscar uma resposta para uma pergunta, por exemplo, em uma situa\u00e7\u00e3o do cotidiano esse processo poderia afetar as escolhas das representa\u00e7\u00f5es a serem compartilhadas na comunica\u00e7\u00e3o. Esse processo guarda pontos de semelhan\u00e7a com o modelo te\u00f3rico da hip\u00f3tese do marcador som\u00e1tico, de onde depreende-se que as emo\u00e7\u00f5es trabalham conjuntamente com a cogni\u00e7\u00e3o nos processos de escolha, mesmo que estas sejam, aparentemente, interpretadas como sendo estritamente racionais. Esta hip\u00f3tese foi formulada pelo pesquisador portugu\u00eas Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio (1995). Segundo o autor, fatos emocionais contribuem para a atribui\u00e7\u00e3o de valores a determinadas situa\u00e7\u00f5es, contribuindo para a tomada de decis\u00f5es. Na pr\u00e1tica, diante de uma op\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00f5es de an\u00e1lises, o sujeito se depara com sensa\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas negativas ou positivas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela op\u00e7\u00e3o, um alarme interno dispara conduzindo o sujeito \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o ou aceita\u00e7\u00e3o imediata de uma op\u00e7\u00e3o\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 1995, 2004; SCHNEIDER; PARENTE, 2006). Considerando que \u201cAs emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia\u201d\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 2004, p. 45), e o entendimento de Campos (2017), poder-se-ia admitir tamb\u00e9m que as emo\u00e7\u00f5es poderiam influenciar no surgimento de uma representa\u00e7\u00e3o dada, dando substrato para sua forma\u00e7\u00e3o \u201cnegativa ou positiva\u201d, de \u201ccr\u00e9dito ou d\u00edvida\u201d, de \u201csatisfa\u00e7\u00e3o ou insatisfa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div>Um exemplo emblem\u00e1tico para essa discuss\u00e3o foi a pesquisa liderada pelo Facebook e conduzida pela Universidade de Cornell em conjunto com a Universidade da Calif\u00f3rnia. Em 2012, esta rede social lan\u00e7ou um experimento com 700 mil usu\u00e1rios para testar uma hip\u00f3tese que os pesquisadores chamaram de \u201ccont\u00e1gio emocional\u201d. Durante uma semana pessoas foram submetidas a posts negativos e tristes em sua linha do tempo. Depois deste per\u00edodo constatou-se que, ao receber imagens negativas, estes sujeitos teriam uma tend\u00eancia maior a postar imagens negativas tamb\u00e9m (G1, 2012). Isto refor\u00e7aria a ideia segundo a qual a emo\u00e7\u00e3o estaria presente nas escolhas mentais dos sujeitos. Ou seja, quando o sujeito \u00e9 submetido a uma situa\u00e7\u00e3o de d\u00edvida ou cr\u00e9dito moral como consequ\u00eancia de um sentimento afetivo de satisfa\u00e7\u00e3o ou insatisfa\u00e7\u00e3o, as representa\u00e7\u00f5es na base da forma\u00e7\u00e3o de imagens de mundo a serem comunicadas sofreriam a influ\u00eancia dos fatores que iniciaram o processo originalmente. Esta l\u00f3gica das trocas proposta por Piaget, integrada \u00e0 ecologia dos sentidos, refor\u00e7a a ideia segundo a qual cogni\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o se articulam conjuntamente na forma\u00e7\u00e3o representacional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.2.3 Algumas considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas complementares relacionadas \u00e0 dialogicidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro ponto importante desta tese relaciona-se ao tema da dialogicidade. Parte-se da premissa segundo a qual a pergunta de um pesquisador, em si, dispara um processo l\u00f3gico-argumentativo em uma situa\u00e7\u00e3o de entrevista. Como a pesquisa que apresentaremos adiante apresenta um m\u00e9todo disparado por um pesquisador que pergunta, tal quest\u00e3o nos parece ser importante para flexibilizar os resultados que avan\u00e7aremos. Em casos de uma interfer\u00eancia intencional na mec\u00e2nica do pensar de um sujeito por meio de perguntas \u2013 e n\u00e3o em um processo de pensamento espont\u00e2neo relacionado a uma abstra\u00e7\u00e3o simples ou intuitiva, independentemente do meio de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 admitimos esta interfer\u00eancia como componente te\u00f3rico. Entende-se que o ato de comunicar as intera\u00e7\u00f5es que dele decorrem podem gerar imprecis\u00f5es. Campos (2017) parafraseando o poeta Fernando Pessoa d\u00e1 o t\u00edtulo \u201cNavegar \u00e9 Preciso, Comunicar Impreciso\u201d ao seu livro para ressaltar a imprecis\u00e3o dos processos comunicativos. No nosso entender, a teoria da Ecologia dos Sentidos permite a contextualiza\u00e7\u00e3o dos processos de representa\u00e7\u00e3o, ainda que imprecisos, ancorados em interpreta\u00e7\u00f5es mais amplas e complexas que suas causas, desenvolvimento processual e consequ\u00eancias. Acreditamos que esta teoria esteja em conson\u00e2ncia com as observa\u00e7\u00f5es de Moscovici (2000) porque as integra, por exemplo, nos processos de objetiva\u00e7\u00e3o e ancoragem, que estariam ligados diretamente \u00e0s dimens\u00f5es das estruturas cognitivas e afetivas do sujeito. Al\u00e9m disso, permite compreend\u00ea-los no enraizamento dessas estruturas na mem\u00f3ria dos sujeitos, gra\u00e7as \u00e0 dialogicidade, como discutem Markov\u00e1 (2003) e Grize (1996), e sua emerg\u00eancia como coconstru\u00e7\u00e3o e compartilhamento de imagens do mundo que, nas trocas, mobilizam os mundos subjetivo, social e objetivo.<\/div>\n<div>O caminho percorrido at\u00e9 aqui articula-se com uma proposta te\u00f3rica complementar que apresentamos abaixo, no item 2.3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3 Na dire\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel teoria da \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.1 Sobre a no\u00e7\u00e3o de \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A palavra \u201c\u00c1gora\u201d, na Gr\u00e9cia Antiga, representava uma pra\u00e7a p\u00fablica onde se discutiam ideias importantes para a \u201cpolis\u201d. A \u00c1gora, como espa\u00e7o coletivo, tamb\u00e9m se aplicava a tempos, altares e pequenos santu\u00e1rios, alguns dedicados aos her\u00f3is, tais como os semideuses da mitologia grega (CAMP, 2010). Adotamos esse princ\u00edpio de coconstru\u00e7\u00e3o de imagens do mundo na troca p\u00fablica, por sujeitos de uma mesma comunidade, como express\u00e3o capaz de modelizar a coconstru\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es que incluem ideias fen\u00f4menos e\/ou fatos que emergem dos interesses individuais e sociais de grupos.<\/div>\n<div>Para n\u00f3s, a compreens\u00e3o de uma \u201c\u00c1gora\u201d \u00e9 relativamente simples: s\u00e3o conjuntos de pessoas que possuem e compartilham uma representa\u00e7\u00e3o social semelhante, seja de si (EGO), seja do outro (ALTER). Entende-se aqui a \u00c1gora como uma estrutura que se constitui de forma espont\u00e2nea, pois faz emergir ideias a respeito de objetos, fen\u00f4menos e\/ou fatos etc. ou seja, representa\u00e7\u00f5es coletivamente, comunitariamente, compartilhadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 11 \u2013 \u00c1gora de Atenas<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ou seja, chamamos de \u00c1gora o agrupamento ou compartilhamento de ideias similares atrav\u00e9s das representa\u00e7\u00f5es sociais (que formam ou n\u00e3o uma ideologia) que podem emergir de uma estrutura onde tanto EGO como ALTER s\u00e3o considerados. Sup\u00f5e-se, portanto, que pessoas em grupos, comunidades e\/ou sociedades, em distintos lugares, possam frequentar e ter conceitos ou ideias diferentes. Devemos ter tamb\u00e9m em vista a premissa a partir da qual ideias n\u00e3o possuem uma fronteira. Com a Internet, por exemplo, elas se alargam cada vez mais. Portanto, a participa\u00e7\u00e3o de uma pessoa em diversos grupos, poderia alterar a representa\u00e7\u00e3o de um objeto. Esta articula\u00e7\u00e3o obedece \u00e0 hip\u00f3tese segundo a qual o ser humano tem em si um EGO e tamb\u00e9m uma representa\u00e7\u00e3o de ALTER, construindo assim representa\u00e7\u00f5es do OBJETO como articula\u00e7\u00e3o. As mudan\u00e7as, ajustes, manipula\u00e7\u00f5es e outras formas de reconstitui\u00e7\u00e3o de uma representa\u00e7\u00e3o social, de acordo com a perten\u00e7a a grupos sociais, s\u00e3o constituintes do processo comunicativo do ser humano.<\/div>\n<div>Nos subitens abaixo articularemos a ideia de \u00e1gora com a problem\u00e1tica das comunidades simb\u00f3licas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.1.1 Comunidades simb\u00f3licas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como j\u00e1 discutido anteriormente, a necessidade de o ser humano permanecer em grupo, enquanto animal greg\u00e1rio, foi avan\u00e7ando e se aperfei\u00e7oando ao longo da revolu\u00e7\u00e3o cognitiva\u00a0 (HARARI, 2017; RECUEIRO, 2002). A ideia foi se ampliando de um conceito de sociedade de produ\u00e7\u00e3o material tradicional at\u00e9 a da produ\u00e7\u00e3o globalizada, caracterizada por amplas e complexas redes. Neste sentido, cabe destacar que o ganhador do pr\u00eamio Nobel, o pesquisador Milton Friedman (1980) , afirma que nossa depend\u00eancia uns dos outros \u00e9 t\u00e3o grande em uma sociedade globalizada que nem mesmo objetos simples como um l\u00e1pis seria pass\u00edvel de ser produzido por uma \u00fanica pessoa.<\/div>\n<div>As formas dependentes de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o frutos de anos de negocia\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas entre diferentes grupos e sociedades. Se antigamente os homens dependiam de seu grupo e de suas pr\u00f3prias tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, bens e produtos\u00a0 (HARARI, 2017), as sociedades atuais globalizadas possuem caracter\u00edsticas complexas de depend\u00eancia em n\u00edvel mundial, n\u00e3o s\u00f3 no mundo simb\u00f3lico, mas no material, inclu\u00eddo nele os meios de produ\u00e7\u00e3o. Neste contexto, existem dois conceitos a serem analisados aqui: a sociedade e a comunidade. Enquanto o conceito de sociedade \u00e9 relativamente est\u00e1vel, o de comunidade passou por diversas transforma\u00e7\u00f5es como explicitaremos a seguir.<\/div>\n<div>Ainda que, tecnicamente, o nosso trabalho n\u00e3o lide diretamente com a ideia de comunidade, ao trazermos estudos sobre representa\u00e7\u00f5es de grupos sociais, emergem quest\u00f5es comunit\u00e1rias. A ideia de comunidade sempre existiu e foi necess\u00e1ria para que nossa esp\u00e9cie evolu\u00edsse at\u00e9 o homo sapiens (HARARI, 2017). Por\u00e9m hoje, coma evolu\u00e7\u00e3o dos meios comunicacionais e a amplia\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o entre dist\u00e2ncias f\u00edsicas, conceitos como o de comunidade e sociedade se alargaram e devem ser rediscutidos.<\/div>\n<div>O conceito de comunidade \u00e9 amplo e um dos autores cl\u00e1ssicos desta \u00e1rea, Ferdinand T\u00f6nies, procurava distingui-lo do de comunidade. Para T\u00f6nies, um representava a fam\u00edlia, a aldeia, alimentada por rela\u00e7\u00f5es de afeto mantidas com organicidade costurada por tradi\u00e7\u00f5es, intera\u00e7\u00f5es locais e normas consensuais provindas da cultura local, que ele definia por meio do termo alem\u00e3o Gemeinschaft (comunidade). J\u00e1 a Gesellschaft (sociedade) estabeleceria rela\u00e7\u00f5es com base em rela\u00e7\u00f5es contratuais, mantidas por normas, leis, conven\u00e7\u00f5es com motiva\u00e7\u00f5es operacionais e la\u00e7os supralocais, que estariam subordinadas ao Estado Na\u00e7\u00e3o (RECUEIRO, 2002), de modo que \u201cConello coincide el que la comunidade deba ser entendida a modo de organismo vivo, y la sociedad como agregado y artefacto mec\u00e1nico\u201d (T\u00d6NIES, 1999).<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade, Brancaleone (2008) explica o que chamou de \u201cleis principais\u201d de T\u00f6nnies em termos de suas rela\u00e7\u00f5es: a) entre c\u00f4njuges, familiares, vizinhos e amigos com trocas rec\u00edprocas de afeto; b) entre indiv\u00edduos que se gostam e estabelecem consensos; c) entre pessoas que se entendem e se gostam, al\u00e9m daquelas que convivem e permanecem juntas e modo a se estabelecer uma ordena\u00e7\u00e3o da vida em comum (BRANCALEONE, 2008) .Este conceito, no qual a comunidade \u00e9 vista com uma integra\u00e7\u00e3o emocional, \u00e9 referido tamb\u00e9m em Weber (2002) que chama a rela\u00e7\u00e3o social de comunidade as que possuem por base um sentido de solidariedade, seriam, portanto o que ele chama do \u201cresultado de liga\u00e7\u00f5es emocionais ou tradicionais dos participantes\u201d (p. 71). E a rela\u00e7\u00e3o social de sociedade, um resultado de um equacionamento racional motivados por ju\u00edzos para uma determinada finalidade e tamb\u00e9m \u201cbaseada na f\u00e9 da validade compuls\u00f3ria da obriga\u00e7\u00e3o de aderir a ela\u201d (WEBER, 2002, p. 71).<\/div>\n<div>Weber (2002, p. 74)\u00a0 chama aten\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia da linguagem. Esta n\u00e3o seria apenas a l\u00edngua. Certamente a linguagem e o idioma em si n\u00e3o seriam suficientes para formar uma comunidade, mas trariam facilidade \u00e0s trocas entre seus membros. Ou seja, indiv\u00edduos que falam a mesma l\u00edngua e compartilham uma situa\u00e7\u00e3o em comum \u201cpodem vir a experimentar um sentimento de comunidade \u201cnas palavras de Weber (2002, p. 74). As palavras conectam os sujeitos, formam um elo entre o sujeito e a coletividade\u00a0 (JACQUES et al., 2013). Como afirma Brancaleone (2008, p. 99) , \u201c [&#8230;] no in\u00edcio havia a intera\u00e7\u00e3o\u201d. Dela surgem a linguagem, os s\u00edmbolos, os c\u00f3digos. Os grupos e tudo o que nos constr\u00f3i como sociedade e comunidade prov\u00eam das intera\u00e7\u00f5es, dos processos de comunica\u00e7\u00e3o (CAMPOS, 2017; HARARI, 2017) .Estas coloca\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para se compreender a teoria da \u00c1gora.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.1.2 A \u00c1gora e as comunidade simb\u00f3licas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como vimos, as no\u00e7\u00f5es de comunidade e de simbolismo partem do princ\u00edpio do senso pertencimento a um determinado grupo\u00a0 (PALACIOS, 1996; RECUEIRO, 2002) .Por\u00e9m, a no\u00e7\u00e3o da \u00c1gora parte da premissa da dimens\u00e3o simb\u00f3lica como sendo independente do senso de pertencimento a uma comunidade, principalmente hoje com uma maior intera\u00e7\u00e3o em redes informatizadas. Para autores como Jovchelovitch (2014), este tema \u00e9 um grande desafio da psicologia social frente \u00e0s novas tecnologias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A socializa\u00e7\u00e3o dos saberes e a diversidade cognitiva que lhe caracteriza \u00e9 um fen\u00f4meno b\u00e1sico das comunidades humanas e uma marca central das sociedades contempor\u00e2neas. O mundo em que vivemos n\u00e3o apenas \u00e9 marcado por novas combina\u00e7\u00f5es de tempos e lugares, como tamb\u00e9m apresenta altos n\u00edveis de satura\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica decorrente das novas tecnologias sociais e de uma esfera p\u00fablica cada vez mais digitalizada. O pensamento e o saber do Outro est\u00e3o distante um \u2018click\u2019 apenas: determinar como esse potencial de encontros se realiza e forma o processo representacional \u00e9 um grande desafio para a psicologia social (JOVCHELOVITCH, 2014, p. 5)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00c1gora \u2013 que discutiremos com mais detalhes adiante \u2013 n\u00e3o invalida qualquer tipo de forma\u00e7\u00e3o interativa, tais quais comunidades e sociedades. Cabe destacar que a natureza do pensamento extrapola a dimens\u00e3o f\u00edsica, compreendendo que um mundo simb\u00f3lico n\u00e3o possui a rigidez de uma fronteira delineada, por vezes talhadas pela for\u00e7a. Tamb\u00e9m n\u00e3o se trata da virtualidade inform\u00e1tica. Inequivocamente, a \u00c1gora resultaria de uma liga\u00e7\u00e3o de elementos que compartilhem algo em comum, uma rede subjacente no campo invis\u00edvel.<\/div>\n<div>A \u00c1gora poderia conter a ideia pr\u00e9via de que um grupo disperso n\u00e3o necessariamente compartilha do espa\u00e7o f\u00edsico ou virtual. de um ambiente \u00fanico, mas se liga a alguma causa interativa por se tratar de ideias compartilhadas. Ou seja, o que rege a \u00c1gora s\u00e3o as representa\u00e7\u00f5es compartilhadas, ou significados compartilhados de um mesmo objeto, que podem ser formados de diversas maneiras conforme a din\u00e2mica da intera\u00e7\u00e3o. Lembramos que as comunidades simb\u00f3licas n\u00e3o necessariamente prov\u00eam de territ\u00f3rios comuns, mas de grupos que possuem uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, mesmos dispersos. A \u00c1gora \u00e9 um fen\u00f4meno representacional. Ocorre no mundo das representa\u00e7\u00f5es e orbita em duas esferas: a de EGO e ALTER. Ambos compartilham entendimentos e sentimentos que partem de uma representa\u00e7\u00e3o, que podem sofrer altera\u00e7\u00f5es distintas de acordo com cada grupo.<\/div>\n<div>2.3.2 O Outro<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.2.1 Vivendo no mundo das palavras dos outros<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A exist\u00eancia do Eu s\u00f3 tem significado ao se orientar atrav\u00e9s das linguagens e s\u00edmbolos na dire\u00e7\u00e3o do Outro: ela \u00e9 constitutiva da nossa pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de estar no mundo\u00a0 (HARARI, 2017; VYGOTSKY, 1991) . A soberania total sobre o territ\u00f3rio do Eu seria imposs\u00edvel visto que sempre compartilha fronteiras com o Outro. Em nosso pr\u00f3prio olhar temos a vis\u00e3o do Outro, at\u00e9 a l\u00edngua foi pr\u00e9-constru\u00edda por muitos que antecederam nossa chegada. Isso n\u00e3o nega a exist\u00eancia do Eu apenas para que os Outros nos constituam e nos integrem\u00a0 (MOSCOVICI, 2000; VYGOTSKY, 1991) . Essa caracter\u00edstica do Outro \u00e9 resultado da filog\u00eanese humana\u00a0 (HARARI, 2017) .<\/div>\n<div>A dialogicidade como capacidade humana de comunica\u00e7\u00e3o, de coconstruir e dar sentido a sinais, s\u00edmbolos e significados em experi\u00eancias atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o de EGO e ALTER em rela\u00e7\u00e3o a um OBJETO (EAO) do mundo, remete \u00e0 tens\u00e3o existente entre as vis\u00f5es dos autores que adotamos aqui para discuss\u00e3o, desde o in\u00edcio deste cap\u00edtulo te\u00f3rico\u00a0 (CAMPOS, 2017; MARKOV\u00c1, 2003; GRIZE, 1996; PIAGET, 1977). Esse entendimento tamb\u00e9m se encontra em obras como as de George Mead (apud ABIB, 2005), que entende o Self como sendo formado pelo termo ingl\u00eas me, e o sujeito social pelo pronome I, como agente de altera\u00e7\u00f5es sociais, como observador cr\u00edtico do sujeito biol\u00f3gico e cognitivo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.2.2 O ALTER em fun\u00e7\u00e3o dos grupos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Baseado em Kahneman (2011) e Mead (1934), entende-se nesta tese que o ser humano possui a capacidade de criar personalidades ou personas em entidades nem sempre objetivas, o que Mead entende por vezes como o \u201coutro generalizado\u201d pois<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A atitude do outro generalizado \u00e9 a atitude da comunidade como um todo. Assim, por exemplo, no caso do grupo social que \u00e9 um time de jogadores de bola, \u00e9 o time que \u00e9 o outro generalizado, desde que ele participe, enquanto processo organizado ou atividade social, da experi\u00eancia de cada um dos membros individuais\u00a0 (MEAD, 1934, p. 132)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>H\u00e1 caracter\u00edsticas de personalidade que EGO pode dar a grupos ou sociedades, mas que s\u00e3o fict\u00edcias, representa\u00e7\u00f5es de si mesmo sobre outros. Tais no\u00e7\u00f5es comunicam alma e sentimentos atrav\u00e9s da perspectiva de EGO. Express\u00f5es como \u201co mercado de trabalho\u201d, \u201cmercado financeiro\u201d ou mesmo classifica\u00e7\u00f5es e frases idealizadas podem ser estereotipadas e imagin\u00e1rias, ou seja, n\u00e3o s\u00e3o constatadas como fatos ainda que sejam amplamente interpretadas sob a \u00f3tica de EGO sobre ALTER. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o se pode fazer uma entrevista como \u201co mercado de trabalho\u201d! Se grupos inexistentes de OUTROS existem e s\u00e3o invis\u00edveis, como eles se formam se n\u00e3o possuem por vezes um corpo, uma l\u00f3gica constituinte ou um representante? A resposta coerente seria que estes grupos s\u00f3 existiriam para o sujeito na forma de representa\u00e7\u00f5es, e sua forma\u00e7\u00e3o poss\u00edvel teria origem nas intera\u00e7\u00f5es. Ou seja, o grupo n\u00e3o precisa ser real para que o julguemos ou a ele atribuamos uma personalidade.<\/div>\n<div>Do ponto de vista da \u00e1gora, o que importa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o do sujeito quanto a um grupo. Logo, propomos nesta tese n\u00e3o utilizar a express\u00e3o \u201cgrupos generalizados\u201d\u00a0 (MEAD, 1934)\u00a0 at\u00e9 porque essa no\u00e7\u00e3o n\u00e3o se enquadraria totalmente no que se pretende discutir. Talvez \u201cgrupos metaf\u00edsicos\u201d, que tamb\u00e9m poderiam ser chamados de quim\u00e9ricos (em alus\u00e3o \u00e0 quimera, criatura mitol\u00f3gica que possu\u00eda uma cauda de serpente, corpo de cabra e uma cabe\u00e7a de le\u00e3o). Tais grupos seriam alegorias do sujeito, remetendo a percep\u00e7\u00f5es de um determinado tempo\/espa\u00e7o e criando diversas intera\u00e7\u00f5es com peda\u00e7os e rastros de nossas emo\u00e7\u00f5es e cogni\u00e7\u00f5es. Ou seja, s\u00e3o grupos que estariam sempre associados a algum plano de fundo ou objeto de representa\u00e7\u00e3o. Outro ponto que n\u00e3o deve ser ignorado s\u00e3o as formas complexas de intera\u00e7\u00f5es dos sujeitos nos grupos. As intera\u00e7\u00f5es produzem realidades cada vez mais complexas\u00a0 (CAMPOS, 2017).<\/div>\n<div>Notadamente, a forma\u00e7\u00e3o de uma realidade n\u00e3o significa que seja verdadeira pois possu\u00edmos v\u00e1rios tipos de interpreta\u00e7\u00e3o do real de acordo com nossa fase de vida biol\u00f3gica nosso vivido social. Os grupos coproduzem realidades atrav\u00e9s de representa\u00e7\u00f5es a partir do ato de existir de cada sujeito, cuja exist\u00eancia a eles se integra. Um aspecto importante desse processo \u00e9 a empatia, que discutimos abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.2.3 ALTER e a empatia<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora \u00e9 uma an\u00e1lise topol\u00f3gica (\u201ctopo\u201d: prefixo grego de lugar) dos sujeitos em fun\u00e7\u00e3o de percep\u00e7\u00f5es de si e do grupo, em rela\u00e7\u00e3o a um objeto de representa\u00e7\u00e3o e seus agrupamentos. Pensar em um ALTER sup\u00f5e, como premissa, a capacidade humana relacionada ao sentimento afetivo que chamamos comumente de simpatia. Considerada uma emo\u00e7\u00e3o social, pode ser entendida como algo de mais profundo, entranhado em nosso c\u00e9rebro\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 2004, 2009) . As emo\u00e7\u00f5es sociais podem ser apreciadas em alguns animais como lobos, golfinhos, macacos etc., o que nos leva a crer que estes sentimentos tamb\u00e9m estejam entranhados na forma\u00e7\u00e3o do nosso c\u00e9rebro e n\u00e3o sejam apenas mera express\u00e3o da cultura (DAM\u00c1SIO, 2004) . A emo\u00e7\u00e3o de simpatia gera no ser humano o sentimento de empatia.<\/div>\n<div>\u00c9 bem prov\u00e1vel tamb\u00e9m que o c\u00e9rebro possa simular certos estados emocionais do corpo, internamente, como acontece no processo em que a emo\u00e7\u00e3o de \u201csimpatia\u201d se transforma no sentimento de \u201cempatia\u201d. Imagine o leitor, por exemplo, que acabam de lhe contar um acidente horr\u00edvel em que algu\u00e9m bem conhecido ficou gravemente ferido. Durante alguns momentos o leitor pode sentir a dor ou at\u00e9 a n\u00e1usea que representa bem, na sua pr\u00f3pria mente, a poss\u00edvel dor e n\u00e1usea da pessoa em quest\u00e3o. &#8230;. o sentimento ser\u00e1 mais ou menos intenso dependendo da dimens\u00e3o do acidente e da sua rela\u00e7\u00e3o com o acidentado. (DAM\u00c1SIO, 2004, p. 92)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na pr\u00e1tica, o poder da empatia pode nos dar pistas a respeito dos processos adaptativos que geram representa\u00e7\u00f5es em grupos sociais. Ao considerarmos que \u201cAs emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia\u201d\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 2004, p. 45), compreendemos que existe uma poss\u00edvel avalia\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o de si e do outro nas intera\u00e7\u00f5es. Logo, o lugar de ALTER na \u00e1gora implica uma an\u00e1lise do pensamento do eu em rela\u00e7\u00e3o ao outro, ancorado tamb\u00e9m nas caracter\u00edsticas emp\u00e1ticas humanas. As respostas ambientais n\u00e3o trazem, necessariamente, exatid\u00e3o, mas apenas uma percep\u00e7\u00e3o do eu em rela\u00e7\u00e3o a ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.3 A hip\u00f3tese da \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sintetizemos: uma \u00e1gora seria o modelo de um sistema de representa\u00e7\u00f5es sociais uno e complementar \u2013 vivo e din\u00e2mico \u2013 onde, de um lado, temos a \u201crepresenta\u00e7\u00e3o de EGO\u201d, ou seja a que um sujeito faz de um tema e, de outro, a \u201crepresenta\u00e7\u00e3o que EGO faz de ALTER\u201d, ou seja a que um sujeito tem da suposta representa\u00e7\u00e3o que um outro constr\u00f3i sobre esse mesmo tema. Tendo em vista diferentes abordagens que possam ser encontradas relativamente \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre EGO e ALTER, perguntamo-nos sobre o porqu\u00ea de os estudos sobre representa\u00e7\u00f5es sociais \u2013 notadamente os resultantes da aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo da evoca\u00e7\u00e3o livre de Abric (REIS; BELLINI, 2011) , sobre o qual falamos rapidamente no subitem 2.1.5 acima\u00a0 \u2013 nunca levarem em considera\u00e7\u00e3o as intera\u00e7\u00f5es e as comunidades nas quais ocorrem. Formulamos assim uma hip\u00f3tese (ver perguntas abaixo, Figura 12, e 13). Nela, duas dimens\u00f5es s\u00e3o diferentes das previstas por Abric no m\u00e9todo das evoca\u00e7\u00f5es livres:<\/div>\n<div>a) As evoca\u00e7\u00f5es s\u00e3o direcionadas a perguntas claras;<\/div>\n<div>b) Considera-se a din\u00e2mica das intera\u00e7\u00f5es entre o EGO e o ALTER.<\/div>\n<div>Assim, quando a pergunta \u00e9 direcionada somente relativamente ao EGO, temos (figura 13).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 12 \u2013EAO com foco em EGO<\/div>\n<div>\u00ac<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Levantamos a hip\u00f3tese segundo a qual poderiam haver diferen\u00e7as importantes entre uma afirma\u00e7\u00e3o de EGO relativamente a si mesmo e uma afirma\u00e7\u00e3o que faria projetando-a a Outro. Na perspectiva a partir da qual se entende que as representa\u00e7\u00f5es a respeito da EAO s\u00e3o coconstru\u00eddas dialogicamente e que as dimens\u00f5es que as comp\u00f5em sup\u00f5em uma inter-rela\u00e7\u00e3o tr\u00edplice e indissol\u00favel, a ideia de se lan\u00e7ar perguntas norteadoras a fim de identificar teoricamente as representa\u00e7\u00f5es formadoras do sujeito n\u00e3o poderia ser somente a somat\u00f3ria dos EGOs, mas tamb\u00e9m a dos ALTERs projetados, conforme expressamos atrav\u00e9s da figura 13 abaixo. Nesta perspectiva, a pergunta norteadora teria dois campos partindo do sujeito, que seriam a esfera de EGO e ALTER em rela\u00e7\u00e3o a um OBJETO dado. Ainda que para esta tese n\u00e3o sejam consideradas intera\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, ter\u00edamos ao menos um espelhamento de EGO em ALTER. Esta perspectiva, de ordem metodol\u00f3gica, tem como premissa a indissolubilidade dos campos enunciados acima.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 13 \u2013 EAO com foco no que EGO pensa de ALTER<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esta interpreta\u00e7\u00e3o oferece uma contribui\u00e7\u00e3o, coerente com a Teoria das Representa\u00e7\u00f5es Sociais e tamb\u00e9m com a Ecologia dos Sentidos, pois se debru\u00e7a em tr\u00eas n\u00edveis representativos: a) a representa\u00e7\u00e3o que fazemos de n\u00f3s mesmos a respeito de um tema, b) a representa\u00e7\u00e3o que fazemos do que o outro faz a respeito do mesmo tema, c) a representa\u00e7\u00e3o ideal do tema, enquanto poss\u00edvel referente de uma l\u00edngua. Como afirma Peter Berger (2001 p.108), \u201cAs pessoas n\u00e3o podem ser humanas sozinhas\u201d. Se o ambiente social \u00e9 coprodutor do simb\u00f3lico, \u00e9 fact\u00edvel defender a import\u00e2ncia de se entender as representa\u00e7\u00f5es sociais a partir de um ponto de vista que integre a representa\u00e7\u00e3o que o sujeito produz a respeito de suas ideias e aquela que ele constr\u00f3i a respeito da ideia do outro. Por \u00f3bvio, a percep\u00e7\u00e3o a respeito de um fen\u00f4meno pode ser interpretada de diversas formas dependendo do ponto de vista do observador. A t\u00edtulo de exemplo de representa\u00e7\u00f5es fundadas na percep\u00e7\u00e3o visual, ilustramos a capacidade de percep\u00e7\u00e3o de um ser humano quanto ao objeto \u201ccarro\u201d, levando em considera\u00e7\u00e3o diversos observadores situados em diversos pontos (figura 14).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 14\u2013 Observa\u00e7\u00e3o de um carro<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta situa\u00e7\u00e3o, o objeto pode ser visto de 4 pontos. O observador A est\u00e1 diante do carro, B est\u00e1 em sua lateral, C em cima e D dentro, conforme a figura 14. O campo de vis\u00e3o de cada um dos observadores \u00e9 distinto, mas o objeto \u00e9 o mesmo. Quando lidamos com objetos simb\u00f3licos, as din\u00e2micas sociais s\u00e3o coproduzidas por processos de representa\u00e7\u00e3o de si e do outro\u00a0 (MARKOV\u00c1, LINELL, GROSSEN, &#038; ORVIG, 2007; ZIEMKE, SEMIN, &#038; SMITH, 2002).<\/div>\n<div>Resumindo, as representa\u00e7\u00f5es evocadas pelos EGOs desta tese n\u00e3o seriam apenas uma para cada um, mas sim sistemas de representa\u00e7\u00f5es que orbitam cada sujeito. Ou seja, n\u00e3o ter\u00edamos apenas representa\u00e7\u00f5es de si, mas tamb\u00e9m representa\u00e7\u00f5es das representa\u00e7\u00f5es projetadas dos outros, que conviveriam dentro do mesmo espa\u00e7o cognitivo-afetivo-moral do sujeito, assim como uma moeda pode ter dois lados ou mesmo um dado de um jogo de tabuleiro pode ter diferentes superf\u00edcies e, mesmo assim, preservarem suas unidades. Entende-se que o fato de terem facetas diferentes n\u00e3o desconstroem a entidade que a forma e sim a constituem como uma unidade podendo estar em v\u00e1rios estados em um mesmo momento, refletindo diversas condi\u00e7\u00f5es ambientais em um princ\u00edpio metaforicamente falando de uma superposi\u00e7\u00e3o ou justaposi\u00e7\u00e3o representacional, em uma condi\u00e7\u00e3o onde a representa\u00e7\u00e3o poderia n\u00e3o ter apenas uma resposta nos discursos e nas constru\u00e7\u00f5es sociais. Isso refor\u00e7aria o car\u00e1ter pl\u00e1stico das representa\u00e7\u00f5es, pois s\u00e3o direcionadas, reconduzidas, reproduzidas, repartidas segundo distintos pontos ambientais.<\/div>\n<div>Consideram-se portanto a capacidade humana de adapta\u00e7\u00e3o ao meio e o entendimento que o sujeito coconstroi da realidade nas intera\u00e7\u00f5es, fundado no vivido e nas estruturas cognitivo-afetivo-morais que configuram suas imagens de mundo\u00a0 (CAMPOS, 2017), como campo essencial das representa\u00e7\u00f5es sociais. Na pr\u00e1tica, poderiam haver v\u00e1rias possibilidades de representa\u00e7\u00e3o, dentro de um mesmo ambiente natural e social, de acordo com cada observador em seu espa\u00e7o\/tempo (CAMPOS, 2017). Ou seja, as in\u00fameras possibilidades representacionais ancoradas no repert\u00f3rio cognitivo-afetivo-moral do sujeito\u00a0 (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014; GRIZE, 1993; MOSCOVICI, 2000) poderiam ser consideradas metaforicamente como superpostas ou justapostas.<\/div>\n<div>No nosso caso, os leitores ver\u00e3o que, uma vez lan\u00e7adas as perguntas norteadoras, os sujeitos da pesquisa se fixaram em um momento, em alguns pontos, que foram nomeados e materializados em forma de respostas. Nossa pesquisa, portanto, apenas revela um momento, um flash, um instante na avalia\u00e7\u00e3o do tema apresentado nas perguntas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.3.1 Um exemplo provindo da f\u00edsica, ilustrativo da hip\u00f3tese da \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 1935, alguns f\u00edsicos te\u00f3ricos buscavam compreender o estado da mat\u00e9ria at\u00f4mica, pois haveria ind\u00edcios, em diversos experimentos, de que o observador afetaria o comportamento da mat\u00e9ria no n\u00edvel at\u00f4mico. Ou seja, o fato de ter algu\u00e9m olhando ou n\u00e3o para o experimento afetaria sua conclus\u00e3o (ROSENBLUM; KUTTNER, 2017). Logo, alguns f\u00edsicos propuseram que o estado da mat\u00e9ria em escala at\u00f4mica seria probabil\u00edstica, o que ficou conhecido como a interpreta\u00e7\u00e3o de Copenhague, proposta por Niels Bohr e Werner Heisenberg. Segundo ela, os eventos no n\u00edvel at\u00f4mico seriam definidos pela \u201csorte\u201d e n\u00e3o pelas raz\u00f5es do absoluto ou do l\u00f3gico e simples fato de que se ter um observador faria o estado at\u00f4mico se alterar. Este debate levou a dois pr\u00eamios Nobel de f\u00edsica e a um enfrentamento intelectual. Sobre este tema, Albert Einstein disse sua c\u00e9lebre frase \u201cDeus n\u00e3o joga dados\u201d. Em resposta, Bohr teria dito \u201cpare de falar como Deus deve dirigir o universo\u201d (ROSENBLUM; KUTTNER, 2017, p. 124).<\/div>\n<div>Tendo em vista este debate, o f\u00edsico Erwin Schr\u00f6dinger prop\u00f5e ent\u00e3o um experimento mental no qual um gato estaria preso em uma caixa. Este recipiente conteria um elemento radioativo que teria a probabilidade de romper um veneno em 50%, matando ou n\u00e3o o gato. A pergunta que este f\u00edsico fez foi: O gato, para o observador externo, est\u00e1 morto ou est\u00e1 vivo? A resposta que se seguiu foi: O gato n\u00e3o est\u00e1 vivo nem morto: ele estaria em um estado de superposi\u00e7\u00e3o vivo\/morto ao mesmo tempo. E quando o observador abrisse a caixa este estado do gato entraria em colapso, seria apenas um estado, ou vivo ou morto\u00a0 (ROSENBLUM; KUTTNER, 2017). A superposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno que n\u00e3o pode ser observado, apenas podemos ver a medida e o resultado final. Nela, um mesmo \u00e1tomo pode estar em diversos estados e n\u00e3o precisaria ser condicionado a apenas um deles. Mesmo que este tema seja debatido at\u00e9 hoje, o fato de n\u00e3o ter contornos totalmente definidos est\u00e1 fundado na percep\u00e7\u00e3o, a mesma que nos faz imaginar o que se passa na cabe\u00e7a do Outro.<\/div>\n<div>Nosso interesse neste ponto \u00e9 levantar um debate. Os princ\u00edpios que regem a f\u00edsica s\u00e3o distintos dos da psicologia social, mas a discuss\u00e3o da f\u00edsica nos inspira a refletir sobre as seguintes quest\u00f5es, importantes para se pensar as representa\u00e7\u00f5es sociais:<\/div>\n<div>\u2022 Uma representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa se enquadrar apenas em um estado ou em uma palavra: ela pode ter m\u00faltiplos sentidos constru\u00eddos sob diversos \u00e2ngulos e estar eventualmente \u201csuperposta\u201d;<\/div>\n<div>\u2022 A forma\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser observada, e daremos mais adiante a medida e o resultado final dos olhares que obtivemos no estudo do \u201cinstante\u201d que \u201cfotografamos\u201d;<\/div>\n<div>\u2022 Uma vez que parte-se de um entendimento de EAO, coerente com a Ecologia dos Sentidos como universo socioambiental onde ocorrem intera\u00e7\u00f5es, quem observa pode influenciar o estado do objeto nas trocas, assim como agimos no ambiente e o ambiente age sobre n\u00f3s (mesmo que n\u00e3o tenhamos estudado uma comunidade e suas trocas em nossa pesquisa);<\/div>\n<div>\u2022 O pesquisado pode, por vezes, nem ter repertorio para responder a uma pergunta realizada, mas criar\u00e1 uma resposta dentro de suas suposi\u00e7\u00f5es mais prov\u00e1veis de seu cotidiano de observa\u00e7\u00e3o;<\/div>\n<div>\u2022 A vis\u00e3o de cada pesquisador altera a l\u00f3gica de entendimento de um mesmo fen\u00f4meno. Na pr\u00e1tica enquanto que em Einstein o sistema estava dado e era formado por esquemas absolutos, para Bohr o sistema era de ordem aleat\u00f3ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3.3.2 No territ\u00f3rio do Outro<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Abandonando as especula\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias f\u00edsicas para trazer a nossa proposi\u00e7\u00e3o para o campo das ci\u00eancias humanas e sociais, notadamente a psicologia, em um contexto pr\u00e1tico, quando se formula uma pergunta ao EGO, este manifesta no momento em que o pesquisador formula a sua pergunta, atrav\u00e9s das rea\u00e7\u00f5es comunicativas, estruturas que lhe s\u00e3o peculiares. Por\u00e9m a pergunta a respeito de ALTER necessita de uma territorializa\u00e7\u00e3o, onde o sujeito projeta a representa\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o do outro. Neste territ\u00f3rio semi\u00f3tico e circunscrito a ALTER \u201c[&#8230;] o signo e a situa\u00e7\u00e3o social em que se insere est\u00e3o indissoluvelmente ligados. O signo n\u00e3o pode ser separado da situa\u00e7\u00e3o social sem ver alterada sua natureza semi\u00f3tica\u201d (BAKHTIN, 1981, p. 58) . Isso nos leva a concordar com a ideia segundo a qual as palavras s\u00e3o o territ\u00f3rio comum do locutor e do interlocutor.\u00a0 (BAKHTIN, 1981; JACQUES et al., 2013). S\u00e3o, portanto, compartilhadas, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de uma representa\u00e7\u00e3o interativa compat\u00edvel com os fatores apontados na dialogicidade entre EGO e ALTER\u00a0 (GRIZE, 1993; MARKOV\u00c1, 2003). Importante ressaltar que a mudan\u00e7a mental do territ\u00f3rio de Ego para o de Alter pode ter efeito na plasticidade e no entendimento do objeto\u00a0 (ZIEMKE; SEMIN; SMITH, 2002).<\/div>\n<div>Aplicada \u00e0 EAD, a hip\u00f3tese da an\u00e1lise que propomos poderia ser vista, por hip\u00f3tese, positivamente para EGO e negativamente para ALTER, ou o inverso. Nessa vis\u00e3o, n\u00e3o se poderia deixar de negar os sistemas de representa\u00e7\u00e3o social em termos da natureza da comunica\u00e7\u00e3o humana e da import\u00e2ncia dos fatores micro e macro, presentes nas rela\u00e7\u00f5es sociais. A interven\u00e7\u00e3o de ALTER, quanto ao objeto, pode ser entendida como uma polifonia social, pois \u201cEssas diferentes posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o incorporadas como vozes que estabelecem rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, tanto internas como externas, com outras vozes. Tanto o Self como a sociedade consistem em polifonia de consoantes e vozes dissonantes, entre as quais as rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas de interc\u00e2mbio\u201d\u00a0 (LOOTS; COPPENS; SERMIJN, 2013, p.110).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.4 Quest\u00e3o da pesquisa: a hip\u00f3tese da \u00c1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Podemos, agora, apresentar mais claramente nossa quest\u00e3o de pesquisa, que engloba, de um lado, (1) a problem\u00e1tica da \u00e1gora e, de outro, (2) a verifica\u00e7\u00e3o de lacunas referentes aos estudos sobre representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD.<\/div>\n<div>\u00a0(1) Do ponto de vista da primeira, resumimos antes a hip\u00f3tese da \u00e1gora: nas representa\u00e7\u00f5es sociais produzidas no jogo interativo temos, de um lado, a \u201crepresenta\u00e7\u00e3o de EGO\u201d, ou seja a representa\u00e7\u00e3o que um sujeito dado faz de um tema qualquer e, de outro, a \u201crepresenta\u00e7\u00e3o que EGO faz de ALTER\u201d, ou seja a representa\u00e7\u00e3o que um sujeito dado tem da suposta representa\u00e7\u00e3o que um outro produz a respeito desse mesmo tema. Nesse entendimento, n\u00e3o h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o de EGO e ALTER, mas sim uma complementaridade de duas fun\u00e7\u00f5es de um mesmo sistema de representa\u00e7\u00f5es sociais, vivo e din\u00e2mico. Afirmamos, por hip\u00f3tese, n\u00e3o somente que a problem\u00e1tica da \u00e1gora se aplica ao estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais, mas o estende pois estabelece que o acesso a elas n\u00e3o pode se dar apenas no sentido de se buscar saber o que um sujeito pensa, mas de como ele se coloca em rela\u00e7\u00e3o aos outros, ou seja, d\u00e1-se no campo do sistema das representa\u00e7\u00f5es sociais, operando em uma ecologia dos sentidos.<\/div>\n<div>(2) Do ponto de vista da segunda, como explicado no ponto 1.12, supomos que indiv\u00edduos buscando acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior por interm\u00e9dio de um sistema de EAD tenham, por hip\u00f3tese, representa\u00e7\u00f5es sociais ligadas a preconceitos e resist\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o a essa forma contempor\u00e2nea de forma\u00e7\u00e3o educacional. Nada sabemos, no entanto, sobre o jogo dessas representa\u00e7\u00f5es no que tange \u00e0quelas relacionadas a essas pessoas e \u00e0s imagens de mundo que fazem das representa\u00e7\u00f5es dos outros.<\/div>\n<div>S\u00e3o estas duas hip\u00f3teses que pretendemos verificar em nossa tese. Nossas quest\u00f5es de pesquisa s\u00e3o, portanto:<\/div>\n<div>&#8211; A \u00e1gora \u00e9 pertinente como modelo capaz de estender o escopo da teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais?<\/div>\n<div>&#8211; A verifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gora que se pode construir das representa\u00e7\u00f5es sociais que os sujeitos t\u00eam de si e das dos outros amplia e contribui para o conhecimento da \u00e1rea, notadamente no que se refere aos preconceitos e resist\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD verificados na literatura?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3 METODOLOGIA<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste cap\u00edtulo, apresentaremos a metodologia da pesquisa. Iniciaremos com uma pequena revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica relativa (1) \u00e0s abordagens metodol\u00f3gicas utilizadas no estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD; (2) ao m\u00e9todo da pesquisa, seguido (3) das estrat\u00e9gias de amostragem dos sujeitos da pesquisa; (4) dos instrumentos que foram utilizados para a coleta de dados, assim como (5) dos procedimentos de an\u00e1lise, com foco nos conceitos te\u00f3ricos mobilizados para a an\u00e1lise dos resultados (\u00c1gora).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.1 Abordagens metodol\u00f3gicas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.1.1 Abordagens metodol\u00f3gicas tradicionais utilizadas no estudo das RSs em EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o exploraremos aqui todos os m\u00e9todos desenvolvidos para o estudo das representa\u00e7\u00f5es sociais porque espelham praticamente todas as abordagens metodol\u00f3gicas poss\u00edveis \u2013 quantitativas, qualitativas, l\u00f3gico-argumentativas e h\u00edbridas \u2013 o que estaria muito al\u00e9m dos objetivos desse trabalho. No entanto, cabe sublinhar que, para estudar as representa\u00e7\u00f5es sociais de um tema como o da EAD, o acesso a sujeitos que possam expressar uma opini\u00e3o a seu respeito parece ser o mais pertinente (contraposto a, por exemplo, estudar as representa\u00e7\u00f5es sociais de textos publicados em jornais e discursos midi\u00e1ticos de toda a ordem). Propomos apresentar aqui algumas abordagens de coleta de dados j\u00e1 desenvolvidas sobre representa\u00e7\u00f5es sociais na EAD porque elas definem, de uma maneira ou de outra, as pr\u00e1ticas de pesquisa em torno desse tema.<\/div>\n<div>Segundo alguns autores\u00a0 (REIS; BELLINI, 2011), as abordagens mais comuns, no que tange \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de dados sobre as representa\u00e7\u00f5es sociais sobre a EAD, envolvem a observa\u00e7\u00e3o, a coleta de dados e os procedimentos de an\u00e1lise. A observa\u00e7\u00e3o corresponde a um processo sistem\u00e1tico aplicado a um grupo ou comunidade espec\u00edficos, em busca de compreens\u00e3o de fatos ou fen\u00f4menos\u00a0 (SPINK, 1996) . A coleta de informa\u00e7\u00f5es consiste em anota\u00e7\u00f5es de grupos participantes de um processo de pesquisa, com a recomenda\u00e7\u00e3o sempre de manter o di\u00e1logo natural dos conte\u00fados e contextualiza\u00e7\u00f5es de acordo com cada grupo. Muitas vezes s\u00e3o utilizadas tamb\u00e9m t\u00e9cnicas de recolhimento de verbaliza\u00e7\u00f5es, consideradas formas comuns de se investig\u00e1-las (REIS; BELLINI, 2011) , pois consistem em dar voz aos entrevistados, evitando impor eventuais preconcep\u00e7\u00f5es do pesquisador (JODELET, 2005; JOVCHELOVITCH, 2014; REIS; BELLINI, 2011). Alguns exemplos dessas t\u00e9cnicas, relativas a sujeitos, s\u00e3o: (1) a observa\u00e7\u00e3o participante para coleta de dados de trocas comunit\u00e1rias por anota\u00e7\u00f5es; (2) entrevistas com roteiros abertos ou semiestruturados (REIS; BELLINI, 2011; SPINK, 1996) ; (3) grupos focais, que s\u00e3o esp\u00e9cies de entrevistas coletivas que se fundamentam na intera\u00e7\u00e3o do grupo, com o objetivo de produzir dados e insights (MARKOV\u00c1 et al., 2007; REIS; BELLINI, 2011).<\/div>\n<div>Outras t\u00e9cnicas e m\u00e9todos relativos \u00e0 coleta e an\u00e1lises de discurso\u00a0 (REIS; BELLINI, 2011) s\u00e3o: (1) as que tomam diversas formas como o estudo da constru\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica e dos sentimentos que poderiam emergir dos textos (JACQUES et al., 2013)\u00a0 etc.; e, como j\u00e1 foi exposto no cap\u00edtulo anterior, (2) a EVOC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Livre ou Evoca\u00e7\u00e3o Livre (que ser\u00e1 integrada a essa pesquisa: veja item 3.2.1 abaixo) ) \u2013 onde, a partir de um pequeno n\u00famero de palavras-est\u00edmulo, identificam-se representa\u00e7\u00f5es sociais e se estabelecem associa\u00e7\u00f5es livres entre elas\u00a0 (ABRIC, 2004; REIS; BELLINI, 2011).<\/div>\n<div>Finalmente, muitas pesquisas em representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD trabalharam com dados quantitativos e qualitativos provindos de censos oficiais e pesquisas de opini\u00e3o como textos, desenhos, documentos dados pessoais, panfletos etc. (REIS; BELLINI, 2011; SPINK, 1996).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.1.2 Abordagem metodol\u00f3gica complementar proposta para o estudo das RSs, a partir da aplica\u00e7\u00e3o do modelo da \u00e1gora<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em diversas pesquisas, de forma geral, a demarca\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica de um grupo estudado \u00e9 atrav\u00e9s de uma popula\u00e7\u00e3o, que nada mais \u00e9 que um ponto em comum entre os pesquisados\u00a0 (BOOTH; COLOMB; WILLIAMS, 2007). Por exemplo: popula\u00e7\u00e3o de pessoas que votaram em determinado presidente, ingressantes em universidades, frequentadores de um cinema, estudantes em uma determinada escola, etc. Na pr\u00e1tica, o pesquisador enquadra os pesquisados conforme um ponto de vista, tra\u00e7ando e delimitando suas fronteiras, como exemplificado na figura 15.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 15 &#8211; Delimita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por crit\u00e9rio estabelecido pelo pesquisador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por\u00e9m, em se tratando de objetos simb\u00f3licos como as representa\u00e7\u00f5es, partindo-se da premissa do aprendizado social pela intera\u00e7\u00e3o (VYGOTSKY, 1991) com o grupo (MARKOV\u00c1, 2003; PIAGET, 1975; VYGOTSKY, 1991), e levando-se em conta a complexidade das trocas nos universos das intera\u00e7\u00f5es que a ecologia dos sentidos se prop\u00f5e a captar (CAMPOS, 2015, 2017), n\u00e3o falamos mais de popula\u00e7\u00f5es. Estas, no campo simb\u00f3lico, n\u00e3o possuem necessariamente hist\u00f3rias ou intera\u00e7\u00f5es comuns e, portanto, podem nem produzir campos onde os processos de ancoragem e objetiva\u00e7\u00e3o possam ser apreciados\u00a0 (MOSCOVICI, 2000).<\/div>\n<div>Assumindo, portanto, essa perspectiva, gostar\u00edamos de apresentar a maneira pela qual pretendemos identificar \u00e1goras a partir de uma adapta\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo das evoca\u00e7\u00f5es desenvolvido por Abric (1997), que ser\u00e1 apresentado na se\u00e7\u00e3o seguinte deste cap\u00edtulo.<\/div>\n<div>\u00c0 guisa de introdu\u00e7\u00e3o, gostar\u00edamos de partir dos estudos de redes, pois compreend\u00ea-los pode auxiliar no entendimento do mecanismo desta pesquisa. Por exemplo, para Baran (1964), a forma\u00e7\u00e3o de uma rede pode se dar de tr\u00eas maneiras: centralizada, descentralizada e distributiva\u00a0 (MARTELETO, 2001; RECUEIRO, 2002), como podemos ver na figura 16, abaixo. Em cada rede, h\u00e1 um ponto de intera\u00e7\u00e3o comum, ou n\u00f3, que produz um cluster, ou seja, um n\u00f3 a partir do qual um conjunto de rela\u00e7\u00f5es se estabelece.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 16 \u2013Forma\u00e7\u00e3o de redes poss\u00edveis segundo Baran<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: (BARAN, 1964)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No \u201ccentralizado\u201d parte-se de um n\u00f3 central, no \u201cdescentralizado\u201d v\u00e1rios n\u00f3s podem originar rela\u00e7\u00f5es e, no \u201cdistribu\u00eddo\u201d, todos os n\u00f3s se interconectam com o adjacente.<\/div>\n<div>As \u00e1goras, como modelo, podem ser entendidas como estruturas sobre as quais s\u00e3o coconstru\u00eddas representa\u00e7\u00f5es formando clusters. Esses n\u00f3s, envolvidos por redes de rela\u00e7\u00f5es, indicam pessoas, grupos, comunidades ou sociedades que compartilham representa\u00e7\u00f5es similares. Como modelo, as \u00e1goras ilustram representa\u00e7\u00f5es sociais a partir de uma perspectiva de redes. Tal modelo pode ser apresentado tomando diversas configura\u00e7\u00f5es, como \u201ccentralizado\u201d do hub (KAUFMAN, 2012), que podemos observar na Figura 17, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 17 &#8211; Forma\u00e7\u00e3o de um cluster sob a forma de hub<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda que aqui n\u00e3o tenhamos o objetivo de explorar as diversas configura\u00e7\u00f5es que clusters podem tomar em redes, a figura 17 acima \u00e9 ilustrativa do que queremos passar. Para melhor entendimento da proposta de an\u00e1lise das representa\u00e7\u00f5es sociais que sugerimos, apresentamos abaixo (figura 18) um conjunto de clusters sob a forma centralizada de hubs, onde os tri\u00e2ngulos representam n\u00f3s a partir dos quais RSs compartilhadas s\u00e3o produzidas. Ainda que a plasticidade neuronal n\u00e3o corresponda a redes em forma de hub, as ilustra\u00e7\u00f5es servem de modelo das rela\u00e7\u00f5es que s\u00e3o produzidas em ecologias de sentidos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 18 \u2013 A forma\u00e7\u00e3o das \u00c1goras<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na Figura 19 abaixo, as popula\u00e7\u00f5es 1, 2 e 3 compartilham representa\u00e7\u00f5es sociais semelhantes relativamente a EGO (B), formando \u00e1goras. A \u00e1gora de uma popula\u00e7\u00e3o dada pode compartilhar, parcial ou totalmente, o campo ideol\u00f3gico de outras \u00e1goras.<\/div>\n<div>Figura 19 \u2013 A forma\u00e7\u00e3o de \u00e1goras com grupos diferentes<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na nossa pesquisa, onde aplicamos o m\u00e9todo de evoca\u00e7\u00e3o desenvolvido por Abric (1994), as \u00e1goras foram formadas a partir das RSs dos pesquisados a respeito da EAD. Na figura 20, popula\u00e7\u00f5es, enquanto geradoras de clusters de representa\u00e7\u00f5es sociais sob a forma de hubs, compartilham \u00e1goras diferentes por proje\u00e7\u00e3o: as que emergem de EGO e produzem a representa\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o de ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 20 \u2013 Proje\u00e7\u00e3o de um grupo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para al\u00e9m dessa representa\u00e7\u00e3o, modelizamos ambas as \u00e1goras A (proje\u00e7\u00e3o de Alter) e B (retroproje\u00e7\u00e3o de Ego) em uma mesma ilustra\u00e7\u00e3o (figura 21).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 21 &#8211; \u00c1gora no entendimento ego e alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Acreditamos que essa proposta anal\u00edtico-interpretativa nos permitir\u00e1 responder \u00e0s quest\u00f5es de pesquisa enunciadas acima (item 2.4) de um lado atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de \u00e1goras e, de outro, explorando as representa\u00e7\u00f5es sociais relativamente ao preconceito e \u00e0 resist\u00eancia \u00e0 EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.2 M\u00e9todo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.2.1 Evoca\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi adotada neste trabalho uma abordagem quantitativa, medida atrav\u00e9s do m\u00e9todo da evoca\u00e7\u00e3o. Este m\u00e9todo consiste em solicitar ao respondente da pesquisa um pequeno n\u00famero de palavras-est\u00edmulo a partir de uma pergunta. Logo, a partir delas, como j\u00e1 explorado mais acima, podemos estabelecer o que se chama de Associa\u00e7\u00e3o Livre ou Evoca\u00e7\u00e3o Livre (EVOC) criando dados que possam ser trabalhados de forma emp\u00edrica (REIS; BELLINI, 2011). A t\u00e9cnica de evoca\u00e7\u00e3o de palavras consiste em perguntar aos sujeitos quest\u00f5es relativas ao que se quer conhecer em uma pesquisa, supondo que as palavras que surgem em sua mente diante do assunto em pauta, que s\u00e3o verbalizadas oralmente ou por escrito, indiquem suas representa\u00e7\u00f5es a respeito dele (BARRETO; MENESES; MOSCON, 2016; CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011; MARCHISOTTI et al., 2017; SANTOS, 2006).<\/div>\n<div>Associamos a esse procedimento dois processos. (1) O primeiro diz respeito a ampli\u00e1-lo com base no modelo da \u00e1gora, que \u00e9 o de compreend\u00ea-lo como captura de palavras pelo EVOC no que diz respeito a EGO e a ALTER. (2) O segundo processo est\u00e1 relacionado com a maneira de se observar as \u00e1goras. Partimos do pressuposto de que \u00e9 poss\u00edvel identificar planos de afinidades entre as representa\u00e7\u00f5es sociais que emergem da aplica\u00e7\u00e3o da EVOC. Ou seja, a organiza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero maior de representa\u00e7\u00f5es com o mesmo sentido que possam ser agrupadas entre indiv\u00edduos, formando \u00e1goras de duas, tr\u00eas, quatro e cinco palavras de mesmo significado. Na pr\u00e1tica, obtemos an\u00e1lises compostas pela maior ou menor ader\u00eancia de uma determinada popula\u00e7\u00e3o a representa\u00e7\u00f5es similares. Com isto pudemos, metodologicamente, estabelecer pontos de conex\u00e3o ideol\u00f3gica entre sujeitos conforme o n\u00famero de evoca\u00e7\u00f5es coincidentes. Como foram solicitadas cinco palavras-chave na pesquisa, p\u00f4de-se criar planos de afinidade de at\u00e9 cinco representa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas entre sujeitos. Como tentamos explicar acima, o n\u00famero de palavras com sentidos coincidentes de 1 a 5 colocaria os sujeitos em um mesmo patamar, conforme exemplificamos atrav\u00e9s da figura 22 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 22 &#8211; Plano de afinidades de \u00e1goras<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.2.3 Estrat\u00e9gia de amostragem de sujeitos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma vez que adotamos uma abordagem quantitativa para a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo da evoca\u00e7\u00e3o, cabe agora apresentar quem foram os sujeitos da pesquisa: pessoas acima de 18 anos provindas do processo seletivo do vestibular CEDERJ, que foram abordadas atrav\u00e9s de um formul\u00e1rio digital. Para alcan\u00e7ar esse objetivo, estabelecemos uma parceria de pesquisa com o CEDERJ, que autorizou a cess\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es obtidas por esse ve\u00edculo.<\/div>\n<div>Para compor a amostra, um convite foi apresentado para toda a popula\u00e7\u00e3o de candidatos do concurso vestibular, de 42.626 mil pessoas, exclu\u00eddas apenas aquelas que n\u00e3o quiseram participar ou se manifestaram contr\u00e1rias aos termos do certificado de \u00e9tica da UFRJ . O conceito de popula\u00e7\u00e3o em estat\u00edstica \u00e9 voltado para elementos que possuem um ponto em comum, ou seja, pode-se definir uma popula\u00e7\u00e3o v\u00e1lida por idade, profiss\u00e3o, sexo ou afinidades tem\u00e1ticas\u00a0 (ANDERSON; SWEENEY; WILLIAMS, 2007) .Neste caso, considerou-se a popula\u00e7\u00e3o como todos os participantes do vestibular CEDERJ.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.2.4 Instrumento de coleta de dados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O instrumento de coleta de dados utilizado para nossa pesquisa foi um question\u00e1rio geral sociodemogr\u00e1fico geral (para conhecimento de dados como sexo, ra\u00e7a, idade, escolaridade etc.) associado aduas perguntas norteadoras: uma para extra\u00e7\u00e3o de dados sobre EGO e outra sobre ALTER. Considerou-se as respostas como indicativas de representa\u00e7\u00f5es sociais evocadas\u00a0 (ABRIC, 2004; MAGALH\u00c3ES, 2014; MARKOV\u00c1, 2007, 2017; S\u00c1, 1996).<\/div>\n<div>As perguntas formuladas no teste de evoca\u00e7\u00e3o foram as seguintes:<\/div>\n<div>Referentes a EGO &#8211; Quais s\u00e3o as cinco palavras que v\u00eam \u00e0 sua mente quando voc\u00ea escuta o termo \u201cEAD\u201d?<\/div>\n<div>Referentes a ALTER &#8211; O que voc\u00ea acha que os brasileiros pensam quando escutam a palavra \u201cEAD\u201d? Cite cinco palavras ou express\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3.2.5 Tratamento dos dados, an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os dados obtidos obedeceram a v\u00e1rias etapas organizadas em tr\u00eas fases. Na primeira fase (primeira etapa) procedemos a um tratamento quantitativo dos dados. Na segunda e terceira (as duas etapas finais), a um tratamento dos dados quantitativos com base na t\u00e9cnica de evoca\u00e7\u00e3o livre de palavras, como mostra o quadro 8 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 8 \u2013 Etapas do processo anal\u00edtico-interpretativo<\/div>\n<div>Etapa 1 Compila\u00e7\u00e3o e formata\u00e7\u00e3o de dados<\/div>\n<div>Etapa 2 Organiza\u00e7\u00e3o dos dados identificando palavras evocada sem EGO e ALTER na literatura e na pesquisa<\/div>\n<div>Etapa 3 An\u00e1lises das \u00e1goras dos eixos 1 a 5 e Interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados em fun\u00e7\u00e3o de dimens\u00f5es da Ecologia dos Sentidos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mais detalhadamente, o processo foi realizado da maneira seguinte:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na primeira etapa foi feita a segmenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a elimina\u00e7\u00e3o de dados fora de conformidade, preenchidos de forma errada ou ineleg\u00edveis. Foram considerados dados ineleg\u00edveis respostas em branco, dados digitados erroneamente ou sem significado aparente.<\/div>\n<div>Na segunda etapa foram compilados os dados provindos das duas perguntas norteadoras indicadas acima, de modo a extrair a organiza\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es sociais em conformidade com a teoria\u00a0 (ABRIC, 2004; BOOTH; COLOMB; WILLIAMS, 2007; CAMPOS, 2017; MAZZOTTI, 2005; MOSCOVICI, 2000; PEREIRA; S\u00c1, 1996).<\/div>\n<div>Na terceira etapa, organizamos os dados em eixos de 1 a 5 a partir das 100 primeiras palavras mais citadas, em fun\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o de \u00e1goras (a) consideradas \u201cnegativas\u201d, (b) que pudessem ser comparadas com os resultados da revis\u00e3o da literatura, (c) planos de afinidade, (d) an\u00e1lise relacional e (e) das 500 primeiras respostas. Nesta mesma etapa, fizemos uma an\u00e1lise global das \u00e1goras e interpretamos os resultados com base nas seguintes no\u00e7\u00f5es da Ecologia dos Sentidos:<\/div>\n<div>a) Do ponto de vista das naturezas dos sujeitos (EGO e ALTER), palavras com significa\u00e7\u00e3o cognitiva, palavras com significa\u00e7\u00e3o afetiva e palavras remetendo a quest\u00f5es de ordem \u00e9tico-moral;<\/div>\n<div>b) Do ponto de vista do meio ambiente e social, palavras que eventualmente remetam ao meio ou que o sugiram;<\/div>\n<div>c) Do ponto de vista das imagens de mundo, interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva, com base no sistema te\u00f3rico que, do ponto de vista do pesquisador, impliquem em certas imagens de mundo (ou do tema).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4 AN\u00c1LISE DOS RESULTADOS E INTERPRETA\u00c7\u00c3O DOS DADOS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1 An\u00e1lise dos Resultados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta primeira parte, clarificamos, para que o leitor tenha um maior entendimento geral dos dados coletados, que partimos de um panorama geral. Isto \u00e9 necess\u00e1rio para a compreens\u00e3o de algumas forma\u00e7\u00f5es de \u00e1goras, pois haver\u00e1 maior probabilidade de ocorr\u00eancia de um resultado em fun\u00e7\u00e3o de outro devido a esta base geral.<\/div>\n<div>Inicialmente, foram extra\u00eddas 60.292 respostas do formul\u00e1rio socioecon\u00f4mico, cujo preenchimento n\u00e3o era obrigat\u00f3rio para inscri\u00e7\u00e3o do vestibular, assim como n\u00e3o foi imposto que os candidatos respondessem a todas as perguntas apresentadas. Tendo em vista a falta de obrigatoriedade no preenchimento, o grupo dos que aceitaram participar da pesquisa foi constru\u00eddo por42.626 pessoas. Este grupo foi, portanto, a base de trabalho utilizada para compor o estudo.<\/div>\n<div>Para criar as perguntas, foi utilizado um formul\u00e1rio estruturado padr\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o (CEDERJ), adicionando-se, por\u00e9m, para os fins da presente pesquisa, as quest\u00f5es relativas a\\ EGO e a ALTER. As perguntas utilizadas foram:<\/div>\n<div>1. Como voc\u00ea ficou sabendo do vestibular CEDERJ?<\/div>\n<div>2. Em que tipo de estabelecimento de ensino voc\u00ea cursou (ou cursa) o Ensino M\u00e9dio?<\/div>\n<div>3. Que tipo de estudos de Ensino M\u00e9dio voc\u00ea realizou (ou realiza)?<\/div>\n<div>4. Em que ano voc\u00ea concluiu (ou concluir\u00e1) o curso do Ensino M\u00e9dio?<\/div>\n<div>5. Voc\u00ea frequentou algum curso, al\u00e9m do Ensino M\u00e9dio, para prestar o vestibular?<\/div>\n<div>6. Voc\u00ea j\u00e1 prestou algum exame vestibular antes? Quais?<\/div>\n<div>7. Voc\u00ea j\u00e1 iniciou algum curso superior?<\/div>\n<div>8. Qual a renda mensal de sua fam\u00edlia?<\/div>\n<div>9. Se voc\u00ea exerce alguma atividade remunerada, qual a sua participa\u00e7\u00e3o na vida econ\u00f4mica da fam\u00edlia?<\/div>\n<div>10. Onde voc\u00ea mora?<\/div>\n<div>11. Excetuando-se os livros escolares, quantos livros, em m\u00e9dia, voc\u00ea l\u00ea por ano?<\/div>\n<div>12. Qual o meio que voc\u00ea mais utiliza para se manter informado sobre os acontecimentos?<\/div>\n<div>13. Se voc\u00ea l\u00ea jornal, qual a se\u00e7\u00e3o que voc\u00ea mais gosta de ler?<\/div>\n<div>14. Voc\u00ea utiliza computador?<\/div>\n<div>15. Qual a sua disponibilidade di\u00e1ria para estudar?<\/div>\n<div>16. Voc\u00ea frequenta cursos extracurriculares de forma sistem\u00e1tica? Marque aquele que ocupa mais o seu tempo:<\/div>\n<div>17. Voc\u00ea domina alguma l\u00edngua estrangeira?<\/div>\n<div>18. Com qual das atividades abaixo citadas voc\u00ea ocupa mais o seu tempo?<\/div>\n<div>19. O que voc\u00ea mais espera de um curso universit\u00e1rio?<\/div>\n<div>20. Por que voc\u00ea optou por um curso a dist\u00e2ncia?<\/div>\n<div>21. Que experi\u00eancia voc\u00ea tem em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia?<\/div>\n<div>22. O que mais contribuiu para a escolha deste curso?<\/div>\n<div>23. Qual a dist\u00e2ncia de sua resid\u00eancia ao Polo do CEDERJ para o qual voc\u00ea est\u00e1 concorrendo?<\/div>\n<div>24. Que disponibilidade voc\u00ea tem para ir ao Polo Regional do CEDERJ?<\/div>\n<div>25. Quais s\u00e3o as cinco palavras que vem \u00e0 sua mente quando voc\u00ea escuta EAD?<\/div>\n<div>26. O que voc\u00ea acha que os brasileiros pensam quando escutam a palavra EAD? Cite cinco palavras ou express\u00f5es.<\/div>\n<div>Destacamos que as duas \u00faltimas perguntas (25 e 26) s\u00e3o aquelas que nos servem como norteadoras para a forma\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es sociais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.2 Tratamento de dados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como procedimento de tratamento de dados, as informa\u00e7\u00f5es foram compiladas no programa Microsoft Access 2016, formando uma base de dados neste sistema. Para sua extra\u00e7\u00e3o e consulta de informa\u00e7\u00f5es, foram utilizados comandos em uma linguagem chamada SQL (Structured Query Language). Em portugu\u00eas, Linguagem de Consulta Estruturada. Os dados extra\u00eddos foram posteriormente importados para o sistema Microsoft Excel 2016 e aplicados a f\u00f3rmulas e filtros de diversas naturezas para a compila\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos. O procedimento acima foi realizado para cada \u00e1gora (grupo de pessoas com representa\u00e7\u00f5es em comum)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.2 Sobre o p\u00fablico geral<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta parte da tese, fazemos um apanhado geral das estat\u00edsticas realizadas para o total de pessoas, ou seja, os 42.626 respondentes. Este apanhado \u00e9 importante para guiar o leitor na configura\u00e7\u00e3o das \u00e1goras, que ser\u00e1 vista adiante. Como \u00e1gora \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de um grupo a partir de ideias, \u00e9 importante ressaltar que a forma\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1goras s\u00e3o substratos dessa base inicial, que gera deriva\u00e7\u00f5es que podem afetar o resultado como um todo. Para ilustrar, imagine que haja um grande n\u00famero de pessoas do sexo feminino nesta base. Logo, a probabilidade de uma \u00e1gora ser formada por pessoas deste sexo \u00e9 maior; o que n\u00e3o se revela um problema para a metodologia. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1ria a compreens\u00e3o do leitor desta etapa para que se atente a alguns fen\u00f4menos, pois a ideia inicial de \u00e1gora prov\u00e9m da extra\u00e7\u00e3o de forma natural de um grupo de pessoas atrav\u00e9s de suas representa\u00e7\u00f5es sociais, ou seja, um grupo topologicamente formado por suas ideias e conceitos. Entretanto, apesar das estat\u00edsticas iniciais, o que \u00e9 visto nos resultados \u00e9 o imperativo da imagem de mundo e a altera\u00e7\u00e3o dos dados iniciais.<\/div>\n<div>No quadro 9 abaixo, pode ser apreciado o n\u00famero total de participantes e sua m\u00e9dia et\u00e1ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 9 &#8211; Quantidade<\/div>\n<div>Tipo N\u00fameros<\/div>\n<div>Respondentes 42.626<\/div>\n<div>M\u00e9dia de idade 32 anos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Abaixo, apresentamos um panorama geral total dos dados estat\u00edsticos da base desta tese.<\/div>\n<div>Nesta investiga\u00e7\u00e3o, a refer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade ser\u00e1 quanto ao polo escolhido para cursar a faculdade e n\u00e3o necessariamente \u00e0 cidade onde vivem os pesquisados. A \u00fanica cidade que cont\u00e9m dois polos \u00e9 o Rio de Janeiro, com unidades em Campo Grande e Rocinha, sendo que os outros munic\u00edpios somente possuem uma unidade. Sobre as cidades\/polos investigados nesta tese, temos uma predomin\u00e2ncia da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, com 6% a mais de pessoas que vivem no interior do estado, sendo que as cidades que cont\u00eam o maior n\u00famero de estudantes s\u00e3o Nova Igua\u00e7u, Campo Grande, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Belford Roxo e Duque de Caxias. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, o pico situa-se entre 18 e 20 anos, mas, ainda assim, h\u00e1 uma grande margem de pessoas com varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria mais elevada e fora da zona considerada de idade universit\u00e1ria, em que a m\u00e9dia et\u00e1ria gira em torno de 32 anos. No que tange ao sexo, h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia feminina de cerca de 56%.<\/div>\n<div>Das causas de escolher a modalidade EAD como forma de ensino, nota-se que a maioria diz n\u00e3o ter tempo para cursar o ensino superior nos hor\u00e1rios praticados pelas universidades tradicionais (33%). Em seguida, observa-se tamb\u00e9m que as condi\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o consideradas importantes na escolha do curso superior a dist\u00e2ncia com 33%. A respeito do lazer, quase metade do p\u00fablico (49%) diz se entreter com a Internet, seguido da leitura e do esporte na mesma propor\u00e7\u00e3o (15%). Tamb\u00e9m pode ser observado que a maioria nunca cursou um curso superior (33%). Nota-se ainda que a maioria do p\u00fablico desta tese, mais da metade (54%), possui renda familiar entre 1 e 3 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, mais da metade (51%) diz nada ter cursado nessa modalidade, mas, ainda assim, h\u00e1 um grande grupo de pessoas que j\u00e1 teve experi\u00eancia em cursos online. Sobre os fatores que contribu\u00edram para a escolha do curso ou de sua carreira, a maioria diz que foi por quest\u00f5es de adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s aptid\u00f5es pessoais (37%), seguido da necessidade de ter uma gradua\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es profissionais. A maioria do p\u00fablico investigado n\u00e3o possui um curso superior (42%). Foi verificado tamb\u00e9m que a maioria s\u00e3o estudantes oriundos da escola p\u00fablica (66%) e que n\u00e3o trabalha (32%), mas recebe ajuda financeira da fam\u00edlia. \u00c9 grande o n\u00famero de pessoas que trabalha ou auxilia financeiramente em casa, sendo que estes dois casos constituem 47% do total. \u00c9 poss\u00edvel identificar que a maioria diz ler de um a dois livros por ano, com 44% do p\u00fablico, e que a Internet (82%) \u00e9 a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura de jornal, nota-se que a maioria diz n\u00e3o ler (29%) e, em seguida, podemos observar que os que leem se interessam em maioria pelas \u00e1reas de cultura, educa\u00e7\u00e3o e lazer. Quase metade deste p\u00fablico (48%) possui acesso \u00e0 Internet em casa. A larga maioria deste p\u00fablico (72%) n\u00e3o frequenta nenhum tipo de curso extracurricular.<\/div>\n<div>Os dados acima servem apenas de base para que o leitor compreenda um pouco sobre o p\u00fablico desta pesquisa, por\u00e9m, como j\u00e1 dito, ao agrupar pessoas por ideias, estas estat\u00edsticas s\u00e3o alteradas conforme ser\u00e1 visto na an\u00e1lise de \u00e1goras a seguir.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.3 Panorama geral das representa\u00e7\u00f5es<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por defini\u00e7\u00e3o, a \u00e1gora re\u00fane grupos de pessoas atrav\u00e9s das representa\u00e7\u00f5es sociais. Portanto, neste primeiro momento, selecionamos uma lista de palavras para compor o estudo. Para isto, foram selecionadas as 100 primeiras palavras com o maior n\u00famero de incid\u00eancia para que pud\u00e9ssemos fazer a sua an\u00e1lise. A separa\u00e7\u00e3o desta lista se deu da seguinte forma: 50 palavras mais citadas para EGO e, igualmente, as 50 mais citadas para ALTER. Veja a lista no quadro 10 abaixo:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 10 &#8211; As 100 representa\u00e7\u00f5es mais citadas para EGO e ALTER<\/div>\n<div>EGO ALTER<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es N\u00ba de Pessoas Representa\u00e7\u00f5es N\u00ba de Pessoas<\/div>\n<div>OPORTUNIDADE 10539 FACILIDADE 8918<\/div>\n<div>TEMPO 10372 TEMPO 6772<\/div>\n<div>FACILIDADE 8551 OPORTUNIDADE 6238<\/div>\n<div>PRATICIDADE 8384 PRATICIDADE 3764<\/div>\n<div>FLEXIBILIDADE 6667 DIFICULDADE 3417<\/div>\n<div>DISCIPLINA 6553 ECONOMIA 3146<\/div>\n<div>DEDICACAO 5852 FLEXIBILIDADE 3126<\/div>\n<div>ECONOMIA 5061 COMODIDADE 2718<\/div>\n<div>DISPONIBILIDADE 4551 DIF\u00cdCIL 2553<\/div>\n<div>COMODIDADE 3718 DISCIPLINA 2406<\/div>\n<div>CONHECIMENTO 3412 DISPONIBILIDADE 2069<\/div>\n<div>FOCO 3379 DEDICA\u00c7\u00c3O 1999<\/div>\n<div>RESPONSABILIDADE 3066 PREGUI\u00c7A 1909<\/div>\n<div>ORGANIZACAO 2993 PRECONCEITO 1670<\/div>\n<div>COMPROMETIMENTO 2567 CONHECIMENTO 1286<\/div>\n<div>APRENDIZADO 2444 F\u00c1CIL 1286<\/div>\n<div>QUALIDADE 2398 QUALIDADE 1246<\/div>\n<div>ACESSIBILIDADE 2374 RUIM 1175<\/div>\n<div>FORMACAO 2103 FOCO 1164<\/div>\n<div>DETERMINA\u00c7\u00c3O 1970 FORMA\u00c7\u00c3O 1138<\/div>\n<div>ESFOR\u00c7O 1720 ACESSIBILIDADE 1116<\/div>\n<div>REALIZA\u00c7\u00c3O 1453 RESPONSABILIDADE 1085<\/div>\n<div>COMPROMISSO 1452 ORGANIZAC\u00c3O 1080<\/div>\n<div>EDUCA\u00c7\u00c3O 1435 FALTA DE TEMPO 1035<\/div>\n<div>CONFORTO 1289 TRABALHO 1034<\/div>\n<div>AUTONOMIA 1271 DIST\u00c2NCIA 1002<\/div>\n<div>TRABALHO 1236 DESCONFIAN\u00c7A 947<\/div>\n<div>CRESCIMENTO 1211 APRENDIZADO 941<\/div>\n<div>ESTUDO 1206 ESFOR\u00c7O 885<\/div>\n<div>FUTURO 1077 EDUCA\u00c7\u00c3O 826<\/div>\n<div>APRENDIZAGEM 1076 COMPROMETIMENTO 803<\/div>\n<div>EMPENHO 1039 DINHEIRO 786<\/div>\n<div>DIFICULDADE 973 MEDO 784<\/div>\n<div>AGILIDADE 965 CONFORTO 767<\/div>\n<div>CUSTO 938 ESTUDO 732<\/div>\n<div>FOR\u00c7A DE VONTADE 938 INTERNET 722<\/div>\n<div>DIST\u00c2NCIA 931 CUSTO 713<\/div>\n<div>NECESSIDADE 913 DETERMINA\u00c7\u00c3O 649<\/div>\n<div>DINHEIRO 905 NECESSIDADE 634<\/div>\n<div>GRADUA\u00c7\u00c3O 869 RAPIDEZ 628<\/div>\n<div>DESAFIO 860 COMPLICADO 618<\/div>\n<div>INTERNET 858 PR\u00c1TICO 614<\/div>\n<div>QUALIFICA\u00c7\u00c3O 854 D\u00daVIDA 610<\/div>\n<div>SEGURAN\u00c7A 842 DESCONHECIMENTO 594<\/div>\n<div>INCLUS\u00c3O 809 FRACO 570<\/div>\n<div>ADEQUA\u00c7\u00c3O 797 COMPROMISSO 564<\/div>\n<div>TECNOLOGIA 791 CRESCIMENTO 552<\/div>\n<div>ACESSO 760 TECNOLOGIA 507<\/div>\n<div>VONTADE 714 ACESSO 501<\/div>\n<div>CAPACITA\u00c7\u00c3O 687 AGILIDADE 501<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode notar o leitor desta tese que mesmo que as palavras tenham se repetido tanto numa estrutura quanto na outra, a diferen\u00e7a entre o n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es de uma coluna para outra \u00e9 grande. Por exemplo, a palavra \u201coportunidade\u201d \u00e9 citada na primeira coluna mais de 10 mil vezes e, na outra (coluna de ALTER), o n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es \u00e9 praticamente a metade. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m ver abaixo as palavras que n\u00e3o tiveram replica\u00e7\u00e3o, tanto em ALTER quanto EGO. Das 100 palavras, 30 representa\u00e7\u00f5es n\u00e3o tiveram repeti\u00e7\u00e3o em cada categoria (15 para ALTER e 15 para EGO), como se pode verificar no quadro 11 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 11 &#8211; Palavras que n\u00e3o tiveram repeti\u00e7\u00e3o em ALTER e em EGO<\/div>\n<div>EGO ALTER<\/div>\n<div>ACESSO BARATA<\/div>\n<div>ADEQUA\u00c7\u00c3O COMPLICADO<\/div>\n<div>APRENDIZAGEM DESCONFIAN\u00c7A<\/div>\n<div>AUTONOMIA DESCONHECIMENTO<\/div>\n<div>DESAFIO DIF\u00cdCIL<\/div>\n<div>EMPENHO D\u00daVIDA<\/div>\n<div>FOR\u00c7A DE VONTADE F\u00c1CIL<\/div>\n<div>FUTURO FALTA DE TEMPO<\/div>\n<div>GRADUA\u00c7\u00c3O FRACO<\/div>\n<div>INCLUS\u00c3O MEDO<\/div>\n<div>LIBERDADE PR\u00c1TICO<\/div>\n<div>QUALIFICA\u00c7\u00c3O PRECONCEITO<\/div>\n<div>REALIZA\u00c7\u00c3O PREGUI\u00c7A<\/div>\n<div>SEGURAN\u00c7A RAPIDEZ<\/div>\n<div>VONTADE RUIM<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tamb\u00e9m podemos observar, no quadro 12 abaixo, as palavras-chave que tiveram replica\u00e7\u00e3o tanto em EGO quanto ALTER: 35 ao todo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 12 &#8211; Palavras com repeti\u00e7\u00f5es em ALTER e em EGO<\/div>\n<div>EGO e ALTER<\/div>\n<div>ACESSIBILIDADE<\/div>\n<div>AGILIDADE<\/div>\n<div>APRENDIZADO<\/div>\n<div>COMODIDADE<\/div>\n<div>COMPROMETIMENTO<\/div>\n<div>COMPROMISSO<\/div>\n<div>CONFORTO<\/div>\n<div>CONHECIMENTO<\/div>\n<div>CRESCIMENTO<\/div>\n<div>CUSTO<\/div>\n<div>DEDICA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>DETERMINA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>DIFICULDADE<\/div>\n<div>DINHEIRO<\/div>\n<div>DISCIPLINA<\/div>\n<div>DISPONIBILIDADE<\/div>\n<div>DIST\u00c2NCIA<\/div>\n<div>ECONOMIA<\/div>\n<div>EDUCA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>ESFOR\u00c7O<\/div>\n<div>ESTUDO<\/div>\n<div>FACILIDADE<\/div>\n<div>FLEXIBILIDADE<\/div>\n<div>FOCO<\/div>\n<div>FORMA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>INTERNET<\/div>\n<div>NECESSIDADE<\/div>\n<div>OPORTUNIDADE<\/div>\n<div>ORGANIZA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>PRATICIDADE<\/div>\n<div>QUALIDADE<\/div>\n<div>RESPONSABILIDADE<\/div>\n<div>TECNOLOGIA<\/div>\n<div>TEMPO<\/div>\n<div>TRABALHO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As palavras que tiveram resson\u00e2ncia tanto em ALTER quanto EGO ser\u00e3o apresentadas em forma de \u00e1gora mais adiante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.4 Discuss\u00e3o dos dados do panorama geral<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao revelar as 100 primeiras palavras mais evocadas (50 de EGO e 50 e ALTER), \u00e9 poss\u00edvel observar algumas que s\u00e3o interessantes para reflex\u00e3o. Das 100 palavras mais citadas, algumas das 50de ALTER mostram representa\u00e7\u00e3o negativa, enquanto nas 50 de EGO n\u00e3o h\u00e1 negatividade alguma. Seguem, no quadro 13 abaixo, em ordem de evoca\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 13 \u2013 Lista de palavras negativas de ALTER<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es Negativas de ALTER<\/div>\n<div>MEDO<\/div>\n<div>PRECONCEITO<\/div>\n<div>F\u00c1CIL<\/div>\n<div>RUIM<\/div>\n<div>DESCONFIAN\u00c7A<\/div>\n<div>DIFICIL<\/div>\n<div>COMPLICADO<\/div>\n<div>D\u00daVIDA<\/div>\n<div>DESCONHECIMENTO<\/div>\n<div>FRACO<\/div>\n<div>PREGUI\u00c7A<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para uma an\u00e1lise global, foram utilizados, nesta tese, dimens\u00f5es da ecologia dos sentidos de Campos (2017), para cada palavra, indicando uma representa\u00e7\u00e3o social, associamos as seguintes dimens\u00f5es: estruturas cognitivas e afetivas; consci\u00eancia, vontade e moralidade, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia. Para que pudesse ser avaliada a natureza da representa\u00e7\u00e3o social, utilizamos as 100 primeiras palavras, 50 de EGO e 50 de ALTER.<\/div>\n<div>\u00c9 poss\u00edvel notar no quadro 14 que palavras como ruim, pregui\u00e7a, medo e d\u00favida est\u00e3o associadas \u00e0s imagens de mundo de sujeitos em rela\u00e7\u00e3o a outros. Quanto \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade, \u00e9 poss\u00edvel ver tamb\u00e9m palavras negativas em termos de significado, como \u201cpreconceito\u201d, \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, \u201cdesconhecimento\u201d e \u201cdif\u00edcil\u201d. Por outro lado, notamos que palavras como \u201cresponsabilidade\u201d e \u201ccomprometimento\u201d, nos sugerem sentidos inversos. Nas condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia, verificamos, para ALTER, que h\u00e1 uma lista de palavras que n\u00e3o possuem conota\u00e7\u00e3o positiva ou negativa, como \u201ctrabalho \u201ce \u201cforma\u00e7\u00e3o\u201d. Al\u00e9m disso, apareceram outras palavras que podem ter liga\u00e7\u00f5es com o cotidiano do sujeito como \u201cpraticidade\u201d, \u201cfacilidade\u201d e \u201ceconomia\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 14\u2013 Representa\u00e7\u00f5es de ALTER em fun\u00e7\u00e3o da Ecologia dos Sentidos<\/div>\n<div>REPRESENTA\u00c7\u00d5ES (IMAGENS DE MUNDO) &#8211; ALTER<\/div>\n<div>ESTRUTURAS COGNITIVAS E AFETIVAS COENCIENCIA VONTADE E MORALIDADE CONDI\u00c7\u00d5ES MATERIAIS DE EXIST\u00caNCIA<\/div>\n<div>CONHECIMENTO PRECONCEITO FACILIDADE<\/div>\n<div>RUIM DIF\u00cdCIL TEMPO<\/div>\n<div>APRENDIZADO DISCIPLINA PRATICIDADE<\/div>\n<div>EDUCA\u00c7\u00c3O DEDICA\u00c7\u00c3O ECONOMIA<\/div>\n<div>MEDO FOCO FLEXIBILIDADE<\/div>\n<div>ESTUDO RESPONSABILIDADE COMODIDADE<\/div>\n<div>FRACO DIFICULDADE ORGANIZA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>QUALIDADE DESCONFIAN\u00c7A ACESSIBILIDADE<\/div>\n<div>DESCONHECIMENTO COMPROMETIMENTO FORMA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>COMPLICADO DETERMINA\u00c7\u00c3O TRABALHO<\/div>\n<div>\u00a0 PREGUICA FALTA DE TEMPO<\/div>\n<div>\u00a0 F\u00c1CIL DIST\u00c2NCIA<\/div>\n<div>\u00a0 COMPROMISSO DINHEIRO<\/div>\n<div>\u00a0 CRESCIMENTO CONFORTO<\/div>\n<div>\u00a0 OPORTUNIDADE CUSTO<\/div>\n<div>\u00a0 DISPONIBILIDADE INTERNET<\/div>\n<div>\u00a0 ESFOR\u00c7O NECESSIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 D\u00daVIDA RAPIDEZ<\/div>\n<div>\u00a0 PRATICO<\/div>\n<div>\u00a0 BARATA<\/div>\n<div>\u00a0 TECNOLOGIA<\/div>\n<div>\u00a0 AGILIDADE<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 nas representa\u00e7\u00f5es de EGO (quadro 15), \u00e9 poss\u00edvel notar palavras de cunho positivo relacionadas \u00e0s estruturas cognitivas e afetivas do sujeito como \u201cconhecimento\u201d, \u201crealiza\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cvontade\u201d e \u201cliberdade\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade, observamos palavras que tiveram maior n\u00famero de replica\u00e7\u00f5es, tais como \u201coportunidade\u201d, \u201cfacilidade\u201d e \u201cdedica\u00e7\u00e3o\u201d. Relativamente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia, encontramos palavras de maior aproxima\u00e7\u00e3o com a estrutura de ALTER, que s\u00e3o as que mais tiveram coincid\u00eancias em termos quantitativos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 15 \u2013 Representa\u00e7\u00f5es de EGO em fun\u00e7\u00e3o da Ecologia dos Sentidos<\/div>\n<div>REPRESENTA\u00c7\u00d5ES (IMAGEM DE MUNDO) EGO<\/div>\n<div>ESTRUTURAS COGNITIVAS E AFETIVAS CONSCI\u00caNCIA VONTADE E MORALIDADE CONDI\u00c7\u00d5ES MATERIAIS DE EXIST\u00caNCIA<\/div>\n<div>CONHECIMENTO OPORTUNIDADE TEMPO<\/div>\n<div>QUALIDADE DISCIPLINA PRATICIDADE<\/div>\n<div>APRENDIZADO DEDICA\u00c7\u00c3O FLEXIBILIDADE<\/div>\n<div>REALIZA\u00c7\u00c3O DISPONIBILIDADE FACILIDADE<\/div>\n<div>EDUCA\u00c7\u00c3O FOCO ECONOMIA<\/div>\n<div>ESTUDO RESPONSABILIDADE ORGANIZA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>APRENDIZAGEM COMPROMETIMENTO ACESSIBILIDADE<\/div>\n<div>GRADUA\u00c7\u00c3O DETERMINA\u00c7\u00c3O FORMA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>VONTADE ESFOR\u00c7O CONFORTO<\/div>\n<div>\u00a0 COMPROMISSO TRABALHO<\/div>\n<div>\u00a0 AUTONOMIA COMODIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 FUTURO AGILIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 EMPENHO CUSTO<\/div>\n<div>\u00a0 DIFICULDADE DIST\u00c2NCIA<\/div>\n<div>\u00a0 FOR\u00c7A DE VONTADE DINHEIRO<\/div>\n<div>\u00a0 SEGURAN\u00c7A NECESSIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 DESAFIO INTERNET<\/div>\n<div>\u00a0 QUALIFICA\u00c7\u00c3O TECNOLOGIA<\/div>\n<div>\u00a0 INCLU\u00c7\u00c3O ADEQUA\u00c7\u00c3O<\/div>\n<div>\u00a0 CRESCIMENTO ACESSO<\/div>\n<div>\u00a0 LIBERDADE<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As palavras \u201cfacilidade\u201d e \u201cdificuldade\u201d parecem sugerir sentidos diversos uma vez que a primeira pode ter o sentido de que a EAD seja f\u00e1cil ou de f\u00e1cil ingresso. J\u00e1 a segunda pode sugerir ser dif\u00edcil para se aprender mat\u00e9rias ou de que a modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia seja mais dif\u00edcil que a presencial. Estas duas palavras encontram-se tanto em EGO quanto em ALTER. O que chama aten\u00e7\u00e3o relativamente \u00e0s poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es que indicariam \u00e9 o antagonismo de seus significados em um mesmo contexto de cita\u00e7\u00e3o (\u201cfacilidade\u201d e \u201cdificuldade\u201d em ALTER e \u201cfacilidade\u201d e \u201cdificuldade\u201d em EGO). Al\u00e9m disso, uma caracter\u00edstica peculiar destas poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es \u00e9 que, ao serem mencionadas em um mesmo contexto, podem refletir positividade e negatividade. Por exemplo, facilidade para conciliar os estudos com o trabalho (percep\u00e7\u00e3o positiva) e facilidade para passar de ano (percep\u00e7\u00e3o negativa), na medida em que esta \u00faltima concep\u00e7\u00e3o pode sugerir que a EAD seja ruim por ser \u201cf\u00e1cil de passar\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.5 An\u00e1lise global dos dados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta primeira conclus\u00e3o geral, adotamos a \u00e1gora em uma an\u00e1lise superficial da totalidade dos dados, agregando observa\u00e7\u00f5es. Nos pr\u00f3ximos itens e subitens, ser\u00e1 realizada uma an\u00e1lise das representa\u00e7\u00f5es, direcionada \u00e0s \u00e1goras propriamente ditas. \u00c9 poss\u00edvel notar, conforme j\u00e1 exposto, que as palavras negativas s\u00e3o associadas diretamente a ALTER, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de uma ideia geral de preconceito. Tamb\u00e9m nota-se que, pensando-se em termos da Ecologia dos Sentidos, as palavras de cunho negativo s\u00e3o relacionadas aos os aspectos cognitivos e afetivos, assim como nos que dizem respeito \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade dos sujeitos. Percebe-se ainda a presen\u00e7a de palavras ligadas ao preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD, como aquelas associadas ao \u201cmedo \u201ce ao termo \u201cruim\u201d. Palavras como \u201coportunidade\u201d aparecem como as mais citadas para EGO (eu). O mesmo voc\u00e1bulo aparece em ALTER (o outro) no campo mediano do ranking das cita\u00e7\u00f5es. A sensa\u00e7\u00e3o de que o outro pode associar a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia a termos negativos \u00e9 um dos fatores que sugere a gera\u00e7\u00e3o de preconceitos e resist\u00eancia \u00e0 EAD. Os dados acima nos convidam a in\u00fameras reflex\u00f5es no que diz respeito \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais de n\u00f3s e dos outros, sugerindo o quanto \u00e9 complexa a natureza dos entendimentos do pensamento humano. Isso n\u00e3o causa surpresa tendo em vista que refletem as posi\u00e7\u00f5es de alguns dos autores do levantamento bibliogr\u00e1fico realizado para a discuss\u00e3o do tema desta tese. No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo, procedemos ao levantamento das \u00e1goras das poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es negativas em virtude do preconceito j\u00e1 detectado nesta primeira an\u00e1lise total dos dados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.1.6 An\u00e1lise de \u00e1goras e os cinco eixos de pesquisa<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Adotamos cinco eixos de an\u00e1lise, entendendo-se aqui por \u201crepresenta\u00e7\u00f5es\u201d palavras que, supostamente indicam representa\u00e7\u00f5es socialmente compartilhadas:<\/div>\n<div>1- Eixo 1- An\u00e1lise de \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es negativas mais citadas.<\/div>\n<div>2- Eixo 2 &#8211; An\u00e1lise de \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es mais evocadas em compara\u00e7\u00e3o com aquelas mais frequentemente citadas por outros autores, tal como indicamos no levantamento bibliogr\u00e1fico (Cap\u00edtulo 1).<\/div>\n<div>3- Eixo 3 &#8211; An\u00e1lise dos planos de afinidade de \u00e1goras.<\/div>\n<div>4- Eixo 4 &#8211; An\u00e1lise relacionais de \u00e1goras.<\/div>\n<div>5- Eixo 5 &#8211; An\u00e1lise das 500 primeiras respostas v\u00e1lidas do question\u00e1rio aplicado.<\/div>\n<div>Nas an\u00e1lises, apresentamos os resultados das \u00e1goras em fun\u00e7\u00e3o de suas interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para cada uma das forma\u00e7\u00f5es, assim como compara\u00e7\u00f5es entre EGO e ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2 Eixo 1 &#8211; An\u00e1lise de \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es negativas mais citadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.2 Introdu\u00e7\u00e3o \u2013As \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es negativas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste eixo, analisamos os termos negativos primeiramente por conta do fato de o objetivo desta tese estar amplamente associado \u00e0 compreens\u00e3o de preconceitos e resist\u00eancia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div>Das primeiros 100palavras, 50 de EGO e 50 de ALTER, s\u00f3 p\u00f4de-se detectar supostas representa\u00e7\u00f5es negativas em ALTER (quadro 16). Por\u00e9m, nos beneficiando da significativa base de dados coletada na pesquisa, \u00e9 poss\u00edvel avaliar que, para al\u00e9m das 50 primeiras cita\u00e7\u00f5es, seja poss\u00edvel identificar uma \u00e1gora a partir da negatividade manifestada por EGO. Sendo assim, ainda que a exposi\u00e7\u00e3o dos dados se estenda para al\u00e9m do esperado, decidimos exibi-los na sua totalidade afim de criar compara\u00e7\u00f5es relevantes, ainda que n\u00e3o figurem entre as 100 primeiras cita\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>Ao colocar se pensar nos termos evocados em termos de ecologias complexas de sentidos, \u00e9 poss\u00edvel perceber que h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o daqueles nas estruturas cognitivas e afetivas e nos processos de consci\u00eancia, vontade e moralidade que nas condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia dos indiv\u00edduos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 16 &#8211; Representa\u00e7\u00f5es negativas e ecologia dos sentidos<\/div>\n<div>REPRESENTA\u00c7\u00d5ES (IMAGEM DE MUNDO) NEGAT\u00cdVAS<\/div>\n<div>ESTRUTURAS COGNITIVAS E AFETIVAS COENCIENCIA VONTADE E MORALIDADE CONDI\u00c7\u00d5ES MATERIAIS DE EXIST\u00caNCIA<\/div>\n<div>FRACO D\u00daVIDA<\/div>\n<div>MEDO DESCONFIAN\u00c7A<\/div>\n<div>RUIM DIF\u00cdCIL<\/div>\n<div>COMPLICADO PRECONCEITO<\/div>\n<div>DESCONHECIMENTO F\u00c1CIL<\/div>\n<div>\u00a0 PREGUI\u00c7A<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.1 \u00c1gora medo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora relacionada \u00e0 palavra \u201cmedo\u201d, em um primeiro momento podemos notar grande diferen\u00e7a entre EGO e ALTER, com muito mais recorr\u00eancias para o \u00faltimo (cerca de 5 vezes mais palavras). A poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social relacionada \u00e0 palavra \u201cmedo\u201d, para EGO, aparece entre as menos citadas, ao contr\u00e1rio do que acontece para ALTER, em que tal representa\u00e7\u00e3o aparece entre as 50 primeiras cita\u00e7\u00f5es, como podemos observar abaixo (quadro 17).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 17 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora- \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 157<\/div>\n<div>ALTER 784<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No quadro 18, nota-se que os jovens entre 21 e 23 anos s\u00e3o respons\u00e1veis pela predomin\u00e2ncia da palavra \u201cmedo \u201cna forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora, pr\u00f3ximos tamb\u00e9m da faixa entre 18 e 20 anos. Logo em seguida, uma queda com tr\u00eas picos: dos 24 aos 26 anos, dos 27 aos 29 e dos 36 aos 38. Por\u00e9m, como se pode observar no quadro 18, na coluna referente a EGO percebe-se um n\u00famero em escala decrescente, com uma forte queda apenas na faixa dos 21 aos 23 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 18 \u2013 Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, pode-se notar que h\u00e1 predomin\u00e2ncia feminina. Por\u00e9m, ela se aprofunda quando a palavra \u201cmedo\u201d est\u00e1 voltada para EGO. Ou seja, mais mulheres reconhecem ter medo da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, como apresentamos abaixo quadro 19.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 19 \u2013Sexo -\u00c1gora Medo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode-se notar ainda (quadro 20) que h\u00e1 predomin\u00e2ncia de pessoas que nunca passaram por experi\u00eancias de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, mas que t\u00eam poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es de medo em rela\u00e7\u00e3o a ela (72% em EGO e 50% em ALTER).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 20\u2013 Experi\u00eancia com EAD &#8211; \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o pelas cidades fluminenses relativamente aos que mais relatam ter medo da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, verificam-se sentimentos inversos quando se trata de EGO e ALTER (quadro 21). Por exemplo, podemos notar que a cidade onde as pessoas mais acreditam que o outro possui medo da EAD \u00e9 Belford Roxo. Por\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o a EGO, a cidade que mais apresentou o medo como suposta representa\u00e7\u00e3o foi Itaperuna, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Nota-se tamb\u00e9m que, a respeito de ALTER, h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia de medo na regi\u00e3o metropolitana (quadro 22). Esta situa\u00e7\u00e3o se inverte quando se trata de EGO, que tem preponder\u00e2ncia no interior do estado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 21 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 22 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, h\u00e1 uma maioria de respondentes desta \u00e1gora cuja representa\u00e7\u00e3o no ALTER conferem a ele como sem trabalho e recebendo aux\u00edlio financeiro da fam\u00edlia e em segundo lugar como arrimo de fam\u00edlia, conforme pode ser visto no quadro 23, abaixo, o mesmo ocorre no qual tange ao EGO.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 23 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Medo<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.2 \u00c1gora preconceito<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora relacionada \u00e0 palavra \u201cpreconceito\u201d, \u00e9 poss\u00edvel notar no quadro 24 uma enorme discrep\u00e2ncia entre EGO e ALTER: o \u00faltimo com grande volume de repeti\u00e7\u00f5es e o primeiro com replica\u00e7\u00f5es menos importantes, sendo a diferen\u00e7a entre um e outro de quase 50 vezes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 24 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora &#8211; \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 34<\/div>\n<div>ALTER 1670<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode-se observar tamb\u00e9m, no quadro 25, um aumento do n\u00famero de pessoas a partir dos 24 anos de idade at\u00e9 uma certa estabiliza\u00e7\u00e3o por volta dos 32 anos. Isto significa haver um n\u00famero significativo de pessoas mais velhas que possui uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de preconceito no que tange a ALTER. J\u00e1 no quadro 25 apesar de um n\u00famero bem inferior de pessoas, \u00e9 poss\u00edvel notar em rela\u00e7\u00e3o a EGO uma maior varia\u00e7\u00e3o nas faixas et\u00e1rias de 18 a 20 e 30 a 32 anos, com um pico entre os 24 e26 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 25 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria &#8211; \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, como se pode verificar no quadro 26, h\u00e1 um equil\u00edbrio entre homens e mulheres em rela\u00e7\u00e3o a ALTER. Por\u00e9m, este equil\u00edbrio se acaba quando se trata de EGO, campo que apresenta a uma ampla maioria de mulheres.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 26 &#8211; Sexo -\u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode-se notar em rela\u00e7\u00e3o a ALTER, no que tange \u00e0 experi\u00eancia com EAD, no quadro 27, que a maioria n\u00e3o tem viv\u00eancia com essa modalidade de ensino. Por\u00e9m, muitos que dizem j\u00e1 ter passado por experi\u00eancias de ensino-aprendizagem pela Internet, mesmo assim refor\u00e7am uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de preconceito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD no que tange a ALTER. O fato de se ter uma experi\u00eancia com EAD n\u00e3o melhora a imagem que essa pessoa cr\u00ea que o outro possua.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 27- Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0 regi\u00e3o metropolitana (quadro 28), observamos a ocorr\u00eancia de uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de preconceito, fortemente marcada tanto em EGO quanto em ALTER. Na compara\u00e7\u00e3o entre esta e o interior do estado, vemos no quadro 28, uma maior incid\u00eancia do primeiro na regi\u00e3o metropolitana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 28 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 29 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es\u2013 \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o ao ALTER, h\u00e1 uma maioria de sujeitos que s\u00e3o sustentados por suas fam\u00edlias e n\u00e3o trabalham seguindo daqueles que s\u00e3o provedores principais de suas casas. J\u00e1 quando a evoca\u00e7\u00e3o relaciona-se com EGO h\u00e1 um equil\u00edbrio entre ser o provedor principal e aqueles que n\u00e3o trabalham e recebem ajuda financeira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 30 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Preconceito<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.3 \u00c1gora fraco<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode-se observar no quadro 31 um hiato expressivo entre EGO e ALTER no que diz respeito \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da \u00e1gora relativa ao termo \u201cfraco\u201d. A propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 78 vezes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 31 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013\u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 6<\/div>\n<div>ALTER 570<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em ALTER, \u00e9 poss\u00edvel observar, no quadro 32, um pico entre os 21 aos 23 anos relativamente \u00e0 ocorr\u00eancia da palavra \u201cfraco\u201d, com uma posterior leve queda entre os 24 aos 26 e uma retomada ascendente dos 27 aos 29 anos de idade e 39 e 41. Notamos uma certa estabilidade na faixa entre 18 a 20 anos e depois entre30 e38. J\u00e1 no quadro 32, em rela\u00e7\u00e3o a EGO, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer afirma\u00e7\u00f5es devido \u00e0 baixa quantidade de respondentes. Observamos, ainda assim, um pico na faixa dos 39 a 41anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 32 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria &#8211; \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto ao sexo, como mostramos abaixo no quadro 33, a poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de \u201cfraco\u201d \u00e9 masculina para ALTER. Esta maioria inverte-se para o p\u00fablico feminino quando a no\u00e7\u00e3o \u00e9 evocada relativamente a EGO.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 33 \u2013 Sexo\u2013 \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 experi\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, como podemos verificar no quadro 34, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as significativas relativamente \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cfraco\u201d. No entanto, a \u00e1gora formada por EGO apresenta um n\u00famero maior pessoas que nunca teve experi\u00eancia com esta modalidade de ensino, relativamente a ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 34 -Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia \u00e9 considerada fraca majoritariamente por pessoas vivendo na regi\u00e3o metropolitana. Como vemos no quadro 35, \u00e9 poss\u00edvel notar que ALTER, uma ampla maioria de pessoas das cidades de Nova Igua\u00e7u, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Campo Grande pensam assim. Essa tend\u00eancia fica mais evidente quando observamos os resultados do quadro 35), mostrando a menor evoca\u00e7\u00e3o do termo \u201cfraco\u201d nas cidades interioranas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 35 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 36 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, h\u00e1 uma maioria de respondentes desta \u00e1gora cuja representa\u00e7\u00e3o de ALTER apontam para ele como arrimo de fam\u00edlia seguida da situa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o trabalhar e ser sustentado pela fam\u00edlia. Por\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao EGO h\u00e1 um empate entre ser o provedor principal, parcial e receber ajuda financeira da fam\u00edlia conforme pode ser visto no quadro 37 abaixo:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 37 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Fraco<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.4 \u00c1gora ruim<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No caso da \u00e1gora relativa \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o do termo \u201cruim\u201d, observamos no quadro 37, inicialmente, uma enorme diferen\u00e7a em termos de distribui\u00e7\u00e3o entre EGO e ALTER. Neste caso, ela atinge cerca de 74 vezes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 37 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 17<\/div>\n<div>ALTER 1175<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 poss\u00edvel observar ainda no quadro 38 abaixo, no que tange a ALTER, que juventude parece construir uma representa\u00e7\u00e3o social do outro a respeito da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, de que se trata de uma modalidade ruim. O pico dessa poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o ocorre na faixa dos 18 anos de idade com uma queda junto \u00e0s faixas com mais idade. Em torno dos 35 anos a evoca\u00e7\u00e3o aumenta, para depois manter-se est\u00e1vel dos 39 at\u00e9 os 44 anos de idade. Quanto a EGO, apesar do n\u00famero baixo de respondentes, observamos um pico em torno dos 35 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 38 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto ao sexo, no quadro 39, \u00e9 poss\u00edvel notar um equil\u00edbrio em ALTER. Por\u00e9m quando se trata de EGO, o p\u00fablico que evoca a palavra \u201cruim\u201d \u00e9 amplamente masculino, com cerca de 65% da popula\u00e7\u00e3o que cr\u00ea na m\u00e1 qualidade do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 39 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0 experi\u00eancia, podemos ver no quadro 40 abaixo que tanto em ALTER quanto em EGO \u00e9 poss\u00edvel notar falta de viv\u00eancia relativamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. Em ambos os casos, mais da metade dos respondentes afirma n\u00e3o ter nenhuma experi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 40 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, nas cidades de Nova Igua\u00e7u e Campo Grande situa-se a maioria das pessoas que possuem uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social ruim da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, como podemos verificar no quadro 41 abaixo. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es, o quadro 41, abaixo indica que a regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro \u00e9 onde a larga maioria das evoca\u00e7\u00f5es de \u201cruim\u201d \u00e9 feita relativamente a ALTER. Por\u00e9m, em EGO, as evoca\u00e7\u00f5es desse termo s\u00e3o preponderantes no interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 41 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 42 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, para o ALTER h\u00e1 uma maioria de pessoas que n\u00e3o trabalham e s\u00e3o sustentados por suas fam\u00edlias logo ap\u00f3s nota-se praticamente um empate entre aqueles que responderam que s\u00e3o arrimo e contribuem parcialmente com as despesas da casa. Em rela\u00e7\u00e3o ao EGO a situa\u00e7\u00e3o altera-se constituindo em maioria aqueles que s\u00e3o provedores principais, conforme pode ser visto no quadro 43, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 43 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Ruim<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.5 \u00c1gora desconfian\u00e7a<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de desconfian\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD apresentou-se praticamente restrita \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es de ALTER, com uma baix\u00edssima frequ\u00eancia de men\u00e7\u00f5es relativamente a EGO, como se pode observar no quadro 44, abaixo. A diferen\u00e7a entre os dois campos de evoca\u00e7\u00e3o foi de 147 vezes a mais em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 44 -Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 7<\/div>\n<div>ALTER 947<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, conforme pode ser apreciado no quadro 45, \u00e9 not\u00f3rio o que as pessoas mais velhas entre 36 anos a 41 anos de idade possui em maior grau de desconfian\u00e7a \u2013 ALTER: h\u00e1 uma leve baixa de 39 a 41 aos, com um aumento a partir dos 42 anos de idade. Esses dados nos levam a supor que quanto mais velho o p\u00fablico, maior a percep\u00e7\u00e3o de desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD no outro (ALTER). Apesar do n\u00famero baix\u00edssimo de evoca\u00e7\u00f5es de EGO, uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de desconfian\u00e7a \u00e9 prevalente na faixa de 42 a 44 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 45 \u2013Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Notamos ainda, como pode ser verificado no quadro 46, que a palavra \u201cdesconfian\u00e7a\u201d surge mais nas mentes masculinas que femininas, tanto em ALTER quanto em EGO. A grande maioria das evoca\u00e7\u00f5es de desconfian\u00e7a, que forma esta \u00e1gora, \u00e9 formada por respondentes homens.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 46 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro aspecto que podemos observar no quadro 47 abaixo, \u00e9 que a maioria dos respondentes (44%), ao construir uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o de ALTER a respeito da desconfian\u00e7a, nunca teve contato direto com ensino a dist\u00e2ncia. Esse n\u00famero cresce em rela\u00e7\u00e3o a EGO (72%). \u00c9 interessante notar que, ainda que em EGO tenhamos obtido declara\u00e7\u00f5es de 14% dos respondentes dizendo que fizeram cursos pela Internet, esses acreditam que os outros \u2013 ALTER \u2013 tenham feito ainda mais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 47 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica na evoca\u00e7\u00e3o da palavra, a regi\u00e3o metropolitana \u00e9 de longe a que mais acredita que ALTER tenha \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, com 65% dos respondentes atribuindo essa percep\u00e7\u00e3o, como se pode ver no quadro 48 abaixo, .A evoca\u00e7\u00e3o de EGO \u00e9 equilibrada, com o interior e regi\u00e3o metropolitana dividindo-se uniformemente nas regi\u00f5es, conforme pode ser visto no quadro 48, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 48- Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 49 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, h\u00e1 uma maioria de respondentes desta \u00e1gora cuja representa\u00e7\u00e3o de ALTER conferem a ele o de ser provedor principal da casa, conforme pode ser visto no quadro 50 abaixo. J\u00e1 quando a evoca\u00e7\u00e3o relaciona-se com EGO h\u00e1 um equil\u00edbrio entre provedor principal, parcial ou que n\u00e3o trabalha e recebe ajuda financeira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 50 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.6 \u00c1gora complicado<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ocorr\u00eancia de evoca\u00e7\u00f5es relacionadas com poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es sociais de \u201ccomplicado\u201d, v\u00ea-se que uma minoria evoca essa ideia \u2013 EGO \u2013, o que n\u00e3o ocorre em rela\u00e7\u00e3o ao outro, a ALTER. Notamos uma diferen\u00e7a entre EGO e ALTER de cerca de 10 vezes, a maioria pendendo para a cren\u00e7a de que ALTER acha a EAD \u201ccomplicada\u201d, conforme o quadro 51, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 51 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 56<\/div>\n<div>ALTER 618<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria das pessoas que apresentaram evoca\u00e7\u00e3o de \u201ccomplicado\u201d \u00e9 formada, em sua maioria, pelos mais jovens, tanto em EGO quanto em ALTER, formando um efeito visual de escada decrescente dos mais jovens aos mais velhos, como se pode observar no quadro 52, abaixo. Quanto mais idade tem a pessoa, menor a possibilidade de ocorr\u00eancia de evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ccomplicado\u201d. \u00c9 poss\u00edvel notar em EGO somente que o pico inicial sobre queda depois dos 23 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 52- Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A palavra \u201ccomplicado\u201d no que tange ao sexo, tanto em ALTER quanto em EGO \u00e9 evocada majoritariamente por mulheres, como mostra o quadro 53, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 53- Sexo &#8211; \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia, a evoca\u00e7\u00e3o da palavra, tanto relativamente ao que EGO pensa de ALTER quanto a EGO, ele mesmo, indica falta. Essa falta de experi\u00eancia com a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia explicaria, como se pode ver no quadro 54, abaixo, o maior peso atribu\u00eddo \u00e0 ideia de \u201ccomplicado\u201d que EGO faz de si mesmo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 54- Experi\u00eancia com EAD\u2013\u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o a ALTER, notamos que uma ampla maioria de respondentes da regi\u00e3o metropolitana \u2013 composta principalmente de Campo Grande, Nova Igua\u00e7u e S\u00e3o Gon\u00e7alo \u2013 acredita ser a EAD \u201ccomplicada\u201d, como se pode constatar no quadro 55, abaixo. J\u00e1 a ideia de EGO nessa situa\u00e7\u00e3o se inverte, j\u00e1 que a maioria considera que evocou a palavra \u201ccomplicado\u201d \u00e9 do interior do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para a cidades de Resende, situada no sul fluminense, e Maca\u00e9, no norte fluminense (quadro 55, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 55 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 56 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relativamente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, h\u00e1 tamb\u00e9m uma maioria de respondentes, nesta \u00e1gora (quadro 57, abaixo), onde se constr\u00f3i em poss\u00edvel representa\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia de ajuda financeira de suas fam\u00edlias. Isso, tanto da ideia que a pessoa fez de si mesmo \u2013 EGO \u2013 quanto daquela que fez em rela\u00e7\u00e3o aos outros \u2013 ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 57 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Complicado<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.7 \u00c1gora d\u00favida<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es que levaram \u00e0 men\u00e7\u00e3o da palavra \u201cd\u00favida\u201d encontramos discrep\u00e2ncia entre EGO e ALTER, como ocorreu anteriormente em outras \u00e1goras. Nesse caso (quadro 58, abaixo), com uma diferen\u00e7a superior a 13 vezes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 58 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora \u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 45<\/div>\n<div>ALTER 610<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, no que tange ao ALTER parece sugerir representa\u00e7\u00f5es sociais de \u201cd\u00favida \u201cque se mant\u00eam de maneira constante, dos 21 e terminando aos 41 anos de idade, com pequeno decl\u00ednio na faixa dos 24 a 26 anos. Como mostrava (quadro 59, abaixo), em rela\u00e7\u00e3o a EGO h\u00e1 uns picos agudos nas faixas de 18 a 20, 30 a 32 e 36 a 38 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 59-Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo a indica\u00e7\u00e3o de \u201cd\u00favida\u201d, por conta da evoca\u00e7\u00e3o dessa palavra, parece ser mais ligada aos respondentes masculinos tanto em ALTER quanto em EGO. No entanto, os respondentes atribuem-se mais a si &#8211; EGO\u2013 a possibilidade de d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD que relativa ao ALTER, como se v\u00ea no quadro 60, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 60\u2013Sexo\u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia, mais de 70% dos respondentes que evocaram a palavra \u201cd\u00favida\u201d afirmaram n\u00e3o ter nenhuma. No caso da representa\u00e7\u00e3o que constroem a respeito dos outros, ALTER atinge um n\u00edvel significativamente menor de 46%, como se pode constatar no quadro 61, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 61 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao que EGO pensa de ALTER, como no caso anterior, constatamos que a maioria \u00e9 da regi\u00e3o metropolitana \u2013Nova Igua\u00e7u representando o auge de \u201cd\u00favida\u201d (quadro 62, abaixo). No caso do sentimento que EGO experimenta consigo relativamente ao que pode a EAD trazer, a maioria que evocou \u201cd\u00favida\u201d \u00e9 do interior do Estado do Rio de Janeiro (quadro 62, abaixo).<\/div>\n<div>Quadro 62 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 63 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para EGO, a maioria do p\u00fablico de EAD \u2013 ALTER &#8211; que evoca a palavra \u201cd\u00favida\u201d \u00e9 respons\u00e1vel pelo sustento de sua fam\u00edlia, total ou parcialmente, ou ainda um grupo menor de pessoas que receberia ajuda financeira (quadro 64, abaixo). Quando EGO retrata-se a si mesmo, a evoca\u00e7\u00e3o altera-se majoritariamente para pessoas que contribuem parcialmente com o sustento familiar ou n\u00e3o trabalham e recebem ajuda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 64 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora D\u00favida<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.8 \u00c1gora desconhecimento<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdesconhecimento\u201d foram principalmente atribu\u00eddas por EGO a ALTER, como nos casos anteriores (quadro 65, abaixo). J\u00e1 aquelas que EGO evocou para si s\u00e3o quase inexistentes, o que trouxe um desequil\u00edbrio de cerca de 160 vezes a mais relativamente \u00e0s poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es que EGO faz de ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 65 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Desconhecimento<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 4<\/div>\n<div>ALTER 594<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o entre as diferentes faixas et\u00e1rias, cabe principalmente apontar que as evoca\u00e7\u00f5es que EGO fez a respeito de ALTER, como mostra o quadro 66, abaixo, aumenta progressivamente das idades mais baixas alcan\u00e7ando um pico na faixa de 36 aos 38 anos de idade, decaindo depois. No caso das quatro \u00fanicas evoca\u00e7\u00f5es de EGO, situaram-se entre os bem mais jovens e os bem mais idosos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 66 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria- \u00c1gora Desconhecimento<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Notamos tamb\u00e9m, como se pode ver no quadro 67, abaixo, que o sexo masculino \u00e9 amplamente predominante em ALTER em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdesconhecido\u201d em 64% das pessoas. Em rela\u00e7\u00e3o a EGO h\u00e1 um equil\u00edbrio, ressaltar novamente o baix\u00edssimo n\u00famero de pessoas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 67 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Desconhecimento<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No tocante \u00e0s experi\u00eancias pr\u00e9vias com educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, em ALTER percebemos haver um equilibro entre aqueles que nunca dela se utilizaram e aqueles que fizeram algum curso pela Internet, como demonstra o quadro 68, abaixo, no que se refere \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdesconhecido\u201d. Somando-se esses grupos chegamos a 73% de pessoas com algum tipo de experi\u00eancia em EAD. Os casos relativos a EGO, por conta de sua quantidade, s\u00e3o irrelevantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 68 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Desconhecido<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre os que evocaram o termo indicando que as pessoas n\u00e3o conhecem a EAD, observa-se no quadro 69, abaixo que, no tocante a ALTER, as pessoas ligadas a essa poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social est\u00e3o distribu\u00eddas em todo o estado, com concentra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o metropolitana. Destacamos, nesse caso, Campo Grande e Nova Igua\u00e7u. Como no item anterior, a evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdesconhecido\u201d por EGO \u00e9 praticamente nula e a distribui\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica interior \/ regi\u00e3o metropolitana em termos de EGO e ALTER n\u00e3o deve ser levada em conta por conta do n\u00famero irris\u00f3rio de respondentes em EGO (quadro 69, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 69 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Desconhecido<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 70 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Desconhecido<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdesconhecido\u201d relativas \u00e0 ideia que EGO faz do outro \u2013 ALTER \u2013 relativamente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, notamos haver uma distribui\u00e7\u00e3o onde a maioria \u00e9 totalmente ou parcialmente respons\u00e1vel pelo sustento de sua fam\u00edlia. No quadro 71, abaixo podemos ainda verificar um n\u00famero significativo de pessoas que evocaram \u201cdesconhecido, para ALTER, que ou trabalham para o pr\u00f3prio sustento ou trabalham.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 71 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Desconhecido<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.9 \u00c1gora pregui\u00e7a<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Evoca\u00e7\u00f5es relativas tanto no que se refere a EGO quanto a ALTER, foram feitas com a palavra \u201cpregui\u00e7a\u201d, sugerindo uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social negativa a respeito da EAD. Como se pode ver no quadro 72, abaixo as men\u00e7\u00f5es de EGO s\u00e3o85 vezes menores que as evocadas relativamente a ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 72 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora- \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 22<\/div>\n<div>ALTER 1909<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes faixas et\u00e1rias podemos ver (quadro 74, abaixo) que h\u00e1 uma certa estabilidade na evoca\u00e7\u00e3o do termo relativamente a ALTER na juventude, dos 18 aos 29 anos de idade. A partir desta idade, quanto mais idade, menos a palavra \u201cpregui\u00e7a\u201d foi evocada. Em EGO, identificar um pico na juventude, dos 18 aos 20 anos e de 30 aos 32, as evoca\u00e7\u00f5es mantendo-se relativamente est\u00e1veis nas diversas faixas et\u00e1rias excetuando-se um pico dos 36 aos 38 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 74 \u2013 Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, curiosamente, observamos uma invers\u00e3o relativamente \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cpregui\u00e7a\u201d em EGO e ALTER (quadro 75, abaixo). Notamos uma maioria de mulheres sem ALTER, com esta situa\u00e7\u00e3o se invertendo em rela\u00e7\u00e3o a EGO.<\/div>\n<div>Quadro 75 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 no quadro 76, abaixo, percebemos que tanto em EGO quanto em ALTER a maioria das pessoas que evocaram a palavra \u201cpregui\u00e7a\u201d n\u00e3o tem experi\u00eancia com educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. 51% das evoca\u00e7\u00f5es de \u201cpregui\u00e7a\u201d a respeito de ALTER est\u00e3o relacionadas a um outro que n\u00e3o tem experi\u00eancia, subindo de maneira significativa para 75% quando EGO constata sua pr\u00f3pria experi\u00eancia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 76 &#8211; Experi\u00eancia com EAD &#8211; Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades, \u00e9 poss\u00edvel notar que as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cpregui\u00e7a\u201d de EGO partiram de localidades majoritariamente de sub\u00farbios do Rio de Janeiro, enquanto que em ALTER a maior parte das evoca\u00e7\u00f5es misturam de maneira mais ou menos homog\u00eanea localidades da capital, de outros munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana e do interior (quadro 77, abaixo). O munic\u00edpio Nova Igua\u00e7u apresenta o maior n\u00famero de evoca\u00e7\u00f5es sugerindo a representa\u00e7\u00e3o social de \u201cpregui\u00e7a\u201d envolvendo a EAD, para ALTER. Em ambos os casos (EGO e ALTER), conforme o quadro 77, abaixo, temos uma preval\u00eancia de evoca\u00e7\u00f5es relacionadas com a regi\u00e3o metropolitana comparativamente ao interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 77 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 78 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, h\u00e1 uma maioria de respondentes desta \u00e1gora tanto no ALTER quanto no EGO disseram em sua maioria ser arrimo de fam\u00edlia, conforme pode ser visto no quadro 79, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 79 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Pregui\u00e7a<\/div>\n<div>Tipo Resposta<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div>4.2.12 \u00c1goras de palavras d\u00fabias<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Das 100 primeiras palavras mais evocadas sugerindo representa\u00e7\u00f5es sociais a respeito da EAD, algumas podem levar a interpreta\u00e7\u00f5es tanto negativas quanto positivas da parte dos pesquisadores. Ou seja, referidas \u00e0s pr\u00e1ticas sociais relacionadas ao senso comum, elas possuem car\u00e1ter d\u00fabio, amb\u00edguo. Pudemos notar, estudando as ocorr\u00eancias e suas circunst\u00e2ncias, que estas evoca\u00e7\u00f5es n\u00e3o apresentam diferen\u00e7as significativas entre EGO e ALTER, diferentemente das anteriores onde o campo do que se pensa que o outro pensa (ALTER) \u00e9 mais negativo que o que se pensa a respeito de si mesmo (EGO).<\/div>\n<div>Apresentamos nas subse\u00e7\u00f5es seguintes, essas \u00e1goras que julgamos serem amb\u00edguas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.12.1 \u00c1gora dif\u00edcil<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma primeira \u00e1gora constru\u00edda a partir das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdif\u00edcil\u201d pareceu-nos sugerir uma representa\u00e7\u00e3o d\u00fabia. Essa ambiguidade se traduz nos casos seguintes. De um lado, pode estar atrelada \u00e0 dificuldade de se optar pela educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (supondo que pare\u00e7a ser mais dif\u00edcil \u2013 mais \u201cs\u00e9ria\u201d, mais \u201cexigente\u201d, que a modalidade presencial). De outro lado, o fato de a EAD ser dif\u00edcil pode sugerir algo n\u00e3o seja necessariamente negativo, pois as evoca\u00e7\u00f5es podem ir na dire\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o segundo a qual uma universidade de qualidade n\u00e3o deva ser f\u00e1cil de concluir. Ou seja, o fato de ser \u201cdif\u00edcil\u201d pode revelar-se positivo. Esta palavra \u2013 ainda que relativamente menos que as evoca\u00e7\u00f5es que constru\u00edram as \u00e1goras das se\u00e7\u00f5es anteriores \u2013apresenta menor n\u00famero de evoca\u00e7\u00f5es em EGO, cerca de 5.8 vezes menos que em ALTER, como verificamos no quadro 80, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 80 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 435<\/div>\n<div>ALTER 2553<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o de \u201cdif\u00edcil\u201d, essa poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social \u2013 sem sabermos se mais positiva ou mais negativa \u2013 tem um pico de men\u00e7\u00f5es na faixa et\u00e1ria dos 18 aos 20 anos de idade, diminuindo progressivamente conforme a idade mais avan\u00e7ada das pessoas (quadro 81, abaixo). Essa caracter\u00edstica, que reflete-se tanto em EGO como em ALTER, pode ser constatada, por conta de uma certa similaridade, em ambas as representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas das evoca\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 81 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Curiosamente, no que tange a esta evoca\u00e7\u00e3o, observamos uma similaridade entre EGO e ALTER relativamente ao sexo (quadro 82, abaixo). Em ambas as poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es de dificuldade (relativamente ao que EGO pensa de si e o que pensa a respeito de ALTER), as evoca\u00e7\u00f5es s\u00e3o majoritariamente feitas por mulheres, com cerca de 60%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 82 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es de \u201cdif\u00edcil\u201d encontramos uma varia\u00e7\u00e3o similar \u00e0 da \u00e1gora \u201cpregui\u00e7a\u201d que discutimos imediatamente antes desta com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com EAD. As poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es que EGO faz relativamente \u00e0 dificuldade com EAD s\u00e3o maiores que em ALTER. Nesse caso (quadro 83, abaixo) relativamente ao fato de n\u00e3o se ter experi\u00eancia alguma com educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 83 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdif\u00edcil\u201d \u00e9 poss\u00edvel notar tanto em EGO quanto em ALTER uma predomin\u00e2ncia dos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Estado do Rio de Janeiro (ver quadro 84, abaixo). Em EGO, entre esses munic\u00edpios aparece tamb\u00e9m Angra dos Reis (sul do estado) e Maca\u00e9 (norte do estado) fora dessa \u00e1rea. Nas evoca\u00e7\u00f5es de \u201cdif\u00edcil\u201d relativamente a ALTER, aparece a cidade de Resende (oeste do estado). Como sugere o quadro 84, abaixo h\u00e1 um certo equil\u00edbrio entre regi\u00e3o metropolitana e interior, com um peso maios para o \u00faltimo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 84 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 85 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das regi\u00f5es \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na fam\u00edlia correlacionada com as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cdif\u00edcil\u201d no que tange ao que EGO pensa de si e pensa de ALTER, observamos que em ambos a maioria n\u00e3o trabalha e recebe ajuda financeira, como se pode observar no quadro 86, abaixo. H\u00e1 similaridade entre EGO e ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 86 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Dif\u00edcil<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div>4.2.12.2 \u00c1gora dificuldade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relacionada \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o anterior (\u201cdif\u00edcil\u201d), a palavra \u201cdificuldade\u201d tem significados d\u00fabios relacionados com as mesmas quest\u00f5es colocadas no item 4.2.12.2. Nesse sentido, n\u00e3o iremos elaborar al\u00e9m daquilo que nele foi explicado relativamente \u00e0s eventuais polaridades indicando os lados positivo e negativo, j\u00e1 que s\u00e3o similares. Ainda assim, cabe ressaltar que os resultados gerais n\u00e3o s\u00e3o muito pr\u00f3ximos. No que tange a EGO, a palavra \u201cdificuldade\u201d foi evocada tr\u00eas vezes que no que diz respeito a ALTER, conforme notamos no quadro 87, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 88 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 973<\/div>\n<div>ALTER 3417<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na varia\u00e7\u00e3o das faixas et\u00e1rias, como vemos no quadro 89, abaixo, a evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdificuldade\u201d est\u00e1 relacionada, tanto em EGO quanto em ALTER, especialmente junto aos jovens. A partir da faixa de 18 a 20 anos, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o progressiva das evoca\u00e7\u00f5es conforme as pessoas ficam mais velhas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 89 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como tem ocorrido na maioria das \u00e1goras que estudamos at\u00e9 agora, relativamente \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdificuldade\u201d, como ilustrado no quadro 90 abaixo, h\u00e1 uma preval\u00eancia de mulheres. Esta preval\u00eancia \u00e9 ocorrente tanto nas manifesta\u00e7\u00f5es de EGO quanto nas representa\u00e7\u00f5es que este tem de outros, de ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 90 -Sexo\u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s experi\u00eancias em EAD de pessoas que evocaram a palavra \u201cdificuldade\u201d, como verificamos no quadro 91, abaixo, a maioria absoluta n\u00e3o possui nenhuma viv\u00eancia com modalidades de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. Essa caracter\u00edstica ocorre tanto no que tange \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es de EGO, quanto a que este faz de outros, ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 91 -Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 no que diz respeito \u00e0s cidades onde vivem as pessoas que evocaram a palavra \u201cdificuldade\u201d, pode-se notar uma clara predomin\u00e2ncia de munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana tanto em EGO quanto em ALTER. Al\u00e9m destes, como mostra o quadro 92, abaixo, destacam-se Resende, cidade da regi\u00e3o oeste do estado, e Maca\u00e9, regi\u00e3o norte.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 92 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 93 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No tocante \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na fam\u00edlia, constata-se que as pessoas que evocam a palavra \u201cdificuldade\u201d, em sua maioria (quadro 94, abaixo), n\u00e3o trabalham e s\u00e3o sustentados pela fam\u00edlia. Essa constata\u00e7\u00e3o vale tanto para EGO como para ALTER, com destaque ainda a um n\u00famero significativo de casos de pessoas que trabalham parcial ou totalmente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 94 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Dificuldade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.12.3 \u00c1gora facilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Consideramos a poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social decorrente da evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cfacilidade\u201d tamb\u00e9m como uma palavra d\u00fabia, pois pode-se entend\u00ea-la de maneira an\u00e1loga \u00e0s palavras \u201cdif\u00edcil\u201d e \u201cdificuldade\u201d. De um lado, que a EAD seja mais f\u00e1cil que o sistema presencial de educa\u00e7\u00e3o em um sentido negativo (tem valor inferior, \u00e9 porcaria, \u00e9 f\u00e1cil de passar nas provas). De outro, pode-se compreend\u00ea-la como um sistema que facilita o cotidiano das pessoas, uma ferramenta que amplia oportunidades.<\/div>\n<div>H\u00e1 um grande equil\u00edbrio e n\u00famero de men\u00e7\u00f5es na evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cfacilidade\u201d (quadro 95, abaixo) tanto no que diz respeito a como EGO reflete sobre a EAD, como o que pensa a respeito do que ALTER pensa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 95 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER &#8211; \u00c1gora\u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 8551<\/div>\n<div>ALTER 8918<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como observado em \u00e1goras anteriores, a de \u201cfacilidade\u201d mostra uma preval\u00eancia de evoca\u00e7\u00f5es entre os mais jovens relativamente aos mais velhos tanto em EGO quanto em ALTER (quadro 96, abaixo). H\u00e1 predomin\u00e2ncia de jovens entre 18 aos 26 anos, com diminui\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias conforme ficam mais velhos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 96 -Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria\u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, h\u00e1 um quase equil\u00edbrio entre as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cfacilidade\u201d, com tend\u00eancia maior \u00e0s feitas pelas mulheres (quadro 97, abaixo). Nesse caso, a preval\u00eancia \u00e9 ligeiramente menor em EGO que em ALTER, com as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cfacilidade\u201d chegando a 54% em EGO e58% em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 97 &#8211; Sexo\u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com EAD, as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cfacilidade\u201d sugerem (quadro 98, abaixo) uma maioria de men\u00e7\u00f5es tanto relativamente a EGO como a ALTER. Em ambos os casos, a maioria delas partem da falta de contato com esta modalidade de ensino. Por\u00e9m, h\u00e1 uma diferen\u00e7a mais acentuada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es de EGO.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 98 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica relativa aos munic\u00edpios de onde partiram as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cfacilidade\u201d tanto para EGO como para ALTER (quadro 99, abaixo), pode-se afirmar que a maioria delas proveio de cidades da regi\u00e3o metropolitana do Estado do Rio de Janeiro tanto em ALTER quanto em EGO. No que diz respeito \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cfacilidade\u201d (quadro 99, abaixo), h\u00e1 uma maioria similar tanto em EGO como em ALTER pendendo para uma preval\u00eancia da regi\u00e3o metropolitana sobre o interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 100 -Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal\u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 101 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cfacilidade\u201d relacionada com as declara\u00e7\u00f5es feitas no question\u00e1rio sociodemogr\u00e1fico sobre a participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Notamos tamb\u00e9m uma similaridade entre o que EGO pensa de si e o que pensa a respeito de ALTER (quadro 102). Em ambos h\u00e1 uma maioria dessas pessoas que n\u00e3o trabalha e recebe ajuda financeira dos seus familiares, seguidos pela responsabilidade total de subven\u00e7\u00e3o das necessidades das fam\u00edlias, total ou parcialmente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 102 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Facilidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 1 \u2013 \u00c1goras Negativas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ap\u00f3s observarmos a forma\u00e7\u00e3o das \u00e1goras a partir de evoca\u00e7\u00f5es de palavras que sugerem representa\u00e7\u00f5es sociais negativas, refletimos, neste momento, sobre algumas quest\u00f5es relevantes que dizem respeito a cada uma delas. No Eixo 1 da an\u00e1lise de resultados, no que tange \u00e0s categoriza\u00e7\u00f5es, constru\u00edmos, como se p\u00f4de observar, \u00e1goras relativas \u00e0s seguintes evoca\u00e7\u00f5es: \u201cmedo\u201d, \u201cpreconceito\u201d, \u201cfraco\u201d, \u201cruim\u201d, \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, \u201ccomplicado\u201d, \u201cd\u00favida\u201d, \u201cdesconhecimento\u201d, \u201cpregui\u00e7a\u201d, \u201cdif\u00edcil\u201d, \u201cdificuldade\u201d e \u201cfacilidade\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.1 Medo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na \u00e1gora \u201cmedo\u201d, \u00e9 not\u00f3rio que em rela\u00e7\u00e3o a EGO, cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro manifeste evoca\u00e7\u00f5es desse sentimento relativo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e, na percep\u00e7\u00e3o quanto ao outro &#8211; ALTER, que seja a regi\u00e3o metropolitana. Pode-se supor que este quadro, aliado com a aus\u00eancia de universidades de grande porte no interior, que os alunos busquem a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia como forma de obter um diploma de n\u00edvel superior, ainda que nutra representa\u00e7\u00f5es de medo \u00e0 EAD. Saliente-se que a das pessoas que manifestam evoca\u00e7\u00f5es de medo no que diz respeito a EGO sejam s\u00e3o mulheres. Al\u00e9m dessas quest\u00f5es, tanto para EGO quanto para o ALTER, \u00e9 poss\u00edvel notar que uma maioria de jovens elaborando poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social de medo, ainda que ocorra tamb\u00e9m junto a grupos mais velhos (mas em menor intensidade). A evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cmedo\u201d pode ainda ser compreendida tanto por uma suposta falta de experi\u00eancia em EAD, quanto por um igualmente suposto reconhecimento reduzido do diploma por parte do mercado. Estas hip\u00f3teses\u00a0 (MOORE; KEARSLEY, 2010)\u00a0 se relacionam com constata\u00e7\u00f5es feitas por in\u00fameros pesquisadores\u00a0 (BELLONI, 1999; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; MOORE, 2007; VIANA, 2011)\u00a0 de que fatos como a descentraliza\u00e7\u00e3o da figura do professor no processo de aprendizagem, al\u00e9m do receio de o docente perder o emprego ou ser substitu\u00eddo por tutores, podem promover sentimentos de medo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.2 Preconceito<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 \u00e1gora \u201cpreconceito\u201d, \u00e9 poss\u00edvel notar que h\u00e1 uma grande varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria entre os que evocam a palavra, notadamente em ALTER (a representa\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o do outro). Isso sugerindo que essa poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social esteja relacionada com o fato de muitos que buscam a EAD n\u00e3o terem a idade universit\u00e1ria convencional. Outro ponto importante de salientar \u00e9 que o preconceito, al\u00e9m da idade, est\u00e1 amplamente associado a atitudes. Possuir esta representa\u00e7\u00e3o (preconceito em EGO e, mas constata\u00e7\u00e3o que o outro- ALTER\u2013 tamb\u00e9m pode ter) justificaria atitudes como esconder a proced\u00eancia do diploma em EAD, em uma entrevista, por exemplo. O preconceito pode ainda manifestar um tipo de preocupa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em rela\u00e7\u00e3o a entidades fict\u00edcias como o mercado de trabalho\u00a0 (EXAME, 2017; KAHNEMAN, 2011) , al\u00e9m de tamb\u00e9m ir ao encontro de algumas teorias apresentadas na revis\u00e3o da literatura sobre preconceitos relativos \u00e0 EAD (BELLONI, 1999; CARLOS, 2007; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; FERREIRA, 2010; MOORE, 2007; SANTOS, 2006; VIANA, 2011) ) . Outro ponto importante de ressaltar \u00e9 quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o envolvendo o que, no nosso levantamento bibliogr\u00e1fico, chamamos de \u201cnativos digitais\u201d\u00a0 (PRENSKY, 2001) : pessoas que nasceram e cresceram na era da informa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a essa faixa et\u00e1ria, haveria mais suposi\u00e7\u00e3o de preconceitos da parte do ouro &#8211; ALTER-, e menos manifestados por EGO. No entanto, h\u00e1 preconceitos negativos relacionados com a EAD (que discutiremos tamb\u00e9m no Eixo 5, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise de palavras dos 500 primeiros inscritos no vestibular do CEDERJ).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.3 Fraco<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gora \u201cfraco\u201d, de uma forma geral, pode-se notar que, como motivo para o suposto preconceito \u00e0 EAD, que as respostas estariam relacionadas a um ju\u00edzo a respeito da modalidade a dist\u00e2ncia como sendo fraca, como vimos na evoca\u00e7\u00e3o relacionada a ALTER. A palavra \u201cfraco\u201d pode corroborar, de acordo com nossa an\u00e1lise, o preconceito (CARLOS, 2007; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; SANTOS, 2006), fazendo emergir sentimentos negativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. \u00c9 importante tamb\u00e9m frisar que o maior n\u00famero de poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es sociais de que o ensino a dist\u00e2ncia \u00e9 fraco proveio da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. Chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nesta \u00e1gora o fato de haver um n\u00famero expressivo de pessoas que j\u00e1 fizeram cursos pela Internet, inclusive utilizando material impresso. O fato de j\u00e1 terem passado por viv\u00eancias com a EAD e, ainda assim, evocarem a palavra \u201cfraco\u201d, relacionada com sentimentos negativos, refor\u00e7a a import\u00e2ncia dessa \u00e1gora pois \u00e9 diferente julgar sem conhecer e julgar depois de ter experienciado formas de EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.4 Ruim<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na composi\u00e7\u00e3o da \u00e1gora, ficamos em d\u00favida sobre associar ou n\u00e3o \u201cfraco\u201d a \u201cruim\u201d. Relativamente \u00e0 \u00e1gora \u201cruim\u201dn\u00e3o foi realizada uma lematiza\u00e7\u00e3o num primeiro momento porque ainda que o sentido de fraco possa ser considerado ruim, as caracter\u00edsticas de quem evocou cada uma dessas palavras s\u00e3o diferentes. Ao avaliar a \u00e1gora \u201cfraco\u201d, identificamos evoca\u00e7\u00f5es provindas de pessoas com mais idade do que o verificado na \u00e1gora \u201cruim\u201d. Ou seja, n\u00e3o seria poss\u00edvel lematizar sem um panorama geral a respeito das caracter\u00edsticas de quem faz as evoca\u00e7\u00f5es, pois os significados podem ser diferentes de um grupo social para outro. Quanto \u00e0 \u00e1gora \u201cruim\u201d propriamente dita, indicamos que foi evocada, majoritariamente, por um n\u00famero grande de jovens da regi\u00e3o metropolitana que n\u00e3o tinham contato coma EAD. A carga significativa relacionada \u00e0 palavra \u201cruim\u201d refor\u00e7a as teses de diversos autores\u00a0 (CORR\u00caA; SANTOS, 2009)\u00a0 que creem que a EAD ainda possua uma imagem negativa. O entendimento de preconceito \u00e9 refor\u00e7ado quando se observa que a maioria de quem evocou a palavra, tanto em ALTER quanto em EGO, nunca teve contato com a modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia. Isto sugere de fato que \u201cruim\u201d est\u00e1 ligado a um preconceito, tendo em vista a pouca experi\u00eancia com a EAD. A proje\u00e7\u00e3o desta poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social em ALTER refor\u00e7a o conceito de discrimina\u00e7\u00e3o na opini\u00e3o dos autores relacionados acima.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.5 Desconfian\u00e7a<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 \u00e1gora \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, \u00e9 importante notar que ela \u00e9 fortemente atrelada \u00e0 ideia que homens mais velhos, majoritariamente acima dos 38 anos de idade, t\u00eam do outro\u2013 ALTER. Observamos tamb\u00e9m que, quanto mais jovem, menos se tem, em rela\u00e7\u00e3o a ALTER, sensa\u00e7\u00e3o de desconfian\u00e7a a respeito da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, ficando claro aqui um efeito de gera\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com as tecnologias. Tamb\u00e9m salientamos que as condi\u00e7\u00f5es financeiras das pessoas que evocaram \u201cdesconfian\u00e7a\u201d s\u00e3o variadas. \u00c9 necess\u00e1rio, finalmente, ressaltar que a percep\u00e7\u00e3o que o sujeito tem de que o outro desconfia da EAD, somado ao dado de que ampla maioria n\u00e3o cursou educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, refor\u00e7a a ideia de preconceito documentada na literatura (CARLOS, 2007; CORR\u00caA; SANTOS, 2009; SANTOS, 2006).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.6 Complicado<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gora \u201ccomplicado\u201d, constatamos uma maioria pertencente a agrupamentos maiores de jovens que dependem da ajuda financeira da fam\u00edlia. Isto acontece em rela\u00e7\u00e3o a ALTER e \u00e9 mais recorrente na regi\u00e3o metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Relativamente a EGO, trata-se do interior do estado com destaque para o sul e norte fluminenses. H\u00e1 aqui duas interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis: a representa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o \u201ccomplicado\u201d indicaria sinon\u00edmia de \u201cdif\u00edcil\u201d; outra poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o estaria ligada ao sentido que damos a algo ruim, o que sugeria, nesse caso, preconceito. Se tomarmos a varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria verificamos similaridade desta com a \u00e1gora \u201cruim\u201d. N\u00e3o h\u00e1 registro da palavra \u201ccomplicado\u201d na literatura cient\u00edfica, at\u00e9 onde pudemos verificar. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, nesse sentido, portanto, fazer uma discuss\u00e3o confrontando nossos resultados e a bibliografia na \u00e1rea.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.7 D\u00favida<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na \u00e1gora \u201cd\u00favida\u201d, podemos observar pouca varia\u00e7\u00e3o na idade, associada a faixas et\u00e1rias como pessoas dos 27 aos 41 anos que s\u00e3o provedoras principais da fam\u00edlia, no que tange \u00e0 representa\u00e7\u00e3o que se faz do outro, ALTER. Por\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o a EGO ele mesmo, poucos s\u00e3o aqueles que totalmente sustentam suas casas, ainda que a maioria trabalhe e contribua para o sustento parcial da fam\u00edlia. Ter \u201cd\u00favida\u201d relativamente \u00e0 EAD, enquanto poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o social, pode sugerir um certo preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modalidade, o que confirma pesquisas realizadas na \u00e1rea. Notamos haver uma diferen\u00e7a significativa quanto \u00e0 experi\u00eancia em EAD na medida em que, em ALTER, mais de 40% das pessoas que evocaram a palavra n\u00e3o a vivenciaram, ainda que algumas possu\u00edssem alguma experi\u00eancia em cursos na Internet. Relativamente a EGO n\u00e3o ocorreu o mesmo, tendo em vista que mais de 70% das pessoas declararam nunca ter tido contato com educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Se t\u00eam d\u00favidas sem ter viv\u00eancia, as hip\u00f3teses mais plaus\u00edveis s\u00e3o as de resist\u00eancia e\/ou preconceito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.8 Desconhecimento<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na \u00e1gora \u201cdesconhecimento\u201d, as evoca\u00e7\u00f5es est\u00e3o relacionadas com uma expressiva maioria de pessoas respons\u00e1veis financeiramente pelas fam\u00edlias que possuem forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria completa ou ent\u00e3o abandonaram a universidade em algum ponto da vida. Essa constata\u00e7\u00e3o corrobora as pesquisas na \u00e1rea que indicam que a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia \u00e9 uma forma de economizar, al\u00e9m de ser um instrumento para uma segunda forma\u00e7\u00e3o (MOORE; KEARSLEY, 2010; SANTOS, 2006) . \u00c9 interessante notar ainda que a evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdesconhecimento\u201d no que diz respeito ao que se pensa que o outro pensa \u2013 ALTER -predomina quem j\u00e1 tenha tido algum contato com a EAD, o que sugere uma poss\u00edvel contradi\u00e7\u00e3o. De qualquer maneira, a \u00e1gora \u201cdesconhecimento\u201d parece estar mais relacionada com resist\u00eancia que com preconceito com a EAD.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.9 Pregui\u00e7a<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 \u00e1gora \u201cpregui\u00e7a\u201d, \u00e9 importante observar que esta evoca\u00e7\u00e3o, indicativa de uma poss\u00edvel representa\u00e7\u00e3o negativa, espelha um comportamento relacionado ao que Campos (2017) atribui como \u201cvontade e moralidade\u201d. Relacionada a ALTER, o ju\u00edzo que o sujeito tem da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia \u00e9 de que isso \u00e9 coisa de gente pregui\u00e7osa, que quer algo f\u00e1cil para a sua vida. No levantamento bibliogr\u00e1fico que realizamos para essa pesquisa n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar men\u00e7\u00f5es \u00e0 palavra \u201cpregui\u00e7a\u201d. No entanto, podemos relacion\u00e1-la ao fato de a modalidade de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia ser apontada por alguns autores, no que diz respeito ao senso comum, como uma forma de ensino mais f\u00e1cil do que a presencial (CORR\u00caA; SANTOS, 2009) . As evoca\u00e7\u00f5es de pregui\u00e7a, atreladas em sua maioria a ALTER, podem ser consideradas, nesta investiga\u00e7\u00e3o, como sinal de preconceito na medida em que desacreditam quem a adota.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c1goras de dupla interpreta\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.10 Dif\u00edcil<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conforme j\u00e1 esclarecido anteriormente, avaliamos a \u00e1gora dif\u00edcil como de interpreta\u00e7\u00e3o dupla pelo seguinte motivo: o respondente pode ter atribu\u00eddo a dificuldade \u00e0 universidade (no sentido de ser rigorosa e s\u00e9ria) ou ao curso de EAD (no sentido de ser complicado completar). H\u00e1 um n\u00famero expressivo tanto no alter quanto no ego de pessoas que evocaram a representa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, sendo quase seis vezes mais desta \u00e1gora ligadas ao alter. As pessoas que evocaram esta representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o jovens de 18 a 20 anos tanto no alter quanto no ego e a maioria delas pertence a um p\u00fablico feminino, que tem sua maioria constitu\u00edda por pessoas do interior do estado do Rio de Janeiro. Pode-se fazer diversas hip\u00f3teses quanto a esta \u00faltima caracter\u00edstica, mas uma delas \u00e9 a de que o Cons\u00f3rcio Cederj encontra-se h\u00e1 mais tempo dentro das cidades interioranas e isto pode ter influ\u00eancia sobre esta tem\u00e1tica.<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao cruzamento do n\u00edvel de experi\u00eancia em EAD com o julgamento dif\u00edcil que se faz dela, podemos ver um fato interessante. Enquanto no alter temos uma m\u00e9dia equivalente a outras \u00e1goras j\u00e1 mencionadas, em torno dos 45% a 50%; para o ego, a estat\u00edstica foge \u00e0 m\u00e9dia, subindo para 64%, ou seja, quem nunca realizou um curso a dist\u00e2ncia o acha mais dif\u00edcil do que quem j\u00e1 teve algum contato. Podemos compreender pela ecologia dos sentidos que a no\u00e7\u00e3o de dificuldade na EAD pode ter sido passada atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o com outras pessoas, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se \u00e9 dif\u00edcil sem a experi\u00eancia pr\u00f3pria do sujeito, isto poderia revelar um pr\u00e9-concebido para com a Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (CAMPOS, 2017).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.11 Dificuldade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>H\u00e1 diversas similaridades entre as \u00e1goras dif\u00edcil e dificuldade. Esta tamb\u00e9m pode remeter \u00e0 dificuldade pela universidade ou pelo curso de EAD. A faixa et\u00e1ria aqui \u00e9 formada por jovens de 18 a 20 anos de idade em sua maioria e formada por pessoas que n\u00e3o trabalham e s\u00e3o sustentadas pela fam\u00edlia, com maior incid\u00eancia de mulheres. Al\u00e9m disso, este agrupamento concentra mais de 50% das pessoas que nunca realizaram um curso a dist\u00e2ncia, tanto no ego quanto no alter.<\/div>\n<div>Apesar das semelhan\u00e7as com a agora dif\u00edcil, h\u00e1 uma diferen\u00e7a na quest\u00e3o geogr\u00e1fica. Enquanto na \u00e1gora dif\u00edcil tanto o ego como a alter foram formados em sua maioria por pessoas do interior, nesta \u00e1gora dificuldade, h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia de pessoas da regi\u00e3o metropolitana no ego e, do interior, no alter. Voltamos ao ponto em que na ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), ter\u00edamos an\u00e1lises diferentes entre as condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia (no caso, entre a capital e o interior) e a consci\u00eancia, vontade e moralidade (no caso, o julgamento).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.2.13.12 Facilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As mesmas considera\u00e7\u00f5es a respeito da \u00e1gora dificuldade, tamb\u00e9m levantadas na p\u00e1g. 112, sobre positividade e negatividade, fazem com que esta \u00e1gora (facilidade) igualmente apare\u00e7a neste Eixo 1 e no Eixo 2.<\/div>\n<div>Conforme j\u00e1 descrito anteriormente, consideramos a representa\u00e7\u00e3o social facilidade tamb\u00e9m como uma palavra de mais de uma interpreta\u00e7\u00e3o, pois pode se compreender que seja facilidade no acesso ao ensino superior ou para lidar com os estudos ao mesmo tempo que se d\u00e1 contadas tarefas do cotidiano, ou ent\u00e3o facilidade em passar nos exames da universidade; o que configuraria, curiosamente, at\u00e9 mesmo uma interpreta\u00e7\u00e3o tripla. Ressaltamos que estas considera\u00e7\u00f5es se afinam com umas das bases te\u00f3ricas desta pesquisa, na medida em que podemos tra\u00e7ar paralelo coma ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017) :estudar EAD como uma facilidade para o cotidiano constituiria uma condi\u00e7\u00e3o material de exist\u00eancia (uma das camadas da configura\u00e7\u00e3o dos sentidos do autor), assim como a facilidade em cursar a modalidade, levantada por respondentes do estudo, representaria a consci\u00eancia, a vontade e a moralidade (outra camada da ecologia).<\/div>\n<div>Esta \u00e1gora \u2013 facilidade \u2013 tanto no alter quanto no ego possui equil\u00edbrio nas evoca\u00e7\u00f5es, com mais de oito mil representa\u00e7\u00f5es cada. Podemos notar que a varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria entre alter e ego s\u00e3o similares com um n\u00edvel mais alto na faixa dos 18 anos e mantendo-se alta at\u00e9 os 26, constitu\u00edda principalmente por mulheres da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, que em sua maioria s\u00e3o sustentadas por seus familiares.<\/div>\n<div>A condi\u00e7\u00e3o facilidade, quando a interpretamos para o cotidiano do sujeito, pode ter liga\u00e7\u00e3o direta com os aspectos funcionais da EAD, assim como muitas outras \u00e1goras, principalmente as ligadas \u00e0 revis\u00e3o da literatura que ser\u00e1 vista em um pr\u00f3ximo cap\u00edtulo. Caso a interpreta\u00e7\u00e3o da \u00e1gora facilidade seja a do qu\u00e3o f\u00e1cil \u00e9 se formar no curso, esta tamb\u00e9m pode ser vista no levantamento bibliogr\u00e1fico, o que para muitos autores \u00e9 tida como um preconceito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Observa\u00e7\u00f5es \u2013 Eixo 1 \u2013 \u00c1goras Negativas<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se pensarmos nas ecologias de sentidos que circulam na sociedade a respeito da EAD, poder\u00edamos, a respeito do Eixo 1, dizer queas palavras negativas est\u00e3o amplamente relacionadas com sentimentos afetivos fundados em cogni\u00e7\u00f5es que, em muitos casos, se consolidam enquanto ju\u00edzos \u00e9tico-morais. Se esses ju\u00edzos \u2013 no caso os negativos \u2013 s\u00e3o conforme \u00e0 realidade, isso n\u00e3o cabe discutir nessa tese, que foca somente nas poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es sociais que, ainda que tenham causas, n\u00e3o s\u00e3o estudadas nessa pesquisa. \u00c9 poss\u00edvel que muitos desses ju\u00edzos estejam relacionados com as condi\u00e7\u00f5es materiais de vida, como vimos nas observa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas das pessoas que participaram do processo de evoca\u00e7\u00e3o de palavras (tanto nas dificuldades da vida como na percep\u00e7\u00e3o de que um diploma obtido por EAD poderia, hipoteticamente, dificultar o acesso ao mercado de trabalho) e tamb\u00e9m no fato de as tecnologias, para funcionarem bem, exigirem maior renda para aquisi\u00e7\u00e3o de melhores equipamentos e sinal de Internet. Relativamente a isso, temos tamb\u00e9m o efeito de uma gera\u00e7\u00e3o que produz nos jovens maior facilidade no trato com as tecnologias digitais.<\/div>\n<div>Autores como Santos (2006) e Viana (2011) falam da resist\u00eancia \u00e0 EAD relacionada a problemas com a tecnologia, ainda que este aspecto n\u00e3o tenha se revelado na presente tese, de forma contundente, mas possivelmente de forma indireta, j\u00e1 que as pessoas evocaram, por exemplo, palavras como \u201cmedo\u201d, que podem ou n\u00e3o ser associadasao receio quanto \u00e0 tecnologia.<\/div>\n<div>Para que se tenha uma maior clareza da informa\u00e7\u00e3o e das tend\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o a ecologia dos sentidos, utilizaremos no eixo 1 e 2 uma forma de gr\u00e1fico chamado de radar, que \u00e9 um m\u00e9todo que pode apresentar dados multivari\u00e1veis a partir de tr\u00eas ou mais fontes quantitativas e pode auxiliar observa\u00e7\u00f5es de tend\u00eancias. Considera-se nele que os n\u00fameros internos s\u00e3o as evoca\u00e7\u00f5es realizadas e cada extremo do gr\u00e1fico uma das vertentes das configura\u00e7\u00f5es da ecologia dos sentidos. E conforme pode ser observado abaixo no Figura 23, as evoca\u00e7\u00f5es de uma forma global estiveram ligadas principalmente a consci\u00eancia, vontade e moralidade e estruturas cognitivas e afetivas, n\u00e3o tendo rela\u00e7\u00e3o com o circuito material que envolve a EAD. Isto \u00e9 importante observar para que tenhamos uma no\u00e7\u00e3o do tipo de percep\u00e7\u00e3o que os sujeitos possuem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD, ou seja, o lado negativo nesta pesquisa n\u00e3o teve a ver com o lado material diretamente e sim com o simb\u00f3lico ou abstrato. (CARLOS, 2007).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 23 \u2013 Ecologia dos sentidos \u00e1goras negativas<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3 Eixo 2 \u2013 An\u00e1lise das \u00e1goras das representa\u00e7\u00f5es mais evocadas em compara\u00e7\u00e3o com a revis\u00e3o da literatura<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para fazermos um trabalho de valida\u00e7\u00e3o nacional dos estudos sobre representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD (BARRETO; MENESES; MOSCON, 2016; CONCEI\u00c7\u00c3O; SILVA; EUZEBIO, 2011; MARCHISOTTI et al., 2017; SANTOS, 2006), identificamos palavras evocadas mencionadas na literatura, relacionadas com o tema e descobertas a partir de pesquisas realizadas com base na teoria das RSs de Abric (1997). No caso que apresentamos, todas as evoca\u00e7\u00f5es prov\u00eam dos n\u00facleos centrais identificados pelos autores que investigaram as representa\u00e7\u00f5es sociais da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia no Brasil. Criamos, a partir das evoca\u00e7\u00f5es mencionadas, um sistema organizativo apresentado no quadro 103 abaixo, indicando do lado esquerdo as evoca\u00e7\u00f5es da literatura nacional que tamb\u00e9m emergiram na nossa pesquisa (lado esquerdo: n\u00famero dessas ocorr\u00eancias das representa\u00e7\u00f5es nas pesquisas). Nos resultados, apresentamos palavras evocadas tidas como representa\u00e7\u00f5es sociais, como por exemplo comodidade, que tem quatro ocorr\u00eancias em nosso estudo, facilidade que tem tr\u00eas ocorr\u00eancias, futuro que tem duas ocorr\u00eancias e assim por diante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 103 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es de supostas representa\u00e7\u00f5es sociais da EAD no Brasil em EAD retiradas da literatura<\/div>\n<div>REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS OCORR\u00caNCIAS<\/div>\n<div>COMODIDADE 4<\/div>\n<div>FACILIDADE 3<\/div>\n<div>FUTURO 2<\/div>\n<div>INTERNET 2<\/div>\n<div>RAPIDEZ 2<\/div>\n<div>TEMPO 2<\/div>\n<div>AUTONOMIA 1<\/div>\n<div>BARATO 1<\/div>\n<div>CUSTO 1<\/div>\n<div>DIFICULDADE 1<\/div>\n<div>DISCIPLINA 1<\/div>\n<div>ECONOMIA 1<\/div>\n<div>FLEXIBILIDADE 1<\/div>\n<div>FLEX\u00cdVEL 1<\/div>\n<div>HOR\u00c1RIO 1<\/div>\n<div>HOR\u00c1RIO FLEX\u00cdVEL 1<\/div>\n<div>LIBERDADE 1<\/div>\n<div>OPORTUNIDADE 1<\/div>\n<div>PRATICIDADE 1<\/div>\n<div>PREPARO 1<\/div>\n<div>PROFESSOR 1<\/div>\n<div>RECONHECIMENTO 1<\/div>\n<div>SOLIT\u00c1RIO 1<\/div>\n<div>SUPERFICIALIDADE 1<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fizemos um exerc\u00edcio no sentido de buscar compreender estas evoca\u00e7\u00f5es tidas como representa\u00e7\u00f5es sociais, que foram apresentadas na literatura de modo estanque e fixo, de maneira fluida segundo a din\u00e2mica da ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017). Para tanto, escolhemos um conjunto de palavras evocadas apresentadas no quadro 104, abaixo, relacionadas com sentimentos negativos. Como se pode inferir da classifica\u00e7\u00e3o que fizemos, h\u00e1 apenas uma palavra evocada relacionada, segundo nossa interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e0s estruturas cognitivas e afetivas do sujeito (\u201csolit\u00e1rio\u201d). Nessa solid\u00e3o, evoca\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 consci\u00eancia que temos de nossa vontade, que se revela como ju\u00edzos \u00e9tico-morais, foram inferidas, assim como aquelas que remetem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia das pessoas que escolheram as palavras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 104 \u2013 Evoca\u00e7\u00f5es relacionadas com poss\u00edveis representa\u00e7\u00f5es sociais organizadas de acordo com nossa interpreta\u00e7\u00e3o da Ecologia dos sentidos na revis\u00e3o da literatura<\/div>\n<div>REPRESENTA\u00c7\u00d5ES (IMAGENS DE MUNDO)<\/div>\n<div>ESTRUTURAS COGNITIVAS E AFETIVAS COENCIENCIA VONTADE E MORALIDADE CONDI\u00c7\u00d5ES MATERIAIS DE EXIST\u00caNCIA<\/div>\n<div>SOLIT\u00c1RIO FUTURO COMODIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 AUTONOMIA FACILIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 LIBERDADE INTERNET<\/div>\n<div>\u00a0 OPORTUNIDADE RAPIDEZ<\/div>\n<div>\u00a0 RECONHECIMENTO TEMPO<\/div>\n<div>\u00a0 SUPERFICIALIDADE BARATO<\/div>\n<div>\u00a0 PREPARO CUSTO<\/div>\n<div>\u00a0 DISCIPLINA ECONOMIA<\/div>\n<div>\u00a0 DIFICULDADE FLEXIBILIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 FLEX\u00cdVEL<\/div>\n<div>\u00a0 HOR\u00c1RIO<\/div>\n<div>\u00a0 HOR\u00c1RIO FLEX\u00cdVEL<\/div>\n<div>\u00a0 PRATICIDADE<\/div>\n<div>\u00a0 PROFESSOR<\/div>\n<div>A nossa proposi\u00e7\u00e3o de \u00e1gora, enquanto constructo te\u00f3rico, n\u00e3o trabalha com a no\u00e7\u00e3o de n\u00facleo central. Ainda assim, o uso que fazemos nesta tese para efeito de ilustra\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o de resultados relatados na literatura, com aqueles que obtivemos em nosso processo de pesquisa, teve o objetivo de usar o \u00fanico par\u00e2metro que t\u00ednhamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para discuss\u00e3o. Ainda que diferentes processos baseados no m\u00e9todo da evoca\u00e7\u00e3o, relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, levem a resultados diferentes (at\u00e9 porque realizados em outras \u00e9pocas, com outros sujeitos etc.), ainda assim d\u00e3o-nos par\u00e2metros interessantes para refletir sobre a resist\u00eancia e o preconceito a essa modalidade de ensino-aprendizagem. Ou seja, as ecologias de sentidos s\u00e3o outras dependendo no momento hist\u00f3rico-cultural em que s\u00e3o \u201cfotografadas\u201d pelo pesquisador. No caso aqui presente, ainda que n\u00e3o fosse essencial, apresentamos essa pincelada interpretativa de modo indicativo, antes de passarmos \u00e0 an\u00e1lise de EGO e ALTER relacionada com sua ocorr\u00eancia entre as 100 primeiras palavras mais evocadas que obtivemos a partir de nossa base de dados.<\/div>\n<div>F oi com o objetivo, portanto, de estabelecer crit\u00e9rios que pudessem ser compar\u00e1veis, que elaboramos o quadro 105, abaixo. Nela foram inclu\u00eddas as primeiras palavras mais citadas que coincidiram com as palavras dos n\u00facleos centrais extra\u00eddas da revis\u00e3o da literatura. Averiguamos se essas representa\u00e7\u00f5es apareciam tanto em ALTER quanto em EGO. Onde colocamos \u201csim\u201d, indicamos que o aparecimento da referida representa\u00e7\u00e3o do levantamento bibliogr\u00e1fico coincide com a evoca\u00e7\u00e3o da palavra na nossa pesquisa, em meio \u00e0s 100 primeiras palavras mais citadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 105 \u2013 Palavras evocadas na literatura versus as 100 primeiras palavras evocadas em nossa pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a EGO e ALTER<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es Sociais presentes na revis\u00e3o da literatura EGO ALTER<\/div>\n<div>Autonomia sim<\/div>\n<div>Barato sim<\/div>\n<div>Comodidade sim sim<\/div>\n<div>Custo sim sim<\/div>\n<div>Dificuldade sim sim<\/div>\n<div>Disciplina sim sim<\/div>\n<div>Economia sim sim<\/div>\n<div>Facilidade sim sim<\/div>\n<div>Flexibilidade sim sim<\/div>\n<div>Flex\u00edvel<\/div>\n<div>Futuro sim<\/div>\n<div>Hor\u00e1rio<\/div>\n<div>Hor\u00e1rio Flex\u00edvel<\/div>\n<div>Internet sim sim<\/div>\n<div>Liberdade sim<\/div>\n<div>Oportunidade sim sim<\/div>\n<div>Praticidade sim sim<\/div>\n<div>Preparo<\/div>\n<div>Professor<\/div>\n<div>Rapidez sim<\/div>\n<div>Reconhecimento<\/div>\n<div>Solit\u00e1rio<\/div>\n<div>Superficialidade<\/div>\n<div>Tempo sim sim<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Encontramos, portanto, onze evoca\u00e7\u00f5es de palavras mais citadas tanto da nossa pesquisa, coincidentes com aquelas relatadas na literatura cient\u00edfica nacional. Isso, entre aquelas apontadas por \u201csim\u201d em ALTER e \u201csim\u201d em EGO. Com a sele\u00e7\u00e3o destas onze palavras evocadas, sugestivas de representa\u00e7\u00f5es sociais relacionadas \u00e3 EAD, constru\u00edmos \u00e1goras referentes a cada uma delas. As \u00e1goras que emergiram s\u00e3o aquelas relacionadas com as palavras \u201ccomodidade\u201d, \u201ccusto\u201d, \u201cdificuldade\u201d, \u201cdisciplina\u201d, \u201ceconomia\u201d, \u201cfacilidade\u201d, \u201cflexibilidade\u201d, \u201cInternet\u201d, \u201coportunidade\u201d, \u201cpraticidade\u201d e \u201ctempo\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.2 \u00c1gora comodidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Diferentemente da maioria das \u00e1goras estudadas at\u00e9 agora, temos uma quantidade maior quantidade de evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201ccomodidade\u201d em EGO do que em ALTER, como podemos verificar no quadro 106, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 106 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 3718<\/div>\n<div>ALTER 2718<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u00e9 poss\u00edvel notar tanto em EGO quanto em ALTER uma certa estabilidade de evoca\u00e7\u00f5es entre os mais jovens, nas faixas dos 18 aos 35 anos de idade (quadro 107, abaixo). Em EGO, o pico \u00e9 dos 24 aos 26 anos de idade e dos 27 aos 38 anos e, em ALTER, dos 30 aos 32 anos. Podemos inferir que, para a juventude, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia parece ser c\u00f4moda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 107 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange ao sexo, podemos notar no quadro 108, abaixo que uma maioria de mulheres julga a EAD c\u00f4moda, tanto em EGO quanto em ALTER. Apresenta-se, portanto, mais acentuada no que o eu pensa a respeito de outro do que pensa de si mesmo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 108 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre os que evocaram a palavra \u201ccomodidade\u201d, verificamos que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia em EAD, h\u00e1 um espelhamento, com similaridade entre EGO e ALTER, como vemos no quadro 109, abaixo. A falta total de experi\u00eancia divide-se com experi\u00eancia pela internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 109 &#8211; Experi\u00eancia em EAD \u2013 \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da origem das evoca\u00e7\u00f5es em munic\u00edpios do Estado do Rio de Janeiro apresenta uma predomin\u00e2ncia proveniente da regi\u00e3o metropolitana. Observamos esse fen\u00f4meno no quadro 110, abaixo tanto em EGO quanto em ALTER, com pouco mais de 60% deste p\u00fablico com a representa\u00e7\u00e3o comodidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 110 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 111 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na fam\u00edlia, observamos que tanto em EGO quanto em ALTER as pessoas que evocaram a palavra \u201ccomodidade\u201d s\u00e3o as provedoras principais. Como verificamos no quadro 112, abaixo, h\u00e1 um espelhamento pr\u00f3ximo, com uma certa equival\u00eancia relativamente \u00e0s outras formas de situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 112 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica &#8211; \u00c1gora Comodidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.3 \u00c1gora custo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201ccusto\u201d nos pareceram particularmente significativas, tendo em vista a associa\u00e7\u00e3o frequente que se faz relativamente \u00e0 EAD de que propicia uma educa\u00e7\u00e3o mais barata. Dentre as evoca\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o foram muito grandes em termos num\u00e9ricos se comparadas \u00e0s apresentadas em outras palavras que consolidaram outras \u00e1goras, vemos no quadro 113, abaixo), que a maioria foi mencionada por EGO.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 113 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013\u00c1gora Custo<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 938<\/div>\n<div>ALTER 713<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, observamos que o custo \u00e9 mais significativo para as pessoas de meia idade, com o auge em torno de 36 a 38 anos de idade tanto para as evoca\u00e7\u00f5es relacionadas a EGO como a ALTER. Como se pode ver no quadro 114, abaixo, h\u00e1 uma ascens\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o com o custo at\u00e9 o pico na meia idade, com uma queda mais ou menos abrupta junto \u00e0s faixas et\u00e1rias mais idosas. A curva que resulta \u00e9, portanto, similar tanto em EGO quanto em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 114 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Custo<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No caso da evoca\u00e7\u00e3o de custo, encontramos uma \u00e1gora onde, diferentemente da maioria das anteriores, a maioria dos que mencionaram a palavra s\u00e3o homens, como vemos no quadro 115, abaixo. A forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora custo, do ponto de vista do sexo, \u00e9id6entica em EGO e ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 115 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Custo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda no que diz respeito \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ccusto\u201d, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com EAD notamos, como nos outros casos, similaridade de EGO com ALTER, como verificamos no quadro 116, abaixo. A maioria divide-se, tanto em EGO quanto em ALTER, entre aqueles que n\u00e3o conhecem a EAD e aqueles que j\u00e1 tem experi\u00eancia com cursos pela Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 117 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013\u00c1gora Custo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ccusto\u201d, nos munic\u00edpios do Estado do Rio de Janeiro, concentrou-se, como podemos ver no quadro 118, abaixo, nas cidades da regi\u00e3o metropolitana, como foco para os munic\u00edpios de Nova Igua\u00e7u, Campo Grande e Belford Roxo em ambos os campos, EGO e ALTER. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 na constitui\u00e7\u00e3o de EGO que, em suas primeiras cidades, evocou S\u00e3o Gon\u00e7alo. H\u00e1 ainda uma preval\u00eancia, como se pode verificar no quadro 118, abaixo, de men\u00e7\u00f5es partindo da regi\u00e3o metropolitana comparativamente ao interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 118 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Custo<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 119 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Custo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A evoca\u00e7\u00e3o de custo \u00e9 particularmente relevante no que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Nesse caso, como revela o quadro 120 abaixo, h\u00e1 uma equival\u00eancia entre EGO e ALTER.A maioria dos respondentes que evocaram \u201ccusto\u201d informaram serem os principais respons\u00e1veis pelo sustento da fam\u00edlia. As men\u00e7\u00f5es seguintes foram a de provedor parcial e de pessoa sem condi\u00e7\u00f5es financeiras, dependentes da fam\u00edlia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 120 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica &#8211; \u00c1gora Custo<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.4 \u00c1gora dificuldade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No caso desta \u00e1gora, remetemos o leitor \u00e0 an\u00e1lise que apresentamos no Eixo 1, relativamente \u00e0s palavras d\u00fabias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.5 \u00c1gora disciplina<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora disciplina \u00e9 muito mais prevalente em EGO que em ALTER, como podemos observar no quadro 121, abaixo. A propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de quase 8 vezes mais favorecendo o primeiro em rela\u00e7\u00e3o ao segundo.<\/div>\n<div>Quadro 121 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 6553<\/div>\n<div>ALTER 2406<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tanto em EGO quanto em ALTER \u00e9 poss\u00edvel notar que a juventude \u00e9 prevalente na evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cdisciplina\u201d. A faixa et\u00e1ria de 24 aos 26 anos de idade ocupa o \u00e1pice no n\u00famero de evoca\u00e7\u00f5es, como ilustra o quadro 122, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 122 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito ao sexo, a maioria significativa das evoca\u00e7\u00f5es de disciplina \u00e9 de mulheres, como mostra o quadro 113, abaixo. Tanto em EGO como em ALTER as porcentagens das men\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito pr\u00f3ximas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 123 &#8211; Sexo -\u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com EAD, ilustrada no quadro 124, abaixo, verificamos um equil\u00edbrio entre o EGO e ALTER relativamente \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cdisciplina\u201d. Tanto em um quanto em outro, em torno de40% das pessoas n\u00e3o t\u00eam experi\u00eancia alguma com processos de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia ou t\u00eam viv\u00eancia em cursos pela Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 124 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relativamente \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel notar um equil\u00edbrio entre EGO e ALTER nas evoca\u00e7\u00f5es de \u201cdisciplina\u201d, com foco nas cidades da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo a cidade de Maca\u00e9, do norte do estado, tanto em EGO quanto em ALTER (quadro 125, abaixo). No caso desta \u00e1gora temos tamb\u00e9m, como revela o quadro 125, abaixo, uma preval\u00eancia da regi\u00e3o metropolitana vis-\u00e0-vis o interior tanto em EGO quanto em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 125 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 126 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A maioria das pessoas que evocou a palavra \u201cdisciplina\u201d, curiosamente n\u00e3o trabalha, n\u00e3o tem renda e \u00e9 sustentada pela fam\u00edlia tanto nas manifesta\u00e7\u00f5es de EGO quanto em ALTER, como observamos no quadro 127, abaixo. Ainda que seja majorit\u00e1ria, essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de perto por pessoas que sustentam parcial ou totalmente suas fam\u00edlias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 127 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Disciplina<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.6 \u00c1gora economia<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ceconomia\u201d, a maioria das men\u00e7\u00f5es partiu de EGO, conforme pode ser observado quadro 129, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 129 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 5061<\/div>\n<div>ALTER 3146<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como na grande maioria das \u00e1goras estudadas at\u00e9 agora, nesta \u00e1gora a juventude \u00e9 respons\u00e1vel pela maior parte das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201ceconomia\u201d (quadro 130 abaixo). O \u00e1pice situa-se em torno da faixa et\u00e1ria de 24 a 26 anos de idade tanto em EGO quanto em ALTER, decrescendo conforme a idade mais avan\u00e7ada dos respondentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 130 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo das pessoas que evocaram a palavra \u201ceconomia, \u00e9 poss\u00edvel verificar que foi mencionada, majoritariamente, por mulheres, conforme ilustra o quadro 131, abaixo. Tanto em EGO quanto em ALTER a quantidade de evoca\u00e7\u00f5es aproxima-se percentualmente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 131 &#8211; Sexo -\u00c1gora Economia<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que diz respeito \u00e0 experi\u00eancia com processos na modalidade de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, temos um espelhamento id\u00eantico em EGO e ALTER, relativamente \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ceconomia\u201d, como vemos no quadro 132, abaixo. Em ambos os casos, a maioria quase absoluta nunca teve viv\u00eancia com processos de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, seguidos por grupos que j\u00e1 fizeram cursos pela Internet, com ou sem apoio de materiais impressos<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 132 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, o quadro 133, abaixo sugere uma preval\u00eancia de cidades da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro em EGO e ALTER. J\u00e1 na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional (quadro 133, abaixo), observamos uma m\u00e9dia de 65%, em EGO e ALTER, de evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201ceconomia\u201d provindo da regi\u00e3o metropolitana comparativamente a uma m\u00e9dia de 35% do interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 133 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 134 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>As pessoas que evocaram a palavra \u201ceconomia\u201d, no que diz respeito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na subven\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o das necessidades de suas fam\u00edlias, delas dependem em sua maioria tanto em EGO quanto em ALTER (quadro 135, abaixo), sugerindo uma forte raz\u00e3o para preocupa\u00e7\u00e3o com quest\u00f5es de ordem financeira. Seguem-se evoca\u00e7\u00f5es de pessoas que s\u00e3o provedoras totais ou parciais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 135 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Economia<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.7 \u00c1gora facilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A an\u00e1lise desta \u00e1gora pode ser vista dentro do rol das \u00e1goras apresentadas na discuss\u00e3o do Eixo1, que trata das evoca\u00e7\u00f5es de palavras entendidas de significa\u00e7\u00e3o d\u00fabia ou amb\u00edgua.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.8 \u00c1gora flexibilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A constru\u00e7\u00e3o da \u00e1gora fundada na evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cflexibilidade\u201d mostra que essa poss\u00edvel qualidade da EAD \u00e9 percebida principalmente por EGO e menos atribu\u00edda a ALTER, como podemos consultar no quadro 136 abaixo. A quantidade de evoca\u00e7\u00f5es em EGO \u00e9 mais que o dobro da de ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 136 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 6667<\/div>\n<div>ALTER 3126<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essas evoca\u00e7\u00f5es de \u201cflexibilidade\u201d foram feitas por uma maioria de jovens, tanto a partir de EGO como ALTER, conforme vemos no quadro 137, abaixo. Em ambos os casos a similaridade \u00e9 evidente, com um pico na faixa que vai dos 24 aos 26 anos de idade, declinando conforme a maior idade dos respondentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 137 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange ao sexo dos respondentes que evocaram a palavra \u201cflexibilidade\u201d, observamos, como podemos verificar no quadro 138, abaixo, que a maioria \u00e9 de mulheres tanto em EGO quanto em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 138 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>44% das pessoas que evocaram a palavra nunca tiveram contato com uma educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, tanto nas men\u00e7\u00f5es ligadas a EGO como a ALTER, conforme vemos no quadro 139, abaixo). Por\u00e9m h\u00e1 um grupo de pessoas significativo que j\u00e1 teve contato com a EAD atrav\u00e9s de cursos na Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 139 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, tanto para EGO como para ALTER, as pessoas que evocaram a palavra \u201cflexibilidade\u201d est\u00e3o vinculadas a munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, como se pode ver no quadro 140, abaixo, com a apari\u00e7\u00e3o menor das cidades de Maca\u00e9, no litoral norte, e Resende, na regi\u00e3o oeste do estado. Relativamente \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o regional, temos uma preval\u00eancia, como se verifica no quadro 140, abaixo, da regi\u00e3o metropolitana comparativamente ao interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 140 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 141 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essa maioria de jovens prevalentemente da regi\u00e3o metropolitana que evocou a palavra \u201cflexibilidade\u201d consiste em uma popula\u00e7\u00e3o majoritariamente desempregada, que depende da fam\u00edlia para seu sustento, tanto nas evoca\u00e7\u00f5es de EGO, como ALTER, como vemos no quadro 142, abaixo. Ainda assim, h\u00e1 grupos significativos de pessoas que s\u00e3o provedoras total ou parcialmente de suas fam\u00edlias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 142 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Flexibilidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.9 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A palavra \u201cInternet\u201d, curiosamente, se comparada \u00e0s outras que foram evocadas, apresenta um n\u00famero modesto de ocorr\u00eancias tanto em EGO quanto em ALTER, ainda que apare\u00e7am mais no primeiro caso (quadro 143, abaixo). Conforme pode ser observado, h\u00e1 um n\u00famero maior de pessoas que evoca, em EGO, uma suposta representa\u00e7\u00e3o social da Internet, que em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 143 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 858<\/div>\n<div>ALTER 722<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Retirados os adolescentes, as evoca\u00e7\u00f5es de \u201cInternet\u201d, aparecem com for\u00e7a junto aos mais jovens, com um \u00e1pice significativo na faixa dos 18 aos 20 anos, tanto em rela\u00e7\u00e3o a EGO quanto a ALTER, conforme podemos ver no quadro 144, abaixo. H\u00e1 uma tend\u00eancia de decr\u00e9scimo et\u00e1rio a partir dessa idade, com picos nas faixas de 21 a 23 e de 27 a 29 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 144 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que diz respeito ao sexo das pessoas que evocaram a Internet, h\u00e1 um equil\u00edbrio inverso, como pode-se ver no quadro 145, abaixo. H\u00e1 uma pequena maioria de homens nas evoca\u00e7\u00f5es que partiram de EGO. Por\u00e9m esta situa\u00e7\u00e3o se inverte em rela\u00e7\u00e3o a ALTER, onde h\u00e1 predomin\u00e2ncia de uma pequena maioria de mulheres.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 145- Sexo &#8211; \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, as evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cInternet\u201d, tanto em EGO como em ALTER, apresentam similaridade e proximidade, como vemos no quadro 146, abaixo. Nesse caso repete-se uma tend\u00eancia j\u00e1 verificada nas \u00e1goras anteriores de uma preval\u00eancia de pessoas sem qualquer viv\u00eancia com EAD, seguida de pessoas que tiveram contato com educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia pela Internet, atrav\u00e9s de cursos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 146 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, vemos uma predomin\u00e2ncia em EGO e em ALTER de cidades da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, com Maca\u00e9, no litoral norte do estado aparecendo com menos ocorr\u00eancias de evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cInternet\u201d (quadro 147, abaixo). Al\u00e9m disso, podemos observar no quadro 147, abaixo, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional, uma maior ocorr\u00eancia de evoca\u00e7\u00f5es, tanto em EGO quanto em ALTER, provindas da regi\u00e3o metropolitana comparativamente ao interior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 147 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 148 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Algo similar \u00e0 \u00e1gora anterior, a relacionada com a palavra \u201cInternet\u201d est\u00e1 relacionada com pessoas que dependem da fam\u00edlia, tanto nas evoca\u00e7\u00f5es de EGO quanto nas de ALTER (quadro 149, abaixo), seguidas de evoca\u00e7\u00f5es de pessoas que s\u00e3o total ou parcialmente respons\u00e1veis por suas fam\u00edlias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 149 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Internet<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.10 \u00c1gora oportunidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora formada pelas evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201coportunidade\u201d \u00e9, sem d\u00favida alguma, a mais citada dentre mais de dez mil respondentes de nossa pesquisa que a relacionaram a EGO, como ressaltamos no quadro 150, abaixo. Relativamente a ALTER atinge tamb\u00e9m um n\u00famero significativo de evoca\u00e7\u00f5es. Cumpre destacar ainda que em ALTER, ainda que n\u00e3o tenha sido a mais citada, est\u00e1 entre as 50 primeiras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 150 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 10539<\/div>\n<div>ALTER 6238<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, podemos afirmar que tanto em EGO quanto em ALTER h\u00e1 uma distribui\u00e7\u00e3o das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201coportunidade\u201d no que poder\u00edamos chamar de \u201cjuventude ampla\u201d, cobrindo duas d\u00e9cadas, dos 18 aos 38 anos, decrescendo em seguida. Como vemos no quadro 151, abaixo, em EGO h\u00e1 um pico dos 27 aos 29 anos de idade, enquanto que em ALTER dos 24 aos 26.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 151 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo \u00e9 poss\u00edvel notar um equil\u00edbrio entre EGO e ALTER na evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201coportunidade\u201d, com uma maioria de mulheres, como vemos no quadro 152 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 152 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No conjunto de evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201coportunidade\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, temos novamente um efeito de similaridade (quadro 153, abaixo), j\u00e1 observado anteriormente. Verifica-se uma preval\u00eancia de pessoas sem experi\u00eancia pr\u00e9via coma EAD, ainda que encontremos casos significativos de pessoas participaram de processos de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia pela Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 153 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201coportunidade\u201d no contexto da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, tanto em EGO como em ALTER repete-se a tend\u00eancia anterior, com predomin\u00e2ncia de cidades da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro (quadro 154, abaixo). H\u00e1 ainda, nesse caso, como ilustramos no quadro 154, abaixo uma preval\u00eancia de evoca\u00e7\u00f5es de pessoas da regi\u00e3o metropolitana relativamente ao interior, tanto em EGO quanto em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 154 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 155 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a evoca\u00e7\u00e3o de \u201coportunidade\u201d \u00e9 feita majoritariamente por pessoas em dificuldades econ\u00f4micas, que dependem das fam\u00edlias, ainda que com significativa participa\u00e7\u00e3o de outras que, tanto nas evoca\u00e7\u00f5es de EGO quanto ALTER, s\u00e3o respons\u00e1veis por elas, como ilustramos no quadro 156, abaixo). Com menos peso, mas ainda assim, merit\u00f3ria de men\u00e7\u00e3o, temos evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201coportunidade\u201d feitas por pessoas parcialmente respons\u00e1veis por suas fam\u00edlias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 156 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Oportunidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.11 \u00c1gora praticidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora constru\u00edda a partir das evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cpraticidade\u201d, como a anterior, apresenta um n\u00famero impressionante de pessoas que a mencionou. As que evocaram a partir do ponto de vista de EGO foram um pouco mais de duas vezes maior que em rela\u00e7\u00e3o a ALTER, como podemos notar no quadro 157, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 157 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 8384<\/div>\n<div>ALTER 3764<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode se observar no que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria da \u00e1gora praticidade o mesmo movimento de preval\u00eancia da juventude na evoca\u00e7\u00e3o de outras \u00e1goras, tanto em EGO quanto em ALTER. Ainda que se restrinja com mais for\u00e7a dos 18 aos 26 anos e decres\u00e7a depois (mais suavemente em EGO e mais abruptamente em ALTER), as evoca\u00e7\u00f5es da palavra \u201cpraticidade\u201d obedecem, como vemos no quadro 158, abaixo, a uma l\u00f3gica de decr\u00e9scimo et\u00e1rio depois dos 27 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 158 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relativamente ao sexo das pessoas que evocaram a palavra \u201cpraticidade\u201d, uma franca maioria de mulheres aparece frente aos homens, como pode ser observado quadro 159, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 159 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia em EAD, a \u00e1gora formada pela evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cpraticidade\u201d \u00e9 feita, em EGO e ALTER, por pessoas que nunca realizaram quaisquer experi\u00eancias de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, como ilustra o quadro 160, abaixo. Segue, como em \u00e1goras previamente estudadas, uma porcentagem significativa de pessoas que fizeram cursos pela Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 160 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mencionemos agora a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal, em EGO e em ALTER, de evoca\u00e7\u00f5es de praticidade emanando de cidades. Aqui repete-se a tend\u00eancia de preval\u00eancia de munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro onde pessoas evocaram a palavra \u201cpraticidade\u201d (quadro 161, abaixo). Esse padr\u00e3o aparece novamente no quadro 161, abaixo, onde apresentamos a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional, tanto em EGO quanto em ALTER, mostrando a preval\u00eancia da regi\u00e3o metropolitana se comparada \u00e0s regi\u00f5es interioranas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 161 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal- \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 162 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na fam\u00edlia, observamos em EGO e tamb\u00e9m em ALTER a evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201cpraticidade\u201d notadamente de pessoas que n\u00e3o t\u00eam meios de sustento e dependem das suas fam\u00edlias. Por\u00e9m, como vemos no quadro 163, abaixo, o n\u00famero de pessoas que contribui com a renda familiar parcial ou totalmente, n\u00e3o \u00e9 desprez\u00edvel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 163 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Praticidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.12 \u00c1gora tempo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Muito significativamente, apalavra \u201ctempo\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma das mais citadas, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a EGO, conforme pode ser observado no quadro 164, abaixo. A quantidade de pessoas que evoca a problem\u00e1tica do tempo pensando que o outro com ele se preocupa tamb\u00e9m \u00e9 muito expressiva.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 164 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas a EGO e ALTER \u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 10372<\/div>\n<div>ALTER 6772<\/div>\n<div>No que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria da \u00e1gora tempo percebemos uma distribui\u00e7\u00e3o muito mais estendida que em todas as outras \u00e1goras estudadas at\u00e9 agora, sendo uma preocupa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos, ainda que menos destes por conta do efeito populacional da popula\u00e7\u00e3o estudada. Tanto em EGO quanto em ALTER essa dilata\u00e7\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o com o tempo pode ser observada (quadro 165, abaixo). Cabe notar que ela \u00e9 mais pronunciada em EGO que em ALTER.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 165 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O efeito de preocupa\u00e7\u00e3o com o tempo \u00e9 compartilhado por homens e mulheres, mas s\u00e3o as \u00faltimas as que mais evocam a palavra, remetendo a uma representa\u00e7\u00e3o social poss\u00edvel de \u201cfalta de tempo\u201d. No quadro 166, abaixo ilustramos essas duas realidades.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 166 &#8211; Sexo &#8211; \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora produzida pela evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ctempo\u201d, como na maior parte dos casos estudados at\u00e9 agora, repete o padr\u00e3o de desconhecimento, tanto em EGO quanto em ALTER, de experi\u00eancias com EAD (quadro 167, abaixo). Como no caso anterior, uma quantidade significativa de pessoas que evocaram a palavra j\u00e1 seguiu cursos pela Internet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 167 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal relativa \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o da palavra \u201ctempo\u201d repete a tend\u00eancia de quase todas as \u00e1goras que estudamos. Tanto em EGO e em ALTER, as pessoas dos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro est\u00e3o mais preocupadas com o tempo, com destaque para Nova Igua\u00e7u (quadro 168, abaixo). A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional confirma a tend\u00eancia de EGO e ALTER em, prevalentemente, evocar bem mais preocupa\u00e7\u00e3o com o tempo na regi\u00e3o metropolitana que no interior como ilustramos no quadro 168, abaixo.<\/div>\n<div>Quadro 168 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 169 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional\u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>ALTER EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O tempo n\u00e3o parece ter produzido um quadro de participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na fam\u00edlia muito diferente das \u00e1goras anteriores. Em EGO e ALTER a palavra \u201ctempo\u201d foi evocada majoritariamente por quem n\u00e3o tem trabalho e recebe ajuda da fam\u00edlia, seguida daqueles que prov\u00eam totalmente a fam\u00edlia e, depois, parcialmente (quadro 170, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 170 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora Tempo<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.3.13 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 2<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Analisamos aqui as \u00e1goras do Eixo 2que consistem em palavras evocadas em pesquisas presentes da literatura cient\u00edfica relacionada com a EADe as representa\u00e7\u00f5es sociais que coincidiram com as que achamos na nossa pesquisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Comodidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora comodidade \u00e9 encontrada na revis\u00e3o da literatura por autores como Caregnatoe Moura (2006), que a ressaltam como uma das caracter\u00edsticas principais da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, tanto em pesquisas mais recentes como \u201cAs representa\u00e7\u00f5es sociais na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia numa perspectiva brasileira\u201d (MARCHISOTTI et al., 2017) , quanto nas mais antigas, analisadas por Santos (2006). Neste sentido, podemos compreender que a EAD, para muitas pessoas neste estudo, possuem uma qualidade de satisfa\u00e7\u00e3o, adequa\u00e7\u00e3o, utilidade ou mesmo conveni\u00eancia que as atende bem em seus cotidianos. Portanto, veem que o ensino a dist\u00e2ncia como ferramenta facilitadora do dia a dia. Segundo alguns autores como Moore e Kearsley (2010), a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia possui o prop\u00f3sito de ser c\u00f4moda, pois muitos dos que optam por esta modalidade j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais em idade universit\u00e1ria, trabalham ou possuem filhos. Portanto, a comodidade de estudar em casa ou no tempo que quiser seria ideal para este p\u00fablico. Sobre esta representa\u00e7\u00e3o, nesta pesquisa, foi poss\u00edvel avaliar que quanto mais avan\u00e7ada a idade, mais apareceu evocada no ego. Com este dado, \u00e9 poss\u00edvel supor que h\u00e1 uma despreocupa\u00e7\u00e3o do jovem com a tem\u00e1tica da comodidade proporcionada pela educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, sendo que a partir dos 24 anos, h\u00e1 um avan\u00e7o maior nesta representa\u00e7\u00e3o. No que tange ao alter a import\u00e2ncia dada a esta \u00e1gora parece manter-se em equil\u00edbrio dos 18 aos 37 anos. Pela ecologia dos sentidos de Campos (2017), pode-se interpretar a comodidade como configurada pelas condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia.<\/div>\n<div>Algo que pode justificar a palavra comodidade \u00e9 que tanto no alter como no ego nota-se que a maioria \u00e9 o provedor principal de seus lares o que em si justificaria n\u00e3o s\u00f3 uma representa\u00e7\u00e3o quanto um desejo em conciliar trabalho aos estudos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Custo e Economia<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste caso espec\u00edfico, vamos analisar em conjuntoas representa\u00e7\u00f5es custo e economia, devido ao entendimento de que semanticamente estas duas evoca\u00e7\u00f5es podem se equivaler. Mas tamb\u00e9m, faremos an\u00e1lises distintasparamostrar que as \u00e1goras (custo e economia) podem conter p\u00fablicos diferentes.Sobre a \u00e1gora custo, a maioria que evocou esta representa\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por pessoas com faixa et\u00e1ria mais elevada que a de economia. A primeira (custo) teve sua maioria composta por homens de 36 a 38 anos, enquanto a segunda (economia), por mulheres de 24 a 26, sendo as duas \u00e1goras evocadas por pessoas da regi\u00e3o metropolitana do Rio, tanto no alter quanto no ego. A import\u00e2ncia de interpretar uma ou outra \u00e1gora de forma isolada \u00e9 corroborada pelo fato de que, neste p\u00fablico espec\u00edfico, aqueles mais jovens n\u00e3o se preocupam com custos e entre os mais velhos tal preocupa\u00e7\u00e3o se faz presente. Por\u00e9m, com a an\u00e1lise destas representa\u00e7\u00f5es, podemos compreender que o uso do l\u00e9xico sobressai \u00e0 quest\u00e3o financeira efetivamente, conforme a varia\u00e7\u00e3o de faixa et\u00e1ria, podendo este fato estar associado \u00e0 experi\u00eancia de vida de cada grupo de idade. Isto porque no caso dos que mencionaram custo, a maioria \u00e9 respons\u00e1vel financeira pela sua fam\u00edlia e teriam uma associa\u00e7\u00e3o mais direta com as rela\u00e7\u00f5es de custo como boletos a pagar, custo de vida etc.; enquanto nas men\u00e7\u00f5es \u00e0 economia, a maior parte das pessoas n\u00e3o trabalha e \u00e9 sustentada, levando a nossa interpreta\u00e7\u00e3o de que as nuances financeiras intr\u00ednsecas \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o custo n\u00e3o fazem parte de seus contextos de vida como faz do outro grupo. A maioria, nas duas representa\u00e7\u00f5es, tiveram mais evoca\u00e7\u00f5es no ego do que no alter, isto mostra que este problema afeta o pr\u00f3prio sujeito, sendo algo menos relevante quando o assunto \u00e9 o outro.<\/div>\n<div>A rela\u00e7\u00e3o de custo e economia em EAD, na revis\u00e3o da literatura, pode ser interpretada como mais barata, o que \u00e9 amplamente criticado por Belloni (1999), por exemplo, que diz que a principal fun\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia n\u00e3o pode ser o baixo custo e sim a flexibiliza\u00e7\u00e3o do ensino. Esta autora inclusive tece cr\u00edticas a modelos baratos, compreendendo que socialmente n\u00e3o h\u00e1 ganhos, pois n\u00e3o seria a democratiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e sim um entendimento em que grupos de empresas educacionais arrecadam mais dinheiro. Por\u00e9m, Moore eKearsley (2010) compreendem que redu\u00e7\u00e3o de custos em educa\u00e7\u00e3o auxilia a expans\u00e3o de estruturas educacionais e auxilia a nivelar desigualdades. No que tange a ecologia dos sentidos, poderia-se associar esta representa\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia e este fator em si poderia ser uma justificativa para a busca de Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, ou seja, o sujeito busca a EAD por ser mais barata devido as suas condi\u00e7\u00f5es financeiras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dificuldade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esta \u00e1gora \u00e9 abordada no Eixo 1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Disciplina<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A disciplina \u00e9 amplamente abordada por estudiosos da EAD, pois \u00e9 uma modalidade de centraliza\u00e7\u00e3o do ensino no aluno, o que faz desta aptid\u00e3o essencial para o bom desempenho do estudante. Alguns autores inclusive defendem que a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia n\u00e3o seria poss\u00edvel para crian\u00e7as, uma vez que muitos cursos trabalham com processos que n\u00e3o s\u00e3o pedag\u00f3gicos e sim andrag\u00f3gicos (MOORE, 2007) , ou seja, s\u00e3o elaborados para adultos. Por defini\u00e7\u00e3o, a EAD prop\u00f5e que o aluno esteja no centro do processo de ensino. Esta centralidade traz em si o peso da disciplina e organiza\u00e7\u00e3o do tempo por exemplo. Somos condicionados a aprender em uma determinada estrutura cl\u00e1ssica na educa\u00e7\u00e3o, na qual o professor explana oralmente sobre um determinado tema e os alunos acatam as sugest\u00f5es e os passos do docente, por\u00e9m n\u00e3o fomos acostumados aos sistemas em que o respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o seja o aluno. Esta mudan\u00e7a de paradigma exige uma disciplina necess\u00e1ria para conduzir seu aprendizado (FORMIGA; LITTO, 2009; MOORE, 2007; MOORE; KEARSLEY, 2010) .<\/div>\n<div>\u00c9 interessante notar que, no caso da \u00e1gora disciplina, as evoca\u00e7\u00f5es foram oito vezes maior no ego do que no alter. Tanto no alter quanto no ego encontramos uma faixa predominante de 24 a 26 anos de idade de sujeitos que n\u00e3o possuem trabalho, sendo sustentados por suas fam\u00edlias. Na rela\u00e7\u00e3o com a ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), compreendemos que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o no que tange \u00e0 \u201cconsci\u00eancia, vontade e moralidade\u201d, pela tend\u00eancia de caracter\u00edstica do sujeito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Facilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esta \u00e1gora \u00e9 abordada no Eixo 1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Flexibilidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A representa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 origem a esta \u00e1gora \u00e9 abordada com relev\u00e2ncia em diversos estudos da revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, sendo considerada um dos principais motivos e atrativos para a realiza\u00e7\u00e3o do ensino superior \u00e0 dist\u00e2ncia (MOORE; KEARSLEY, 2010) . Esta representa\u00e7\u00e3o em si pode trazer diversos significados como flexibilidade de hor\u00e1rio ou de local de estudos e pode ser o grande atrativo da modalidade no Brasil, tendo em vista que a maioria das pessoas que procura este formato de ensino no pa\u00eds trabalham (ABED, 2016; ABRAEAD, 2008; FORMIGA; LITTO, 2009; MOORE, 2007) n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma surpresa ter estas representa\u00e7\u00f5es como as mais foram evocadas. Em todos os estudos buscados na revis\u00e3o da literatura no Brasil, esta representa\u00e7\u00e3o apareceu com destaque, conforme pode ser visto no quadro X (p XX). Quanto \u00e0 pesquisa realizada, nota-se tamb\u00e9m que em rela\u00e7\u00e3o a seu p\u00fablico, a maioria est\u00e1 fora de idade universit\u00e1ria sendo a faixa et\u00e1ria de maior impacto formada por mulheres entre 24 a 26 anos, da regi\u00e3o metropolitano do Rio de Janeiro.<\/div>\n<div>A flexibilidade, por\u00e9m, tem um pre\u00e7o, segundo autores como Caregnato e Moura (2006)\u00a0 que apontam que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ser flex\u00edvel na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia quando existe a disciplina. No que tange \u00e0 ecologia dos sentidos de Campos (2017), destacamos que esta representa\u00e7\u00e3o \u00e9 atrelada a condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia na qual o sujeito precisa de um tipo de educa\u00e7\u00e3o que seja c\u00f4moda e n\u00e3o traga preju\u00edzos a sua rotina diretamente no que se refere, por exemplo, \u00e0 necessidade de trabalhar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Internet<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 representa\u00e7\u00e3o social internet, esta se configura hoje um dos principais motores da EAD na atualidade, pois gra\u00e7as a ela, a modalidade a dist\u00e2ncia de ensino assume baix\u00edssimo custo e ganha capilaridade, sendo poss\u00edvel atender pessoas que possam estar ilhadas geograficamente da educa\u00e7\u00e3o (BELLONI, 1999; DA COSTA; FRANCO, 2005; FORMIGA; LITTO, 2009). O p\u00fablico que evocou a \u00e1gora internet, tanto no alter quanto no ego, foi de pessoas que em sua maioria possuem entre 18 e 20 anos, o que leva \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de juventude com este meio como instrumento de educa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero, a maioria \u00e9 de homens quando a pergunta foi direcionada ao ego, por\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o se inverte no alter, sendo constitu\u00eddas em sua maioria por mulheres. \u00c9 poss\u00edvel notar tamb\u00e9m, que este p\u00fablico em sua larga maioria \u00e9 constitu\u00edda por pessoas que n\u00e3o trabalham e recebem aux\u00edlio financeiro de seus familiares.<\/div>\n<div>Internet, dentro das mais citadas, \u00e9 a \u00fanica representa\u00e7\u00e3o que \u00e9 um elemento material, parte constituinte da EAD. Outros elementos que constituem uma educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia como plataforma e tutor n\u00e3o foram relacionados diretamente, refor\u00e7ando a ideia da for\u00e7a que tem este meio de comunica\u00e7\u00e3o sobre a EAD como j\u00e1 citado acima. Tamb\u00e9m seria poss\u00edvel interpretar que a falta de conhecimento de uma estrutura educacional a dist\u00e2ncia leva o pesquisado a confundir a EAD como o ve\u00edculo, no caso a internet.<\/div>\n<div>Sobre as perspectivas da ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), podemos compreender que esta \u00e1gora estaria atrelada a uma condi\u00e7\u00e3o material de exist\u00eancia, o que poderia tamb\u00e9m justificar seu ingresso entre as mais citadas tendo em vista a sua popularidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Oportunidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A representa\u00e7\u00e3o social oportunidade \u00e9 a mais importante no que tange ao n\u00famero de evoca\u00e7\u00e3o, sendo que 10.539 pessoas evocaram no ego, n\u00famero respons\u00e1vel pela maior express\u00e3o desta \u00e1gora. Por outro lado, 6.238 pessoas representaram a resposta no alter. A faixa et\u00e1ria majorit\u00e1ria para o ego foi de 27 a 29 anos e, para o alter, de 24 a 26. Neste aspecto, podemos supor que a maioria destas pessoas estaria fora da idade considerada universit\u00e1ria, o que leva a deduzir uma atribui\u00e7\u00e3o de sentido positivo da representa\u00e7\u00e3o oportunidade para estas pessoas, que devem se considerar, portanto, contempladas com a chance de poder cursar uma gradua\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Neste ponto, podemos correlacionar com a revis\u00e3o da literatura quanto \u00e0 EAD ser apontada como um ensino de \u201csegunda chance\u201d (SCHLICKMANN et al., 2009). Isto, no entanto, n\u00e3o precisa ser necessariamente algo ruim, apenas revela um fato em que n\u00e3o haveria primazia da escolha da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia como modalidade educacional a se cursar, ou seja, n\u00e3o por suas qualidades did\u00e1ticas, mas, sim, funcionais. A quest\u00e3o da EAD ser uma oportunidade refor\u00e7a quando analisamos que a maioria destes respondentes diz n\u00e3o trabalhar e ser sustentado pela fam\u00edlia, ou seja, ele pode enxergar na EAD uma forma de oportunidade na sua vida, tendo em vista a falta de emprego e sua forma\u00e7\u00e3o. Adicionado a isto, a idade mais avan\u00e7ada. Outra caracter\u00edstica \u00e9 a quest\u00e3o do sexo que \u00e9 composta em sua maioria por mulheres da regi\u00e3o metropolitana.<\/div>\n<div>A representa\u00e7\u00e3o social oportunidade ligada ao socioecon\u00f4mico tr\u00e1s para n\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o trazida na revis\u00e3o da literatura por autores com opini\u00f5es diferentes. Para Formiga e Litto (2009), em uma vis\u00e3o positiva, a EAD atrai um p\u00fablico que n\u00e3o teve oportunidade de estudar em idade universit\u00e1ria e precisa se qualificar. Como contraponto, temos autores como Schlickmann e colaboradores (2009), que consideram que, mesmo que a modalidade seja qualificada como inferior por este p\u00fablico, ele aceita se submeter a tal m\u00e9todo de estudo vislumbrando alcan\u00e7ar o diploma.<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ecologia dos sentidos de Campos (2017), classificamos esta representa\u00e7\u00e3o como sendo atrelada \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade, o que se entende que os aspectos do foro \u00edntimo do sujeito (vontade de sair do desemprego e com idade avan\u00e7ada por exemplo) s\u00e3o confortados pela solu\u00e7\u00e3o representada pela EAD como forma de ascens\u00e3o na vida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Praticidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na \u00e1gora praticidade, nota-se que h\u00e1 um n\u00famero bem superior no que tange ao ego, um pouco mais do dobro do alter. Quando analisada a representa\u00e7\u00e3o de alter e ego, veremos em rela\u00e7\u00e3o a esta \u00e1gora, que \u00e9 poss\u00edvel notar uma ampla faixa et\u00e1ria equilibrada que come\u00e7a nos 18 e vai at\u00e9 os 26 anos como p\u00fablico principal.<\/div>\n<div>Na revis\u00e3o da literatura, encontramos o entendimento de praticidade em diversos pontos, associado a caracter\u00edsticas da EAD como agilidade e f\u00e1cil utiliza\u00e7\u00e3o, na composi\u00e7\u00e3o de um formato educacional que se enquadre melhor a uma rotina na qual tais aspectos s\u00e3o relevantes. Esta representa\u00e7\u00e3o pode ter liga\u00e7\u00f5es com outras j\u00e1 exploradas neste estudo como tempo, flexibilidade e facilidade.<\/div>\n<div>Na rela\u00e7\u00e3o com a ecologia dos sentidos de Campos (2017), enquadrou-se esta \u00e1gora como condi\u00e7\u00f5es materiais de vida, ligadas \u00e0 facilidade de estudar sem sair de casa por exemplo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tempo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gora tempo \u00e9 uma das mais importantes junto com a \u00e1gora oportunidade, por\u00e9m diferente desta \u00faltima, a representa\u00e7\u00e3o tempo possivelmente tem a ver com caracter\u00edsticas da EAD e n\u00e3o com o entendimento \u00edntimo (liga\u00e7\u00e3o com consci\u00eancia, vontade e moralidade). A no\u00e7\u00e3o do tempo pode ser considerada desde a possibilidade de desenvolver atividades ass\u00edncronas, que proporcionam flexibilidade, at\u00e9 a no\u00e7\u00e3o de economia do tempo como trazida por alguns autores como Moore (2007).<\/div>\n<div>A forma\u00e7\u00e3o desta \u00e1gora possui um ponto destacado para o ego com mais de 10.113 evoca\u00e7\u00f5es, enquanto, para o alter, s\u00e3o 6.570. A faixa et\u00e1ria, tanto no caso do ego quanto do alter, guarda certa similitude, sendo dos 18 a 26 anos de idade na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. A maioria n\u00e3o possui trabalho e \u00e9 sustentada pela fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, nota-se tamb\u00e9m que mais da metade deste grupo n\u00e3o possui experi\u00eancia com a EAD. Logo, podemos deduzir que o jovem at\u00e9 26 anos possui maior preocupa\u00e7\u00e3o ou entendimento com a no\u00e7\u00e3o do tempo.<\/div>\n<div>Em se tratando de ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), podemos compreender novamente a liga\u00e7\u00e3o material em torno da EAD, relacionada ao cotidiano do sujeito, possivelmente no sentido de facilitar seu dia a dia em termos de otimiza\u00e7\u00e3o do tempo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Observa\u00e7\u00f5es \u2013 Eixo 2 \u2013 \u00c1goras Revis\u00e3o da Literatura<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se considerarmos a ecologia dos sentidos na forma\u00e7\u00e3o da imagem de mundo, podemos ver uma an\u00e1lise na figura 24 abaixo, em que \u00e9 poss\u00edvel compreender que estas \u00e1goras s\u00e3o formadas principalmente por quest\u00f5es cotidianas do sujeito e sua sociabilidade, ligadas \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade e condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia, camadas da configura\u00e7\u00e3o dos sentidos da teoria-base da pesquisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 24 \u2013 Enquadramento te\u00f3rico: \u00e1goras da revis\u00e3o da literatura na ecologia dos sentidos<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Destacamos que, curiosamente, a terceira camada da teoria -estruturas cognitivas e afetivas do sujeito -n\u00e3o foi associada a nenhuma representa\u00e7\u00e3o deste Eixo 2:\u00c1goras Revis\u00e3o da Literatura, pois apesar da rela\u00e7\u00e3o, em destaque, deste eixo com aspectos da vida rotineira, n\u00e3o foram verificados pontos de emo\u00e7\u00e3o e cogni\u00e7\u00e3o que convergissem na dire\u00e7\u00e3o de tal camada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4 Eixo 3 \u2013 An\u00e1lise dos planos de afinidade de \u00e1goras<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como pode-se inferir do que j\u00e1 apresentamos at\u00e9 aqui nesta tese, a forma\u00e7\u00e3o de uma \u00e1gora emerge de duas contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, por um lado levando-se em considera\u00e7\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es sistem\u00e1ticos de evoca\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es sociais, de acordo com a proposta metodol\u00f3gica estrutural Abric (1994), e por outro, nos inspiramos em contribui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e teoria de redes e grupos (MARTELETO, 2001; RECUEIRO, 2002) , conforme j\u00e1 esclarecido na etapa metodol\u00f3gica. Com isso, foi poss\u00edvel localizar a representa\u00e7\u00e3o social e os grupos que a constituem formando um hub sobre uma determinada representa\u00e7\u00e3o como foi vista aplicada nos eixos 1 e 2 desta tese. Por\u00e9m, em um entendimento mais amplo dos agrupamentos de pessoas pelas representa\u00e7\u00f5es sociais poder\u00edamos ter a possibilidade de criar um hub com mais de uma representa\u00e7\u00e3o, provocando um aninhamento possivelmente com uma carga maior de afinidade ideol\u00f3gica. Na pr\u00e1tica, \u00e9 poss\u00edvel reunir pessoas n\u00e3o apenas por uma evoca\u00e7\u00e3o coincidente e sim duas, tr\u00eas, quatro e at\u00e9 cinco representa\u00e7\u00f5es sociais, no caso desta pesquisa.<\/div>\n<div>Logo, criamos \u00e1goras de pessoas dispersas que teriam maior afinidade ideol\u00f3gica em rela\u00e7\u00e3o a um tema, no caso desta pesquisa, devido ao n\u00famero maior de evoca\u00e7\u00f5es diferentes agrupadas em uma mesma \u00e1gora. Na pr\u00e1tica, deduzimos que quanto maior o n\u00famero de coincid\u00eancias de representa\u00e7\u00f5es, maior seria a afinidade ideol\u00f3gica entre os sujeitos; a estas afinidades chamamos de planos. O eixo 1 e 2 foi conduzido por \u00e1goras de plano 1, pois foi formada apenas por uma palavra coincidente. Mas poderia haver \u00e1goras de plano 2, 3, 4 e 5, sendo esta \u00faltima a que maior teria afinidades ideol\u00f3gicas entre indiv\u00edduos. Entende-se tamb\u00e9m que estatisticamente \u00e9 mais prov\u00e1vel a exist\u00eancia de uma \u00e1gora de plano 1 do que a de outros planos devido ao n\u00famero de coincid\u00eancias que ter\u00edamos que ter entre elas, conforme foi vista na metodologia. Ou seja, os planos de afinidade das \u00e1goras \u00e9 um conceito aprofundado da metodologia que criamos, em que \u00e9 poss\u00edvel agrupar pessoas por afinidades tem\u00e1ticas em torno das representa\u00e7\u00f5es comuns, isto \u00e9, pessoas que pensam de maneira pr\u00f3xima sobre um determinado assunto.<\/div>\n<div>Foi poss\u00edvel obter, nesta tese, at\u00e9 cinco planos de afinidades, tendo em vista que foi solicitado aos respondentes que expressassem as cinco primeiras representa\u00e7\u00f5es que lhes v\u00eam \u00e0 mente sobre EAD. Existiram afinidades em diferentes n\u00edveis, de uma at\u00e9 cinco evoca\u00e7\u00f5es coincidentes. Nesta parte do trabalho, contudo, demonstraremos o n\u00edvel m\u00e1ximo: de cinco representa\u00e7\u00f5es sociais coincidentes, no qual exibiremos somente em rela\u00e7\u00e3o ao ego, pois o aparecimento de coincid\u00eancias no alter foi pouco significativo. A forma\u00e7\u00e3o de \u00e1gora mais prov\u00e1vel (plano 1), isto \u00e9, de apenas uma evoca\u00e7\u00e3o comum foi demonstrada e discutida nos subcap\u00edtulos anteriores, sobre os Eixos 1 e 2.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.2 Plano de afinidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No processo de isolar as maiores incid\u00eancias do plano m\u00e1ximo de afinidade (5 palavras ou representa\u00e7\u00f5es), listamos abaixo as duas maiores \u00e1goras de plano 5 encontradas no ego. Elas possuem, respectivamente, 19 e 29 pessoas que responderam de modo absolutamente igual nas 5 representa\u00e7\u00f5es evocadas, conforme pode ser observado abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 171- Plano de afinidade de EGO de n\u00edvel 5, maiores ocorr\u00eancias<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es Sociais Sujeitos<\/div>\n<div>DISCIPLINA, ORGANIZACAO, MOTIVACAO, PROATIVIDADE, AUTONOMIA 19<\/div>\n<div>DISCIPLINA, ORGANIZACAO, MOTIVACAO, PROATIVIDADE, CURIOSIDADE 27<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para que n\u00e3o ocorra problemas em confundir as \u00e1goras que ser\u00e3o estudadas, vamos chamar a formada por 19 pessoas de \u201cA1 Plano 5\u201d e a outra com 27 pessoas de \u201cA2 Plano 5\u201d.<\/div>\n<div>A motiva\u00e7\u00e3o principal desta parte da tese n\u00e3o \u00e9 capturar o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edveis, compreendendo, por\u00e9m, que os n\u00fameros de sujeitos apresentados aqui possam parecer p\u00edfios em rela\u00e7\u00e3o a outros mais suntuosos listados nesta pesquisa. O que importa aqui \u00e9 demonstrar as possibilidades mais amplas de uma pesquisa com \u00e1goras. Outro ponto importante \u00e9 compreender que n\u00e3o foi realizada uma lematiza\u00e7\u00e3o, sendo as coincid\u00eancias, portanto, literais, ou seja, estes sujeitos precisaram escrever exatamente a mesma palavra para que fossem criadas estas \u00e1goras por plano de afinidade n\u00edvel cinco.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.3 \u00c1gora de A1 Plano 5 (DISCIPLINA, ORGANIZA\u00c7\u00c3O, MOTIVA\u00c7\u00c3O, PROATIVIDADE, AUTONOMIA)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta \u00e1gora ser\u00e1 feita a verifica\u00e7\u00e3o apenas do EGO pois no alter foram encontradas apenas duas pessoas com estas mesmas representa\u00e7\u00f5es no alter, conforme pode ser visto no quadro abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 172 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas ao EGO de A1 Plano 5<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 19<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No quadro 173 (abaixo), no que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria desta \u00e1gora, percebemos que o maior n\u00famero de pessoas encontra-se na faixa dos 27 a 29 anos de idade, mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver alguns picos menores na faixa dos 24 a 26 e na dos 33 aos 35 anos de idade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 173 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013\u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 poss\u00edvel perceber que h\u00e1 um n\u00famero majorit\u00e1rio de homens na forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora A1 Plano 5, sendo ent\u00e3o esta constitu\u00edda em cerca de 3\/4 da popula\u00e7\u00e3o desta \u00e1gora. A minoria (26%) \u00e9 constitu\u00edda de mulheres. No quadro 174, abaixo), ilustramos essas afirma\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 174 &#8211; Sexo \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Podemos notar abaixo que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia com a EAD, a maioria n\u00e3o possui qualquer experi\u00eancia com esta modalidade de ensino, sendo esta a ampla maioria com 63% deste p\u00fablico, conforme pode ser apreciado no quadro 175 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 175 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, \u00e9 poss\u00edvel notar uma maior incid\u00eancia de pessoas do interior do estado do Rio de Janeiro, com destaque para a cidade de Maca\u00e9 na regi\u00e3o norte fluminense. Veja no quadro 176, abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 176 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, em sua ampla maioria, esta \u00e1gora foi constitu\u00edda por pessoas que s\u00e3o sustentadas por suas fam\u00edlias, em um total de quase 70% do grupo. Os dados podem ser observados abaixo no quadro 177.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 177 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 178 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora \u201cA1 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.4 \u00c1gora de A2 Plano 5 (DISCIPLINA, ORGANIZA\u00c7\u00c3O, MOTIVAC\u00c3O, PROATIVIDADE, CURIOSIDADE)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A forma\u00e7\u00e3o desta \u00e1gora foi composta por 27 pessoas e foi a maior em termos absolutos que se conseguiu chegar para a \u00e1gora de plano 5. O resultado apresentado \u00e9 apenas referente ao ego.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 179 &#8211; Evoca\u00e7\u00f5es relativas ao EGO<\/div>\n<div>\u00c1gora Pessoas<\/div>\n<div>EGO 27<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange \u00e0 varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria desta \u00e1gora \u00e9 poss\u00edvel ver que h\u00e1 duas faixas predominantes empatadas numericamente uma de 21 a 23 anos de idade e outra de 27 a 29 anos de idade, a terceira faixa mais acentuada est\u00e1 na faixa dos 48 a 50 anos (quadro 180, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 180 &#8211; Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>Tipo Varia\u00e7\u00e3o et\u00e1ria<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 poss\u00edvel perceber que h\u00e1 um n\u00famero majorit\u00e1rio de homens na forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gora A2 Plano 5, sendo constituinte da larga maioria formada, restando ao p\u00fablico feminino apenas 33%. No quadro 181, abaixo ilustramos essas afirma\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 181 &#8211; Sexo \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Podemos notar abaixo que em rela\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia com a EAD que a maioria n\u00e3o possui experi\u00eancia com educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, sendo esta formada por 50% dos respondentes, conforme pode ser visto abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 182 &#8211; Experi\u00eancia com EAD \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e9 poss\u00edvel notar uma maior incid\u00eancia de pessoas do interior do estado do Rio de Janeiro, por\u00e9m a cidade que ocorreu maior n\u00famero destas evoca\u00e7\u00f5es foi Nova Igua\u00e7u, que comp\u00f5e a regi\u00e3o metropolitano do Rio de Janeiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 183 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica municipal \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>Tipo Cidade<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 184 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica regional \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nota-se, quanto a participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que apesar da maioria ter declarado ser sustentada pela fam\u00edlia, h\u00e1 um grupo de respondentes que quase empata com o primeiro grupo, que s\u00e3o aqueles que s\u00e3o arrimo de fam\u00edlia, ou seja, pessoas que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo sustento de seus lares. (quadro 185, abaixo).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 185 &#8211; Participa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u2013 \u00c1gora \u201cA2 Plano 5\u201d<\/div>\n<div>ALTER<\/div>\n<div>EGO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.5 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 3<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A an\u00e1lise das duas \u00e1goras de plano 5 que exibimos ser\u00e3o realizadas de forma conjunta neste item, com a finalidade de compar\u00e1-las e verificar seus pontos em comum. Em um primeiro momento, pode-se destacar as similaridades da forma\u00e7\u00e3o de uma e de outra e uma no\u00e7\u00e3o de que as duas estariam inclusas em uma \u00e1gora de plano 4, tamb\u00e9m devido a sua afinidade. O ponto importante a ser observado \u00e9 que na \u00e1gora \u201cA1 Plano 5\u201d vemos que as representa\u00e7\u00f5es disciplina, organiza\u00e7\u00e3o e autonomia est\u00e3o entre as 50 mais citadas, sendo que na \u201cA2 Plano 5\u201d houve a forma\u00e7\u00e3o da maioria por palavras fora do grupo das 50 mais citadas, a saber s\u00e3o as representa\u00e7\u00f5es motiva\u00e7\u00e3o, proatividade e autonomia. As duas forma\u00e7\u00f5es em sua maioria s\u00e3o constitu\u00eddas por homens do interior do estado do Rio de Janeiro que n\u00e3o trabalham e possuem a faixa et\u00e1ria semelhante, de 27 a 29 anos de idade.<\/div>\n<div>Em uma vis\u00e3o individual, a forma\u00e7\u00e3o \u201cA1 Plano 5\u201d tem sua maioria formada por homens da cidade de Maca\u00e9 e interior do estado do Rio de Janeiro, constitu\u00edda por pessoas com quase trinta anos (27 a 29), que s\u00e3o sustentados por suas fam\u00edlias. \u00c9 interessante, neste caso, observar a rela\u00e7\u00e3o da geolocaliza\u00e7\u00e3o (Maca\u00e9) com as representa\u00e7\u00f5es evocadas neste grupo espec\u00edfico. Podemos deduzir, ent\u00e3o, que disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, proatividade e autonomia \u2013 que comp\u00f5em a \u00e1gora A1 Plano 5 \u2013 fazem parte do l\u00e9xico desta regi\u00e3o.<\/div>\n<div>No caso da \u00e1gora \u201cA2 Plano 5\u201d, podemos ver maior diversidade et\u00e1ria, com a predomin\u00e2ncia da faixa de27 a 29 anos e a cidade de Nova Igua\u00e7u como o local que concentrou mais pessoas. Este grupo tamb\u00e9m \u00e9 composto daqueles que n\u00e3o trabalham em sua maioria.<\/div>\n<div>Em se tratando da ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), classificar\u00edamos todas as representa\u00e7\u00f5es como ligadas \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade, n\u00e3o havendo correla\u00e7\u00e3o no que diz respeito a condi\u00e7\u00f5es materiais e estruturas cognitivas e afetivas. Um ponto importante que podemos tamb\u00e9m trabalhar desta teoria \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com a intera\u00e7\u00e3o proposta por Campos (2017) nas rela\u00e7\u00f5es entre os sujeitos, uma vez que representa\u00e7\u00f5es comuns podem ser seladas nas trocas em meio ambiente natural e social, pr\u00f3prios da cidade de Maca\u00e9, se dando, por exemplo, nas intera\u00e7\u00f5es nos bairros, nas redes sociais etc, que agrupam estas pessoas.<\/div>\n<div>Vale destacar que n\u00e3o buscamos nesta tese compreender as causas que levaram estes indiv\u00edduos a terem estas afinidades representacionais, mas podemos observar que elas podem ser formadas pelas intera\u00e7\u00f5es entre os sujeitos e o compartilhamento de suas experi\u00eancias de vida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.5 Eixo 4 -An\u00e1lises relacionais de \u00e1goras<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.5.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste eixo da pesquisa, n\u00e3o faremos an\u00e1lise de perfis socioecon\u00f4micos de forma em geral, como j\u00e1 realizado neste estudo, e sim da reprodu\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o das \u00e1goras, separando o alter e o ego. O trabalho aqui se constitui em conjugar \u00e1goras e suas representa\u00e7\u00f5es. A condu\u00e7\u00e3o desta etapa tem tr\u00eas tipos de \u00e1goras escolhidas para esta an\u00e1lise: uma ser\u00e1 da \u00e1gora internet (eixo 2), pois ela destoa das outras representa\u00e7\u00f5es porque a \u00fanica referente a uma parte constituinte da EAD em si. As outras foram escolhidas em fun\u00e7\u00e3o do Eixo 1 e 2, sendo duas negativas (preconceito e fraco), uma d\u00fabia (dificuldade) e a mais evocada (oportunidade).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.5.2 An\u00e1lise relacional Ego e Alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um ponto importante de se ressaltar \u00e9 quanto a rela\u00e7\u00e3o percentual que ser\u00e1 exibida abaixo nos gr\u00e1ficos entre as \u00e1goras e as representa\u00e7\u00f5es no ego e no alter. Cada representa\u00e7\u00e3o ter\u00e1 o seu total em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas componentes da \u00e1gora. Na medida em que cada pessoa pode evocar at\u00e9 cinco representa\u00e7\u00f5es, destacamos que podem ocorrer casos em que suas totalidades ultrapassam 100%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>An\u00e1lise relacional da \u00e1gora internet no alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao analisarmos a figura abaixo \u00e9 poss\u00edvel concluir que as pessoas que formaram a \u00e1gora internet no alter tiveram como representa\u00e7\u00f5es mais citadas no ego: foco, economia, forma\u00e7\u00e3o, internet e capacita\u00e7\u00e3o, com 32 % delas tendo respondido foco.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 25 \u2013 \u00c1gora internet no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais do ego<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>An\u00e1lise relacional da \u00e1gora preconceito no alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta \u00e1gora relacional, nota-se liga\u00e7\u00e3o significativa com a representa\u00e7\u00e3o oportunidade, com 30% do total e uma equival\u00eancia de 20% (valores aproximados) em quatro representa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: tempo, flexibilidade, praticidade e disciplina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 26 \u2013 \u00c1gora preconceito no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais no ego<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>An\u00e1lise relacional da \u00e1gora fraco no alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como pode ser apreciada na figura 27, os sujeitos que comp\u00f5em a \u00e1gora fraco no alter possuem representa\u00e7\u00f5es sociais como tempo, sendo estes 28%, e em segundo lugar, \u201coportunidade\u201d com 19%. Em seguida, empatado, com cerca de 10%, ter\u00edamos facilidade, disciplina e dedica\u00e7\u00e3o, conforme pode ser visto na Figura 27 abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 27 \u2013 \u00c1gora fraco no alter e as representa\u00e7\u00f5es sociais no ego<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>An\u00e1lise relacional da \u00e1gora dificuldade no ego<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode-se verificar abaixo, na figura 28, que na \u00e1gora relacional dificuldade temos 32% das pessoas com a representa\u00e7\u00e3o dificuldade ligadas ao alter, ou seja, creem que os outros enxergam dificuldade na EAD. Interessante observar que aqueles que configuraram a \u00e1gora dificuldade pelo ego, mencionaram a representa\u00e7\u00e3o facilidade no alter, isto \u00e9, reuniram \u2013 no alter \u2013dificuldade (32%) e facilidade (20%) na mesma resposta. Tal curiosidade \u00e9 refletida nas conclus\u00f5es deste Eixo, no item 4.4.3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 28 \u2013 \u00c1gora dificuldade no ego e as representa\u00e7\u00f5es sociais no alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>An\u00e1lise relacional da \u00e1gora oportunidade no ego<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na an\u00e1lise relacional da \u00e1gora oportunidade no ego, podemos verificar que h\u00e1 um grande n\u00famero de pessoas que evocaram oportunidade no alter, ou seja, creem que o outro possui esta mesma representa\u00e7\u00e3o (cerca de 44%). Destaque tamb\u00e9m para facilidade e outras com valores menores como tempo, dificuldade e praticidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Figura 29 \u2013 \u00c1gora oportunidade no ego e as representa\u00e7\u00f5es sociais no alter<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.4.3 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 4<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste eixo, conforme vimos, mostramos como as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o reproduzidas em fun\u00e7\u00e3o das \u00e1goras, separando o alter e o ego. Vamos a algumas reflex\u00f5es. Na pesquisa como um todo (tanto no ego quanto no alter), a rela\u00e7\u00e3o entre a educa\u00e7\u00e3o e a EAD foi pouco estabelecida (8 de 50 representa\u00e7\u00f5es mais citadas- no ego (16%), e 5 de 50 no alter (10%). J\u00e1 na an\u00e1lise relacional da \u00e1gora internet no alter, vimos que as duas representa\u00e7\u00f5es mencionadas no ego possuem liga\u00e7\u00e3o direta com educa\u00e7\u00e3o: forma\u00e7\u00e3o (16%) e capacita\u00e7\u00e3o (10%). Este resultado nos sugere que as pessoas associam com mais frequ\u00eancia educa\u00e7\u00e3o e EAD somente quando ligadas pela \u00e1gora internet no alter, dentre as \u00e1goras analisadas. Dado este que nos surpreende, uma vez que a EAD \u00e9 uma modalidade educacional e, por uma quest\u00e3o l\u00f3gica, imagin\u00e1vamos que evoca\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o poderiam ser mais mencionadas.<\/div>\n<div>Quanto \u00e0 an\u00e1lise relacional da \u00e1gora preconceito no alter \u00e9 interessante notar que a larga maioria que cr\u00ea que o outro possui preconceito com a EAD enxerga nela, para si (ego), uma oportunidade, sendo 30% dos respondentes. Nas outras representa\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em praticamente percentuais iguais, v\u00ea-se liga\u00e7\u00e3o direta com o cotidiano como tempo, flexibilidade e praticidade, al\u00e9m de outra caracter\u00edstica considerada necess\u00e1ria para se concluir a EAD, que \u00e9 a disciplina (MOORE, 2007).<\/div>\n<div>Para a an\u00e1lise relacional da \u00e1gora fraco no alter, temos, no que tange ao ego, a rela\u00e7\u00e3o coma representa\u00e7\u00e3o social tempo como a principal, cerca de 28%.A rela\u00e7\u00e3o que podemos fazer \u00e9 a seguinte: quem considerou que o outro acha a EAD fraca (deduzindo como ensino fraco), mencionou tempo (deduzindo como a falta dele), em destaque, no ego, porque associa que a sua pr\u00f3pria presen\u00e7a nesta modalidade, devido a ter pouco tempo para estudar, faz com que a opini\u00e3o alheia se constitui na dire\u00e7\u00e3o de um dem\u00e9rito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div>Conforme mencionamos no item 4.4.2, encontramos um dado inusitado. Na an\u00e1lise relacional da \u00e1gora dificuldade no ego, encontramos a representa\u00e7\u00e3o facilidade no alter; o que parece um contrassenso, pois o mesmo indiv\u00edduo que associa, para si, a EAD \u00e0 dificuldade, acredita que as outras pessoas a relacionam com facilidade, evoca\u00e7\u00e3o esta que figura na segunda posi\u00e7\u00e3o com 20%. Podemos interpretar que tanto dificuldade, quanto facilidade tenham duas vis\u00f5es (uma positiva e outra negativa). No primeiro caso, remeteria a ser dif\u00edcil passar e, portanto, o ensino \u00e9 bom (vis\u00e3o positiva), ou que a EAD \u00e9 complicada, um processo dif\u00edcil de se levar adiante (negativa). O segundo caso \u2013 facilidade \u2013 pode estar ligado ao fato de a modalidade a dist\u00e2ncia auxiliar no cotidiano (positiva) ou ser de m\u00e1 qualidade (negativa). Tomando esta \u00faltima perspectiva, pejorativa para a representa\u00e7\u00e3o facilidade, \u00e9 poss\u00edvel correlacionar com a \u00e1gora dificuldade, tamb\u00e9m no seu sentido negativo, de que o ensino a dist\u00e2ncia \u00e9 complicado. Vimos ent\u00e3o que tal rela\u00e7\u00e3o (dificuldade no ego e facilidade no alter na mesma resposta), que nos pareceu inusitada \u00e0 primeira vista, n\u00e3o seria t\u00e3o incomum assim, se considerarmos esta an\u00e1lise, que, por afinidade, aproxima as interpreta\u00e7\u00f5es negativas contidas nas evoca\u00e7\u00f5es dificuldade e facilidade.<\/div>\n<div>A outra \u00e1gora que dedicamos aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 a da oportunidade no ego, da qual podemos extrair um dado interessante. As pessoas que creem que a EAD \u00e9 uma oportunidade (ego) s\u00e3o em larga maioria as mesmas que acreditam que o outro tamb\u00e9m assim a classifica, com o expressivo n\u00famero de 44% da popula\u00e7\u00e3o pesquisada. O interessante deste resultado \u00e9 observar em considera\u00e7\u00e3o inversa: o grupo de pessoas que expressaram oportunidade no alter s\u00e3o, em sua maioria, aquelas que tamb\u00e9m tomam para si a mesma representa\u00e7\u00e3o (74%). Isto nos leva a inferir sobre a poss\u00edvel exist\u00eancia de uma \u201cbolha ideol\u00f3gica\u201d na qual s\u00f3 essas pessoas acreditam que aquilo que os outros pensam sobre a EAD ser uma oportunidade \u00e9 a mesma coisa do que suas pr\u00f3prias opini\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.6 Eixo 5 \u2013 An\u00e1lise das 500 primeiras respostas v\u00e1lidas no question\u00e1rio<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.6.1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m da an\u00e1lise das \u00e1goras como microcosmos da popula\u00e7\u00e3o pesquisada de acordo com cada representa\u00e7\u00e3o, foi realizado um estudo no campo macro, fora das perspectivas de \u00e1goras, mas com o entendimento entre EGO e ALTER. Logo, foi constru\u00eddo um estudo com as representa\u00e7\u00f5es sociais dos 500 primeiros participantes desta pesquisa. Compilou-se um arquivo de pessoas com suas respectivas evoca\u00e7\u00f5es, tanto para o alter como para o ego. Logo ap\u00f3s, foi realizado um tratamento de dados e adicionadas duas colunas a mais para que as palavras pudessem ser classificadas (quadro 186) no conjunto destas representa\u00e7\u00f5es e, assim, ver se haveria alguma posi\u00e7\u00e3o negativa em uma das cinco declaradas. Caso houvesse alguma representa\u00e7\u00e3o negativa, um X seria marcado para pontu\u00e1-la, conforme pode ser visto no modelo abaixo. O arquivo original com todas as respostas pode ser apreciado no Anexo 1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quadro 186- Modelo de tabela com classifica\u00e7\u00e3o de negatividade<\/div>\n<div>SUJEITO Ego Alter Negativa Ego Negativa Alter<\/div>\n<div>1 Representa\u00e7\u00e3o 1, Representa\u00e7\u00e3o 2, Representa\u00e7\u00e3o 3,<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00e3o 4,<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00e3o 5. Representa\u00e7\u00e3o 1, Representa\u00e7\u00e3o 2, Representa\u00e7\u00e3o 3,<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00e3o 4,<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00e3o 5. Sim () Sim ()<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4.6.2 An\u00e1lise global dos resultados do Eixo 5<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como conclus\u00e3o, ap\u00f3s leitura e marca\u00e7\u00e3o, conforme explicado acima, obteve-se um total de cerca de 45% (222 pessoas) que continham alguma representa\u00e7\u00e3o negativa relacionada ao alter no que tange ao seu conjunto. Este arquivo pode ser observado no anexo 1. Todavia, em se tratando de ego, o n\u00famero de representa\u00e7\u00f5es negativas somadas que foram encontradas resultou em apenas quatro, ou seja, das 500 pessoas avaliadassomente0, 8% do total. Sendo estas entendidas como negativas, neste caso, a representa\u00e7\u00e3o sozinho, com apenas uma ocorr\u00eancia e tr\u00eas repeti\u00e7\u00f5es para a representa\u00e7\u00e3o social medo. Poderia ent\u00e3o Jean-Paul Sartre estar certo ao propor a frase \u201co inferno s\u00e3o os outros\u201d, e neste caso mais ainda, pois no \u201ceu\u201d, quase n\u00e3o foram apresentados atributos negativos ou desqualifica\u00e7\u00f5es. Entendemos tamb\u00e9m que o p\u00fablico que est\u00e1 sendo estudado se prop\u00f5e a ser um candidato de uma universidade a dist\u00e2ncia e isto pode ter reduzido significativamente a sua negatividade. Compreendendo isto, o sujeito pesquisado pode n\u00e3o observar em si algo ruim, realmente tendo em vista sua inten\u00e7\u00e3o de ingresso nesta modalidade. Por\u00e9m, ao desqualificara EAD no que se pressup\u00f5e da opini\u00e3o do outro, ele poderia ter alguma rejei\u00e7\u00e3o ao ensino a dist\u00e2ncia, mesmo que indiretamente. O entendimento negativo por parte do alter n\u00e3o seria novidade nesta tese, tendo em vista que o eixo 1apresentou \u00e1goras negativas e j\u00e1 se percebia uma grande diferen\u00e7a entre o ego e o alter. Tal vis\u00e3o negativa da EAD, que pode configurar um preconceito, tamb\u00e9m foi indicada neste estudo em reflex\u00f5es de outros autores na revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica. Por\u00e9m, a presente pesquisa trilha caminho que inaugura uma compreens\u00e3o que vai al\u00e9m das discuss\u00f5es encontradas na literatura para esta tese sobre a resist\u00eancia \u00e0 modalidade. Isso porque a abordagem de um poss\u00edvel preconceito (pela vis\u00e3o negativa) \u00e9 feita pela perspectiva do alter, conceito que desenvolvemos neste estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5 DISCUSS\u00c3O<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.1 Sobre a quest\u00e3o da pesquisa<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 importante ressaltar que nesta discuss\u00e3o n\u00e3o traremos as \u00e1goras e os dados de maneira isolada, tendo em vista que muito j\u00e1 se falou delas na explora\u00e7\u00e3o dos eixos. Traremos ponderamentos gerais que puderam ser observados ao longo da trajet\u00f3ria desta tese at\u00e9 aqui.<\/div>\n<div>Para iniciar, vamos rememorar as duas primeiras perguntas da quest\u00e3o da pesquisa:<\/div>\n<div>Quest\u00e3o 1: A \u00e1gora \u00e9 pertinente como modelo capaz de estender o escopo da teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais?<\/div>\n<div>Quest\u00e3o 2: A verifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gora que se pode construir das representa\u00e7\u00f5es sociais que os sujeitos t\u00eam de si e das dos outros amplia e contribui para o conhecimento da \u00e1rea, notadamente no que se refere aos preconceitos e resist\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD verificados na literatura?<\/div>\n<div>Nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas, faremos os ponderamentos do eixo 1 at\u00e9 o eixo 5, mas antes \u00e9 necess\u00e1rio levantar alguns pontos que permeiam todos os eixos e as perguntas da tese, que \u00e9 sobre o uso de uma perguntada orientada para o entendimento do sujeito sobre o alter e n\u00e3o somente a si (ego) que foi utilizada neste trabalho, sendo inclusive uma das bases de opera\u00e7\u00e3o do sistema de \u00e1goras e dando um entendimento metodol\u00f3gico diferenciado de interpreta\u00e7\u00e3o dos dados e sua utilidade durante todo o percurso desta tese. Sobre este tema buscamos verificar quantas pessoas colocaram as mesmas evoca\u00e7\u00f5es no ego e no alter para validar se esta discrimina\u00e7\u00e3o entre essas duas partes ramificada faria sentido. A resposta foi que em um total de 42.626 pessoas pesquisadas, apenas 3.953 responderam a mesma coisa no ego e no alter, enquanto 38.673 respondentes evocaram de forma diferente, o que representa mais de 90%. A simples aprecia\u00e7\u00e3o desta estat\u00edstica expressiva poderia esclarecer um pouco da import\u00e2ncia da pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o do alter no pesquisado. As evoca\u00e7\u00f5es no alter distintas no ego aparentemente podem resultar em um melhor entendimento da sua vis\u00e3o de mundo exterior, onde este sujeito se adapta e forma os seus meios de se conduzir pelo ambiente externo. Esta percep\u00e7\u00e3o do alter, n\u00e3o seria uma mera elucubra\u00e7\u00e3o dos sujeitos e sim faria parte de sua interpreta\u00e7\u00e3o ambiental do universo subjetivo, no qual se toma como real tal qual compreende alguns autores como Moscovici (2000), Jovchelovitch (2014) , Markov\u00e1 (2003) . Permeando tamb\u00e9m a vis\u00e3o de Campos (2017) no qual pode-se entender que a forma\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do sujeito em rela\u00e7\u00e3o a algo prov\u00e9m tamb\u00e9m de sua intera\u00e7\u00e3o e da vis\u00e3o do alheio a ele e das condi\u00e7\u00f5es materiais e fatores de media\u00e7\u00e3o. Um outro ponto importante na ecologia dos sentidos, assim com os contextos sociais, s\u00e3o suas emo\u00e7\u00f5es provindas tamb\u00e9m de uma rela\u00e7\u00e3o de d\u00edvida\/cr\u00e9dito do sujeito para com o outro. A no\u00e7\u00e3o do externo conforme a revis\u00e3o da literatura \u00e9 constituinte do sujeito e apresenta-se em nossa compreens\u00e3o t\u00e3o primordial que se entende que ningu\u00e9m consegue constituir-se como um ser humano de forma solit\u00e1ria\u00a0 (BERGER, 2001).<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m podemos compreender a import\u00e2ncia das representa\u00e7\u00f5es sociais do outro e do ambiente como auxiliar nas intera\u00e7\u00f5es sociais em um sistema flex\u00edvel com mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o ambiental. O sujeito afeta o ambiente assim como o ambiente o afeta, fazendo o interc\u00e2mbio entre as rea\u00e7\u00f5es emocionais e afetando os sistemas representacionais, como nas palavras de\u00a0 (BERGER, 1986, p.107) : \u201c (&#8230;) a localiza\u00e7\u00e3o social n\u00e3o afeta apenas nossa conduta, ela afeta tamb\u00e9m nosso ser, o que somos\u201d. Logo, neste entendimento, \u00e9 preciso a adapta\u00e7\u00e3o dos sujeitos aos ritos e entidades, tomando sempre em considera\u00e7\u00e3o a liturgia ambiental. Do ponto de vista de Campos (2017), a ecologia dos sentidos nos sugere que o sujeito n\u00e3o \u00e9 uma entidade est\u00e1tica, \u00e9 capaz de operar em diversos sistemas simb\u00f3licos sociais e se adaptar a eles sem uma verdade absoluta ou constante (CAMPOS, 2017). A n\u00e3o requisi\u00e7\u00e3o de uma verdade imut\u00e1vel ou cient\u00edfica sobre a vida marca a pr\u00f3pria exist\u00eancia do senso comum, pois para se viver n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria uma vers\u00e3o veross\u00edmil dos fatos e sim o m\u00ednimo para se interpretar o mundo e suas circunst\u00e2ncias\u00a0 (MARKOV\u00c1, 2003) .<\/div>\n<div>A vis\u00e3o de que o ambiente nos afeta n\u00e3o estaria distante de outros ponderamentos da psicologia social. Como ilustra\u00e7\u00e3o, podemos tomara teoria dos pap\u00e9is, em que o sujeito obedece a um script definido por seus cargos, posi\u00e7\u00f5es e contextos sociais. Esta altern\u00e2ncia de papel \u00e9 socialmente aceita e nem por isto dizemos que um indiv\u00edduo corrompeu sua personalidade ou seu ego (BERGER, 1986; BERGER; LUCKMANN, 1991). Utilizando o exemplo do pr\u00f3prio Berger (2001), n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar que um oficial que exerce um papel no generalato superior dentro de um quartel espere que seus comandados preste honrosas contin\u00eancias em sinal de respeito, tomando posi\u00e7\u00f5es fortes e brutas dentro de seu quartel, e que este mesmo indiv\u00edduo, em casa com sua esposa e filha possa se apresentar de maneira d\u00f3cil e af\u00e1vel, contrariamente ao entendimento da caserna\u00a0 (BERGER, 2001). A farda e as medalhas que fazem sentido e colocam ele em posi\u00e7\u00e3o de destaque dentro de um ambiente n\u00e3o possuem o mesmo valor em sua pr\u00f3pria casa. Os axiomas imperam e formam a l\u00f3gica de um contexto e neste nexo reside por vezes os formatos das representa\u00e7\u00f5es sociais.<\/div>\n<div>A pergunta que nos vem \u00e0 mente para a compreens\u00e3o do modo como o sujeito v\u00ea as quest\u00f5es que o rodeiam \u00e9 como entender este indiv\u00edduo sem consider\u00e1-lo parte integrante das mesmas quest\u00f5es que tamb\u00e9m circundam o outro? (BERGER, 1986; MARKOV\u00c1, 2003). Podemos compreender tamb\u00e9m que por vezes ideias s\u00e3o formadas para dar instrumento e legitimidade a uma determinada formata\u00e7\u00e3o social.<\/div>\n<div>Compreendendo que a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o outro \u00e9 trafegada por vias comunicacionais, Campos (2017) nas pondera\u00e7\u00f5es da ecologia dos sentidos, sugere que as trocas n\u00e3o se dariam apenas pelo ato emissor\/receptor e sim por uma configura\u00e7\u00e3o comunicacional ampla em que o receptor acomoda a mensagem, adiciona o sentimento de d\u00edvida ou cr\u00e9dito e retorna a mensagem replasmada pelo seu universo, ou seja, a vis\u00e3o do outro como agente integrante da pr\u00f3pria mensagem\u00a0 (CAMPOS, 2017; GRABOVSCHI, 2011; GRIZE, 1993).<\/div>\n<div>Um outro ponderamento partindo dos pressupostos das esquematiza\u00e7\u00f5es da ecologia dos sentidos s\u00e3o os seus postulados b\u00e1sicos que teriam resson\u00e2ncia no alter considerando: a) o dialogicismo no qual h\u00e1 um direcionamento do discurso proferido, ou seja, a mensagem do sujeito \u00e9 dirigida a algu\u00e9m ou a alguma situa\u00e7\u00e3o contextual. No caso da tem\u00e1tica desta tese, a EAD seria o contexto e os brasileiros, o alvo da comunica\u00e7\u00e3o, b) situa\u00e7\u00e3o no qual o sujeito pode estar envolvido em seu contexto de vida e busca a EAD por algum motivo; c) o da representa\u00e7\u00e3o no qual o pesquisado para comunicar representa a si mesmo, o outro e o objeto ou tema; d) os pr\u00e9-constru\u00eddos sociais no qual o sujeito est\u00e1 emergido) a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o dos objetos\u00a0 (GRABOVSCHI; CAMPOS, 2014; GRIZE, 1996) . Portanto, a justificativa para uma pergunta baseada no alter e no ego seriam importantes para compreender o indiv\u00edduo face tudo aquilo que o rodeia.<\/div>\n<div>A vis\u00e3o do alter estaria em concord\u00e2ncia com o pr\u00f3prio alinhamento conceitual de uma representa\u00e7\u00e3o social na qual relembramos aqui que \u00e9 \u201cum conjunto de conceitos, proposi\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es originados na vida cotidiana no curso de comunica\u00e7\u00f5es interpessoais. Elas s\u00e3o o equivalente, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de cren\u00e7a das sociedades tradicionais: podem tamb\u00e9m ser vistas como a vers\u00e3o contempor\u00e2nea do senso comum\u201d Moscovici (2000); entendo, portanto, que o sistema de cren\u00e7as cotidianas do sujeito perpassa sua compreens\u00e3o sobre o outro. Este alinhamento te\u00f3rico tamb\u00e9m poderia ser refletido nas quatro fun\u00e7\u00f5es de uma representa\u00e7\u00e3o social desenvolvida por Abric (2004, p. 14)\u00a0 que ao perpassar pelo entendimento do alter ter\u00edamos: a) Fun\u00e7\u00e3o de saber, na qual a compreens\u00e3o do alter permitiria ao sujeito conduzi-lo ao entendimento da sua pr\u00f3pria realidade; b) Fun\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria, na qual os sujeitos podem se perceber e se constituir tamb\u00e9m pela \u00f3tica do que ele imagina que os outros percebam dele ou de um determinado tema ou prop\u00f3sito. Os outros dois aspectos poderiam ser interpretados da mesma maneira que a formula\u00e7\u00e3o de Abric (2004): c) Fun\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o, na condu\u00e7\u00e3o de comportamentos e pr\u00e1ticas de um sujeito na sociedade e; d) Fun\u00e7\u00e3o justificadora, permite aos sujeitos justificarem atos e tomadas de posi\u00e7\u00e3o. Ou seja, conceitualmente n\u00e3o ter\u00edamos nenhum problema em conceitu\u00e1-lo dentro da teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais, que podem ser um aux\u00edlio na investiga\u00e7\u00e3o de um campo emp\u00edrico. Defendemos que a utiliza\u00e7\u00e3o do alter e do ego colocadas no eixo 1, 2, 4 e 5 foram de grande valia e consideramos um ganho pertinente e uma boa contribui\u00e7\u00e3o neste estudo do preconceito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.2 Sobre a negatividade na EAD<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relativo aos eixos 1 e 5, os colocaremos juntos nesta explica\u00e7\u00e3o, pois as duas buscam refletir sobre a incid\u00eancia do negativo nos pesquisados. Como primeiro ponto a ser ressaltado nestes dois eixos, temos que praticamente todas as representa\u00e7\u00f5es negativas vieram do alter. Nossa compreens\u00e3o quanto a este fen\u00f4meno \u00e9 de que pode n\u00e3o haver uma vis\u00e3o preconceituosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 EAD por parte dos pesquisados, principalmente porque s\u00e3o candidatos a cursos nesta modalidade. Mas existe o entendimento de que a conjuntura social carrega um preconceito e isto poderia ter uma influ\u00eancia na forma com que estes sujeitos interagem socialmente. Pode-se compreender que um indiv\u00edduo que tenha qualificado sua percep\u00e7\u00e3o no outro com representa\u00e7\u00f5es de preconceito, como fraco, ruim, desconfian\u00e7a ou pregui\u00e7a; teria por exemplo vergonha da origem de seu diploma, mesmo que compreenda ter o mesmo peso no aprendizado. Por\u00e9m, o fato de ter feito uso deste formato educacional, o desqualificaria perante o mercado de trabalho (outro). Os dados num\u00e9ricos do Eixo 5 por exemplo, no qual verificamos que em 500 pessoas, 45% manifestaram alguma posi\u00e7\u00e3o negativa, nos faz n\u00e3o s\u00f3 refletir n\u00e3o s\u00f3 sobre import\u00e2ncia de se pesquisar o alter, mas tamb\u00e9m de refletir sobre a vis\u00e3o da EAD pela sociedade.<\/div>\n<div>Ainda sobre a rela\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es negativas, em fraco e ruim, vimos liga\u00e7\u00e3o com medo e desconfian\u00e7a direcionadas \u00e0 EAD. Mas na representa\u00e7\u00e3o pregui\u00e7a, o interessante \u00e9 que ela adjetiva n\u00e3o a modalidade, mas sim o sujeito que a cursa, desqualificando as pessoas que necessitam estudar a dist\u00e2ncia. Nos chama aten\u00e7\u00e3o o fato de que n\u00e3o adiantaria o curso ser bom, pois o aluno em si poderia ser considerado desqualificado ao ser tido como pregui\u00e7oso. Este atributo pode ter liga\u00e7\u00e3o com representa\u00e7\u00f5es como fraco ou ainda ruim.<\/div>\n<div>A ideia de que haveria representa\u00e7\u00f5es negativas na EAD pode ser verificada em diversos autores citados na revis\u00e3o da literatura e de diferentes modos: Brauer (2008) , por exemplo, compara a resist\u00eancia \u00e0 EAD tomando como base a resist\u00eancia \u00e0 inform\u00e1tica, verificada na \u00e9poca. Moore (2007) coloca que os preconceitos poderiam estar ligados a um hist\u00f3rico de cursos mal adaptados para esta metodologia e com uma falsa cren\u00e7a de que um curso a dist\u00e2ncia poderia ser mais f\u00e1cil que o presencial. Correia e Santos (2009) j\u00e1 davam dicas de palavras como picareta para descrever um curso a dist\u00e2ncia, enquanto Ferreira (2010) diz que o preconceito teria in\u00edcio na pr\u00f3pria academia e estaria ligado a mudan\u00e7a de pap\u00e9is por parte dos professores. J\u00e1 Santos (2006) cita casos emp\u00edricos no qual compreendia que poderia haver preconceitos por parte de quem n\u00e3o tinha realizado a EAD, e Belloni (1999) considera que o preconceito poderia ser inclusive justificado, tendo em vista que poderia n\u00e3o ser uma forma de democratizar o ensino e sim algo de cunho econ\u00f4mico que n\u00e3o daria aten\u00e7\u00e3o devida \u00e0 qualidade instrucional e tendo suas origens no fordismo, dentre outros diversos autores que fazem parte desta tese. Neste sentido, n\u00e3o foi novidade encontrar representa\u00e7\u00f5es negativas nesta pesquisa. Ent\u00e3o, a pergunta que nos colocamos \u00e9: qual seria a contribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gora para este tema, uma vez que j\u00e1 se tinha no\u00e7\u00f5es negativas trilhadas por diversos autores. A resposta \u00e9 simples. O objetivo e a contribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gora n\u00e3o s\u00e3o verificar se a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 negativa ou positiva e sim identificar os perfis de pessoas ligadas a ela, compreendendo que cada uma seria formada de forma org\u00e2nica pela agrupamento natural de seus pontos de vista, fazendo com que cada \u00e1gora possa apresentar perfis diferentes, assim como ocorreu de fato nesta pesquisa.<\/div>\n<div>Nestes perfis diferentes de cada \u00e1gora, encontramos diferen\u00e7as no alter e no ego. Por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa et\u00e1ria, foi poss\u00edvel constatar que a representa\u00e7\u00e3o pregui\u00e7a estaria mais associada a jovens em idade universit\u00e1ria entre 18 e 23 anos, enquanto preconceito estaria em intervalo de idade mais elevado, de 24 a 32 anos. Outras representa\u00e7\u00f5es como desconfian\u00e7a est\u00e3o associadas a pessoas acima dos 33 anos de idade. Temos diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00f3 na quest\u00e3o de idade, mas tamb\u00e9m de perfis de g\u00eanero como a \u00e1gora desconhecimento, que est\u00e1 mais ligada a homens, por volta dos 38 anos, que s\u00e3o arrimo de fam\u00edlia.<\/div>\n<div>Retomando a quest\u00e3o da EAD ser considerada negativa, esta pesquisa confirma a pesquisa do Instituto Data Popular de 2016, que mostra que 93% dos jovens com menos de 24 anos n\u00e3o gostariam de ter seu diploma associado ao ensino a dist\u00e2ncia por temer a falta de reconhecimento por parte do mercado de trabalho (POPULAR, 2016).<\/div>\n<div>Um outro ponto relevante nas \u00e1goras negativas no que tange \u00e0 ecologia dos sentidos de Campos (2017) \u00e9 uma n\u00e3o associa\u00e7\u00e3o direta a condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia e sim \u00e0 consci\u00eancia, vontade e moralidade, al\u00e9m das estruturas cognitivas e afetivas. Este dado pode confirmar autores como Concei\u00e7\u00e3o (2011)\u00a0 que acreditam que a grande barreira hoje da EAD \u00e9 o simb\u00f3lico e afetivo. Considerando que as emo\u00e7\u00f5es seriam uma forma do ser humano avaliar o seu ambiente\u00a0 (DAM\u00c1SIO, 2004), compreendemos que a negatividade vinda das trocas de valores na rela\u00e7\u00e3o comunicacional (de d\u00edvida), poderiam afetar a pr\u00f3pria escolha dos sujeitos, preterindo o que obviamente n\u00e3o \u00e9 socialmente aceito pelo outro (CAMPOS, 2017). Compreendemos tamb\u00e9m que as respostas em rela\u00e7\u00e3o ao eixo 1 e 5 (1 \u2013 an\u00e1lises das representa\u00e7\u00f5es negativas e 5 \u2013 an\u00e1lises das 500 primeiras respostas v\u00e1lidas) foram auxiliares para atender, em parte, a quest\u00e3o 1 e 2 da pesquisa, na medida em que demonstraram a efic\u00e1cia de se considerar o alter no entendimento do ego e de tra\u00e7ar os diferentes perfis pelo agrupamento das \u00e1goras ideologicamente afins.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.3 \u00c1goras da revis\u00e3o da literatura<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao eixo 2 &#8211; \u00c1goras da revis\u00e3o da literatura, compreendemos em boa parte semelhan\u00e7as interpretativas aos estudos que utilizaram evoca\u00e7\u00e3o para compreender representa\u00e7\u00e3o social, assim como Santos (2006), que considera que a EAD tem um car\u00e1ter ferramental e funcional para o cotidiano dos sujeitos.<\/div>\n<div>Separamos em quatro grupos as representa\u00e7\u00f5es encontradas neste eixo: (1) com atributos pessoais nas \u00e1goras disciplina e oportunidade. Em oportunidade, podemos destacar a necessidade da forma\u00e7\u00e3o e, em disciplina, uma caracter\u00edstica para se conseguir o diploma; (2) atributos cotidianos e funcionais nas representa\u00e7\u00f5es comodidade, dif\u00edcil (d\u00fabia), dificuldade (d\u00fabia), facilidade (d\u00fabia), f\u00e1cil, flexibilidade, praticidade e tempo; (3) atributos financeiros como custo e economia nos quais se compreende a necessidade monet\u00e1ria dos sujeitos; (4) atributos estruturais como internet. A vis\u00e3o instrumental da EAD pode ser inclusive o destaque para o ingresso nesta modalidade tendo em vista necessidades educacionais que possam ser adaptadas a uma conjuntura de vida, compreendendo, por\u00e9m, que o uso instrumental da EAD seria em uma sistem\u00e1tica complexa que envolve necessidade de adequa\u00e7\u00e3o ao cotidiana. Este fato \u00e9 amplamente compreens\u00edvel diante dos desejos da sociedade moderna quanto a no\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os da tecnologia\u00a0 (LASTRES; ALBAGLI, 1999) . A EAD neste sentido estaria ligada diretamente a estes avan\u00e7os\u00a0 (FORMIGA; LITTO, 2009) .<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o aos resultados, alguns podem ser destacados como por exemplo representa\u00e7\u00f5es associadas ao lado financeiro, em que \u00e9 poss\u00edvel constatar que a representa\u00e7\u00e3o custo est\u00e1 mais associada a uma faixa et\u00e1ria de 36 a 38 anos e s\u00e3o provedores principais de suas fam\u00edlias. A \u00e1gora economia est\u00e1 mais associada a pessoas mais jovens em torno dos 24 a 26 anos que s\u00e3o sustentadas por seus familiares. O fato de ver dois grupos de perfis diferentes pela associa\u00e7\u00e3o ao l\u00e9xico poderia dar um entendimento da import\u00e2ncia da an\u00e1lise de \u00e1goras defendidas neta tese. Sobre a \u00f3tica da ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017), estas representa\u00e7\u00f5es poderiam estar mais direcionadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia dos sujeitos com alguma rela\u00e7\u00e3o sobre a vontade e a moralidade, o que pode ter ocorrido devido a suas viv\u00eancias.<\/div>\n<div>Fatores que pudessem ser atribu\u00eddos a melhora do aprendizado e cogni\u00e7\u00e3o n\u00e3o puderem ser encontrados, sendo este fato interessante para se refletir que a EAD n\u00e3o est\u00e1 associada a uma boa educa\u00e7\u00e3o ou forma\u00e7\u00e3o, ou que aparentemente n\u00e3o \u00e9 algo constitu\u00eddo nos sistemas representacionais dos sujeitos. Na pr\u00e1tica, o que ponderamos sobre isto \u00e9 que a EAD n\u00e3o seria buscada para se obter uma boa forma\u00e7\u00e3o ou por seus atributos did\u00e1ticos e sim como solu\u00e7\u00f5es para problemas espec\u00edficos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.4 Planos de afinidades<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao eixo 3, que \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de planos de afinidade de \u00e1goras, o objetivo foi edificar \u00e1goras com maior afinidades ideol\u00f3gicas entre elas utilizando mais de uma representa\u00e7\u00e3o social. Para um panorama geral, foram constitu\u00eddas \u00e1goras com plano de afinidade 5 no qual se necessitaria cinco representa\u00e7\u00f5es coincidentes para cri\u00e1-las. Como resultado, obtivemos em seus maiores agrupamentos uma constitu\u00edda no ego por 19 pessoas e outra por 27, a saber: \u201cdisciplina, organiza\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, proatividade, autonomia\u201d e \u201cdisciplina, organiza\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, proatividade, curiosidade\u201d. Como observa\u00e7\u00e3o geral podemos avaliar que as evoca\u00e7\u00f5es tiveram em sua maioria constitui\u00e7\u00f5es que enquadrar\u00edamos como motivacionais e comportamentais, estando amplamente ligadas a consci\u00eancia, vontade e moralidade se pensarmos em ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017). Umas das pondera\u00e7\u00f5es j\u00e1 destacada \u00e9 que poderia esta \u00e1gora de plano 5 com 19 pessoas ser ligada ao sujeito que teria uma m\u00e9dia de 27 anos de idade, a maioria vindos da cidade de Maca\u00e9 que n\u00e3o possuem uma atividade remunerat\u00f3ria, sendo sustentado por seus familiares. Este tipo de metodologia desenvolvida neste trabalho n\u00e3o foi encontrada na revis\u00e3o da literatura, podendo tamb\u00e9m ser considerada em nossa vis\u00e3o como uma aquisi\u00e7\u00e3o realizada por esta pesquisa e importante em nossa compreens\u00e3o para a psicologia social e para a teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais. Este modelo de \u00e1gora auxilia a compreens\u00e3o de parte da quest\u00e3o 1 da pesquisa e consideramos tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da \u00e1gora em uma sistem\u00e1tica natural, onde os sujeitos poderiam ser localizados ou agrupados por suas ideologias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.5 An\u00e1lise relacionais de \u00e1goras<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No que tange ao eixo 4, foi realizada uma an\u00e1lise de \u00e1goras formadas tanto pelo alter como quanto pelo ego, de um ponto de vista de suas representa\u00e7\u00f5es, com isto pudemos ter mais observa\u00e7\u00f5es da forma\u00e7\u00e3o que constituiria a pr\u00f3pria \u00e1gora. Com esta pr\u00e1tica, pudemos observar a diferen\u00e7a entre alter e ego e criar uma rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1goras e representa\u00e7\u00f5es, como por exemplo na \u00e1gora \u201coportunidade\u201d no ego, que reuniu mais de 10 mil pessoas e quando se buscou as representa\u00e7\u00f5es associadas a esta agora no alter verificou-se que o valor diminuiria para cerca de 6 mil. Com isto, na pr\u00e1tica, foi poss\u00edvel tamb\u00e9m avaliar que a maioria dos que evocaram \u201coportunidade\u201d no ego seriam as mesmas do alter, ou seja, aparentemente este grupo est\u00e1 envolvido pela sua pr\u00f3pria ideologia.<\/div>\n<div>Outros resultados como a \u00e1gora \u201cfraca\u201d no alter possuiriam em seu ego representa\u00e7\u00f5es relacionadas ao cotidiano como \u201ctempo\u201d e tamb\u00e9m a ideia de esfor\u00e7o individual como \u201cdisciplina\u201d e \u201cdedica\u00e7\u00e3o\u201d. A \u00e1gora \u201cinternet\u201d no alter formada por jovens obteve no ego representa\u00e7\u00f5es associadas a um direcionamento ao pessoal como \u201cfoco\u201d e as ligadas ao financeiro como \u201ceconomia\u201d e, ao aprendizado, como \u201ccapacita\u00e7\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div>Este eixo n\u00e3o tem por miss\u00e3o responder \u00e0 quest\u00e3o da pesquisa, mas aprofundar a vis\u00e3o da \u00e1gora. O formato de an\u00e1lise relacional proposta nesta tese tamb\u00e9m n\u00e3o foi encontrado na revis\u00e3o da literatura no que tange \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais e consideramos tamb\u00e9m ser relevante para o estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5.6 Outras observa\u00e7\u00f5es<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outras observa\u00e7\u00f5es que podemos fazer quanto aos eixos \u00e9 na quest\u00e3o do l\u00e9xico empregado por grupos. Como nesta pesquisa foram utilizadas evoca\u00e7\u00f5es de express\u00e3o por palavras-chave, entendemos principalmente nas ci\u00eancias humanas, que estas palavras podem n\u00e3o corresponder a uma precis\u00e3o matem\u00e1tica de uma situa\u00e7\u00e3o ou pensamento\u00a0 (CAMPOS, 2017) . Aparentemente h\u00e1 um n\u00famero maior de express\u00f5es negativas ou falta de um entendimento global no que tange \u00e0 EAD. Express\u00f5es como \u201cn\u00e3o vale a pena\u201d, \u201cEAD \u00e9 coisa de louco\u201d, \u201cassim at\u00e9 eu\u201d, \u201cmoleza\u201d, \u201cminha m\u00e3e n\u00e3o vai deixar\u201d foram utilizadas pelos pesquisados em diversas respostas. Estas evoca\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, por terem emergido de modo mais disperso, podem ter provocado uma redu\u00e7\u00e3o nos agrupamentos das representa\u00e7\u00f5es negativas da pesquisa, tendo em vista que n\u00e3o foi utilizado o recurso da lematiza\u00e7\u00e3o. Ainda que tiv\u00e9ssemos lan\u00e7ado m\u00e3o deste instrumento, vale destacar a complexidade de aplic\u00e1-lo. Isso porque express\u00f5es podem ter diversos significados dependendo do contexto, ou seja, o l\u00e9xico utilizado pode ter dimens\u00e3o de um pensamento ou um sentimento espec\u00edfico para diversas situa\u00e7\u00f5es, ou at\u00e9 mesmo, nem existir no vocabul\u00e1rio para expressar algo. Um caso no Brasil em 2004 ilustra essa discuss\u00e3o: o ent\u00e3o ministro da educa\u00e7\u00e3o, Cristovam Buarque, ap\u00f3s alguns meses no cargo, diante da sua inesperada demiss\u00e3o, declarou que sentiu um \u201cfrustal\u00edvio&#8221;, ou seja, mistura de frustra\u00e7\u00e3o com al\u00edvio\u00a0 (TERRA, 2004) .<\/div>\n<div>De qualquer forma, ainda na abordagem do significado das palavras consideramos a import\u00e2ncia do l\u00e9xico para apura\u00e7\u00e3o das \u00e1goras, partindo do pressuposto de que determinados termos e express\u00f5es podem ser utilizados por grupos distintos e isto auxiliou a cria\u00e7\u00e3o dos agrupamentos. Neste sentido, compreendemos que o l\u00e9xico tamb\u00e9m pode ser usado em uma cultura para o entendimento ou resolu\u00e7\u00e3o de um problema espec\u00edfico em ambiente natural e\/ou social. As tribos Inu\u00edtes tamb\u00e9m conhecidas como povo esquim\u00f3, que habitam a regi\u00e3o fria do \u00c1rtico e se estendem do Alasca \u00e0 Groenl\u00e2ndia, teriam em seu voc\u00e1bulo palavras para distinguir diversos tipos da cor branca; o que daria maior chance de se comunicar e sobreviver, fazendo ent\u00e3o diferencia\u00e7\u00f5es entre o gelo e a neve, assim como as diversas composi\u00e7\u00f5es ambientais (OLIVEIRA, 2015) . Mesmo sabendo da exist\u00eancia de inexatid\u00f5es sem\u00e2nticas da linguagem, consideramos leg\u00edtima a nossa tentativa de interpretar as representa\u00e7\u00f5es por meio do l\u00e9xico, para encampar a cria\u00e7\u00e3o das \u00e1goras. Afinal, \u201cnavegar \u00e9 preciso, comunicar \u00e9 impreciso\u201d (CAMPOS, 2017).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>6 CONCLUS\u00c3O<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0Esta tese iniciou-se com o primeiro cap\u00edtulo discutindo a hist\u00f3ria e a defini\u00e7\u00e3o da EAD, assim como a sua import\u00e2ncia em um pa\u00eds de grandes dimens\u00f5es continentais, chamada inclusive da tecnologia da esperan\u00e7a por alguns autores como Niskier (1999) . Caminhamos passando pelo preconceito e resist\u00eancia que este tipo de modalidade tem sofrido ao longo de sua hist\u00f3ria, sendo associada a cursos baratos de baixo valor acad\u00eamico. Isto, possivelmente, cristalizou uma barreira simb\u00f3lica entre a sociedade e a EAD, ponto sobre o qual discutimos os processos de preconceito e resist\u00eancia em que aparentemente n\u00e3o teria fundamento tendo em vista que pesquisas apontam equival\u00eancia entre a modalidade a dist\u00e2ncia e a presencial. Em meio a isto, temos a necessidade de uma sociedade baseada em conhecimento ter acesso mais r\u00e1pido e menos oneroso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>No cap\u00edtulo dois, foi discutida a teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais que teve seu in\u00edcio moderno em Moscovici e compreendemos suas defini\u00e7\u00f5es e bases hist\u00f3ricas. Neste mesmo cap\u00edtulo, foi apontada a import\u00e2ncia das representa\u00e7\u00f5es sociais no contexto comunicacional para evolu\u00e7\u00e3o humana em sociedade e a cria\u00e7\u00e3o de dois mundos, o objetivo e o simb\u00f3lico, nos quais transitam diversos conceitos em nossa sociedade, como por exemplo, a pr\u00f3pria moeda como artefato simb\u00f3lico, dentre outros. Passamos tamb\u00e9m pelas linhas e conceitos importantes para esta tese como a de Markov\u00e1 (2003) no dialogicismo entre ego e alter dentro das teorias das representa\u00e7\u00f5es sociais (TRS). Ap\u00f3s, foi discutida a abordagem estrutural das TRS com o uso de t\u00e9cnicas utilizando evoca\u00e7\u00f5es que tem um de seus principais autores Abric (1997). Em seguida, apresentamos a ecologia dos sentidos de Campos (2017) e as intera\u00e7\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es comunicacionais com as contribui\u00e7\u00f5es de Grize (1993) neste processo e tamb\u00e9m a afetividade nas discuss\u00f5es do outro (alter).<\/div>\n<div>\u00a0No cap\u00edtulo tr\u00eas, discutimos o m\u00e9todo que daria subs\u00eddio \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da \u00e1gora na qual tomamos como base dividindo o alter e o ego nas repostas recebidas. No cap\u00edtulo quatro, foi vista a an\u00e1lise de resultados e interpreta\u00e7\u00e3o dos dados divididas em cinco eixos de pesquisas: estes eixos tiveram o prop\u00f3sito de observar os dados sobre diversos aspectos para que tiv\u00e9ssemos o entendimento n\u00e3o apenas por um prisma. A saber, o eixo 1 destinava-se ao entendimento de \u00e1goras negativas; o eixo 2, \u00e0s \u00e1goras referentes \u00e0 revis\u00e3o da literatura; e o 3 ao plano de afinidades no qual buscou-se consolidar \u00e1goras com mais de uma representa\u00e7\u00e3o social. No eixo 4, buscou-se estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1goras e as representa\u00e7\u00e3o provindas do alter e do ego e, por \u00faltimo (eixo 5), nos detivemos sobre uma investiga\u00e7\u00e3o com base no alter e no ego, para a busca dos sujeitos que demonstraram alguma vis\u00e3o negativa da EAD.<\/div>\n<div>A presente nos faz refletir sobre algumas primeiras conclus\u00f5es gerais. Algumas vis\u00f5es negativas do ensino a dist\u00e2ncia parecem ter sido confirmadas, principalmente no que tange ao que o outro acha (alter), conforme encontrado ind\u00edcios pelas representa\u00e7\u00f5esmedo, preconceito, ruim etc. Tais pontos de vista j\u00e1 tinham sido levantadospor autores como Santos (2006), que resume a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia com a frase \u201cN\u00e3o vi e n\u00e3o gostei!\u201d\u00a0 (SANTOS, 2006, p. 15). Estes pr\u00e9-julgamentos ainda parecem ser presentes nos pesquisados, pois diversas pessoas que possuem representa\u00e7\u00f5es negativas sobre a EAD nunca tiveram contato com a modalidade.<\/div>\n<div>O problema do preconceito na modalidade a dist\u00e2ncia, visto nesta tese, n\u00e3o seria apenas quanto a ela em si, este teria uma extens\u00e3o para o estudante. No entendimento da sociedade, o aluno de EAD possui uma falha pessoal ou est\u00e1 \u00e0 margem. Percep\u00e7\u00e3o estaque pode ser observada pela representa\u00e7\u00e3o pregui\u00e7a, que foi a \u00fanica que se refere a uma caracter\u00edstica pessoal. Ou seja, quem escolheu a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia seria pregui\u00e7oso e n\u00e3o gostaria de estudar ou trabalhar.<\/div>\n<div>Representa\u00e7\u00f5es como medo, fraco e ruim estiveram entre as mais citadas do alter, inclusive em um entendimento global fora das \u00e1goras, quando foram lidas as respostas dos 500 primeiros pesquisados e foi poss\u00edvel encontrar cerca de 45% das pessoas com algum valor negativo referente \u00e0 EAD. Na pr\u00e1tica, confirma os preconceitos e os problemas passados pela EAD, at\u00e9 mesmo nas gera\u00e7\u00f5es atuais.<\/div>\n<div>Percebemos, portanto, um sofrimento silencioso de quem faz a EAD, pois se por um lado pode ter in\u00fameros preconceitos da sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modalidade, h\u00e1 tamb\u00e9m a urg\u00eancia e necessidade de quem necessita de uma forma\u00e7\u00e3o. Cabe ressaltar que, de uma forma em geral, estes conceitos negativos s\u00f3 foram conseguidos gra\u00e7as a um aprofundamento da \u00e1gora no alter com sua vis\u00e3o do que pensaria o outro.<\/div>\n<div>A negatividade nas representa\u00e7\u00f5es sociais na EAD pode ter ocorrido devido \u00e0 hist\u00f3ria no Brasil quanto \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o. Aparentemente, a qualidade de ruim prevalece e foi poss\u00edvel encontrar forma\u00e7\u00f5es negativas em faixas et\u00e1rias inclusive nas mais jovens. Acrescentamos, por\u00e9m, que n\u00e3o se pode negar que empresas ligadas ao ensino a dist\u00e2ncia possam estar trabalhando em fun\u00e7\u00e3o apenas do lucro sem realmente se preocupar com as qualidades acad\u00eamicas\u00a0 (BIELSCHOWSKY, 2018) , fazendo j\u00fas \u00e0 liga\u00e7\u00e3o fordista da EAD como uma esp\u00e9cie de \u201cf\u00e1brica instrucional\u201d que teria como alvo exclusivo o barateamento do processo educacional, sem a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade pedag\u00f3gica (MAGGIO, 2001). Todavia, n\u00e3o devemos negar que o custo reduzido da educa\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds pobre pode promover nesta uma inclus\u00e3o de camadas menos favorecidas, isto inclusive \u00e9 bem claro nesta pesquisa, dado o \u00edndice de evoca\u00e7\u00f5es com representa\u00e7\u00f5es como \u201ccusto\u201d e \u201ceconomia\u201d. Este lado \u00e9 um ponto positivo em se tratando de democratizar o ensino superior. Por\u00e9m, baixar a qualidade para adquirir matr\u00edculas, em nossa vis\u00e3o, poderia ser uma farsa, tendo em vista que o capital de uma universidade \u00e9 o conhecimento e, uma vez que os sujeitos sejam formados sem esta aquisi\u00e7\u00e3o intelectual, estariam sendo envolvidos em um engodo com uma teatralidade acad\u00eamica para justificar o seu diploma. Quem \u201ccompra\u201d educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de avaliar o que est\u00e1 adquirindo at\u00e9 porque n\u00e3o domina a tem\u00e1tica \u201ccomprada\u201d. Ou seja, os cursos comercializados de baixa qualidade poderiam ser uma esp\u00e9cie de placebo intelectual no qual os seus usu\u00e1rios pensariam estar tomando um rem\u00e9dio com propriedades curativas, envolvidas em \u201cc\u00e1psulas\u201d bem embaladas com r\u00f3tulos oficiais dos rem\u00e9dios convencionais. Sobre este aspecto, cabe destacar a import\u00e2ncia regulat\u00f3ria por parte de especialistas na \u00e1rea para que evitemos estes tipos de problemas danosos ao pa\u00eds como um todo\u00a0 (BIELSCHOWSKY, 2018). Pensando isto tamb\u00e9m como fator de abismo social, pois tendo em vista uma falta de regula\u00e7\u00e3o, cursos mais baratos e ruins podem ser adquiridos por camadas menos favorecidas, enquanto os bons por camadas com maior poder aquisitivo.<\/div>\n<div>Como conclus\u00e3o, foi poss\u00edvel observar que para muitos a EAD seria uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o na qual se pode agarrar para obter uma forma\u00e7\u00e3o, sendo pessoas que por motivos particulares n\u00e3o puderam cursar uma universidade presencial ou est\u00e3o em uma fase de vida em que haveria complica\u00e7\u00f5es para cursar pelos moldes tradicionais. Conforme prenunciado algumas vezes nesta tese, cremos que a EAD pode ser entendida como um modelo de \u201csegunda chance\u201d\u00a0 (SCHLICKMANN et al., 2009). Por um olhar estrangeiro, pode parecer uma forma pejorativa de tratar esta modalidade, todavia acreditamos que para um grupo grande, ela significa uma oportunidade em sua vida e por vezes n\u00e3o como segunda chance, mas sim como a primeira, qui\u00e7\u00e1 primeira e\u00fanica. O termo deveria ser reorientado a algo como \u201csegunda chance com muito orgulho\u201d, que se afinam com evoca\u00e7\u00f5es do tipo \u201coportunidade\u201d surgida na pesquisa, com maior n\u00famero de evoca\u00e7\u00f5es no ego, o que nos leva a refor\u00e7ar esta ideia. O refor\u00e7o da EAD, como um ensino de oportunidade, tamb\u00e9m pode ser compreendido atrav\u00e9s do pr\u00f3prio car\u00e1ter istrumental, dado que esta seria entendida como flex\u00edvel, facilitando o sujeitoconjugar trabalho, estudo e vida particular.<\/div>\n<div>Outro ponto que podemos deduzir desta tese, com uma melhor compreens\u00e3o atrav\u00e9s do aux\u00edlio das \u00e1goras, \u00e9 dos tipos de preocupa\u00e7\u00f5es e necessidades que poderiam possuir diferentes tipos de pessoas e grupos, como por exemplo a representa\u00e7\u00e3o comodidade ficou associada a um grupo de idade mais avan\u00e7ada, ou seja, quanto maior a faixa et\u00e1ria, mais se busca a comodidade.Na \u00e1gora complicado, tivemos associa\u00e7\u00e3o com uma maioria jovem, de cerca de 18 anos. O que motivou este resultado? Ser\u00e1 que a juventude, apesar de bastante conectada \u00e0 tecnologia, consideraria a EAD complicada por falta de interesse e iniciativa de se engajar em modalidade de estudo afastada do tradicional modelo presencial? Assim como esta, outras indaga\u00e7\u00f5es podem surgir na busca de se entender esta configura\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>A respeito da negatividade que recai sobre a EAD, t\u00e3o explorada neste estudo, tamb\u00e9m podemos dizer que tal opini\u00e3o apresenta varia\u00e7\u00f5es de perfil, que carregam nuances como o momento de vida do sujeito que, por sua vez, \u00e9 respons\u00e1vel por imprimir junto a suas consci\u00eancias as marcas representativas do significado desta modalidade de estudo, como anuncia a ecologia dos sentidos (CAMPOS, 2017). Em seu livro Navegar \u00e9 Preciso, Comunicar Impreciso, o autor faz uma alus\u00e3o da sua teoria com uma navega\u00e7\u00e3o. Utilizando a mesma met\u00e1fora, poder\u00edamos dizer que a imagem mental, no caso desta tese, as representa\u00e7\u00f5es sociais, s\u00e3o o \u00faltimo ponto da navega\u00e7\u00e3o, ou seja, o porto onde atrav\u00e9s das \u00e2ncoras abstratas da mem\u00f3ria \u00e9 poss\u00edvel se resgatar e compreender o mundo com a indissolubilidade entre alter, ego e objeto (EAD) trazida por Moscovici (2000). Compreendemos tamb\u00e9m atrav\u00e9s das \u00e1goras que n\u00e3o poderia haver um \u00fanico ponto de consenso ou verdade absoluta sobre as representa\u00e7\u00f5es sociais, que as vers\u00f5es dos universos dos sujeitos s\u00e3o originadas em intera\u00e7\u00f5es com o mundo exterior (JOVCHELOVITCH, 2014; MOSCOVICI, 2000) .<\/div>\n<div>Se, para Campos (2017), \u201ccomunicar \u00e9 impreciso\u201d, imagine o ato de pensar? Quantas varia\u00e7\u00f5es podem ser estabelecidas! N\u00e3o \u00e9 de se estranhar, portanto, os in\u00fameros resultados que foram apresentados neste estudo com diversas possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o em um mesmo grupo de representa\u00e7\u00f5es e se uma tend\u00eancia cada vez maior de circula\u00e7\u00e3o de ideias com o aumento das trocas provocadas pela internet. Nas conjunturas modernas, as intera\u00e7\u00f5es cada vez mais complexas em redes sociais vem sendo um dos grandes desafios da psicologia social\u00a0 (JOVCHELOVITCH, 2014). Consideramos que formata\u00e7\u00f5es como das \u00e1goras, nas quais n\u00e3o se verifica um territ\u00f3rio f\u00edsico prioritariamente e sim de ideias, possam auxiliar a compreens\u00e3o de alguns fen\u00f4menos no ciberespa\u00e7o.<\/div>\n<div>As \u00e1goras podem auxiliar a compreens\u00e3o de axiomas formadores da l\u00f3gica dos sujeitos. A capacidade de identificar perfis por ideologias pode ser uma ferramenta \u00fatil para se entendera EAD com profundidade e refletir as necessidades de cada grupo. Em nosso entendimento, o valor da \u00e1gora \u00e9 servir a novos estudos de representa\u00e7\u00e3o e psicologia social, pela abordagem te\u00f3rica diferenciada que traz a presente tese, assim como pela significativa transmuta\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica no campo das representa\u00e7\u00f5es sociais. A partir de ent\u00e3o, podemos compreendera forma\u00e7\u00e3o de ideologias, modos de pensar e quest\u00f5es sociais como o preconceito. Este ponto espec\u00edfico, referente \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, foi destaque nesta tese, em reflex\u00f5es na \u00e1rea educacional. Contudo, em acr\u00e9scimo, entendemos que a no\u00e7\u00e3o das \u00e1goras desenvolvida nesta pesquisa tem o potencial de ser aplicada tamb\u00e9m em discuss\u00f5es de outras \u00e1reas como da comunica\u00e7\u00e3o, marketing, recursos humanos, pol\u00edtica e economia, que caminhem na dire\u00e7\u00e3o de uma tentativa de entendimento mais amplo do sujeito psicol\u00f3gico em sociedade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/div>\n<div><\/div>\n<div>ABED. Censo EAD Brasil- 2015\/2016. S\u00e3o Paulo: [s.n.]. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/abed.org.br\/arquivos\/Censo_EAD_2015_POR.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2017.<\/div>\n<div>ABIB, J. A. D. Teoria social e dial\u00f3gica do sujeito. Psicologia: teoria e pr\u00e1tica, v. 7, n. 1, p. 97\u2013106, 2005.<\/div>\n<div>ABRAEAD. Anu\u00e1rio Brasileiro Estat\u00edstico de Educa\u00e7\u00e3o Aberta e a Dist\u00e2ncia. S\u00e3o Paulo: Instituto Monitor, 2008.<\/div>\n<div>ABRAEAD. 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Revista do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica., v. 23, p. 2017\u20132018, 28 jun. 2012.<\/div>\n<div>LAC\u00c9, A. M. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) : das origens na ditadura militar ao s\u00e9culo XXI. [s.l.] Universidade de Bras\u00edlia, 2014.<\/div>\n<div>LAPOINTE, L.; RIVARD, S. A Multilevel Model of Resistance to Information Technology Implementation. MIS Quarterly, v. 29, n. 3, p. 461, 2005.<\/div>\n<div>LASTRES, H.; ALBAGLI, S. Informa\u00e7\u00e3o e globaliza\u00e7\u00e3o na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Campus Ltda, 1999.<\/div>\n<div>L\u00c9VY, P. Cibercultura. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 1999.<\/div>\n<div>L\u00c9VY, P. Intelig\u00eancia coletiva: para uma antropologia do ciberespa\u00e7o. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2007.<\/div>\n<div>LOOTS, G.; COPPENS, K.; SERMIJN, J. Practising a rhizomatic perspective in narrative researchDoing Narrative Research, 2013.<\/div>\n<div>MACHADO, W. D. B. O PROFESSOR NA JANELA REPRESENTA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS DA VIDEOAULA PARA OS PROFESSORES DO CEDERJ. [s.l.] UFRJ, 2018.<\/div>\n<div>MAGALH\u00c3ES, H. G. Vygotsky e Moscovici sobre a Constitui\u00e7\u00e3o do Sujeito Vygotsky and Moscovici on the Subject Constitution. [s.d.].<\/div>\n<div>MAGGIO, M. O tutor na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia\u201d. Porto Alegre: Artmed, 2001. Porto Alegre: Artmed, 2001.<\/div>\n<div>MARA PALL\u00da, N.; LAROCCA, P. Dialogicidade e representa\u00e7\u00f5es sociais. Pr\u00e1xis Educativa (Brasil) Pr\u00e1xis Educativa, v. 2, n. 2, p. 182\u2013185, 2007.<\/div>\n<div>MARCHISOTTI, G. G. et al. The social representation of distance education from a Brazilian perspective. Ensaio: Avalia\u00e7\u00e3o e Pol\u00edticas P\u00fablicas em Educa\u00e7\u00e3o, v. 25, n. 96, p. 743\u2013769, set. 2017.<\/div>\n<div>MARKOV\u00c1, I. Dialogicality and Social Representations: The Dynamics of Mind. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.<\/div>\n<div>MARKOV\u00c1, I. et al. Dialogue in Focus Groups Exploring Socially Shared Knowledge. London: Equinox Publishing Ltd, 2007.<\/div>\n<div>MARKOV\u00c1, I. A fabrica\u00e7\u00e3o da teoria de representa\u00e7\u00f5es sociais. Cadernos de Pesquisa, v. 47, n. 163, p. 358\u2013375, mar. 2017a.<\/div>\n<div>MARTELETO, R. M. An\u00e1lise de redes sociais &#8211; aplica\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o. Ci. Inf., Bras\u00edlia, v. v. 30, n., p. 71\u201381, jan. \/abr. 2001, 2001.<\/div>\n<div>MATTAR, F. N. Pesquisa de Marketing. S\u00e3o Paulo: Atlas, 1997.<\/div>\n<div>MAZZOTTI, A. J. A. A abordagem estrutural das representa\u00e7\u00f5es sociais. Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o. Programa de Estudos P\u00f3s-Graduados em Educa\u00e7\u00e3o: Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o. ISSN 2175-3520, v. 0, n. 14\u201315, p. 17\u201337, 3 mar. 2005.<\/div>\n<div>MEAD, G. H. A Brincadeira, o Jogo e o Outro Generalizado. Mind, self, and society, v. 5, n. 1967, p. 152\u2013164, 1934.<\/div>\n<div>MEIRELLES, F. S.; MAIA, M. C. Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia: O Caso Open University. ERA- Revista de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas, v. 1, jan. 2002.<\/div>\n<div>MOORE, M. Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia uma vers\u00e3o Integrada. S\u00e3o Paulo: Editora Tompson, 2007.<\/div>\n<div>MOORE, M.; KEARSLEY, G. A educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: uma vis\u00e3o integrada. S\u00e3o Paulo: Thomson Le, 2010.<\/div>\n<div>MORAN, J. M. O Ensino Superior a Dist\u00e2ncia no Brasil. Educa\u00e7\u00e3o &#038; Linguagem, v. 12, n. 19, p. 17\u201335, 30 jun. 2009.<\/div>\n<div>MOSCOVICI, S. A representa\u00e7\u00e3o social da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.<\/div>\n<div>MOSCOVICI, S. Represeta\u00e7\u00f5es Sociais. Investiga\u00e7\u00e3o em Psicologia Social. Petr\u00f3polis: Editora Vozes, 2000.<\/div>\n<div>NISKIER, A. Educa\u00e7\u00e3o a Distancia &#8211; a Tecnologia da Esperan\u00e7a. Rio de Janeiro: Loyola, 1999.<\/div>\n<div>O GLOBO. As rosas n\u00e3o falam | Ancelmo &#8211; O Globo. Dispon\u00edvel em: <https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ancelmo\/post\/as-rosas-nao-falam-50966.html>. Acesso em: 14 set. 2019.<\/div>\n<div>O GLOBO. N\u00famero de novos alunos em cursos superiores presenciais cai em 2016 | Educa\u00e7\u00e3o | G1. Dispon\u00edvel em: <https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/numero-de-novos-alunos-em-cursos-superiores-presenciais-cai-em-2016.ghtml>. Acesso em: 16 set. 2017.<\/div>\n<div>OLIVEIRA DA MOTTA SAMPAIO, T. Coer\u00e7\u00e3o Aspectual: Uma abordagem lingu\u00edstica da percep\u00e7\u00e3o do tempo. [s.l.] UFRJ, 2015.<\/div>\n<div>PACHECO, A. Fatores que influenciam na evas\u00e3o nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o na dist\u00e2ncia. Encontro de Administra\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o. Florian\u00f3polis. Anais&#8230;Florian\u00f3polis: 2007<\/div>\n<div>PALACIOS, M. S. COTIDIANO E SOCIABILIDADE NO CYBERESPA\u00c7O: APONTAMENTOS PARA DISCUSS\u00c3O. Rio de Janeiro: 1996Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.comunidadesvirtuais.pro.br\/hipertexto\/biblioteca\/palacios.pdf>. Acesso em: 6 mar. 2019<\/div>\n<div>PERDUEA, K. J.; VALENTINE, T. Deterrents to participation in web- based continuing professional education. American Journal of Distance Education, v. 14, n. 1, p. 7 \u2013 26, 2000.<\/div>\n<div>PEREIRA, C. An\u00e1lise de dados qualitativos aplicados \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais. Psicologia, v. 15, n. 1, p. 177, 2014.<\/div>\n<div>PETERS, O. Did\u00e1tica do Ensino a Dist\u00e2ncia. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2003.<\/div>\n<div>PIAGET. A forma\u00e7\u00e3o do simbolo na crian\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Zahas Editores, 1964.<\/div>\n<div>PIAGET, J. A equilibra\u00e7\u00e3o das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.<\/div>\n<div>POPULAR, I. D. Pesquisa EAD e Juventude. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/datapopular.com.br\/pesquisa_explicada\/deskresearch\/>. Acesso em: 16 nov. 2016.<\/div>\n<div>PRADEEP, A. K. O C\u00e9rebro Consumista. S\u00e3o Paulo: Editora Cultrix, 2012.<\/div>\n<div>PRENSKY, M. Digital Natives, Digital Immigrants. On the Horizon, v. 9, p. 1\u20136, 2001.<\/div>\n<div>PRETTI, O. In\u00edcios e ind\u00edcios de um percurso. Cuiab\u00e1: UFMT \u2013 NEAD, 1996.<\/div>\n<div>RECUEIRO, R. Comunidades virtuais &#8211; Uma abordagem te\u00f3rica. Midia, Imprensa e as Novas Tecnologias, v. 24, n. 1, p. 221\u2013240, 2002.<\/div>\n<div>REIS, S. L. DE A.; BELLINI, M. Representa\u00e7\u00f5es sociais: teoria, procedimentos metodol\u00f3gicos e educa\u00e7\u00e3o ambiental. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, v. 33, n. 2, p. 149\u2013159, 2011.<\/div>\n<div>ROCHA, M. A.; VALDIVIA, I. M. A.; FIERROS, G. A. Las redes sociales: el acompa\u00f1amiento emocional de los estudiantes durante la movilidad estudiantil universitaria. Edutec. 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Belo Horizonte: CAED-UFMG, 2013.<\/div>\n<div>SARAIVA, T. Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia no Brasil: li\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria. Em Aberto, v. 70, 1996.<\/div>\n<div>SCHLICKMANN, R. et al. Fatores determinantes na op\u00e7\u00e3o do aluno pela modalidade a dist\u00e2ncia: um estudo nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o das universidades catarinenses. Recife: II encontro da administra\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, 2009<\/div>\n<div>SCHNEIDER, D. D. G.; PARENTE, M. A. DE M. P. O desempenho de adultos jovens e idosos na Iowa Gambling Task (IGT) : um estudo sobre a tomada de decis\u00e3o. Psicologia: Reflex\u00e3o e Cr\u00edtica, v. 19, n. 3, p. 442\u2013450, 2006.<\/div>\n<div>SHEA, T.; MOTIWALLA, L.; LEWIS, D. Internet-Based Distance Education\u2013The Administrator\u2019s Perspective. Journal of Education for Business, v. 77, n. 2, p. 112\u2013117, nov. 2001.<\/div>\n<div>SILVA, A. Estudo comparativo entre a metodologia do ensino a dist\u00e2ncia no \u00e2mbito do Cons\u00f3rcio CEDERJ e a presencial com enfoque nas disciplinas de contabilidade dos cursos de Administra\u00e7\u00e3o da UFRRJ. [s.l.] UFRRJ, 2010.<\/div>\n<div>SPINK, M. J. P. Representa\u00e7\u00f5es sociais: questionando o estado da arte. Rio de Janeiro: Psicologia &#038; Sociedade, 1996.<\/div>\n<div>STRUNGA, A. The Integration of Virtual Learning Communities into Universities\u2019 Knowledge Management Models. Procedia &#8211; Social and Behavioral Sciences, v. 197, p. 2430\u20132434, 2015.<\/div>\n<div>TERRA. Cristovam Buarque diz sentir \u201cfrustral\u00edvio\u201d. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/noticias.terra.com.br\/brasil\/noticias\/0,, OI258908-EI1194, 00-Cristovam+Buarque+diz+sentir+frustralivio.html>. Acesso em: 27 set. 2019.<\/div>\n<div>TH\u00c9RET, B. Os tr\u00eas estados da moeda. Abordagem interdisciplinar do fato monet\u00e1rio. v. 17, n. 132, p. 1\u201328, 2008.<\/div>\n<div>TOFFLER, A. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1997.<\/div>\n<div>TORRES, P. L. Laborat\u00f3rio on line de aprendizagem: uma proposta cr\u00edtica de aprendizagem colaborativa para a educa\u00e7\u00e3o. [s.l.] Florian\u00f3polis, SC, 2002.<\/div>\n<div>UFRRJ. Enade: veja como foi o desempenho dos cursos da Rural que realizaram exame de 2015. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/portal.ufrrj.br\/enade-veja-como-foi-o-desempenho-dos-cursos-da-rural-que-realizaram-exame-de-2015\/>. Acesso em: 19 dez. 2017.<\/div>\n<div>VIANA, L. G. Determinantes da resist\u00eancia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (ead) : Uma pesquisa com alunos do Curso de Administra\u00e7\u00e3o da UFF. Niter\u00f3i: Universidade Federal Fluminense, 2011.<\/div>\n<div>VIANA, L. G.; PROBA, F. DA S. O marketing digital na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: estrat\u00e9gia em rede social e a resist\u00eancia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia identificada na Am\u00e9rica Latina. Revista Internacional de Tecnolog\u00eda, Ciencia y Sociedad, v. 4, n. 2, 3 jun. 2015.<\/div>\n<div>VIANNEY, J. A amea\u00e7a de um modelo \u00fanico para a EaD no Brasil. Colabor@ &#8211; A Revista Digital da CVA-RICESU, v. 5, n. 17, 2009.<\/div>\n<div>VILLARDI, R.; L\u00dcCK, E. Gest\u00e3o educacional na cultura digital. Rio de Janeiro: Editora Autografia, 2015.<\/div>\n<div>VILLARDI, R.; OLIVEIRA, E. G. Tecnologia na Educa\u00e7\u00e3o: uma perspectiva s\u00f3cio-interacionista. Rio de Janeiro: Dunya, 2005.<\/div>\n<div>VYGOSTKY, L.; SEMENOVICH. Pensamento Linguagem. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, [s.d.].<\/div>\n<div>VYGOTSKY, L. S. A Forma\u00e7\u00e3o Social da Mente. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes Editora, 1991.<\/div>\n<div>WEBER, M. Conceitos b\u00e1sicos de sociologia. S\u00e3o Paulo: Centauro Editora, 2002.<\/div>\n<div>ZALTMAN, G.; DUNCAN, R. Strategies for planned change. New York: Wiley &#038; Sons, 1977.<\/div>\n<div>ZERBINI, T. et al. Percep\u00e7\u00f5es sobre Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia: Limita\u00e7\u00f5es e Restri\u00e7\u00f5es \u00e0 Implanta\u00e7\u00e3o da Universidade Corporativa do Banco Central do Brasil. EnANPAD 2006, 30 Encontro da ANPAD. Anais&#8230;Salvador: 2006Dispon\u00edvel em: <http:\/\/eprints.uanl.mx\/5481\/1\/1020149995.PDF><\/div>\n<div>ZIEMKE, T.; SEMIN, G. R.; SMITH, E. R. Interfaces of social psychology with situated and embodied cognition Action editorCognitive Systems Research. [s.l: s.n.]. Dispon\u00edvel em: <www.elsevier.com\/locate\/cogsys>. Acesso em: 25 abr. 2019.<\/div>\n<div>ZITTOUN, T. Dialogical approaches to trust in communication. Charlotte: Information Age, 2014.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>8 ANEXO<\/div>\n<div>Sujeito Ego Alter Negativa ego Negativa alter<\/div>\n<div>1 Oportunidade, necessidade, responsabilidade, disponibilidade e prioridade Inferior , acomodado, f\u00e1cil , irrespons\u00e1vel e necessidade. X<\/div>\n<div>2 Flexibilidade,oportunidade,disponibilidade,nenhuma interfer\u00eancia no trabalho e a facilidade Facilidade, flexibilidade no hor\u00e1rio,profissional &#8216;ralo&#8217;, ppode ser conjugado com trabalho e &#8220;f\u00e1cil&#8221; X<\/div>\n<div>3 Autodidatismo, melhorar a produtividade,\u00a0 flexibilidade, inova\u00e7\u00e3o, oportunidade de aperfei\u00e7oamento, Alternativa, estudos flex\u00edveis, evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, diploma mais acess\u00edvel, pr\u00e1tico<\/div>\n<div>4 Foco, repeti\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o,tempo,sozinho. F\u00e1cil, n\u00e3o funciona, diferente, n\u00e3o gosto, ineficaz. X X<\/div>\n<div>5 Dinamismo, qualidade, agilidade, compromisso, desafio. Facilidade, compromisso, rapidez, flexibilidade, dificuldade<\/div>\n<div>6 Educa\u00e7\u00e3o, oportunidade, qualidade, disponibilidade, alternativa. Facilidade, comodismo, praticidade, conforto, agilidade.<\/div>\n<div>7 Praticidade, sistema, adapta\u00e7\u00e3o, tempo, custo Aprendizagem, dificuldade, orienta\u00e7\u00e3o, valor, tempo X<\/div>\n<div>8 Praticidade, flexibilidade de hor\u00e1rio, disciplina, tranquilidade, acessibilidade Facilidade, baixo investimento, flexibilidade de hor\u00e1rios, acessibilidade<\/div>\n<div>9 Desempenho, qualidade, internet,videos,tempo. Aprendizagem , ma qualidade, presen\u00e7a, desempenho, longe. X<\/div>\n<div>10 Praticidade, liberdade, autonomia, tecnologia e oportunidade; Um pouco de preconceito, mas percebendo o valor com o tempo. X<\/div>\n<div>11 Online, tempo, praticidade, conveniencia, inform\u00e1tica N\u00e3o convencional, simples, curto, v\u00e1lida, pr\u00e1tica<\/div>\n<div>12 Dificil, foco, praticidade, vontade, determinacao Dificuldade, puxado, ousado, persistencia, forca de vontade<\/div>\n<div>13 Desafiador, importante, prazeroso, flex\u00edvel, bom Medo, desqualificado, preconceito, dificuldade, desconfian\u00e7a X<\/div>\n<div>14 Praticidade, responsabilidade, compet\u00eancia, acessibilidade, disciplina\u00e7\u00e3o Dificuldade, desinteresse, brincadeira, desimportante, pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>15 Informa\u00e7\u00e3o, tempo, educa\u00e7\u00e3o, acesso, estudo Redu\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia, economia, redu\u00e7\u00e3o de tempo, disponibilidade para trabalhar, facilidade<\/div>\n<div>16 Disciplina, foco, amplitude de aprendizado, dedica\u00e7\u00e3o, resultado Facilidade, descren\u00e7a, desconhecimento de como funciona, diploma n\u00e3o vale, n\u00e3o estudar X<\/div>\n<div>17 Educa\u00e7\u00e3o com aux\u00edlio da internet Educa\u00e7\u00e3o com aux\u00edlio de internet<\/div>\n<div>18 Facilidade,tempo, comodidade,disciplina,compromisso. Preconceito,pregui\u00e7a,tempo X<\/div>\n<div>19 Acesso a informa\u00e7\u00e3o, facilidade de revis\u00e3o, flexibilidade de hor\u00e1rio, atendimento, oportunidade Para pregui\u00e7oso, desvalorizado, pouca concorr\u00eancia, muitas mat\u00e9rias, falta de professores. X<\/div>\n<div>20 Inclus\u00e3o, oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, tempo e disciplina. Menos importante, peso menor, facilidade, oportunidade, tempo. X<\/div>\n<div>21 Economia, din\u00e2mico, oportunidade, praticidade, tempo Comodidade, alternativo, pouco complexo X<\/div>\n<div>22 Facilidade, oportunidade, conhecimento, disponibilidade,valido Oportunidade, inclusao, conhecimento , facilidade, valido<\/div>\n<div>23 Comodidade,economia de tempo,economia de dinheiro,inclus\u00e3o,reconhecimento Sem credibilidade,entrada no mercado de trabalho, X<\/div>\n<div>24 Responsabilidade, compromisso, empenho, vontade e foco Deveres, trabalho, facilidade, foco e responsabilidade.<\/div>\n<div>25 Oportunidade, flexibilidade, for\u00e7a de vontade, disciplina, qualidade. &#8220;moleza&#8221;, facil, s\u00f3 pra conseguir diploma, nao arende nada, bom. X<\/div>\n<div>26 Modernidade,facilidade,comodidade,inova\u00e7\u00e3o,interessante Pregui\u00e7a,f\u00e1cil,comodo,util,novo X<\/div>\n<div>27 Disciplina, foco, perseveran\u00e7a, organiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o. Facilidade, disponibilidade, estudar quando quiser ou puder e coisas do tipo.<\/div>\n<div>28 Facilidade, economia de tempo, hor\u00e1rio de estudo flex\u00edvel, tecnologia, praticidade N\u00e3o sei.<\/div>\n<div>29 Flexibilidade, individualiza\u00e7\u00e3o, acesso f\u00e1cil, concentra\u00e7\u00e3o e crescimento Funciona mesmo, pregui\u00e7a, falta de concentra\u00e7\u00e3o, validade de diploma e amizade X<\/div>\n<div>30 Liberdade, tempo, agilidade, disponibilidade, dedica\u00e7\u00e3o Medo, duvida, confian\u00e7a, seriedade X<\/div>\n<div>31 Oportunidade, estudo, otimiza\u00e7\u00e3o, disciplina, individualidade Estudo, esfor\u00e7o, pregui\u00e7a, emprego, oportunidade X<\/div>\n<div>32 interessante, estudar em casa, n\u00e3o gasta tanto tempo, preciso de um computador, seria legal Mais f\u00e1cil, gasta menos tempo, mais pr\u00e1tico, precisa de computador, legal X<\/div>\n<div>33 Praticidade, flexibilidade, disciplina, sem rotina, Praticidade, flexibilidade, disciplina, sem rotina,<\/div>\n<div>34 Poder decidir hor\u00e1rios de estudo, acessibilidade, praticidade, facilidade, conveni\u00eancia Praticidade, tempo livre, conveni\u00eancia, facilidade, praticidade<\/div>\n<div>35 Praticidade, diversidade, comodidade, tempo e tranquilidade. Facilidade, disponibilidade, facilidade, disponibilidade e praticidade.<\/div>\n<div>36 Flexibilidade, estudo, qualidade de vida, seguran\u00e7a, tempo com a fam\u00edlia Facilidade, oportunidade, flexibilidade, forma\u00e7\u00e3o superior, estudar quando quiser<\/div>\n<div>37 Dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento, organiza\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o e flexibilidade Ensino n\u00e3o qualificado, modalidade f\u00e1cil, falta de apoio da coordena\u00e7\u00e3o, desinteresse e ruim X<\/div>\n<div>38 Praticidade, qualidade, menor custo financeiro, flexibilidade de hor\u00e1rio, oportunidade Qualidade inferior, dificuldade no aprendizado das disciplinas X<\/div>\n<div>39 Oportunidade, facilidade, inclus\u00e3o, Desconfian\u00e7a, oportunidade X<\/div>\n<div>40 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, foco, motiva\u00e7\u00e3o e perseveran\u00e7a. Disciplina, \u00e2nimo, dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento e nunca desistir,<\/div>\n<div>41 Acessibilidade, flexibilidade, hor\u00e1rio, pesquisa e oportunidade Ensino pobre, pouca relev\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao presencial, falta de cursos, aulas gravadas e f\u00e1cil. X<\/div>\n<div>42 Dedica\u00e7\u00e3o, foco, desempenho, comodidade e tempo Comodidade, oportunidade, tecnologia, facilidade e tempo<\/div>\n<div>43 Desafio, aprendizado, experi\u00eancia, dedica\u00e7\u00e3o e disciplina. Dificuldade, perca de tempo, n\u00e3o tem o mesmo valor que a presidencial, desafio. X<\/div>\n<div>44 Futuro, for\u00e7a de vontade, facilidade, rapidez, disponibilidade. N\u00e3o penso nos outros.<\/div>\n<div>45 Praticidade, autodidatoca, disciplina, autodominio, sucesso Desleixo, moleza, economia, disciplina, modernidade X<\/div>\n<div>46 Acessibilidade, facilidade,\u00a0 disponibilidade, pre\u00e7o e compromisso. Necessidade, acessibilidade, facilidade, pre\u00e7o e tempo.<\/div>\n<div>47 Estudo, tempo, facilidade,economia,necessario Importante, necessario, oportunidade, economico,facilidade<\/div>\n<div>48 Flexibilidade, individualiza\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de tempo de estud0, amplitude de op\u00e7\u00f5es e acesso facil Facilidade, agilidade, comprometimento, comodidade, custos reduzidos<\/div>\n<div>49 Disponibilidade,viabilidade,facilidade,inteligencia,tempo Ruim,facilidade, falta de tempo,progresso,educa\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>50 Acesso, disponibilidade, gradua\u00e7ao,intera\u00e7ao e velocidade Acesso e disponibilidade,<\/div>\n<div>51 Foco individual, menor custo, dedica\u00e7\u00e3o, flexibilidade e gest\u00e3o de tempo Custo baixo, comodidade, estudo em casa, foco individual e concilia\u00e7\u00e3o das tarefas<\/div>\n<div>52 Facilidade, disponibilidade, foco, disciplina, estudo Simples, possibilidade, disciplina, foco, estudo<\/div>\n<div>53 Praticidade, disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, comodidade, economia Trabalho, pregui\u00e7a, falta de op\u00e7\u00e3o, falta de tempo, descr\u00e9dito X<\/div>\n<div>54 Educa\u00e7\u00e3o, tempo, disponibilidade, ser respons\u00e1vel e dist\u00e2ncia Tempo, disponibilidade, educa\u00e7\u00e3o, dist\u00e2ncia e velocidade<\/div>\n<div>55 Aprendizagem, oportunidade, reconhecimento, flexibilidade,intera\u00e7\u00e3o Oportunidade, aprendizagem, flexibilidade, comodismo, pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>56 Estudos, efici\u00eancia, qualidade, disciplina valoriza\u00e7\u00e3o Dif\u00edcil, comprometimento, n\u00e3o deve ser eficaz, \u00e9 necess\u00e1rio disciplina, aprendizado X<\/div>\n<div>57 Cederj, unopar, possibilidade, mobilidade, oportunidade Oportunidade, possibilidade, acessibilidade, avanco<\/div>\n<div>58 Investir, qualidade, economia, facilidade, tempo. Disponibilidade, acessibilidade, conhecimento, tempo, economia.<\/div>\n<div>59 Dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade,foco,\u00a0 comprometimento e aprendizagem Loucura, persist\u00eancia, foco, diciplina e dedica\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>60 Egal; possibilidades; conhecimento mais f\u00e1cil;responsabilidade e sonho Entusiasmo; credibilidade; for\u00e7a de vontade;responsabilidade; coragem<\/div>\n<div>61 Inclus\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, capacita\u00e7\u00e3o e tempo Facilidade, r\u00e1pido, autodidatismo, descr\u00e9dito e desinteresse X<\/div>\n<div>62 Forma\u00e7\u00e3o, aprendizado, praticidade, evolu\u00e7\u00e3o, legado. Que n\u00e3o \u00e9 bom, f\u00e1cil, pr\u00e1tico, importante, oportunidade. X<\/div>\n<div>63 Comprometimento,dedicac\u00e3o,aprendizagem,for\u00e7a de vontade,estudo Disciplina,tempo dispin\u00edvel,muita leitura,cansativo,dificuldade<\/div>\n<div>64 Autodidatismo; perseveran\u00e7a; pesquisa; dom\u00ednio pr\u00f3prio; flexibilidde Pregui\u00e7a; desprest\u00edgio; mudan\u00e7as dessas mentalidades; emprego; renda X<\/div>\n<div>65 Praticidade, disponibilidade, aumento hora\/aula, novas praticas curriculares, economia de dinheiro. Praticidade, economia de dinheiro, inconsist\u00eancia pedag\u00f3gica, mais rigor em avalia\u00e7\u00f5es pelo mec.<\/div>\n<div>66 Tempo, gest\u00e3o , facilidade, responsabilidade e empenho Preconceito, desconfian\u00e7a, incredulidade, por qual motivos voc\u00ea escolheu X<\/div>\n<div>67 Oportunidade, disponibilidade, bom, desafiante, motivador Oportunidade, ruim, desafiante, motivador, bom X<\/div>\n<div>68 Otimiza\u00e7\u00e3o, rapidez, flexibilidade, organiza\u00e7\u00e3o e tempo Ensino, dificuldade, tempo, m\u00e9dio e distante.<\/div>\n<div>69 Praticidade, tempo, disposi\u00e7\u00e3o, for\u00e7a de vontade e determina\u00e7\u00e3o N\u00e3o \u00e9 mesma coisa que faculdade X<\/div>\n<div>70 Facilidade,\u00a0 praticidade, interatividade, comodidade, desafiante Loucura, dificuldade, imposs\u00edvel, invi\u00e1vel, improv\u00e1vel X<\/div>\n<div>71 Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o do tempo, empenho, foco, determina\u00e7\u00e3o Facilidade, pre\u00e7o acess\u00edvel, baixo comprometimento, diploma f\u00e1cil, redu\u00e7\u00e3o do deslocamento X<\/div>\n<div>72 Praticidade, qualidade, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, custo F\u00e1cil, ruim, chato, confi\u00e1vel, seguro X<\/div>\n<div>73 Flexibilidade de hor\u00e1rio, praticidade, comodidade, qualidade de ensino, custo-benef\u00edcio. Qualidade ruim, depend\u00eancia da internet, dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o, op\u00e7\u00f5es de curso, disciplina X<\/div>\n<div>74 Qualidade ,flexibilidade,proximidade,facilidade,acesso. Bom,razoavel,fraco,ruim,aceitavel. X<\/div>\n<div>75 Praticidade, empenho, oportunidade, qualidade, dedica\u00e7\u00e3o Facilidade, oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, conhecimento, objetivo<\/div>\n<div>76 Cederj,ead,esfor\u00e7o,qualidade,mercado Preguica,trabalho,dificuldade,ead,estacio X<\/div>\n<div>77 Facilidade, comodidade, tempo, adapta\u00e7\u00e3o, desafio. Dificuldade de se adaptar, ensino de baixa qualidade devido a dist\u00e2ncia, pouca motiva\u00e7\u00e3o, X<\/div>\n<div>78 Aprendizagem, foco, oportunidade, sociedade e mudan\u00e7a. Foco, tempo, desanimo, desistir, jovens.<\/div>\n<div>79 Facilidade, economia, comodidade, efici\u00eancia, disciplina Preconceito,d\u00favida, sociabiliza\u00e7\u00e3o, medo,des\u00e2nimo X<\/div>\n<div>80 Economia, facilidade, praticidade, forma\u00e7\u00e3o, cultura. Ganho de tempo, praticidade, economia, atualidade, forma\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>81 Disciplina, motiva\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, curiosidade, responsabilidade. Responsabilidade, disciplina, coragem, dedica\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>82 Foco, determina\u00e7\u00e3o, coragem, dedica\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia Tempo, dif\u00edcil, coragem, estudo, paci\u00eancia<\/div>\n<div>83 Disponibilidade, gastos, temo, acesso, dinamica As mesmas das minhas ao meu ver<\/div>\n<div>84 Oportunidade, educa\u00e7\u00e3o, aprendizagem, facilita\u00e7\u00e3o, barato Educa\u00e7\u00e3o de qualidade, f\u00e1cil entendimento, grande oportunidade, n\u00e3o adianta muita coisa, dif\u00edcil. X<\/div>\n<div>85 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, acesso as pessoas que n\u00e3o tem tempo para ir Dif\u00edcil, tem que se dedicar,<\/div>\n<div>86 Dedica\u00e7\u00e3o,compromisso,estudo,seriedade,forma\u00e7\u00e3o, Dedica\u00e7\u00e3o,compromisso,esfor\u00e7o,seriedade,forma\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>87 Flexibilidade, praticidade, tempo, economia, op\u00e7\u00e3o. F\u00e1cil, ruim, fraco, r\u00e1pido, barato. X<\/div>\n<div>88 Tempo, diploma, forma\u00e7\u00e3o. D\u00favida, estudos, oportunidade,<\/div>\n<div>89 Praticidade, flexibilidade, oportunidade, inclus\u00e3o, aprimoramento Alternativa, nova forma\u00e7\u00e3o, falta de tempo, autonomia, liberdade<\/div>\n<div>90 Acessibilidade, facilidade, aprendizado, forma\u00e7\u00e3o profissional, mercado de trabalho Facilidade, acess\u00edvel, forma\u00e7\u00e3o profissional, aprendizado, mercado de trabalho<\/div>\n<div>91 Filhos,falta de tempo, praticidade,sem necessidade de locomo\u00e7\u00e3o, conhecimento Besteira, diploma \u00e9 v\u00e1lido, n\u00e3o vai conseguir estudar, isso \u00e9 muito bom, uma boa oportunidade X<\/div>\n<div>92 Dificuldade, for\u00e7a de vontade, aprendizado, realiza\u00e7ao, oportunidade Falta de condi\u00e7oes financeiras de diversas pessoas,<\/div>\n<div>93 Qualidade,eficiencia.,aptidao pessoal e facilidade Curso para quem n\u00e3o dispoe de muito tempo<\/div>\n<div>94 Flexibilidade, credibilidade, empenho, capacita\u00e7\u00e3o e vi\u00e1vel. Acess\u00edvel, barato, f\u00e1cil, capacitante e flex\u00edvel.<\/div>\n<div>95 Praticidade, efici\u00eancia, velocidade, facilidade, economicidade Responsabilidade, comprometimento, foco, dificuldade, disciplina<\/div>\n<div>96 Desafio, complicado, dedica\u00e7\u00e3o, abrir m\u00e3o do tempo livre, chance de me formar. Complicado, quase imposs\u00edvel, n\u00e3o vai terminar, evitar distra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa da presencial. X<\/div>\n<div>97 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, interesse, facilidade, posso estudar na hora que eu quiser Falta de tempo, facilidade, inova\u00e7\u00e3o, interesse, pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>98 Disciplina, praticidade, hor\u00e1rio, organiza\u00e7\u00e3o Praticidade, hor\u00e1rio, dist\u00e2ncia<\/div>\n<div>99 Dedica\u00e7\u00e3o, disponibilidade, disciplina, maior acesso Acredito que pensem ser de baixa qualidade X<\/div>\n<div>100 Qualifica\u00e7\u00e3o sem\u00a0 interfer\u00eancias externas e foco total As outras pessoas aceitam e entendem sobre a oportunidade<\/div>\n<div>101 Praticidade, tempo, agilidade, disponibilidade, oportunidade Nao faria, nao aprende, perca de tempo, nao gradua, nao da certificado X<\/div>\n<div>102 Inclus\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o, benevol\u00eancia, curr\u00edculo e did\u00e1tica Avalia\u00e7\u00e3o, busca, conhecimento, d\u00favidas e estudos<\/div>\n<div>103 Praticidade, oportunidade, desafio,prud\u00eancia, criatividade. Reconstru\u00e7\u00e3o, desafio, disciplina, dificuldade, comodismo. X<\/div>\n<div>104 Comprometimento, auto-disciplina, auto-didata, facilidade, alto rendimento. Comprometimento, auto-disciplina, auto-didata, facilidade, alto rendimento.<\/div>\n<div>105 Facilidade, acessibilidade, disponibilidade, tempo.\u00a0 Facilidade, acessibilidade, disponibilidade, tempo.<\/div>\n<div>106 Esfor\u00e7o,persistencia,dedi\u00e7ao,coragem,diciplina Dificil,cansativo,solitario,dedica\u00e7ao,coragem, X<\/div>\n<div>107 Responsabilidade, organiza\u00e7\u00e3o, vontade, esfor\u00e7o, compet\u00eancia Dificuldade,\u00a0 organiza\u00e7\u00e3o, vontade, esfor\u00e7o, compet\u00eancia<\/div>\n<div>108 Oportunidade, aprendizagem, conhecimento, leitura, dedica\u00e7\u00e3o Pouca informa\u00e7\u00e3o, pouco aproveitado, X<\/div>\n<div>109 Disciplina, organiza\u00e7ao, praticidade, disponibilidade, aprovritamento Preconceito, facilidade, inferioridade, disponibilidade, inseguran\u00e7a X<\/div>\n<div>110 Oportunidade, flexibilidade, aprendizado, cultura, experi\u00eancia N\u00e3o funciona, n\u00e3o sabe que existe, n\u00e3o d\u00e3o cr\u00e9dito, desmerecem por ser p\u00fablico, incapacidade X<\/div>\n<div>111 Economia, aprendizagem, praticidade, seguran\u00e7a e flexibilidade de hor\u00e1rio Pouca disponibilidade, economia, aprendizagem, seguran\u00e7a e flexibilidade de hor\u00e1rio<\/div>\n<div>112 Oportunidade,crescimento,sonho,custo beneficio e inclus\u00e3o Oportunidade,crescimento,sonho,custo beneficio e inclus\u00e3o X<\/div>\n<div>113 Comprometimento,dedica\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, foco, tempo. Ensino reduzido, dif\u00edcil, compromisso, aptid\u00e3o, foco. X<\/div>\n<div>114 Dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, empenho, pesquisa, flexibilidade Facilidade, disponibilidade, flexibilidade, inferioridade,importancia X<\/div>\n<div>115 Praticidade, economia, disciplina, interesse, vontade Praticidade, economia, esfor\u00e7o, pregui\u00e7a, vontade X<\/div>\n<div>116 Flexibilidade, diploma reconhecido,\u00a0 praticidade, valor reduzido Dif\u00edcil, ensino superficial, pr\u00e1tico, diferente, barato<\/div>\n<div>117 Internet, computador,\u00a0 aten\u00e7\u00e3o, online, dificuldade Computador, estudar, facilidade, forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, dificuldade<\/div>\n<div>118 Inclus\u00e3o, praticidade, disciplina, comodidade, trabalho Trabalho, educa\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o, praticidade, disciplina<\/div>\n<div>119 Educa\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o, oportunidade, reconhecimento e realiza\u00e7\u00e3o Oportunidade , prest\u00edgio,amadurecimento, profissionalismo e valoriza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>120 Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, facilidade para trabalhar e estudar, flexibilidade de hor\u00e1rio, internet Liberdade de hor\u00e1rio, possibilidade de trabalhar e estudar, internet, organiza\u00e7\u00e3o, facilidade<\/div>\n<div>121 Acesso, inclus\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, aprendizado, online Facilidade, acesso, tempo, recursos, online<\/div>\n<div>122 Praticidade, otimiza\u00e7\u00e3o de tempo, tecnologia, flexibilidade, autonomia para o aluno. Menor qualidade, preconceito, desinforma\u00e7\u00e3o, poss\u00edvel mudan\u00e7a deste pensamento, tecnologia. X<\/div>\n<div>123 Oportunidades, eficiente, beneficio, aprendizagem e dinanismo Melhor oportunidade<\/div>\n<div>124 Controle de tempo; controle de estudo; desafio; desempenho e paci\u00eancia. Interessante; importante; oportunidade; paci\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>125 Praticidade, optimiza\u00e7\u00e3o de tempo, conforto, viabilidade e ajust\u00e1vel. Sem custos, de f\u00e1cil acesso<\/div>\n<div>126 Praticidade, economia, autodidatica, Praticidade, economia<\/div>\n<div>127 Aperfei\u00e7oamento, cultura, for\u00e7a de vontade, empenho e dedica\u00e7\u00e3o Indiferentes, menosprezam, olhar torto, desconfian\u00e7a e achismo. X<\/div>\n<div>128 Ead, ensino, esperan\u00e7a, oportunidade e dedica\u00e7\u00e3o. Ead, ensino, esperan\u00e7a, oportunidade e dedica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>129 Praticidade, flexibilidade de hor\u00e1rio, comodidade. Praticidade, flexibilidade de hor\u00e1rio, comodidade, economia com transporte, tempo de organiza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>130 Flexibilidade, disciplina Desinforma\u00e7\u00e3o, desconfian\u00e7a X<\/div>\n<div>131 Facilidade, economia,mais tempo,melhor qualidade de vida, oportunidade Mais facil, desconfianca, economia, facilidade de acesso, preocupacao X<\/div>\n<div>132 Oportunidade, disponibilidade, inclus\u00e3o, flexibilidade, custo-beneficio Facilidade, inclus\u00e3o, oportunidade, flexibilidade, custo-benef\u00edcio<\/div>\n<div>133 Facilidade,organiza\u00e7\u00e3o Facilidade,organiza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>134 Oportunidade, concentra\u00e7\u00e3o, desempenho,garra e respeito ao seu limite. Complicado, cansativo,desvaloriza\u00e7\u00e3o, medo e cauteloso. X<\/div>\n<div>135 Facilidade, educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o,\u00a0 aprendizado e tempo Negatividade, pregui\u00e7a, praticidade, professor, estudo X<\/div>\n<div>136 Disponibilidade de tempo, flexibilidade, dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade, esfor\u00e7o Falta de tempo, falta de foco, falta de responsabilidade, materia acumulada, muito conteudo X<\/div>\n<div>137 Facilidade,economia,possibilidade,qualidade,ensino. N\u00e3o \u00e9 boa,melhor que nada, \u00e9 a que sobrou, dar pro gasto, sim vele a pena. X<\/div>\n<div>138 Tempo, dedica\u00e7ao, concentra\u00e7ao, muita leitura, Facilidade, liberdade, diploma, tempo, ler<\/div>\n<div>139 Oportunidade, aprendizado, praticidade, evolu\u00e7\u00e3o, simples Oportunidade, aprendizado, facilidade, praticidade, evolu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>140 Fazer minha gradua\u00e7ao,formar, trabalhar na minha area. Prefiro nao responder.<\/div>\n<div>141 Abrang\u00eancia, conectividade, adequa\u00e7\u00e3o, atendimento, tempo Qualidade, prest\u00edgio, conhecimento, tempo, comodidade<\/div>\n<div>142 Oportunidade, acesso, apoio, coragem, facilidade Oportunidade, acesso, facilidade, apoio, coragem<\/div>\n<div>143 Comprometimento, organiza\u00e7ao, esfor\u00e7o, oportunidade, tempo. Facilidade, tempo livre.<\/div>\n<div>144 Dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, objetivo, comprometimento Pouca qualidade, falta de rigidez, dificuldade no aprendizado, desorganiza\u00e7\u00e3o e indisciplina X<\/div>\n<div>145 Forma\u00e7\u00e3o, qualidade, tempo.<\/div>\n<div>146 Oportunidade,inclus\u00e3o,integra\u00e7\u00e3o,tempo e acessibilidade. Tempo,internet,tecnologia,oportunidade e inclus\u00e3o<\/div>\n<div>147 Disciplina, estudo, organiza\u00e7\u00e3o, determina\u00e7\u00e3o e foco. Dif\u00edcil, estudar a dist\u00e2ncia \u00e9 complicado, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que a presencial, pouco conhecida X<\/div>\n<div>148 Qualidade, praticidade, comodidade, reconhecimento e flexibilidade Qualidade, praticidade, comodidade, reconhecimento e flexibilidade<\/div>\n<div>149 Falta de tempo, flexibilidade, comodidade, economia de dinheiro, facilidade de cursar Facilidade de acesso, mais barato, flex\u00edvel, c\u00f4modo e falta de tempo<\/div>\n<div>150 Ambi\u00e7\u00e3o, independ\u00eancia nos estudos, ser autodidata, din\u00e2mico, ter inciativa Acomoda\u00e7\u00e3o, pregui\u00e7oso, falta de op\u00e7\u00e3o, perda de tempo, fracasso X<\/div>\n<div>151 Praticidade, vontade,acessibilidade,tempo,facilidade Praticidade,op\u00e7\u00e3o,vontade, acessibilidade,oportunidade<\/div>\n<div>152 Oportunidade &#8211; aprendizado &#8211; disciplina &#8211; compromisso &#8211;\u00a0 foco &#8211;\u00a0 Desconfian\u00e7a &#8211; desvaloriza\u00e7\u00e3o &#8211; preconceito &#8211; resist\u00eancia &#8211; falta de informa\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>153 Flexibilidade, modernidade, economia, liberdade, perspectiva Financeira, liberdade,flexibilidade, tempo, facilidade<\/div>\n<div>154 Dedica\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o, crescimento, futuro, objetivo. Dedica\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o, crescimento, futuro, objetivo<\/div>\n<div>155 Oportunidade,conhecimento,sonho,qualifica\u00e7\u00e3o,flexibilidade Sabedoria,disponibilidade,praticidade,comprometimento,resili\u00eancia<\/div>\n<div>156 Esfor\u00e7o, disciplina, m\u00e9todo, foco, internet. Esfor\u00e7o,v\u00eddeo aulas, cursos fracos, inefic\u00e1cia, pouca concorr\u00eancia. X<\/div>\n<div>157 Objetivo,foco,determina\u00e7\u00e3o,perseveran\u00e7a,confian\u00e7a Desiste,\u00e9 loucura,voc\u00ea n\u00e3o vai conseguir,um erro,n\u00e3o faz isso X<\/div>\n<div>158 Grande oportunidade,sucesso profis, flexibilidade,trabalho dos meus sonhos,acesso ao ensino superior Valoriza\u00e7\u00e3o, maior grau de exig\u00eancia, carga horaria flex\u00edvel, melhor chance emprego, estudar sempre<\/div>\n<div>159 Econ\u00f4mico,flexibilidade de tempo,qualidade do curso,facilidade de acesso aos conte\u00fados,inclus\u00e3o. Qualidade p\u00e9ssima, falta de tempo de estudar em casa, X<\/div>\n<div>160 Disciplina, foco, acessibilidade, economia, flexibilidade Flexibilidade, acessibilidade, mesmo valor de certifica\u00e7\u00e3o, internet, dist\u00e2ncia<\/div>\n<div>161 Internet,estudar,casa,conex\u00e3o,p\u00fablica. Ruim,problem\u00e1tica,p\u00fablica,dif\u00edcil,dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div>162 Disciplina, empenho, comodidade, economia e qualidade Comodismo, relaxamento, economia, facilidade e dedica\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>163 Praticidade Nao dao muito credito X<\/div>\n<div>164 Facilidade, tempo, agilidade, internet, casa Se adequar ao estudo a dist\u00e3ncia, pois muitos nao levam a s\u00e9rio.<\/div>\n<div>165 Oportunidade; estudar em casa; economia; seguran\u00e7a pessoal; conciliar estudo com aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia. Estudar em casa; conciliar estudo e trabalho; liberdade; economia; oportunidade.<\/div>\n<div>166 Conhecimento, futuro, ideias, car\u00e1ter e tecnologia. Inclus\u00e3o, oportunidade, igualdade, conhecimento e auto disciplina<\/div>\n<div>167 Economia, praticidade, mobilidade, flexibilidade, facilidade Facilidade, mobilidade, praticidade, economia flexibilidade<\/div>\n<div>168 Facilidade, rapidez, ganho de tempo, poucas aulas e a gradua\u00e7\u00e3o. Dificuldade, perda de tempo, sem valor, falta de pr\u00e1tica e poucas aulas X<\/div>\n<div>169 Flexibilidade, disponibilidade, hor\u00e1rio, comprometimento, foco. Dificuldade, foco, disciplina, disponibilidade, dist\u00e2ncia.<\/div>\n<div>170 Disciplina, comprometimento, organiza\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o e planejamento. Facilidade, falta de credibilidade, praticidade, sem necessidade de organiza\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o. X<\/div>\n<div>171 Condi\u00e7\u00f5es,comodidade,acessibilidade,completo,dinamicoe tecnologico Economico,rapido,avan\u00e7ado,educativo e bem elaborado<\/div>\n<div>172 Efetividade,praticidade,economia,utilidade e facilidade Curiosidade,dedica\u00e7\u00e3o,perseveran\u00e7a,foco e disciplina<\/div>\n<div>173 Disponibilidade, dificuldade, conquista, oportunidade, obstaculo Dificuldade, oportunidade, obstaculo, conquista, disponibilidade<\/div>\n<div>174 Dificuldade,foco,aten\u00e7\u00e3o,determina\u00e7\u00e3o e pregui\u00e7a Pregui\u00e7a,foco,determina\u00e7\u00e3o.coragem e dificuldade X<\/div>\n<div>175 Educa\u00e7\u00e3o, futuro, estudos,gradua\u00e7\u00e3o, crescimento Educa\u00e7\u00e3o, dif\u00edcil, concilia\u00e7\u00e3o, emprego, oportunidade<\/div>\n<div>176 Acessibilidade, tempo, complexidade, esfor\u00e7o e autodidata. Dif\u00edcil, nunca conseguiria, imposs\u00edvel, n\u00e3o tenho tempo. X<\/div>\n<div>177 Praticidade, empenho, disciplina, oportunidade, dificuldade. Dificuldade, paci\u00eancia, disciplina, desconfian\u00e7a, empenho. X<\/div>\n<div>178 Disponibilidade para estudar,hor\u00e1rio livre,comodidade,seguran\u00e7a, Bom resultado pra quem se dedicar.\u00e9 valido pois tem que pesquisar mais,o aluno faz o horario.<\/div>\n<div>179 Conciliar emprego e estudo, grade diferenciada, menor custo, acessibilidade, hor\u00e1rios diferenciados Tempo h\u00e1bil, flexibilidade, organiza\u00e7\u00e3o, conciliar, sem transporte p\u00fablico<\/div>\n<div>180 Flexibilidade, facilidade, rapidez, praticidade e conforto Flexibilidade, facilidade, rapidez, praticidade e conforto<\/div>\n<div>181 Dedica\u00e7\u00e3o, persistencia, profissionalismo, foco, organiza\u00e7\u00e3o Dificuldade, disponibilidade para estudo, oraniza\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, persistencia<\/div>\n<div>182 Dedica\u00e7\u00e3o, oportunidade, independ\u00eancia, organiza\u00e7\u00e3o, baixo custo Facilidade, baixo custo<\/div>\n<div>183 Disciplina, escolha, conectividade, participa\u00e7\u00e3o, regionaliza\u00e7\u00e3o Facilidade, alternativa, tecnologia, interioriza\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>184 Flexibilidade, oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade, cultura Acesso, proximidade, possibilidade, dificuldade, adequa\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>185 Otima, essencial, pratico,exemplar,tempo rapido, concorrido, esfor\u00e7o , pessimo,fraco, X<\/div>\n<div>186 Dedica\u00e7\u00e3o, for\u00e7a, vontade, sonhos, realidade., Fraca, menos,\u00a0 dificuldade, tempo, paci\u00eancia. X<\/div>\n<div>187 Dedica\u00e7\u00e3o, estudo, foco, persist\u00eancia, paci\u00eancia Estudo, foco, facilidade, praticidade e corajoso<\/div>\n<div>188 Bom, eficiente, pratico,tempo e favoravel Bom, eficiente, pratico, tempo e\u00a0 favoravel<\/div>\n<div>189 Mobilidade, flexibilidade, dinamismo, descentraliza\u00e7\u00e3o do ensino e tecnologia. Inovador, flex\u00edvel, r\u00e1pido, pr\u00e1tico e diferente<\/div>\n<div>190 Forma\u00e7\u00e3o, disponibilidade, adequa\u00e7\u00e3o, qualidade, satisfa\u00e7\u00e3o. Dificuldade, displic\u00eancia, inferioridade, esfor\u00e7o, desqualifica\u00e7\u00e3o. X<\/div>\n<div>191 Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, autonomia e familiariza\u00e7\u00e3o com a tecnologia ead. Participa\u00e7\u00e3o em f\u00f3runs e v\u00e1rias atividades online.<\/div>\n<div>192 Praticidade, economia, descanso, op\u00e7\u00e3o e individualidade F\u00e1cil, adapta\u00e7\u00e3o, econ\u00f4mico, tranquilidade e entediante X<\/div>\n<div>193 Acessibilidade,erudi\u00e7\u00e3o,desenvolvimento,qualidade,progresso Preconceito,facilidade,acessibilidade,avan\u00e7o,modernidade X<\/div>\n<div>194 Gradua\u00e7\u00e3o, especializa\u00e7\u00e3o, estudo, crescimento profissional Tempo curto<\/div>\n<div>195 Flex\u00edvel, dispon\u00edvel, acess\u00edvel,barato e r\u00e1pido Descredibilizante, pregui\u00e7a, ignor\u00e2ncia, atual e moderno X<\/div>\n<div>196 Desafio, aprendizagem, conhecimento, trabalho, desenvolvimento Dif\u00edcil,\u00a0 assustados, rotina, aprendizado, desenvolvimento X<\/div>\n<div>197 Inova\u00e7\u00e3o, disciplina, foco, novidade, pragm\u00e1tico. N\u00e3o tem disciplina, dificuldade em estudar por conta pr\u00f3pria. X<\/div>\n<div>198 Autodidata, menor custo, reconhecimento, menos transporte, educa\u00e7\u00e3o de qualidade Muito dificil, precisa estar na sala de aula para aprender, n\u00e3o \u00e9 valorizado, enrola\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>199 Praticidade, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, tempo e facilidade. Economico, praticidade, agilidade, disciplina e facilidade<\/div>\n<div>200 Dificil, medo, ansiedade, aprendizado, facilidade de acesso Responsabilidade, facilidade de acesso, aprendizado, f\u00e1cil, ansiedade X X<\/div>\n<div>201 Tempo, facilidade,adequa\u00e7\u00e3o,economia,oportunidade Tempo,dinheiro,comodidade,facilidade,disciplina<\/div>\n<div>202 Forma\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, internet, computador, dificil Dificil, tempo, dinheiro, longe, aptidao<\/div>\n<div>203 Forma\u00e7\u00e3o,tempo,facilidade,din\u00e2mica,medo Dif\u00edcil,&#8221;precisa se esfor\u00e7ar muito&#8221;,dificuldade,n\u00e3o \u00e9 bom,\u00e9 longe X<\/div>\n<div>204 Novo oportunidade bom para o merdo de trabalho Oprtunidades facil de concializar com o trabalho<\/div>\n<div>205 Internet, tempo, facilidade, leitura, empenho Educa\u00e7\u00e3o, internet, comodismo, tempo, forma\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>206 Flexibilidade de hor\u00e1rio, praticidade, mobilidade, modernidade, maior compatibilidade com trabalho Flexibilidade de hor\u00e1rio, praticidade, mobilidade, modernidade, maior compatibilidade com trabalho<\/div>\n<div>207 Flexbilidade, adaptabilidade, qualidade de ensino, rapidez e ensino p\u00fablico Preconceito, baixa qualidade de ensino X<\/div>\n<div>208 Acesso, comprometimento, persistencia, responsabilidade, dedica\u00e7\u00e3o Muito dificil, vc n\u00e3o conseguir\u00e1, dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade, horario X<\/div>\n<div>209 Conforto, diferente, tempo, econ\u00f4mico, praticidade\u00a0 Diferente, econ\u00f4mico, conforto, tempo, tecnol\u00f3gico<\/div>\n<div>210 Tempo; dedica\u00e7\u00e3o; esfor\u00e7o; profissional; compromisso. Medo; esfor\u00e7o; dif\u00edcil; dedica\u00e7\u00e3o; tempo X<\/div>\n<div>211 Planejamento, disciplina, esfor\u00e7o, seriedade, concentra\u00e7\u00e3o Dificuldade, falta de tempo, te\u00f3rico demais, imposs\u00edvel, sem est\u00edmulo motivacional<\/div>\n<div>212 Praticidade, dinamicidade, flexibilidade,qualidade, equivalente Dinamicidade, flexibilidade,qualidade, equivalente, reconhecimento<\/div>\n<div>213 Disciplina , organiza\u00e7\u00e3o , motiva\u00e7\u00e3o , insist\u00eancia , coragem F\u00e1cil, ruim , bosta , insuficiente X<\/div>\n<div>214 Disciplina, oportunidade, facilidade, qualidade, acessibilidade Facilidade, f\u00e1cil acesso<\/div>\n<div>215 Conhecimento..aprendizado&#8230;.did\u00e1tico&#8230;. Amigos..e sacarifico Tempo&#8230;.loucura&#8230;dificuldade&#8230;.desanimo e desitir X<\/div>\n<div>216 Puxado. Cansativo. Exigente. Trabalhoso. Limitado. F\u00e1cil. Fraco. Limitado. Acess\u00edvel. N\u00e3o voltado \u00e0 pesquisa. X<\/div>\n<div>217 Disponibilidade, oportunidade, crescimento profissional, qualidade de vida, realiza\u00e7\u00e3o pessoal Facilidade de gradua\u00e7\u00e3o, crescimento profissional, disponibilidade, foco para estudar, realiza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>218 Responsabilidade, praticidade, autonomia, oportunidade, organiza\u00e7\u00e3o de tempo Responsabilidade, praticidade, autonomia, oportunidade, organiza\u00e7\u00e3o de tempo<\/div>\n<div>219 Flexibilidade comodidade disciplina planejamento economia Flexibilidade comodidade disciplina planejamento economia<\/div>\n<div>220 Aprendizado, capacita\u00e7\u00e3o, acessibilidade, informa\u00e7\u00e3o, leitura. Facilidade, ineficaz, complicado, r\u00e1pido, discriminado. X<\/div>\n<div>221 Tempo, economia, praticidade, facilidade, apreens\u00e3o Chance, qualifica\u00e7\u00e3o, vadiagem, irresponsabilidade, futuro<\/div>\n<div>222 Comprometimento, flexibilidade, conhecimento, financeiro e interesse n\u00e3o conseguem acompanhar, ficam perdido, falta de interesse, sem gastos n\u00e3o \u00e9 bom como o tradiciona X<\/div>\n<div>223 Empregabilidade, estabilidade, oportunidade, conhecimento, distancia Oportunidade, conhecimento, recurso, valor, distancia<\/div>\n<div>224 Futuro, disciplina, dedica\u00e7\u00e3o,organiza\u00e7\u00e3o e flexibilidade Disciplina, incapacidade, flexibilidade, dedica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>225 Flexibilidade de hor\u00e1rio, f\u00e1cil acesso, inclus\u00e3o de deficientes, facilidade, dinamica Pregui\u00e7a, ruim, solitario, olhares tortos, espanto X<\/div>\n<div>226 Disciplina, vontade, adapta\u00e7\u00e3o, coragem, conhecimento. Disciplina, busca, estudos, vontade, garra.<\/div>\n<div>227 Qualidade, efici\u00eancia, rentabilidade, mobilidade e rapidez Facilidade, rapidez, custo benef\u00edcio, oportunidade e divers\u00e3o<\/div>\n<div>228 Otimizacao do tempo,auto didata,organizado,pesquisa e interacao virtual. Descredibilidade,n\u00e3o \u00e9 serio,sem qualidade,desorganizado e incompleto. X<\/div>\n<div>229 Conforto , horarios flexivel, concentra\u00e7\u00e3o , planejamento , oportunidade. N\u00e3o confi\u00e1vel , comodidade , flexibilidade , descredito , tempo. X<\/div>\n<div>230 Aprendizagem,aten\u00e7\u00e3o,tempo,oportunidade,cultura Qualidade de ensino,facilidade, concorrencia,confian\u00e7a,emprego<\/div>\n<div>231 Comodidade, rapidez, auto desenvolvimento,\u00a0 tecnologia, esforco Dif\u00edcil, razo\u00e1vel,\u00a0 interessante,\u00a0 complicado,\u00a0 enjoado<\/div>\n<div>232 Dist\u00e2ncia, necessidade, determina\u00e7\u00e3o, ensino, conhecimento Estudar, moleza, longe, desiste, n\u00e3o vale a pena X<\/div>\n<div>233 Acessibilidade,economia,aprendizado,organiza\u00e7\u00e3o e ganho de tempo. N\u00e3o funciona, X<\/div>\n<div>234 Disciplina, autonomia, praticidade, tempo, economia Autonomia, independencia, tempo, custo, praticidade<\/div>\n<div>235 Tempo, dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, disciplina e diploma Facilidade, rapidez, s\u00f3 vai fazer prova, s\u00f3 um diploma, sem futuro<\/div>\n<div>236 Oportunidade,praticidade,economia,qualidade,disciplina Dif\u00edcil,ruim,inferior,dedica\u00e7\u00e3o,comprometimento X<\/div>\n<div>237 Organiza\u00e7\u00e3o, disponibilidade, leitura, trabalhos, internet Computador, internet, praticidade, leitura, flexibilidade<\/div>\n<div>238 Facilidade, educa\u00e7\u00e3o, qualidade, inova\u00e7\u00e3o, tecnologia Inova\u00e7\u00e3o, tecnologia, praticidade, modernidade, educa\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>239 Dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, foco, disciplina, determina\u00e7\u00e3o Desinteresse,bom, X<\/div>\n<div>240 Ead, flexibilidade, internet, custo, qualidade Alternativa, custo, qualidade, tempo dedicado, valor do ensino<\/div>\n<div>241 Qualidade, comodidade, praticidade, menos gastos e aproveitamento do tempo. Comodidade, ensino dif\u00edcil, puxado, menos gastos e cansativo.<\/div>\n<div>242 Acessibilidade, disponibilidade, flexibilidade, qualidade, conforto Conforto, flexibilidade, conformidade, custo, prepara\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>243 Acessibilidade, inclus\u00e3o, flexibilidade, desafio e oportunidade. Receio, preconceito, ignor\u00e2ncia, despreparo e precariedade. X<\/div>\n<div>244 Aprendizado, troca de informa\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00e3o Facilidade, pregui\u00e7a e comodismo X<\/div>\n<div>245 Aprendizado, conhecimento, curriculo, compreender, dimanica Tempo, horario, indisponibilidade, correia do dia, timidez<\/div>\n<div>246 Praticidade, tempo, concentra\u00e7\u00e3o, aut\u00f4nomia, atualidade Atualidade, menos importante, boa alternativa, praticidade, aut\u00f4nomia<\/div>\n<div>247 Facilidade, disponibilidade, dinheiro, tempo, profiss\u00e3o Dinheiro, tempo, facilidade, profiss\u00e3o, disponibilidade<\/div>\n<div>248 Crescimento, oportunidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o, possibilidade, tempo Oportunidade, tempo, possibilidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o, entretenimento<\/div>\n<div>249 Tempo, rapidez, oportunidade, conforto, economia Pregui\u00e7oso, ocupado, estudioso, trabalhador, r\u00e1pido X<\/div>\n<div>250 Praticidade, flexibilidade de hor\u00e1rio, acess\u00edvel, oportunidade, op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel Dif\u00edcil, responsabilidade, invi\u00e1vel, n\u00e3o funcional, perda de tempo. X<\/div>\n<div>251 Acesso ajuda forma\u00e7\u00e3o rapida pratica Ead ensino dsitancia auto enviar<\/div>\n<div>252 Tempo,facilidade, disponibilidade,dedica\u00e7\u00e3o,casa Tempo, casa, qualidade, confian\u00e7a,conte\u00fado<\/div>\n<div>253 Comodidade, escapar da viol\u00eancia, oportunidade de ensino gratuito, hor\u00e1rios, desafio Molezinha, tem que ter interesse, isso \u00e9 v\u00e1lido?, enem, eles d\u00e3o diploma? X<\/div>\n<div>254 Muito conte\u00fado, um pouco dif\u00edcil, organizar tempo e ida ao p\u00f3lo. Falta de comprometimento, bagun\u00e7a, qualquer um faz, pouco conte\u00fado e focado para ter diploma X<\/div>\n<div>255 Autonomia,\u00a0 acessibilidade, liberdade, confian\u00e7a, praticidade Dificuldade, autodidata, autossufici\u00eancia, liberdade, praticidade<\/div>\n<div>256 Tempo, oportunidade, sonho. Baixa qualidade de ensino e tempo. X<\/div>\n<div>257 Autonomia, disciplina, comunica\u00e7\u00e3o, tutoria, internet F\u00e1cil, relaxado, fraco, autonomia, disciplina X<\/div>\n<div>258 Comodidade, foco, economia, tempo e diploma Foco, diploma, tempo, comodidade e economia<\/div>\n<div>259 Falta de tempo, praticidade, concentra\u00e7\u00e3o, foco, comodidade For\u00e7a de vontade, intelig\u00eancia, praticidade, comodismo , pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>260 Oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, metodologia, acessibilidade F\u00e1cil , dif\u00edcil,\u00a0 desist\u00eancia, fraco, persist\u00eancia. X<\/div>\n<div>261 Facilidade, praticidade, gerenciamento pr\u00f3prio do tempo, gerenciamento pr\u00f3prio dos estudos, tempo F\u00e1cil entrar, dif\u00edcil aprender, caro, chato, faz de qualquer jeito X<\/div>\n<div>262 Tempo, valor, variedade de cursos, programa\u00e7\u00e3o de estudos pr\u00f3pria, distancia do polo Valor, qualidade, distancia do polo, cursos, qual universidade<\/div>\n<div>263 Custo, escala, alcance, custo e acesso Possibilidade, acesso, futuro, profiss\u00e3o e sonho<\/div>\n<div>264 aprendizagem completa, din\u00e2mica, novos conhecimentos, compet\u00eancia e facilidade F\u00e1cil, r\u00e1pido, simples, eficiente e econ\u00f4mico<\/div>\n<div>265 Educa\u00e7\u00e3o, foco, responsabilidade, determina\u00e7\u00e3o, compromisso Educa\u00e7\u00e3o, foco, responsabilidade, determina\u00e7\u00e3o, compromisso<\/div>\n<div>266 flexibilidade,\u00a0 custo-benef\u00edcio, facilidade de acesso aos conte\u00fados,\u00a0 hor\u00e1rios de estudo, conforto Acesso ilimitado, flexibilidade, custo-benef\u00edcio, hor\u00e1rios de estudo, conforto<\/div>\n<div>267 Necessidade, economia, trabalho, transporte, conforto\u00a0 Necessidade, economia, trabalho, facilidade, conforto<\/div>\n<div>268 Oportunidade, igualdade, realidade, dignidade, crescimento. Facilidade, rapidez, conciliar, futuro, oportunidade.<\/div>\n<div>269 Comprometimento, estudo di\u00e1rio, faculdade p\u00fablica, otimiza\u00e7\u00e3o do tempo, economia Ensino ruin, despreparo profissional, falta de tempo, falta de compromisso, diploma f\u00e1cil X<\/div>\n<div>270 Facilidade, aprendizado, trabalhar, estudar, internet N\u00e3o aprende, dif\u00edcil, demora, n\u00e3o \u00e9 valorizada, ruim X<\/div>\n<div>271 Aprendizagem, educa\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, vontade, f\u00e9 Aprendizagem, educa\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, vontade, f\u00e9<\/div>\n<div>272 Computador, leitura, facilidade, comodidade, seguran\u00e7a Facilidade, computador, leitura, comodidade, seguran\u00e7a<\/div>\n<div>273 Flexibilidade,qualidade do curso,gradua\u00e7\u00e3o,foco e disciplina. Estudar em casa,escolher horario,poder estudar em qualquer lugar,economia e determina\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>274 Organiza\u00e7\u00e3o, foco, disciplina, necessidade, oportunidade Question\u00e1vel, ineficiente, flexibilidade, necessidade, oportunidade X<\/div>\n<div>275 Praticidade, economia, otimiza\u00e7\u00e3o do tempo, oportunidade e flexibilidade Comodismo, educa\u00e7\u00e3o inferior, f\u00e1cil, praticidade e economia X<\/div>\n<div>276 Medo, coragem, foco, disciplina, persist\u00eancia Ruim, dificuldade, dif\u00edcil, longe, desmotiva\u00e7\u00e3o X X<\/div>\n<div>277 Dedica\u00e7\u00e3o, leitura , tempo, esfor\u00e7o, internet Surpresa, desconfian\u00e7a, inseguran\u00e7a, receio, medo X<\/div>\n<div>278 Oportunidade, disciplina, evolu\u00e7\u00e3o, novidade, dificuldade N\u00e3o presta, dificuldade, complexidade, adapta\u00e7\u00e3o, decep\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>279 Rapidez, pratico,barato, inteligente, dedicado Dif\u00edcil, complicado, ser muito inteligente, dedica\u00e7\u00e3o total,for\u00e7a de vontade X<\/div>\n<div>280 Prioridade,necessidade,aperfei\u00e7oamento,socializa\u00e7\u00e3o,confortabilidade Desconfian\u00e7a,descr\u00e9dito,incapacidade,rejei\u00e7\u00e3o,esperan\u00e7a X<\/div>\n<div>281 Flexibilidade, tempo, casa, deslocamento, hor\u00e1rio Flexibilidade, tempo, casa, deslocamento, hor\u00e1rio<\/div>\n<div>282 Disciplina, desafiador, e para quem tem coragem, eu fa\u00e7o meu tempo, sei que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil Horr\u00edvel, loucura , tem que sorte,\u00a0 n\u00e3o vai da certo, tem que tentar, X<\/div>\n<div>283 Comodidade , pr\u00e1tico , econ\u00f4mico ,democr\u00e1tico , dif\u00edcil F\u00e1cil , sossego , comodo , democratico , diferente X<\/div>\n<div>284 Dedica\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, persist\u00eancia, amor, educa\u00e7\u00e3o Fraca, adapt\u00e1vel, solu\u00e7\u00e3o, persist\u00eancia, coragem X<\/div>\n<div>285 Disciplina, comprometimento, flexibilidade, organiza\u00e7\u00e3o, foco Dificuldade, desorganiza\u00e7\u00e3o, X<\/div>\n<div>286 Responsabilidade, determina\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, dificuldade, tranquilidade Organiza\u00e7\u00e3o, facilidade, interesse, gosto, responsabilidade<\/div>\n<div>287 Oportunidade, funcionalidade, efic\u00e1cia, possibilidade e tempo Medo, facilidade, praticidade,economia e flexibilidade X<\/div>\n<div>288 Praticidade, facilidade, oportunidade de estudar sem presen\u00e7a, mais tempo para trabalhar, flexibilid F\u00e1cil entrar, de dif\u00edcil aprendizado, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa, desconhece X<\/div>\n<div>289 Disciplina,comodidade,empenho,responsabilidade,solidez Dificuldade em estudar em aulas n\u00e3o presenciais,planejamento,estabilidade,indisciplina,dificultoso<\/div>\n<div>290 Tempo, organiza\u00e7\u00e3o, muito estudo, economia e pouca intera\u00e7\u00e3o social. Estudo pessoal, distancia, transporte, falta de tempo e economia<\/div>\n<div>291 Acessibilidade, disciplina, flexibilidade, economia e estudos. Oportunidade, realiza\u00e7\u00e3o pessoal, flexibilidade de hor\u00e1rios, facilidade<\/div>\n<div>292 Empenho, perseveran\u00e7a, tempo h\u00e1bil, vontade de aprender, baixo custo. Dificuldade, desistiria r\u00e1pido, complicado demais, sem professores, pregui\u00e7a. X<\/div>\n<div>293 Ensino a distancia para mim \u00e9 muito importantante, por causa da distancia da cidade. Muitas pessoas falam que faculdade a distancia, n\u00e3o \u00e9 boa, que n\u00e3o ir\u00e1 aprender. X<\/div>\n<div>294 Disponibilidade, facilidade, economia, gradua\u00e7\u00e3o, estudos Intelig\u00eancia, forma\u00e7\u00e3o, facilidade, educa\u00e7\u00e3o, aluno<\/div>\n<div>295 Estudo, presencial, empenho, paciencia, adaptacao Loucura, dificil, mentira, pouco tempo, paciencia<\/div>\n<div>296 Dedica\u00e7\u00e3o, leitura, persist\u00eancia.\u00a0 Desconhecimento, preconceito, f\u00e1cil, educa\u00e7\u00e3o ruim X<\/div>\n<div>297 Dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade, disciplina com os estudos, motiva\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o Hor\u00e1rio flex\u00edvel, sem deslocamento di\u00e1rio, gradua\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, aprende de qualquer maneira<\/div>\n<div>298 Determina\u00e7\u00e3o, disciplina,foco, qualidade,trabalho F\u00e1cil,barata,desconfian\u00e7a,praticidade,desqualificada X<\/div>\n<div>299 Oportunidade, flexibilidade, facilidade, dinamismo, economia. Oportunidade, flexibilidade, facilidade, dinamismo, economia.<\/div>\n<div>300 Tecnologia,praticidade,tempo,ensino,aprendizagem Online,casa,computador,distancia,tempo<\/div>\n<div>301 Oportunidade, praticidade,\u00a0 felicidade, investimento e tempo Interessante, legal, deboche, risos e piadas<\/div>\n<div>302 Dedica\u00e7\u00e3o, vontade, comprometimento, comodidade, esfor\u00e7o. Imposs\u00edvel, dif\u00edcil, n\u00e3o vou conseguir, \u201dpresencial se aprende mais\u201d, \u201ctem que estudar muito\u201d. X<\/div>\n<div>303 Determina\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, compromisso, foco, aten\u00e7\u00e3o, Facilidade, pouco estudo, f\u00e9rias, diploma f\u00e1cil, sono em dia X<\/div>\n<div>304 Oportunidade, economia, dedica\u00e7\u00e3o, dinamismo, concilia\u00e7\u00e3o de trabalho e estudo Concilia\u00e7\u00e3o, economia, flexibilidade, facilidade, ensino inferior ao presencial X<\/div>\n<div>305 Inclus\u00e3o, flexibilidade, descentraliza\u00e7\u00e3o, direito, cultura Julgamento, desconfian\u00e7a, descr\u00e9dito, subvalor, cultura X<\/div>\n<div>306 Dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o e planejamento. N\u00e3o tem o professor para tirar d\u00favidas, facilidade, flexibilidade de hor\u00e1rio e n\u00e3o gasta tanto tempo X<\/div>\n<div>307 Foco, concentra\u00e7\u00e3o, aptid\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia Facilidade, inaptid\u00e3o para aprender sozinho, medo, inseguran\u00e7a e desconhecimento de causa sobre o as X<\/div>\n<div>308 Foco, aten\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, empenho, dedica\u00e7\u00e3o Comodidade, facilidade, tranquilidade, f\u00e1cil acesso, menor tempo<\/div>\n<div>309 Educa\u00e7\u00e3o, f\u00e9, dificuldade, esperan\u00e7a e conquista Dificuldade, computador, internet, educa\u00e7\u00e3o e for\u00e7a de vontade<\/div>\n<div>310 Conhecimento,experi\u00eancia,economizar, atualizar,praticidade Muitos dizem que e muito dif\u00edcil X<\/div>\n<div>311 Adequa\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a, realiza\u00e7\u00e3o, trabalho e logistica. Falta de tempo, adequa\u00e7\u00e3o, rotina, esfor\u00e7o e limita\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>312 Aprimoramento, disponibilidade, cultura, conhecimento, facilidade Facilidade, oportunidade, aprimoramento, desenvolvimento, cultura.<\/div>\n<div>313 Forma\u00e7\u00e3o, indepedencia, sucesso, dinheiro, status Necessidade, custo, tempo, objetivo, profiss\u00e3o<\/div>\n<div>314 Empenho, dedica\u00e7\u00e3o, benef\u00edcios, forma\u00e7\u00e3o, oportunidades. F\u00e1cil, falho, incompleto, disperso, inquietante X<\/div>\n<div>315 Acessibilidade, flexibilidade, aperfei\u00e7oamento, controle, necessidade Facilidade, necessidade, responsabilidade, esfor\u00e7o, dificuldade de ingresso em faculdade regular<\/div>\n<div>316 Cederj, aprendizado,oportunidades, aperfei\u00e7oamento, autodidata,\u00a0 Dif\u00edcil, fraco, desvalorizado, caro, inacess\u00edvel X<\/div>\n<div>317 Dedica\u00e7\u00e3o, desafiadora, flex\u00edvel, acessibilidade, comodidade Dif\u00edcil, acess\u00edvel a todos, favor\u00e1vel, vantajoso, inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/div>\n<div>318 Acess\u00edvel,aprendizagem,qualifica\u00e7\u00e3o,conhecimento possibilidade, Acess\u00edvel,aprendizagem,qualifica\u00e7\u00e3o,conhecimento,possibilidade,<\/div>\n<div>319 For\u00e7a,determina\u00e7\u00e3o,desempenho,orgulho,empenho Facilidade,mordomia,falta de tempo,paci\u00eancia persistencia<\/div>\n<div>320 Responsabilidade, comprometimento, compet\u00eancia, maior esfor\u00e7o, organiza\u00e7\u00e3o Maior dificuldade, responsabilidade, muita dedica\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, compet\u00eancia<\/div>\n<div>321 Praticidade, rapidez, eficaz, f\u00e1cil, excelente. Praticidade, rapidez, eficaz, f\u00e1cil, excelente.<\/div>\n<div>322 Flexibilidade, autodidata, disciplina, hor\u00e1rio, mudan\u00e7a Flexibilidade, autodidata, disciplina, hor\u00e1rio, mudan\u00e7a<\/div>\n<div>323 Disciplina, oportunidade, adequa\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o, possibilidades Acesso, continuidade, realiza\u00e7\u00e3o, autoestima<\/div>\n<div>324 Foco,perseveran\u00e7a,organiza\u00e7\u00e3o,flexibilidade, dedica\u00e7\u00e3o Perda de tempo, imposs\u00edvel, chato,ineficaz,complexo X<\/div>\n<div>325 Oportunidade, autonomia, facilidade, praticidade, acessibilidade. Acessibilodade, oportunidade, responsabilidade, praticidade, facilidade.<\/div>\n<div>326 Facilidade para conciliar trabalho com estudo, qualidade, experi\u00eancia, aprendizagem e estudo Facilidade para conciliar trabalho com estudo, qualidade, experi\u00eancia, aprendizagem e estudo<\/div>\n<div>327 Pratico, tempo, vers\u00e1til, oportunidade, facilidade Tempo, conhecimento, facilidade, comodismo, praticidade<\/div>\n<div>328 Flexibilidade,oportunidade,evolu\u00e7\u00e3o,dedica\u00e7\u00e3o,perseveran\u00e7a Facilidade,corpo mole,pregui\u00e7a,desocupado, X<\/div>\n<div>329 Foco, estudo, aprendizagem, empenho e praticidade Estudo, empenho, dificuldade,falta de tempo,\u00a0 pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>330 Adequa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios, qualidade, praticidade, oportunidade, comodidade Adequa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios, qualidade, praticidade, oportunidade, comodidade<\/div>\n<div>331 Comprometimento, flexibilidade, dedica\u00e7\u00e3o, import\u00e2ncia e entusiasmo Loucura, n\u00e3o consegue, tempo, n\u00e3o vale a pena, horr\u00edvel X<\/div>\n<div>332 Qualidade, facilidade, disponibilidade, simplicidadea, esfor\u00e7o Dificuldade, indisponibilidade, esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o, trabalho<\/div>\n<div>333 Facilidade, autonomia, horario flexivel, investimento financeiro, Facilidade, valor financeiro,<\/div>\n<div>334 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o,reconhecimento, inovador, praticidade. Dif\u00edcil, acess\u00edvel, disciplina, inova\u00e7\u00e3o, facilidade.<\/div>\n<div>335 Conhecimento acessibilidade oportunidade crescimento qualifica\u00e7\u00e3o Desprest\u00edgio dificuldade inconsist\u00eancias d\u00favida oportunidade X<\/div>\n<div>336 Oportunidade, acessibilidade,dedica\u00e7ao,compromisso, dificuldade Facilidade, sem importancia, X<\/div>\n<div>337 Conhecimento,praticidade,melhoria,aprendizado,aprimoramento Loucura,falta de dinheiro,indisponibilidade,pobreza,pregui\u00e7a X<\/div>\n<div>338 Comprometimento, flexibilidade,\u00a0 disciplina, disponibilidade, comodidade.\u00a0 Estranho, arriscado, inovador, dif\u00edcil, chato. X<\/div>\n<div>339 Disciplina, for\u00e7a de vontade, independ\u00eancia, responsabilidade e const\u00e2ncia. Estranho , incomum, desconfian\u00e7a, curiosidade e espanto. X<\/div>\n<div>340 Acesso, oportunidade, disponibilidade, forma\u00e7\u00e3o, mercado. N\u00e3o sei responder.<\/div>\n<div>341 Praticidade, agilidade, seguran\u00e7a, conforto, portabilidade Procrastina\u00e7\u00e3o, desinteresse, inferioridade,desistencia, desmotiva\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>342 Tempo, dinheiro, trabalho, economia, facilidade Estudo, tempo, facilidade, economia, distancia<\/div>\n<div>343 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, facilidade, praticidade Discrimina\u00e7\u00e3o, preconceito, besteira, f\u00e1cil, desonesto X<\/div>\n<div>344 Flexibilidade, disciplina, cultura, estudos, facilidade. Facilidade, tempo, dinheiro, disciplina, pregui\u00e7a. X<\/div>\n<div>345 Facilidade,qualidade,disponibilidade, viabilidade, acesso Facilidade, possibilidade de estudo, acesso, profissionalismo, disponibilidade<\/div>\n<div>346 Seriedade, organizacao, qualidade, gratuito, disponibilidade Preguica, desinteressante, desconhecimento, falta de qualidade, gratuito X<\/div>\n<div>347 Praticidade, otimiza\u00e7\u00e3o do tempo, maior dedica\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Menor qualidade de ensino, aus\u00eancia de compromisso, facilidade, praticidade e evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/div>\n<div>348 Perseveran\u00e7a, foco,for\u00e7a de vontade,oportunidade, independ\u00eancia,\u00a0 Oportunidade, foco, estudos,mercado de trabalho, concorr\u00eancia<\/div>\n<div>349 Disponibilidade,agilidade,oportunidade,organizacaodotempo,economia Oportunidade,organizacao,tempo,preconceito,agilidade X<\/div>\n<div>350 Compet\u00eancia, praticidade, empenho e foco Pregui\u00e7a, falta de interesse, desvaloriza\u00e7\u00e3o e incompet\u00eancia X<\/div>\n<div>351 Realiza\u00e7\u00e3o, determina\u00e7\u00e3o, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, oportunidade. Oportunidade, economia, determina\u00e7\u00e3o, disciplina, organiza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>352 Foco, dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, estudo, tempo. Foco, dedica\u00e7\u00e3o, disciplina, estudo, tempo.<\/div>\n<div>353 Comodidade, tempo, economia, deslocamento, estudar em casa. Acredito que as pessoas est\u00e3o conhecendo o ensino a dist\u00e2ncia atrav\u00e9s do cederj.<\/div>\n<div>354 Mobilidade, efici\u00eancia, economia, praticidade, flexibilidade. Autocontrole , tempo, dedica\u00e7\u00e3o, foco, dificuldade.<\/div>\n<div>355 Capacitacao, conhecimento, vocacao, comodidade e possibilidade Democratizacao, facilidade, ma qualidade, formacao prejudicada, fortalecimento profissional<\/div>\n<div>356 Disciplina, foco, determina\u00e7\u00e3o, estudos, dist\u00e2ncia F\u00e1cil, dif\u00edcil, ruim, bom X<\/div>\n<div>357 Acessibilidade, oportunidade, porta, caminho, facilidade Estudar em casa pelo computador<\/div>\n<div>358 Desafio,disciplina,esfor\u00e7o,supera\u00e7\u00e3o,autonomia. Facilidade,diferente,oportunidade,qualidade, gest\u00e3o do tempo.<\/div>\n<div>359 Disponibilidade, praticidade, facilidade, tempo, flexibilidade Pre-conceito, dificuldade, disciplina, tempo, distancia X<\/div>\n<div>360 Acessibilidade, oportunidade, facilidade, disciplina, flexibilidade Acessibilidade, pouco reconhecimento, hor\u00e1rios flex\u00edveis, limita\u00e7\u00e3o, qualidade inconstante X<\/div>\n<div>361 Dificuldade,estudo, disciplina,responsabilidade,facilidade de ensino Facil, pregui\u00e7a, falta de tempo, estudo, necessecidade X<\/div>\n<div>362 Cederj, estudo, disciplina, desespero, medo Dificuldade, chatice, X X<\/div>\n<div>363 Oportunidade, economia, atualidade, praticidade, felicidade Oportunidade, curiosidade, expectativa, interesse, alegria<\/div>\n<div>364 Aptid\u00e3o profissional, dedica\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o pessoal, qualifica\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o, facilidade, forma\u00e7\u00e3o profissional, disponibilidade, flexibilidade, dedica\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>365 Oportunidade ,profissionaliza\u00e7\u00e3o, gradua\u00e7\u00e3o ,acessibilidade ,bom Dificil , sem tempo , n\u00e3o confiavel , sem professores , nao consegue estudar em casa X<\/div>\n<div>366 Boa Boa<\/div>\n<div>367 Praticidade, economia, tempo, aprendizado, qualidade. Praticidade, economia, tempo, aprendizado, qualidade.<\/div>\n<div>368 Conhecimento, oportunidade, aprendizagem, crescimento, forma\u00e7\u00e3o Oportunidade, aprendizagem, conhecimento, valor, forma\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>369 Protagonismo discente, capacita\u00e7\u00e3o, oportunidade, media\u00e7\u00e3o, possibilidade Possibilidade, facilidade, inoportunidade, incompet\u00eancia, invalidez X<\/div>\n<div>370 Flexibilidade, acessibilidade, autonomia, comprometimento, responsabilidade\u00a0 Complicado, decoreba, n\u00e3o din\u00e2mico, custo beneficio, disciplina X<\/div>\n<div>371 Aprendizado virtual, tecnologia, ambiente diferente, acesso, ensino. Ensino, substitui\u00e7\u00e3o do professor, ambiente diferente, falta de intera\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o. X<\/div>\n<div>372 Facilidade, custo, acompanhamento, linguagem e visual Facilidade, acesso, n\u00e3o ensina, alunos que n\u00e3o gostam de estudar e sem material impresso X<\/div>\n<div>373 Flexibilidade, adapta\u00e7\u00e3o, gratuidade, qualidade, comprometimento Facilidade, conveni\u00eancia, pouco esfor\u00e7o, faltas, falta de compromisso X<\/div>\n<div>374 Tempo para dedica\u00e7\u00e3o, posso trabalhar, estudo pela internet, dificil, exige esfor\u00e7o \u00c9 fraco, nao aprende nada X<\/div>\n<div>375 Acessibilidade, flexibilidade, conforto, praticidade, dedica\u00e7\u00e3o Facilidade, pregui\u00e7a, flexibilidade, praticidade, comprometimento X<\/div>\n<div>376 Conhecimento, oportunidades, novas experi\u00eancias, motiva\u00e7\u00e3o, desafios Desgastante, desafiador, dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento, obst\u00e1culos<\/div>\n<div>377 Facilidade, responsabilidade, esfor\u00e7o, disponibilidade, adequa\u00e7\u00e3o Complicado, estudar mais, facilidade de tempo, maior dedica\u00e7\u00e3o, maior competitividade<\/div>\n<div>378 Flexibilidade, economiza dinheiro, praticidade, recompemsa, eficacaz flexibilidade, economiza dinhei Flexibilidade, economiza dinheiro, praticidade, recompemsa, eficacaz<\/div>\n<div>379 Praticidade, tempo, oportunidade, disciplina,metodologia Praticidade, tempo, oportunidade, disciplina,metodologia<\/div>\n<div>380 Disponibilidade, tempo, assiduidade, tranquilidade e foco Ensino fraco, complicado, dificil,\u00a0 n\u00e3o confi\u00e1vel e sem foco. X<\/div>\n<div>381 Disponibilidade, conformidade, adapta\u00e7\u00e3o,flexibilidade e organiza\u00e7\u00e3o Pregui\u00e7a,desinteresse, n\u00e3o gosta de estudar, quer moleza e n\u00e3o vai estudar<\/div>\n<div>382 Profiss\u00e3o, tempo, dispon\u00edvel, estudar, \u00e0 noite.\u00a0 Sem informa\u00e7\u00f5es, X<\/div>\n<div>383 Conhecimento, pratico, importante Ruim X<\/div>\n<div>384 Tempo , comodidade , economia , did\u00e1tica , praticidade . F\u00e1cil , diploma , fraco , menos , avalia\u00e7\u00e3o. X<\/div>\n<div>385 Flexibilidade,disciplina,supera\u00e7\u00e3o,economia e seguran\u00e7a. Facil,indisciplina,pregui\u00e7a,fraco e sem mercado X<\/div>\n<div>386 Flexibilidade, disponibilidade, facilidade Dificuldade, desmerecimento, log\u00edstica, dist\u00e2ncia, indisponibilidade<\/div>\n<div>387 Disponibilidade, oportunidade, praticidade, reconhecimento, qualidade Praticidade, oportunidade, disponibilidade, reconhecimento, qualidade<\/div>\n<div>388 Praticidade; tempo; economia; futuro; educa\u00e7\u00e3o Desconfian\u00e7a; inc\u00f3gnita; medo; economia; futuro X<\/div>\n<div>389 Autodisciplina,responsabilidade, comprometimento, autodidatismo, leitura, persist\u00eancia. Facilidade, comodidade, economia, disponibilidade, menor concorr\u00eancia.<\/div>\n<div>390 Flexibilidade,disciplina,dedica\u00e7\u00e3o,economia e praticidade Economia,dedica\u00e7\u00e3o,flexibilidade,praticidade e compromisso<\/div>\n<div>391 Esfor\u00e7o,dedica\u00e7\u00e3o,foco,disciplina e seriedade. Facilidade, desqualifica\u00e7\u00e3o, fraco,p\u00e9ssimo e ineficaz. X<\/div>\n<div>392 Oportunidade para todos, educa\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, profissionaliza\u00e7\u00e3o, flexibilidade, educa\u00e7\u00e3o do futuro D\u00favidas, ilegitimidade, oportunidade, acessibilidade, disciplina X<\/div>\n<div>393 Qualidade de vida, seguran\u00e7a,facilidade. Comodidade, sedentarismo, facilidade.<\/div>\n<div>394 Praticidade, comodidiade, confian\u00e7a, oportunidade , realiza\u00e7\u00e3o, em Comodidade, confian\u00e7a, realiza\u00e7ao, oportunidade<\/div>\n<div>395 Praticidade Pregui\u00e7oso ; mais facil X<\/div>\n<div>396 Viabilidade, facilidade, dinamismo, disciplina e oportuniza\u00e7\u00e3o. Facilidade, comodidade, responsabilidade, disciplina e dinamismo.<\/div>\n<div>397 Organiza\u00e7ao, compromisso, foco, disciplina e muita for\u00e7a de vontade Ainda veem como tabu X<\/div>\n<div>398 Dedica\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, tempo, trabalho, necess\u00e1rio N\u00e3o respondo por outras pessoas<\/div>\n<div>399 Tempo, dinheiro, flexibilidade Oportunidade, flexibilidade, emprego<\/div>\n<div>400 Facilidade, agilidade, comprometimento, responsabilidade, dedica\u00e7ao Perda de tempo, insuficiente, inutil, efemero, irrelevante X<\/div>\n<div>401 Ensino superior;flexibilidade;economia;facilidade;diploma N\u00e3o presta;m\u00e1 qualidade;ensino ruim;n\u00e3o credenciado pelo mec;n\u00e3o tenho interesse X<\/div>\n<div>402 Acessibilidade, economia, oportunidade, tempo, qualifica\u00e7\u00e3o Acessibilidade, economia, oportunidade, tempo, qualifica\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>403 Aproveitar o tempo,interativo,moderno,\u00f3timos profissionais se formam assim,funciona Desconhecido,n\u00e3o confi\u00e1vel,moderno demais,n\u00e3o funciona no brasil,n\u00e3o forma bons profissionais X<\/div>\n<div>404 Facilidade,praticidade,economia,tempo,oportunidade Praticidade,economia,tempo,oportunidade,facilidade<\/div>\n<div>405 Oportunidade, acesso, qualifica\u00e7\u00e3o, economia, tempo Oportunidade, acesso, qualifica\u00e7\u00e3o, economia, tempo<\/div>\n<div>406 Dedica\u00e7\u00e3o, responsabilidade, aprendizado, desempenho e compet\u00eancia. Evolu\u00e7\u00e3o, disponibilidade,confiabilidade e responsabilidade<\/div>\n<div>407 Autonomia, organiza\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnica do pomodoro, aprender a aprender e resultado Solid\u00e3o, oportunidade, baixo custo, disponibilidade e forma\u00e7\u00e3o continuada<\/div>\n<div>408 Facilidade, custo, beneficio, licenciatura, gradua\u00e7\u00e3o. Ruim, distante, aula, dificuldade, professor X<\/div>\n<div>409 Otimiza\u00e7\u00e3o, tempo, dinheiro, efici\u00eancia e oportunidade. Desservi\u00e7o, pobre, desprest\u00edgio, aprendizado e oportunidade. X<\/div>\n<div>410 Disciplina, comprometimento, dedica\u00e7\u00e3o, acessibilidade e reconhecimento. Prejulgamento, rejei\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o, desconhecimento, dificuldade e incompreens\u00e3o. X<\/div>\n<div>411 Disciplina, praticidade, acessibilidade,responsabilidade,autonomia Disciplina, praticidade, acessibilidade,responsabilidade,autonomia<\/div>\n<div>412 Flexibilidade, qualidade, praticidade, concentra\u00e7\u00e3o e economia Falta de dinheiro, interesse, desorganiza\u00e7\u00e3o, indisciplina e baixa sociabiliza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>413 Adaptabilidade, tempo, organiza\u00e7\u00e3o, oportunidade para outros cursos, comodidade Tempo para trabalho, tempo para outras tarefas, adaptabilidade, organiza\u00e7\u00e3o pessoal, comodidade<\/div>\n<div>414 Oportunidade, estudo, futuro, voca\u00e7\u00e3o, aprendizado Distancia, facilidade, dificuldade, esfor\u00e7o, estudo<\/div>\n<div>415 Forma\u00e7\u00e3o, gradua\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, praticidade e acessibilidade. F\u00e1cil, pr\u00e1tico, r\u00e1pido, \u00e1gil e comodo.<\/div>\n<div>416 Tempo, disponibilidade, qualidade, esfor\u00e7o, sucesso Falta de qualidade, dificuldade, tempo,<\/div>\n<div>417 Flexibilidade, organiza\u00e7\u00e3o, disciplina, comodidade, adapta\u00e7\u00e3o Oportunidade, econoima, tempo, alternativa, disciplina<\/div>\n<div>418 Gratid\u00e3o, esperan\u00e7a, expectativa, futuro e sonho Gratid\u00e3o, esperan\u00e7a, expectativa, futuro e sonho<\/div>\n<div>419 Tempo, dinheiro, mercado de trabalho, conhecimento Sem coment\u00e1rios<\/div>\n<div>420 Comprometimento, estudo, responsabilidade, dedica\u00e7\u00e3o, agilidade. Facilidade, comprometimento, responsabilidade, dedica\u00e7\u00e3o, estudo.<\/div>\n<div>421 Flexibilidade, comodidade, maior amplitude de acesso, facilidade, disciplina Facilidade, incapacidade, flexibilidade, disciplina, comodidade X<\/div>\n<div>422 Pr\u00e1tico, tempo, responsabilidade, gosto, facilidade Dif\u00edcil, vontade, imposs\u00edvel, f\u00e1cil, realidade<\/div>\n<div>423 Hor\u00e1rio, praticidade, material, concilia\u00e7\u00e3o e trabalho. Oportunidade, facilidade, diploma, desenvolvimento e qualidade.<\/div>\n<div>424 Responsabilidade, flexibilidade, organiza\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o, autonomia Presencial vale mais, pregui\u00e7a, distra\u00e7\u00e3o, tempo, solit\u00e1rio X<\/div>\n<div>425 Oportunidade, inclus\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, tecnologia, disciplina. Facilidade, cren\u00e7as limitantes, pregui\u00e7a, menor credibilidade que o tradicional, resist\u00eancia. X<\/div>\n<div>426 Oportunidade, viabilidade, melhor aproveitamento, disciplina, realiza\u00e7\u00e3o Emprego, realiza\u00e7\u00e3o, diploma, viabilidade, adequa\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>427 Receio, praticidade, tempo, internet, desafio. Receio, qualidade baixa, praticidade, tempo, internet.<\/div>\n<div>428 Inclus\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o,comodidade, reconhecimento e intera\u00e7\u00e3o Tempo, educa\u00e7\u00e3o, comprometimento, entendimento, melhoria<\/div>\n<div>429 Oportunidade,flexibilidade,individualiza\u00e7\u00e3o,redu\u00e7\u00e3o no tempo de estudo,acesso f\u00e1cil Oportunidade,flexibilidade,individualiza\u00e7\u00e3o,redu\u00e7\u00e3o no tempo de estudo,acesso f\u00e1cil<\/div>\n<div>430 Tempo, concilia\u00e7\u00e3o, disciplina, realiza\u00e7\u00e3o e necessidade. Facilidade, pregui\u00e7a, incompet\u00eancia, descaso e ignor\u00e2ncia. X<\/div>\n<div>431 Oportunidade, disponibilidade, efic\u00e1cia, qualidade, comodidade \u00datil, dif\u00edcil, pr\u00e1tico, cansativo, incerto X<\/div>\n<div>432 Qualidade, organiza\u00e7\u00e3o, praticidade, autonomia, efici\u00eancia. Acess\u00edvel, barato, f\u00e1cil, ineficaz, insociabilidade. X<\/div>\n<div>433 Disciplina, tempo, facilidade, internet, crescimento F\u00e1cil, tempo, internet,<\/div>\n<div>434 Flexibilidade, tempo, comprometimento, economia e foco Flexibilidade, tempo, comprometimento, economia e foco<\/div>\n<div>435 Facilidade, acessibilidade, tempo, disponibilidade e custo. Dificuldade em aprender e focar no estudos.<\/div>\n<div>436 Autodidata, autonomia, disciplina, dedica\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o Facilidade, fraco, impreciso, ineficaz e r\u00e1pido<\/div>\n<div>437 Oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, foco, flexibilidade e alternativa. Dedica\u00e7\u00e3o, foco, oportunidade, flexibilidade e alternativa.<\/div>\n<div>438 Forma\u00e7\u00e3o, disciplina, controle, dificuldade, responsabilidade. Forma\u00e7\u00e3o, disciplina, controle, educa\u00e7\u00e3o, responsabilidade.<\/div>\n<div>439 Oportunidade, disciplina, foco, acessibilidade e flexibilidade F\u00e1cil acesso, dificuldade para acompanhar, oportunidade, disciplina e foco<\/div>\n<div>440 Dificil, organiza\u00e7ao, facilidade logistica, maior determina\u00e7ao Falta de qualidade<\/div>\n<div>441 Educa\u00e7\u00e3o;cultura;aprendizagem;independ\u00eancia;sabedoria Educa\u00e7\u00e3o;cultura;aprendizagem;independ\u00eancia;sabedoria<\/div>\n<div>442 disciplina, qualidade, flexibilidade, foco, disponibilidade R\u00e1pido, f\u00e1cil, disponibilidade,flexibilidade, dispens\u00e1vel<\/div>\n<div>443 Ead, estudar, Desmerecida, X<\/div>\n<div>444 Dedica\u00e7\u00e3o, aprendizado, estudo, vivenciar, tempo Oportunidade, qualidade, inova\u00e7\u00e3o, estudo, tempo<\/div>\n<div>445 Oportunidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o, trabalho, remunera\u00e7\u00e3o, conhecimento Oportunidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o, trabalho, remunera\u00e7\u00e3o, perda de tempo<\/div>\n<div>446 Flexibilidade, tempo, disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, acessibilidade Flexibilidade, disponibilidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, acessibilidade<\/div>\n<div>447 Acessibilidade, futuro, praticidade, disciplina, econ\u00f4mica. Acessibilidade, futuro, praticidade, disciplina, econ\u00f4mica.<\/div>\n<div>448 Tempo,aprendizado,melhoria,qualidade,estudar Ruim,n\u00e3o presta,desgostoso,pior,tempo X<\/div>\n<div>449 Dedica\u00e7\u00e3o Dificuldade<\/div>\n<div>450 Disciplina, dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento, responsabilidade, respeito Comprometimento, dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, responsabilidade,disciplina<\/div>\n<div>451 Qualidade, disciplina, autonomia, agilidade, redu\u00e7\u00e3o de custo Falta de conhecimento, baixa qualidade, dificuldade de estudo, preconceito, desist\u00eancia, X<\/div>\n<div>452 Oportunidade, conhecimento, melhoria profissional,qualidade de vida, flexibilidade Faculdade, comprometimento, hor\u00e1rio, facilidade e intera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>453 Forma\u00e7\u00e3o,cultura,conhecimento,emprego,facilidade Facilidade,falta de tempo,forma\u00e7\u00e3o,educa\u00e7\u00e3o,trabalho<\/div>\n<div>454 Autonomia; disciplina; foco; conectividade; coletividade Internet; independ\u00eancia; eja; din\u00e2mica; flexibilidade<\/div>\n<div>455 Direito, educa\u00e7\u00e3o, acesso, cidadania, trabalho Acesso, preconceito, facilidade, ruim, ignor\u00e2ncia X<\/div>\n<div>456 Variedade, pesquisa, economia, acesso, comodidade Variedade, aprendizado, comodidade, facilidade, acesso<\/div>\n<div>457 Sabedoria,estudo, melhoria e conhecimento ,pratico e acess\u00edvel Moda bang\u00fa , bagun\u00e7a , desorganizado , sem comprometimento \u00e9 muito vago X<\/div>\n<div>458 Dedica\u00e7\u00e3o, compromisso, tempo, custo e flexibilidade Pregui\u00e7a, tempo, custo, facilidade e liberdade de horario X<\/div>\n<div>459 Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, pontualidade, dificuldade e escolha. N\u00e3o vale a pena, n\u00e3o tem peso suficiente, \u00e9 aceito por a\u00ed?, f\u00e1cil demais e a dist\u00e2ncia?!. X<\/div>\n<div>460 Facilidade, praticidade, \u00e1gil,organiza\u00e7\u00e3o, otimiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o sei<\/div>\n<div>461 Facilidade, oportunidade, tempo, distancia, aprimoramento Distancia, otimiza\u00e7\u00e3o, tempo, oportunidade, facilidade<\/div>\n<div>462 Organiza\u00e7\u00e3o, disciplina, responsabilidade, comprometimento, hor\u00e1rio Comprometimento, organiza\u00e7\u00e3o, indisposi\u00e7\u00e3o, irresponsabilidade para estudar a dist\u00e2ncia, falta de te<\/div>\n<div>463 Forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissionalizante, sem gastos, tempo. Que o curso a dist\u00e2ncia n\u00e3o e t\u00e3o bom quanto o curso presencial. X<\/div>\n<div>464 Dedica\u00e7\u00e3o, mais tempo, ajuda, simples, divertido Ruim, pouca press\u00e3o, relaxamento, muito tempo livre, pouca vontade de estudar X<\/div>\n<div>465 Praticidade, dificuldade, perseveran\u00e7a, disciplina e sem vida social Facilidade, correspond\u00eancia, moleza, desprezo e unopar X<\/div>\n<div>466 Estudar,facilidade,disponibilidade,melhoria,conhecimento. Dificuldade,estudar,qualidade,conhecimento,diploma<\/div>\n<div>467 Flexibilidade, tempo, auto-disciplina, dedica\u00e7\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o Flex\u00edvel, sem deslocamento, gratuita, qualidade e cada vez mais reconhecida<\/div>\n<div>468 Oportunidade, autonomia, comodidade, tempo, qualifica\u00e7\u00e3o. Curso f\u00e1cil, ensino superficial, baixa qualidade, n\u00e3o forma profissionais, ensino inferior. X<\/div>\n<div>469 Tempo, disponibilidade, dinheiro, comodidade e facilidade Tempo, disponibilidade, dinheiro, comodidade e facilidade<\/div>\n<div>470 Organiza\u00e7\u00e3o,disciplina,f\u00e1cil acesso, determina\u00e7\u00e3o,interesse Dificuldade,relaxamento, pregui\u00e7a, comodismo, inaptid\u00e3o\u00a0 X<\/div>\n<div>471 Comprometimento, organiza\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, foco, metas Possibilidade, oportunidade, dedica\u00e7\u00e3o, empenho, acess\u00edvel<\/div>\n<div>472 Acesso, oportunidade, qualidade, otimizando tempo, realiza\u00e7\u00e3o Preconceito, flexibiliza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o, facilidade, comodidade, fragilidade X<\/div>\n<div>473 Facilidade de acesso, disponibilidade de horario, forma\u00e7\u00e3o de qualidade, tend\u00eancia, comodidade Forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, conhecimento limitado, pouca experiencia pratica, menor exig\u00eancia, f\u00e1cil. X<\/div>\n<div>474 Praticidade, desempenho, oportunidade, avan\u00e7o, globaliza\u00e7\u00e3o. Praticidade, desempenho, oportunidade, avan\u00e7o, globaliza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>475 Praticidade, maior aproveitamento do tempo, autonomia\u00a0 e flexibilidade Amplo acesso, flexibilidade, praticidade, autonomia e dinamismo<\/div>\n<div>476 Conveniente; \u00fatil; interessante; cultura; cederj. Conveniente; f\u00e1cil; barato; moderno; diferente.<\/div>\n<div>477 Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o,\u00a0 proatividade e curiosidade Oportunidade. Aprendizagem. Autonomia. Responsabilidade. Comprometimento<\/div>\n<div>478 Dedica\u00e7\u00e3o,realiza\u00e7\u00e3o,responsabilidade,consistencia,empenho Instabilidade,facilidade,descomprometimento,desleixo,tranquilidade X<\/div>\n<div>479 Oportunidade, facilidade, satisfa\u00e7\u00e3o, solu\u00e7\u00e3o, empreendedorismo. Oportunidade, facilidade, satisfa\u00e7\u00e3o, solu\u00e7\u00e3o, empreendedorismo.<\/div>\n<div>480 Disponibilidade,rapidez,efici\u00eancia,acessibilidade,praticidade. Dificulta o aprendizado,ensino ruim,pouco reconhecido no mercado,nenhuma pratica do curso, X<\/div>\n<div>481 Responsabilidade, comprometimento, satisfa\u00e7\u00e3o, conhecimento, experi\u00eancia. Dificuldade, erro, insuficiente, loucura, desconhecimento. X<\/div>\n<div>482 Facilidade de estudo, economia de tempo, economia de dinheiro, conforto, Moleza, assim at\u00e9 eu, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa, pelo menos economiza dinheiro, conforto X<\/div>\n<div>483 Disciplina, futuro, determina\u00e7\u00e3o, flexibilidade,econ\u00f4mica facilidade, Acho que existe ainda um pouco de preconceito, creio ser apenas porque n\u00e3o conhecem de fato o fluxo. X<\/div>\n<div>484 Facilidade,inova\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a, aprendizagem, foco Moleza, comodismo, aprendizado fraco, coisa de pregui\u00e7oso, ruim. X<\/div>\n<div>485 Tempo, conveni\u00eancia, possibilidade, oportunidade e disciplina Facilidade, responsabilidade, seriedade, conveni\u00eancia e dist\u00e2ncia<\/div>\n<div>486 Disponibilidade, vontade, esfor\u00e7o, estudo, flexibilidade N\u00e3o vale a pena, trabalhar, n\u00e3o tem tempo, ead \u00e9 coisa de louco, fa\u00e7a outra coisa X<\/div>\n<div>487 Praticidade, flexibilidade, tempo, economia e conforto. Pratico, f\u00e1cil, menos gasto, n\u00e3o tem mesma qualidade do que o presencial, pessoas menos competentes X<\/div>\n<div>488 Flexbilidade,tempo,realiza\u00e7\u00e3o,oportunidade,qualifica\u00e7\u00e3o Facil,sem qualifica\u00e7\u00e3o,tempo,op\u00e7\u00e3o,m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o X<\/div>\n<div>489 Agilidade, flexibilidade, rapidez, conforto e intera\u00e7\u00e3o Dificuldade, barato, disciplina, determina\u00e7\u00e3o, acessibilidade<\/div>\n<div>490 Acessibilidade, deslocamento, tempo, flexibilidade, gasto Ensino fraco, f\u00e1cil, flexibilidade, gastos, tempo<\/div>\n<div>491 Dedica\u00e7\u00e3o,disciplina,responsabilidade,foco e organiz\u00e3o Flexibilidade, dif\u00edcil,disciplina,organiza\u00e7\u00e3o e foco<\/div>\n<div>492 Inclus\u00e3o, disciplina, tecnologia, inova\u00e7\u00e3o,futuro Disciplina, foco, inclus\u00e3o, acessibilidade, diferente<\/div>\n<div>493 Desafio, &#8220;\u00e9 poss\u00edvel ? &#8221; , for\u00e7a de vontade, praticidade e qualidade . Desafio, determina\u00e7\u00e3o, praticidade, &#8220;tem como trabalhar&#8221; e ensino .<\/div>\n<div>494 Tempo , localidade , dinheiro ,ensino , nessecidade Tempo , distancia , trabalho , emprego , nessecidade<\/div>\n<div>495 Dedica\u00e7\u00e3o, empenho, responsabilidade, esfor\u00e7o e dificulade Ensino sem qualidade X<\/div>\n<div>496 Flexibilidade, educa\u00e7\u00e3o de qualidade, muito estudo, oportunidades, trabalho Flexibilidade, muito estudo, esfor\u00e7o,facilidade, trabalho,<\/div>\n<div>497 Plasticidade,otimiza\u00e7\u00e3o de tempo,e agrega\u00e7\u00e3o na carreitra profisssional, agregar cohecimento. Tempo otimizado,prasticidade, agrega\u00e7\u00e3o do vida diaria, plataforma digital de conhecimento.<\/div>\n<div>498 Disponibilidade, flexibilidade, esfor\u00e7o, vontade e individualiza\u00e7\u00e3o. Preconceito, d\u00favida, receio, medo e incerteza. X<\/div>\n<div>499 Educa\u00e7\u00e3o,superior, oportunidade, renda, reconhecimento Diciplina, facilidade, opurtunidade, opurtunidade, renda<\/div>\n<div>500 Adequa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios,praticidade,oportunidade,integra,realiza\u00e7\u00e3o pessoal Mais dificil que a presencial,entrega,seriedade,comprometimento<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CENTRO DE FILOSOFIA E CI\u00caNCIAS HUMANAS INSTITUTO DE PSICOLOGIA LEONARDO G. VIANA ORIENTADOR MILTON N. 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